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FEBRASGO participa de Oficina para a Redução de Mortalidade Materna no Brasil

FEBRASGO participa de Oficina para a Redução de Mortalidade Materna no Brasil

Mais de 90% das mortes maternas poderiam ser prevenidas

Encontro destaca os 10 Passos do Cuidado Obstétrico para Redução da Morbimortalidade Materna

28 de maio é o Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

 

Realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, de 21 a 23 de maio, em Brasília, a oficina Estratégias para Redução da Mortalidade Materna propõe meios de capacitação em emergências obstétricas, comunitárias e de anticoncepção imediata pós-evento obstétrico (AIPEO).

A mortalidade materna continua sendo uma das questões mais sérias de saúde pública nas Américas, evidenciando desigualdades persistentes nos sistemas de saúde e nas condições de vida das mulheres. Embora alguns países tenham registrado progressos notáveis, as taxas de mortalidade materna ainda permanecem elevadas no Brasil, com taxas alarmantes em algumas unidades da federação e em populações vulneráveis como em comunidades indígenas. Estudos apontam que mais de 90% dessas mortes poderiam ser prevenidas com o acesso rápido e adequado a serviços de saúde de qualidade.

“Está sendo muito interessante, com muitas palestras sobre como reduzir mortalidade materna e oficinas práticas para atender as emergências obstétricas, principalmente as hemorrágicas. Acredito que essa ação fortalecerá o atendimento à saúde das mulheres, principalmente na atenção ao parto e puerpério”, comenta Dra. Roseli Nomura, Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que participa da ação ao lado dos colegas Dr. Gabriel Osanan, assessor da Diretoria Científica, membro das Comissões do TEGO e da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Urgências Obstétricas, Dr. Álvaro Luiz Lage Alves, presidente da CNE de Urgências Obstétricas, Dr. Alberto Carlos Moreno Zaconeta, membro da CNE de Residência Médica e de Hipertensão na Gestação, a Dra. Roxana Knobel, membro da CNE de Urgências Obstétricas, e a presidente da SGOB - Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, Dra. Lizandra Moura Paravidine Sasaki.

As principais causas diretas da mortalidade materna incluem hemorragias obstétricas, hipertensão arterial (como a pré-eclâmpsia e eclâmpsia), complicações decorrentes de abortos inseguros e infecções. Esses problemas são frequentemente agravados por obstáculos no acesso aos serviços de saúde, como dificuldades no transporte, escassez de insumos e profissionais qualificados, além das desigualdades sociais que afetam grupos vulneráveis, como indígenas, afrodescendentes, pessoas com deficiência e mulheres em regiões rurais ou remotas. Esse cenário destaca a necessidade urgente de ações coordenadas e eficazes para combater esse problema.

Durante o encontro, que reúne vários representantes da saúde e do governo, foram destacados os 10 Passos do Cuidado Obstétrico para Redução da Morbimortalidade Materna, que são:

  • 01 Garanta encontros de qualidade, centrados nas necessidades de cada mulher, durante todos os contatos com os serviços de saúde.
  • 02 Institua ações de profilaxia e identificação das síndromes hipertensivas durante o pré-natal.
  • 03 Realize triagem oportuna de infecções do trato geniturinário.
  • 04 Identifique precocemente sinais de gravidade clínica materna e garanta tratamento oportuno.
  • 05 Ofereça treinamento das equipes de assistência regularmente, para o pronto reconhecimento e condução dos casos de urgências e emergências obstétricas.
  • 06 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado dos quadros de síndromes hipertensivas graves na gestação.
  • 07 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado dos quadros infecciosos na gestação.
  • 08 Garanta o reconhecimento precoce e tratamento oportuno e adequado das síndromes hemorrágicas na gestação e puerpério.
  • 09 Reduza as taxas de cesariana desnecessárias.
  • 10 Garanta vigilância e assistência permanente no puerpério.

Fonte: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br

Este evento que segue até hoje (23/05), conta com a presença de lideranças de diferentes associações do Brasil, e foi organizado pela Coordenação Geral de Atenção à Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, liderada pela Dra Renata Reis, e pela consultora em Saúde Materna da OPAS/OMS, Ana Cyntia Baraldi.

A Diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde, Olivia Medeiros, pontuou durante o evento a importância da oficina para a saúde das mulheres. A chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Eliane Aparecida da Cruz, representando o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, discorreu sobre a importância da atenção materno infantil, parabenizando o lançamento da portaria do comitê de redução da mortalidade materna. Essa portaria será publicada ainda hoje e a FEBRASGO participa deste comitê.


Abertura



Dr. Alberto Zaconeta, Dra. Roseli Nomura, Dr. Felipe Favorette e Dr. Álvaro Luiz Lage Alves



Dr. Gabriel Osanan, Dra. Roseli Nomura, Dr. Álvaro Luiz Lage Alves e Dr. Alberto Zaconeta



Dra. Lizandra Paravidine Sasaki - presidente da SGOB, Federada de Brasília - e Dra. Roseli Nomura



Dra. Roseli Nomura com Olivia Medeiros - Dir. do Dep. de Gestão do Cuidado Integral do Min. da Saúde



Eliane Aparecida da Cruz - Chefe de Gabinete do Ministério da Saúde - com Dra. Roseli Nomura

Pré-eclâmpsia: entenda os sintomas, riscos e cuidados para proteger mães e bebês

22/05 – Dia Mundial de Conscientização da Pré-Eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma condição séria que afeta apenas mulheres grávidas, caracterizada pelo aumento da pressão arterial a partir da segunda metade da gestação. Apesar de muitos casos apresentarem poucos ou nenhum sintoma visível, a doença pode evoluir rapidamente e trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

De acordo com o Dr. José Carlos Peraçoli, presidente da Comissão de Hipertensão na Gestação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o pré-natal rigoroso é fundamental para o diagnóstico precoce da doença. “A gestante pode não sentir nada e estar com pressão alta. Por isso, é importante que inicie o pré-natal logo que confirme a gravidez. Em cada consulta, será medida sua pressão e pode-se descobrir que ela está elevada, mesmo que a mulher não esteja sentindo nada”, explica o Dr. Peraçoli.

Além da pressão alta, outros sintomas podem surgir, como dor de cabeça intensa, visão de pontos brilhantes — muitas mulheres relatam ver “estrelinhas” — e dor na região do estômago. Segundo o médico, entre os exames mais importantes para o diagnóstico estão a avaliação da proteinúria (presença de proteína na urina), além de testes para avaliar o funcionamento do fígado, rins, anemia e alterações de coagulação sanguínea.

"A pré-eclâmpsia tem tratamento, que, inicialmente, é realizado com remédios para controlar a pressão. Mas somente isso pode não ser suficiente. Infelizmente, não existe cura: a pré-eclâmpsia só desaparece quando o bebê nasce”, esclarece o especialista da FEBRASGO.

Principais marcadores de risco: Na primeira consulta do pré-natal, é possível identificar gestantes com maior risco, como:

  • Mulheres que já tiveram pré-eclâmpsia em gravidezes anteriores;
  • Está com peso acima do ideal;
  • Gestação de gêmeos;
  • Histórico de pressão alta ou diabetes.

Marcadores adicionais de risco são: primeira gestação, histórico de pré-eclâmpsia em mãe ou irmã, ter 35 anos ou mais, ser negra (preta ou parda) ou ter um intervalo superior a 10 anos entre gestação anterior e a atual.

Prevenção: Segundo Dr. Peraçoli, existem formas de reduzir o risco de pré-eclâmpsia naquelas pacientes consideradas vulneráveis. Quem apresenta fatores de risco deve ser orientada a praticar atividade física — como caminhada de 30 minutos, cinco vezes por semana —, além de tomar cálcio e pequena dose de aspirina, conforme prescrição médica.

O acompanhamento da pressão arterial durante toda a gestação é fundamental. Para quem já tem pressão alta, o monitoramento deve ser feito diariamente ou em dias alternados, conforme orientação médica.

Complicações – Ignorar sinais, mesmo que leves, pode resultar em crise hipertensiva, infarto, derrame, insuficiência renal, convulsões, problemas graves de coagulação e sérios riscos para o bebê, que pode não crescer como deveria. “Nascer com baixo peso, sofrer com falta de oxigênio ou até falecer dentro do útero. Em casos graves, pode ser necessário antecipar o parto, levando ao nascimento prematuro”, alerta o Dr. Peraçoli.

Após o nascimento, os sintomas da pré-eclâmpsia costumam desaparecer, mas o acompanhamento deve continuar. “Toda mulher que teve pré-eclâmpsia precisa manter acompanhamento ao longo da vida, pois tem risco maior de desenvolver problemas cardíacos ou renais. Mudanças no estilo de vida, dieta saudável e exercícios regulares são fundamentais”, conclui o especialista da FEBRASGO.

IV Simpósio Brasileiro de Ginecologia Oncológica da Febrasgo


 

IV Simpósio Brasileiro de Ginecologia Oncológica da Febrasgo, ocorrerá em formato online no dia 28 de junho de 2025.


Esta é uma iniciativa idealizada desde 2021 pela Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Febrasgo.

O evento visa fornecer informações atualizadas sobre neoplasias, além de estimular o desenvolvimento da área responsável pelo rastreio e identificação dos primeiros sinais da segunda maior causa de óbitos entre mulheres.

O Tema central a ser abordado será “Ações Essenciais e Oportunas, Resultados Transformadores”.


Participe deste evento gratuito com certificado!

 Evento finalizado





Assista abaixo o evento



https://www.youtube.com/watch?v=xlY73ibts-s





Palestrantes






Agnaldo Lopes da Silva Filho (MG)

Professor titular de ginecologia da UFMG; Diretor Científico da Febrasgo;

Caetano da Silva Cardial (SP)

Cirurgião oncológico membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica ; Mastologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia; Mestre em Ginecologia pela faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo; Membro da CNE de ginecologia oncológica da FEBRASGO; Professor associado da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina ABC; Coordenador do grupo de ginecologia oncológica FMABC; Professor da pós-graduação de ginecologia oncológica e cirurgia minimamente invasiva da Faculdade Sirio-Libanes; Cirurgião oncológico da Rede Américas - Santo André

Cristiano de Pádua Souza (SP)

Coordenador do departamento de oncologia clínica mama/gineco do Hospital de Câncer de Barretos. Doutorado pela Faculdade de Medicina de Botucatu Membro da SBOC, grupo GBECAM e grupo EVA. Docente do programa de pós graduação do Hospital de câncer de Barretos.

Delzio Salgado Bicalho (MG)

Ginecologista Oncológico do Grupo Oncoclínicas e da ONCAD Cirurgia Oncológica; Membro da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO; Ex-presidente da SOGIMIG 2019/2021.

Donato Einstein (SP)

Oncologista titular do Hospital Municipal Vila Santa Catarina e do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.Doutor em Ciências pela Disciplina de Ginecologia Oncológica da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP).

Eduardo Batista Candido (MG)

Professor Associado do Departamento de Ginecologia da UFMG; Diretor da SOGIMIG; Presidente da Comissão Nacional de Especialidades - Ginecologia Oncológica da FEBRASGO.

Etelvino de Souza Trindade (DF)

Membro da comissão especializada de ginecologia oncológica; Membro da comissão de defesa profissional ; Ex-presidente da FEBRASGO; Professor na ESCS (Fac. Medicina) do DF (aposentado); Presidente da Academia de Medicina de Brasília; Vice presidente centro-oeste da AMB

Filomena Marino Carvalho (SP)

Professora associada, livre-docente, do Departamento de Patologia da FMUSP.

Geórgia Fontes Cintra (SP)

Graduação e Residência Médica pela UNICAMP; Fellow em Ginecologia Oncológica pelo Hospital de Câncer de Barretos; Mentora Internacional em Ginecologia Oncologica da International Gynecological Cancer Society (IGCS); Membro da ESGO, IGCS, SBCO e Febrasgo

Jesus Paula Carvalho (SP)

Professor Associado Livre Docente da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Setor de Ginecologia Oncológica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP

Jose Carlos de Jesus Conceição (RJ)

Doutor em Ginecologia - UFRJ; Professor Asssociado - UFRJ; Médico do Serviço de Ginecologia- INCA; Professor Assistente Faculdade de Medicina Universidade Estácio de Sá

Juliana K. Helito (SP)

Médica radio-oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, com foco em tumores ginecológicos. Membro e título de Radioterapia pela Sociedade Brasileira de Radioterapia.Preceptora da Residência Médica de Radioterapia no HC-FMUSP e ICESP no ano de 2013. Membro do Grupo EVA e do IGCS.

Karla Kabbach (SP)

Professora adjunta do Departamento de Patologia da UNIFESP e da disciplina de Patologia da FCMS.Médica Patologista com ênfase em ginecopatologia, dermatopatologia e patologia mamária, atuando no Hospital Israelita Albert Einstein.

Leandro Santos de Araujo Resende (DF)

Ginecologista pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM; Mestre pela Unicamp;Doutor pela UNESP. Ginecologista Oncológico da Oncoclinicas DF e do Grupo EVA.

Marcia Luiza Appel Binda (RS)

Profa. Adjunta do Depto de Ginecologia e Obstetrícia da Univ. Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com atuação em Ginecologia Oncológica;Título de Especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e colposcopia; Doutora pelo programa de pós-graduação Ciências Médicas da UFRGS - área Ginecologia Oncológica.

Maria Celeste Osório Wender (RS)

Presidente da FEBRASGO; Professora Titular de Ginecologia e Obstetrícia da UFRGS; Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do HCPA; Vice-presidente da SOBRAC; Coordenadora do Ambulatório de Climatério e Contracepção em Situações Especiais do HCPA.

Mariana Seabra Leite Praça (MG)

Professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG e da Ciências Médicas de Minas Gerais; Membro do CNE Ginecologia oncológica da FEBRASGO; Diretora da SOGIMIG - Biênio 2023/25; Membro do Corpo Clínico da Rede Mater Dei de Saúde

Raquel Rivero (RS)

Médica Patologista e Professora do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da UFRGS. Atua no Hospital de Clínicas de Porto Alegre como patologista com ênfase em patologia feto-placentária e ginecológica, onde também é Chefe da Unidade de Necropsia.

Renato Moretti Marques (SP)

Coordenador do Programa de Cirurgia Robótica em Ginecologia do Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE; Coordenador do Serviço de Ginecologia Oncológica do Hospital Municipal Vila Santa Catarina – Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE; Mentor Internacional do Programa de Curriculo Global da International Gynecologic Cancer Society - IGCS; Membro da Comissão Nacional de Especialidades – Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO; Membro Diretor do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA; Doutor pela Disciplina de Ginecologia Oncológica da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP.

Ricardo dos Reis (SP)

Médico Titular do Departamento de Ginecologia Oncológica do Hospital de Câncer de Barretos; Pró-Reitor e Professor da Pós-graduação em Oncologia do Hospital de Câncer de Barretos; Diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos – Área de Ensino.

Rodrigo Gadia (SP)

Médico Radio-oncologista do Hospital de Amor de Barretos-SP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Radioterapia. Membro titular da IGCS (Sociedade Internacional de Ginecologia Oncológica), Membro titular do GBOT (Grupo Brasileiro de Oncologia torácica e do IALSC (Associação Internacional para o estudo do Câncer de Pulmão); Membro titular do ILROG (Grupo internacional de Radio-oncologia para Linfomas).

Sophie Françoise Mauricette Derchain (SP)

Professora Titular da UNICAMP; Secretária da CNE Oncologia da FEBRASGO; Pesquisadora do CNPq.

Suzana Arenhart Pessini (RS)

Ginecologista oncológica; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Walquíria Quida Salles Pereira Primo (DF)

Professora Adjunta de Ginecologia na Universidade de Brasília. Doutorado e Mestrado na UnB. Membro da CNE de ginecologia oncológica da Febrasgo. Ex-presidente da CNE de ginecologia oncológica da Febrasgo 2020-2023. Diretora científica da ABPTGIC.

Evento em formato online para profissionais de saúde.
O certificado digital será emitido após o encerramento do evento e você poderá imprimir ou compartilhar em suas redes sociais.

Responsável Técnico Médico: Maria Celeste Osório Wender | CRM 14578-RS

 

 

 
 

Programação sujeita a alteração. 

62º CBGO – Com alto nível científico, evento é marcado pela internacionalização

A 62ª edição do Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia acabou! Entre os mais de 700 temas e quase 340 palestrantes, foram quatro dias de uma programação científica de altíssimo nível. “Este foi um Congresso intenso em atividades e completo em conhecimento, abordando todos os aspectos da saúde feminina”, declara Dr. Marcelo Luis Steiner, Diretor Financeiro da FEBRASGO.

O câncer de colo do útero, um problema de saúde em todo o mundo, foi um dos temas protagonistas em várias atividades do 62º CBGO. Aqui no Brasil, temos cerca de 17 mil novos casos a cada ano e 7.000 mortes. “E é uma doença que pode ser evitada. Nós já conhecemos muito bem toda a história natural do câncer de colo do útero”, afirma Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, Diretor Científico da FEBRASGO, que participou de fórum com o Ministério da Saúde para debater o assunto durante o evento.

Internacionalização

Ainda dentro da temática do câncer de colo do útero, aconteceu a 1ª Sessão FEBRASGO e MD Anderson Cancer Center, o centro oncológico da Universidade do Texas, conhecido por ser um dos maiores e mais respeitados centros de tratamento e pesquisa em câncer do mundo. Além disso, nesta edição do CBGO, foi possível contar com a presença ilustre do Prof. Benjamin Hua, da China.

E para aumentar os laços de parceria e ampliar conhecimentos, no último dia do evento, aconteceu o Fórum online “Desafios e Avanços em Saúde da Mulher nos Países de Língua Portuguesa: Câncer de Colo Uterino e Mortalidade Materna”, com representantes de Portugal, Moçambique, Angola, Brasil e São Tomé e Príncipe.

Na parte da sessão sobre câncer de colo do útero, um representante de cada país apresentou um panorama da situação local, abordando epidemiologia, estratégias de rastreamento e vacinação, desafios no diagnóstico e tratamento, experiências e boas práticas.

Na parte sobre mortalidade materna, cada país apresentou os principais desafios e estratégias de redução da mortalidade materna, abordando: principais causas de morte materna, políticas públicas e impacto na redução de mortalidade, modelos de atenção à saúde materna e barreiras no acesso aos cuidados obstétricos.

Participação ativa de jovens ginecologistas e obstetras

O 62º CBGO recebeu mais de 2.000 trabalhos científicos, apresentando estudos e pesquisas, relatos de casos e revisões sistematizadas de 1.183 temas da Ginecologia e 954 temas da Obstetrícia, dos quais 1.670 foram aprovados. Destes, 18 trabalhos foram escolhidos pela comissão para serem premiados.

Para Dr. Agnaldo, “Quatro coisas chamaram muita atenção no 62º CBGO: (1) as atividades da CNE de Ligas, (2) as colaborações internacionais, tanto do MD Anderson quanto dos países de Língua Portuguesa, e (3) o FebraQuiz. Todas essas atividades fizeram muita diferença.”

Foram quatro dias de aprendizado, novidades, discussões, compartilhamento de conhecimentos e interação com o público, o que possibilitou a todos inúmeros aprendizados na Ginecologia e Obstetrícia, com foco na pesquisa e principalmente na prática clínica.

Durante a cerimônia de encerramento, foram apresentados alguns números do evento: dos mais de 4.300 inscritos, 61% são do Sudeste, 16% do Nordeste, 11% do Sul, 7% do Norte e 6% do Centro-Oeste. Vale destacar o grande número de congressistas jovens (2.349) e o público feminino, que representou 78% dos congressistas presentes.

“Agradecemos a presença de todos os congressistas e patrocinadores do evento e o apoio do Ministério da Saúde e da AMB. Aguardamos a presença de todos vocês no CBGO 2026, que acontecerá no mês de maio, em Belo Horizonte”, finaliza Dra. Maria Celeste Osório Wender, a primeira presidente mulher da FEBRASGO.

CBGO2026

Minascentro é o local escolhido para a 63ª edição do Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia. Vale o lembrete: o lote promocional CBGO 2026 está disponível no site (clique aqui) ainda hoje, 17/05. O lote inaugural está previsto para o dia 1º de julho.

62º CBGO – Um breve passeio pelas aulas e números desta sexta-feira

Com uma grade científica tão completa, fica difícil destacar apenas uma atividade dentre as mais de 700. Porém, logo pela manhã, chamou atenção o FEBRASGO Position Statement (FPS) sobre Sexologia, com muitas congressistas tirando suas dúvidas da prática clínica sobre a terapêutica com testosterona para mulheres com desejo sexual hipoativo. A Dra. Fabienne Bernardes Castro Vale, presidente da CNE de Sexologia e moderadora da atividade, e a Dra. Lucia Alves da Silva Lara, palestrante e vice-presidente da mesma CNE, deram informações altamente relevantes sobre este tema tão “quente” entre os ginecologistas.

Outra atividade que gerou muita conversa e compartilhamento de experiências práticas, dentro da sala 202A do RioCentro, foi a mesa-redonda “Manuseio do uso de hormônios na adolescência”. Os diálogos na sessão de discussão envolveram especialmente os casos práticos envolvendo métodos contraceptivos para meninas com espectro autista, cadeirantes e aquelas inseridas em um contexto de vulnerabilidade social, que as obriga a ingressar na vida sexual quando ainda nem chegaram à telarca.

Entre as atividades nomeadas “O que rola nas redes?”, a ‘Cesárea maternoassistida’ foi o assunto tratado pela Dra. Adriana Lippi Waissman, obstetra membro da CNE de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério. A prática difundida nas redes sociais consiste em procedimento cirúrgico onde a mãe participa na retirada do bebê do útero durante uma cesárea, auxiliada pela equipe médica. Dra. Adriana mostrou todos os riscos inerentes a este procedimento, que não tem respaldo na literatura científica. A obstetra aproveitou a ocasião para fazer um apelo aos colegas: “Por favor, tenham muita atenção com a técnica cirúrgica”.

O Dr. Rômulo Negrini, vice-presidente da CNE de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério, comentou sobre a cirurgia plástica na cesariana, elencando todos os perigos por trás desta prática e deixando bem claro que ambos os procedimentos cirúrgicos não devem ser realizados ao mesmo tempo, em razão de inúmeros riscos para a mulher, sendo um deles a trombose. “Não é preciso ter a ansiedade de resolver todos os problemas de uma vez só”, declarou Dr. Rômulo ao final da sua apresentação, durante sessão que teve como moderadora a diretora Administrativa da FEBRASGO, Dra. Roseli Mieko Yamamoto Nomura.

Conferência com a AMB

A conferência do Dr. César Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira, na tarde desta sexta-feira, uniu pensamentos do passado, presente e futuro, revelando a visão das Academias de Medicina ao longo do tempo. A frase célebre de Winston Churchill, citada na apresentação, não poderia ter sido mais apropriada: “Quanto mais você olhar para trás, mais para frente você vai ver.”

Essa foi a reflexão proposta por meio de uma viagem no tempo, destacando a importância do trabalho desenvolvido pelas Academias desde Platão até os dias atuais. Elas são fontes de disseminação do conhecimento e pontes para a implementação de políticas públicas.

Entre os próximos passos, assinalados pelo Dr. César, estão a aproximação com as universidades e o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. Ele também ressaltou a construção do trabalho da ANAGO – Academia Nacional de Ginecologia e Obstetrícia, que tem um futuro promissor.

Números desta sexta-feira

Em um giro rápido pela área de exposição, vale destacar também:

  • Na GO Store, foram feitos mais de 80 atendimentos para venda dos inúmeros produtos que levam o logotipo da FEBRASGO neste dia 16/05. Os campeões de venda são os itens institucionais: (1) a placa do título de especialista, feita em aço escovado com moldura escura, e (2) o selo personalizado, com o nome do especialista para colocar em receituários ou laudos. Estes itens são controlados e é preciso confirmar o registro de médico.
  • Na Arena Científica marcaram presença hoje perto de 260 congressistas.
  • Cerca de 160 pessoas estiveram nas aulas da Sala Hands On C nesta sexta-feira.

Por fim, vai uma superdica: o lote promocional CBGO 2026 estará disponível no site (clique aqui) até amanhã, 17/05. Você também pode passar no estande da FEBRASGO e escanear o QR Code, que tem as informações dos valores promocionais dentro de cada categoria de inscrição. O lote inaugural está previsto para o dia 1º de julho. Garanta já sua participação em Belo Horizonte.

 

62º CBGO: Final do FebraQuiz: conhecimento com diversão

Hoje foi o dia da rodada final do 1º FebraQuiz da FEBRASGO, o jogo interativo que testa conhecimentos em Ginecologia e Obstetrícia com base nas publicações e diretrizes mais recentes. Trata-se de uma atividade divertida e interativa voltada para os aprendizes. Foram 2 rodadas classificatórias com cinco equipes em cada rodada. Cada equipe foi composta por até 5 pessoas.

“O FebraQuiz utiliza uma estratégia pedagógica inovadora chamada ‘gamificação’, onde equipes de residentes de diferentes programas participam de uma disputa com o objetivo principal de acertar o maior número de questões no menor tempo possível”, conta Dr. Gustavo Salata Romão, atual presidente da Comissão de Residência Médica da FEBRASGO e um dos coordenadores da atividade.

Na terceira e última rodada, foi anunciado o nome da equipe vencedora: grupo Placentas Pensantes, de residentes da Unicamp. Parabéns aos participantes!

Competições como essa estimulam a dedicação máxima e o empenho dos residentes participantes, envolvendo também os preceptores e supervisores dos programas e a plateia, que acompanha atentamente - e com muita animação - toda a competição. “A primeira experiência do FebraQuiz no CBGO tem sido um sucesso, e esperamos que atividades como esta possam ser oferecidas nos próximos Congressos da FEBRASGO”, finaliza Dr. Gustavo.

Coordenadores do FebraQuiz

Coordenadores gerais: Drs. Adolfo Wenjaw Liao e Edson Santos Ferreira Filho.
Demais coordenadores: Dr. Gustavo Salata Romão, Dra. Maria Laura Costa do Nascimento, Dra. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, Dr. Carlos Alberto Maganha e Dr. Gustavo Arantes Rosa Maciel.

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