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Dengue e câncer estão entre os principais temas debatidos no segundo dia da 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Nesta sexta-feira (10), a programação do evento reuniu profissionais em prol do avanço da saúde Feminina, em Salvador (BA)

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) celebra o segundo dia da 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, nesta sexta-feira (10), com uma programação repleta de atividades práticas e orientadas para o fornecimento de um atendimento de excelência às pacientes dos consultórios ginecológicos, além da apresentação de debates importantes sobre temas atuais.

Entre eles, o atual cenário dos casos de dengue no Brasil foi um dos destaques do dia, com a conferência “Como enfrentar a dengue: Diretriz FEBRASGO”, mediada por Antonio Rodrigues Braga Neto e Roseli Mieko Yamamoto Nomura, membros do Grupo de Trabalho de Dengue e Gestação, e Regis Kreitchmann, presidente da CNE de Doenças Infectocontagiosas, que participaram da criação do Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério,  adotado pelo   Ministério da Saúde e OPAS.

“Esperamos ter contribuído na disseminação do conhecimento em todo o país no combate contra a dengue. Ao observarmos a incidência da doença no país, percebemos uma queda, porém é evidente que o número total de casos foi muito maior do que no ano de 2023. Ainda existem muitos territórios, principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que apresentam muitos casos de dengue, mantendo-se nos níveis de epidemia. O Distrito Federal é especialmente afetado, sendo o local com maior número de casos”, afirmou a Dra. Roseli.

 

 

As diretrizes definidas pela FEBRASGO para o enfrentamento da dengue em casos de dengue em gestantes e puérperas é resultado de um trabalho intenso da equipe científica, especialmente diante do número recorde de mortes por dengue em 2024, com mais de 2.197 casos confirmados e outros 2.276 ainda em investigação, conforme registrado no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde (MS). 

“A jornada discutiu, em uma de suas mesas, a situação epidemiológica da dengue em gestantes e puérperas no Brasil. Durante esse momento, tivemos a oportunidade de apresentar o Manual de Enfrentamento à Dengue na População Obstétrica. Nele, enfatizamos a importância da orientação aos profissionais sobre o uso de repelentes, o diagnóstico precoce nas admissões, os critérios para internação e o tratamento dessa população de maior risco adverso, que enfrenta uma maior chance de morte devido à dengue”, disse o Dr. Antonio Braga.

 

Na ocasião, foi disponibilizado o QR Code, juntamente com o Manual, para os profissionais presentes. Este manual contém atualizações, informações e orientações para os profissionais que lidam com gestantes e puérperas em um momento em que o país ainda enfrenta um elevado número de casos de dengue.

ncer na mulher

Seguindo a programação do dia, o painel “Desafios de gênero na jornada do câncer na mulher: impacto e desigualdades”, coordenado pela Dra. Hilka Espírito Santo e pelo Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, abordou os desafios do atendimento oncológico no Brasil e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres brasileiras para obter seus diagnósticos e, consequentemente, seus tratamentos.

Para a coordenadora do painel, quando consideramos também as questões de gênero dentro dessa população, torna-se evidente que a luta contra a doença é ainda mais difícil para o grupo, e o debate é importante porque pode revelar áreas que precisam ser aprimoradas ao longo desse processo. “Evento como este, realizados em estados como a Bahia, que abriga uma população negra significativa e que enfrenta inúmeras dificuldades para obter diagnósticos, são momentos extremamente importantes para discutir, debater e propor possíveis mudanças nesse sistema de atendimento”, ressaltou a Dra. Hilka Espírito Santo.

Outros assuntos da programação

A agenda desta sexta-feira incluiu também discussões sobre ginecologia endócrina, liderada pelo Dr. César Eduardo Fernandes e Dr. Marcos Felipe Silva de Sá, assim como orientações sobre dúvidas comuns no consultório ginecológico, apresentadas pela Dra. Ana Carolina de Sá Rosa, e a análise sobre o uso de contracepção hormonal, com contribuições da Dra. Ilza Maria Urbano Monteiro.

A saúde sexual também esteve entre os assuntos do dia com o tema “a abordagem da queixa de baixa libido” liderado pela Dra. Fabiene Bernardes. As atualizações no tratamento da Síndrome do Ovário Policístico foram apresentadas pelo palestrante Dr. José Maria Soares. Uma sessão de casos clínicos explorou condições como miomas, adenomiose e hiperplasia endometrial, coordenada por Dr. Mariano Tamura Vieira Gomes, com a participação do Dr. Eduardo Batista Cândido.

A  assistência à gestante e puérperas também esteve em pauta com discussões sobre evidências atuais em hemorragia pós-parto, complicações durante a cesárea, incluindo extração difícil, incisões estratégicas e histerectomia, bem como atualizações sobre pré-eclâmpsia.

Premiação Científica

A jornada destacou-se pela apresentação de uma série de trabalhos científicos premiados, abrangendo diversas áreas da ginecologia e obstetrícia. Entre os destaques, foram reconhecidos estudos originais, revisões sistemáticas, relatos de casos e vídeos de técnicas cirúrgicas, cada um contribuindo significativamente para o avanço do conhecimento nessas especialidades.

Aqui estão alguns dos trabalhos premiados:

  1. ENSAIO CLÍNICO PROSPECTIVO RANDOMIZADO: LASER DE CO2 NO TRATAMENTO DA SÍNDROME DA BEXIGA HIPERATIVA - AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS DO DIÁRIO MICCIONAL
  2. MELATONINA EXERCE O EFEITO MODULATÓRIO SOBRE A PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS TUMORAIS DE MAMA IN VITRO
  3. USO DE ANESTÉSICOS NO LOCAL DA INSERÇÃO DO TROCATER EM CIRURGIA DE HISTERECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA E SEUS EFEITOS ANALGÉSICOS NO PÓS-OPERATÓRIO: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
  4. TUMOR DE BRENNER BENIGNO ASSOCIADO COM CISTOADENOMA MUCINOSO DE OVÁRIO: RELATO DE CASO

 

  1. UNINDO PRECISÃO E EFICIÊNCIA: HISTERECTOMIA ROBÓTICA PARA ADENOMIOSE E CORREÇÃO DE DIÁSTASE ABDOMINAL EM ACESSO ABDOMINAL ÚNICO
  2. ESPLENECTOMIA NA CITORREDUÇÃO DO CÂNCER DE OVÁRIO: RELATO DE CASO
  3. O PRÉ-NATAL DE GESTANTES ADOLESCENTES NO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA

“Cada um desses estudos representa uma contribuição valiosa para a prática clínica e a pesquisa na área da saúde feminina, evidenciando a qualidade e a diversidade do trabalho científico apresentado durante o evento”, coloca a presidente da29. JBGO e da FEBRASGO, dra Maria Celeste Osorio Wender.

 

Serviço do Evento:

 

Evento: 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Data: 9 a 11 de maio de 2024

Local: Salvador (BA) - Brasil

Centro de Convenções de Salvador

Av. Octávio Mangabeira, 5.490

 

Para mais informações e inscrições, visite: https://jbgo2024.com.br/

O Primeiro dia da 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia promove debate sobre mortalidade materna na população negra

Nesta quinta-feira (09), especialistas de todo Brasil estiveram presentes acompanhando a programação do evento com temas importantes para a saúde da mulher

No primeiro dia da 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, promovida pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que aconteceu nesta quinta-feira (09), em Salvador (BA), especialistas de todo o país, cerca de 1500 inscritos, marcaram presença para explorar temas que abrangem desde a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças ginecológicas até os avanços em tratamentos obstétricos e questões psicossociais que impactam a saúde da mulher.

 

Durante a cerimônia de abertura, a presidente da FEBRASGO, Dra. Maria Celeste Osório Wender, destacou a importância do encontro e reforçou o compromisso da Federação em unir profissionais dedicados e comprometidos com a saúde da mulher brasileira: “A jornada que acontece aqui em Salvador é um importante encontro dedicado ao avanço do conhecimento científico. Hoje, diante de tantos colegas, quero enfatizar a importância da atualização científica como ferramenta fundamental para a segurança e promoção da saúde feminina”.

 

Também esteve presente na abertura o diretor científico da FEBRASGO, Dr. Agnaldo Lopes, que enfatizou o compromisso da Instituição com o avanço contínuo e a excelência na formação e prática médica no Brasil. “O evento reunirá uma pluralidade de assuntos e se apresentará como uma oportunidade singular para profissionais de saúde atualizarem-se sobre os mais recentes avanços na área de ginecologia e obstetrícia, promovendo o fortalecimento do conhecimento científico e da prática médica”, disse o diretor.

 

Fórum de Mortalidade Materna da Pessoa Negra

 

O destaque da programação do dia foi o Fórum de Mortalidade Materna da Pessoa Negra, que trouxe para o debate aspectos importantes do panorama brasileiro. Com a coordenação da Dra. Roseli Nomura, diretora administrativa da FEBRASGO, participaram da discussão a Dra. Maria Celeste Osório Wender, além da Dra. Acácia Maria Lourenço, que trouxe a evolução ao longo do tempo e ODS, e a palestrante Renata de Oliveira que falou sobre o racismo estrutural e a assistência à gestante e puérpera.

 

Segundo dados de 2022, a taxa de mortalidade materna entre mulheres negras é mais do que o dobro daquela entre mulheres brancas. A cada 100 mil nascidos vivos, houve 100,38 mortes de mães negras em comparação com 46,56 mortes de mães brancas. Para mulheres pardas, a taxa foi de 50,36. Esses números foram revelados pela Pesquisa Nascer no Brasil II: Inquérito Nacional sobre Aborto, Parto e Nascimento, conduzida pelo Ministério da Saúde em colaboração com a Fiocruz.

 

O Fórum realizado nesta jornada é um espaço importante para discutir as questões de saúde da mulher negra em Salvador, especialmente por ser uma capital majoritariamente negra. O painel contou com a participação do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde da Bahia e de várias outras entidades, incluindo o Comitê de Mortalidade Materna do município. Diversos profissionais e indivíduos preocupados com a redução da mortalidade materna estiveram presentes.

 

Para a coordenadora do Fórum, é importante destacar que esse problema não se restringe ao momento do parto, mas envolve todo o cuidado desde a atenção pré-natal até o acompanhamento pós-parto na Unidade Básica de Saúde (UBS) e o encaminhamento para serviços de saúde mais especializados quando necessário. “Devemos também enfatizar o cuidado no puerpério para combater a mortalidade materna não apenas entre mulheres negras, mas em todas as mulheres. É essencial que tenhamos uma visão abrangente de toda a cadeia de cuidados de saúde para alcançarmos resultados efetivos. Além disso, é importante reconhecer que as mulheres negras enfrentam problemas específicos, mas também existem outras questões associadas, incluindo a mortalidade em diferentes faixas etárias, como entre as jovens", concluiu a Dra. Roseli Nomura.

 

Serviço do Evento:

 

Evento: 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Data: 9 a 11 de maio de 2024

Local: Salvador (BA) - Brasil

Centro de Convenções de Salvador

Av. Octávio Mangabeira, 5.490

 

Para mais informações e inscrições, visite: https://jbgo2024.com.br/

 

Dia das Mães reforça a importância do autocuidado e da rede de apoio

Médicas também precisam se lembrar de que o cuidado vai além do trabalho: é importante cuidar de si mesma e construir uma rede de apoio

Por Letícia Martins, jornalista com foco em saúde

O Dia das Mães sempre traz um misto de sentimentos: emoção de quem celebra pela primeira vez a data, alegria em comemorar com os filhos presentes e saudade de quem já não está mais entre nós. Mãe é, durante toda a vida, sinônimo de apoio para os mais próximos. Mas quem apoia essa mulher?

Com perfil de cuidadora, é ela quem geralmente assume o cuidado dos filhos, da casa, da família e, muitas vezes, dos netos e dos próprios pais, quando esses já estão em idade avançada. Muitas conciliam trabalho e estudo. Tem a jornada dupla, a tripla, e sabe-se lá mais quantas. E não ‘tá tudo bem’, parafraseando a modinha.

Ser essa fonte eterna de apoio gera cansaço, e a consequência disso é uma mulher que não consegue cuidar adequadamente de si própria. “Denominamos esse quadro de ‘trabalho invisível’. A nossa cultura faz entender como ‘amor’ e ‘coisa natural’ a mulher ser a coordenadora e a executora do cuidado. Mas olhar muito para os outros recai em olhar menos para si, e isso interfere diretamente na saúde física, emocional e psicológica da mulher”, expõe a Dra. Maria Auxiliadora Budib, vice-presidente da Região Centro-Oeste da Febrasgo e componente do Núcleo Feminino da Febrasgo.

 

Embora as médicas saibam disso e sempre orientem suas pacientes em relação ao autocuidado (que, muitas vezes, não é esquecer de passar um hidratante corporal, mas ficar adiando a ida a uma consulta, por exemplo), essa “bronca maternal” serve também para elas próprias que, antes de serem especialistas, são mulheres e mães.

 

Construindo rede de apoio

 

Para ajudar a equilibrar todas as versões que cabem dentro de uma mãe, a Febrasgo criou o Núcleo Feminino, com o objetivo de trazer as pautas de autoconhecimento, autocuidado e resgate da saúde integral. “O Núcleo Feminino traz um olhar ampliado para suas associadas repensarem a própria saúde. Em nossos congressos, mídias sociais e revistas, trazemos temas para desconstruir realidades impossíveis: a de ser a mulher perfeita, a super-heroína, a que consegue administrar todos e tudo ao seu redor, a que é esteio (inclusive econômico) da família”, explica a vice-presidente da Febrasgo.

 

Segundo Dra. Maria Auxiliadora, é necessário desconstruir essas “perigosas personagens” que minam a energia das mães.

 

“Essas personagens nos endividam, porque precisamos estar sempre maravilhosas, com a moda e o salão em dia, com a casa impecável, com o carro do ano, com os filhos frequentando as melhores escolas, a família fazendo as melhores viagens. Isso tem um alto custo. É preciso repensar metas financeiras, reservar um tempo para atividade física, investir em uma alimentação mais saudável e ter na agenda esse ‘espaço’ para as refeições, ter um diálogo aberto com o parceiro(a) e com a família. Tudo isso recria possibilidades de saúde, não é mesmo?”, questiona.

 

A vice-presidente ainda lembra que embora exista esse cargo de ser a cuidadora e o apoio de muitos à sua volta, é importante que cada uma tenha uma rede de apoio para ajudá-la na missão de ser mãe, mulher e profissional.

 

“Rede de apoio é tudo, e aprendemos também que a sororidade traz essa potência. Precisamos educar nossos filhos para isso, criar ambientes menos competitivos, aprender a dar a mão e também ajudar quem nos ajuda para criar esse movimento compartilhado de cuidado”, explica. “Um dia de cada vez:  crescendo em empatia, a rede se torna insuperável”.

 

Nesse Dia das Mães, que a lição para todos que queiram fazer uma homenagem não se limite à rótulos como guerreiras, heroínas, superprotetoras. Mãe é muito mais que tudo isso, afinal. “São tantos adjetivos que tentam definir uma mãe. Mas mãe tem tanta potência, força e sensibilidade, que não se pode vincular a maternidade por uma única definição. O que precisa ser relembrado é que a mãe é humana. E isso traz um conforto: quando nos entendemos... humanas!”

 

A Febrasgo parabeniza todas as mães pelo seu dia!

FEBRASGO reunirá especialistas de todo País na 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

O evento que acontece de 9 a 11 de maio, em Salvador (BA), terá em sua programação temas importantes para a promoção da saúde da mulher brasileira 

De 9 a 11 de maio, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) tem o orgulho de anunciar a realização da 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. O evento acontecerá em Salvador (BA) e será um importante encontro regional dedicado ao avanço do conhecimento científico e práticas médicas da área.

A jornada contará com debates envolvendo uma ampla gama de temas relacionados à promoção da saúde da mulher, desde questões cotidianas no consultório ginecológico até tópicos mais complexos como violência contra mulher, “Chip da Beleza”, dengue na gestante, as necessidades e desafios da mulher transgênero, entre outros temas atuais. Também ocorrerá um Fórum elaborado junto com o Ministério da Saúde, sobre um tema extremamente relevante: Mortalidade materna da pessoa negra.  Além disso, serão discutidas estratégias para melhorar a realidade das mulheres brasileiras em diferentes contextos.

"Na FEBRASGO, nosso compromisso é incessante em unir profissionais dedicados e comprometidos com a saúde da mulher brasileira. Acreditamos que, ao unir e atualizar nossos esforços e conhecimentos, podemos verdadeiramente impactar a realidade das mulheres, proporcionando-lhes acesso irrestrito a cuidados de saúde de excelência e promovendo seu bem-estar integral, garantindo que cada mulher tenha a oportunidade de viver uma vida com mais saúde", declarou Dra. Maria Celeste, presidente da FEBRASGO.

Entre os temas destacados nas apresentações da jornada, incluem-se abordagens fundamentais para a prática médica contemporânea, desde "Como escolher o melhor anticoncepcional para cada paciente", ministrada pela palestrante Ilza Maria Urbano Monteiro, até "Como abordar a sexualidade na infância e adolescência", conduzida por Fabiene Bernardes Castro Vale.

 

Destaca-se ainda uma sessão especial sobre violência contra a mulher, coordenada por Rosires Pereira de Andrade, que incluirá palestras como "O ginecologista como agente de mudança contra a violência contra a mulher", apresentada por Marla Niag dos Santos Rocha (BA).

 

Para o Diretor Científico da FEBRASGO, Dr. Agnaldo Lopes, a 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia fortalece o compromisso da Instituição com o avanço contínuo e a excelência na formação e prática médica no Brasil, trazendo em sua programação, além do conteúdo científico extremamente rico, debates importantes da atualidade relacionados à saúde das mulheres brasileiras.  “Este ano, o evento reúne uma pluralidade de assuntos e se apresenta como uma oportunidade singular para profissionais de saúde atualizarem-se sobre os mais recentes avanços na área de ginecologia e obstetrícia, promovendo o fortalecimento do conhecimento científico e da prática médica”, finaliza.

 

 

Comissão executiva

A comissão executiva do evento será liderada pela diretoria da FEBRASGO composta por: Dra. Maria Celeste Wender, Presidente; Dr. Agnaldo Lopes, Diretor Científico; Dra. Lia Cruz, Diretora de Defesa e Valorização Profissional; Dr. Marcelo Luis, Diretor Financeiro e Dra. Roseli Nomura, Diretora Administrativa.

 

Comissão local

A comissão local será composta por: Dra. Claudia Margaret Smith, Presidente da SOGIBA e Dr. Carlos Augusto Pires Costa Lino, VP Nordeste da FEBRASGO.

 

Comissão de trabalhos científicos

A comissão de trabalhos científicos será composta por: Dr. Lucas Schreiner, membro da Comissão Nacional de Uroginecologia da FEBRASGO, Dra. Zsuzsanna Ilona, Assessora da Diretoria Científica da FEBRASGO, Dra. Silvia Regina Piza, Membro da Comissão Nacional do TEGO da FEBRASGO e Dr. Gabriel Costa, Vice-presidente da Comissão Nacional de Urgências Obstétricas.

 

Serviço do Evento:

 

Evento: 29ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Data: 9 a 11 de maio de 2024

Local: Salvador (BA) - Brasil

Centro de Convenções de Salvador

Av. Octávio Mangabeira, 5.490

 

Para mais informações e inscrições, visite: https://jbgo2024.com.br/

Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose: 6 mitos e verdades sobre a doença

No Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, 7 de maio, a Comissão Nacional de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) faz um alerta sobre a doença que afeta 1 em cada 10 brasileiras. O Dr. Ricardo Quintairos, ginecologista e presidente da Comissão, destaca que a endometriose é uma condição caracterizada pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) fora do seu local habitual: os implantes de tecido podem ser encontrados nos ovários, bexiga, intestino e até no sistema respiratório.

A condição, que muitas vezes é silenciosa e também se confunde com outras doenças ginecológicas, causa uma série de dúvidas entre as mulheres. Por isso, o especialista esclarece mitos e verdades relacionados ao tema.

 

  1.  A endometriose não tem cura

Verdade. A  endometriose é uma condição crônica, ou seja, persistirá ao longo da vida da mulher. Embora comprometa o sistema reprodutor feminino, pode ser gerenciada por meio de diversos tratamentos. Portanto, é essencial que a mulher mantenha consultas regulares com o médico, relate todos os sintomas e siga as orientações recomendadas. Desta maneira, é possível alcançar uma melhor qualidade de vida e minimizar os desconfortos causados pela doença.

 

  1. A prática de exercícios físicos pode contribuir para aliviar os sintomas da endometriose.

Verdade. Incorporar exercícios físicos pode, de fato, complementar os tratamentos para aliviar os sintomas da endometriose. Isso ocorre porque as atividades físicas, especialmente as aeróbicas, promovem a liberação de endorfinas e ajudam a regular a produção excessiva de estrógeno, o hormônio associado à doença. Além disso, os exercícios também contribuem para fortalecer o sistema imunológico, o que é fundamental para prevenir complicações e melhorar o processo de recuperação.

  1. Infertilidade é sinal de endometriose.

Mito. É verdade que a infertilidade é um dos sinais mais comuns da endometriose. No entanto, isso não é uma regra absoluta. Algumas pessoas que sofrem com a doença não experimentam problemas de fertilidade. A gravidade dessa infertilidade pode variar dependendo da extensão e das características da doença endometriótica. É fundamental destacar que existem tratamentos e métodos eficazes disponíveis que possibilitam às pessoas com endometriose a chance de engravidar e ter filhos saudáveis.

      4. A endometriose pode impactar diferentes órgãos do corpo.

Verdade. Embora a endometriose não seja uma condição que se propaga, pode impactar vários órgãos. Sendo mais comum na cavidade pélvica, pode se manifestar também em outros órgãos situados nas cavidades abdominal e torácica. É importante destacar que existem diferentes tipos de endometriose, classificados de acordo com a localização das lesões, bem como o grau de comprometimento dos órgãos afetados e sua profundidade.

  1. A doença tem prevenção.

Mito. Infelizmente, ainda não há formas conhecidas de prevenção primária da endometriose, pois sua causa ainda não é totalmente compreendida. No entanto, é possível adotar medidas de prevenção secundária. Uma abordagem eficaz de prevenção secundária é agir precocemente, especialmente em jovens que apresentam suspeita de desenvolver a condição. Uma estratégia fundamental é suprimir a menstruação, evitando assim a estimulação hormonal, que contribui para o crescimento das lesões endometrióticas. Ao inibir a menstruação, é possível reduzir a produção de estrogênio, o que pode retardar o avanço da doença. Embora não seja possível interromper completamente o seu desenvolvimento, essa abordagem pode proporcionar uma evolução mais lenta da endometriose, possibilitando uma vida reprodutiva mais saudável.

  1. A mulher com endometriose engorda com mais facilidade.

Mito. O ganho de peso é complexo e multifatorial. A ansiedade e o estresse decorrentes das dores e da redução da qualidade de vida podem contribuir para a falta de atividade física e uma dieta inadequada, o que, em pessoas predispostas, pode resultar em obesidade. O uso de medicações hormonais para o tratamento da endometriose pode contribuir, embora geralmente não seja significativo. A adoção de uma dieta anti-inflamatória e a prática regular de atividade física são pilares no tratamento da endometriose e, ao mesmo tempo, ajudam a combater o ganho de peso.

 

 

Dor Pélvica pode ser indicativo de doenças ginecológicas, alertam especialistas

Sintomas podem ser indicativos de endometriose, adenomiose, miomas uterinos e outras condições

 

Maio é o Mês de Conscientização da Dor Pélvica, uma iniciativa destinada a oferecer esclarecimentos sobre essa condição que impacta milhares de mulheres em todas as faixas etárias. Por muito tempo, dores pélvicas, incluindo cólicas menstruais intensas, foram vistas como algo comum entre as mulheres. No entanto, esses sintomas podem ser indicativos de doenças ginecológicas, tais como endometriose, adenomiose, miomas uterinos e outras condições.

 

A Dra. Marcia Mendonça, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), esclarece que a dor pélvica pode ser classificada em dois tipos: aguda e crônica. A dor pélvica aguda é localizada na região abaixo do umbigo e tem uma duração de 1 a 5 dias, enquanto a dor pélvica crônica (DPC) apresenta a mesma localização, porém persiste por um período prolongado, em geral superior a  6 meses.

 

A especialista explica que existem diversos fatores que podem estar relacionados à causa da dor. A dor aguda pode estar ligada a processos infecciosos ou inflamatórios, como a doença inflamatória pélvica, infecções cervicais, cólicas ou dor ovulatória. Já a dor crônica pode ter diversas origens, tanto ginecológicas quanto não ginecológicas. “Entre as causas ginecológicas, destacam-se a endometriose, as dores relacionadas ao útero, como a dismenorreia, e miomas uterinos. Quanto às causas não ginecológicas, incluem-se a constipação intestinal crônica, alterações intestinais e esqueléticas", destaca a médica.

 

Causas

A dor pélvica é frequentemente associada ao ciclo menstrual ou a problemas ginecológicos comuns. No entanto, diversos distúrbios urinários e gastrointestinais podem levar à dor pélvica e abdominal, tais como a infecção urinária, pielonefrite e apendicite.

Esses distúrbios podem ser classificados em:

  • Distúrbios ginecológicos, que afetam os órgãos reprodutores (vagina, colo do útero, útero, trompas de Falópio e ovários).
  • Distúrbios que impactam outros órgãos pélvicos, como a bexiga, a parte inferior dos ureteres, a uretra, o reto, o apêndice ou o assoalho pélvico (músculos, ligamentos e tecidos que sustentam os órgãos pélvicos).
  • Distúrbios que afetam estruturas próximas à pelve, mas fora dela, como a parede abdominal, o intestino, os rins ou a parte superior dos ureteres.

 

Outras Doenças

 

A médica da FEBRASGO enfatiza que a endometriose é uma causa significativa de dor pélvica crônica (DPC), podendo estar presente em até 40% dos casos. É crucial salientar que, quando uma mulher apresenta dor pélvica crônica, a avaliação médica completa é essencial.  Não podemos esquecer que existem diversos fatores associados à dor, como alterações músculo-esqueléticas, problemas relacionados ao assoalho pélvico, doença miofascial, alterações urinárias, constipação intestinal e síndrome do intestino irritável, os quais precisam ser considerados para um diagnóstico diferencial adequado.

 

O tratamento da endometriose é amplo e deve envolver uma equipe multidisciplinar, visto que é uma condição benigna associada à dor e à infertilidade. Pode-se usar  medicamentos para controlar a dor e suspender os ciclos menstruais naquelas que não desejam engravidar. Além disso, é preciso incluir fisioterapia, atividade física, ajustes na dieta e outras medidas, como acupuntura. A cirurgia está indicada em casos selecionados e deve ser realizada por profissionais com expertise no tratamento da doença. Em caso de infertilidade, as técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV) são a melhor opção. Em qualquer  situação , o foco é a melhoria da qualidade de vida da mulher.

 

Prevenção

 

De acordo com a Dra. Marcia Mendonça, a prevenção da DPC pode ser difícil, pois doenças como a endometriose não são passíveis de prevenção. No entanto, a adoção de medidas de saúde em geral, como manter uma dieta equilibrada, praticar atividade física e ingerir alimentos ricos em fibras e não inflamatórios podem melhorar o funcionamento do intestino e promover uma boa saúde geral. “Quando uma mulher apresenta dor, especialmente aquela que compromete sua qualidade de vida, é fundamental que ela seja avaliada clinicamente por um médico, com a realização de exames e eventualmente procedimentos complementares, que serão definidos após a consulta médica”, explica a especialista. “Entre os exames comumente solicitados estão ultrassonografia ou, em alguns casos, uma ressonância magnética”, conclui.

 

 

 

 

Dia Nacional da Mulher: Conheça os principais cuidados no climatério

O Dia Nacional da Mulher é celebrado anualmente em 30 de abril no Brasil, sendo uma ocasião importante para promover a igualdade de gênero e os direitos das mulheres na sociedade. Neste contexto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) ressalta a importância do atendimento à mulher durante o período da menopausa, destacando a necessidade de cuidados específicos e apoio médico adequado para essa fase da vida feminina.

 

A Dra. Lucia Helena, presidente da Comissão de Climatério da FEBRASGO, ressalta que os cuidados ao longo da vida são essenciais, mas neste momento devem receber uma atenção especial. A médica recomenda uma boa alimentação, com o consumo de alimentos ricos em cálcio, que é muito importante nessa fase da vida para a elevação da qualidade óssea, controlar o peso, evitar o ganho de peso, e evitar o tabagismo. Praticar atividade física também é fundamental para a saúde de um modo geral e colher benefícios para um envelhecimento saudável no futuro. “Conversar sempre com o ginecologista é essencial, pois cada mulher pode ter necessidades específicas dependendo da condição de saúde que ela tem. Mas tudo o que ela pode fazer para passar por esse momento de uma forma mais saudável e também ter saúde para ter uma boa fase de envelhecimento, é o que recomendamos”, afirmou.

 

Segundo a especialista, não há uma idade precisa ou um momento definido que seja igual para todas as mulheres quando se trata da menopausa. A partir dos 40 anos, no entanto, muitas mulheres podem começar a experimentar alterações em seus ciclos menstruais. Isso pode se manifestar como irregularidade menstrual, com períodos que falham em chegar regularmente todos os meses. Além disso, algumas mulheres podem começar a experimentar sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono e irritabilidade, que são comuns durante a transição para a menopausa. Esses sintomas podem ocorrer antes de completar um ano sem menstruação, o que é considerado o marco oficial da menopausa.

 

É possível atravessar a menopausa sem sintomas perceptíveis?

 

A Dra. Lucia enfatiza que a menopausa marca a cessação da menstruação, ocorrendo quando uma mulher passa 12 meses sem menstruar. Embora a média de ocorrência seja aos 50 anos, é comum começarem a ocorrer alterações antes dessa idade.No entanto, é importante notar que cerca de 80% das mulheres experimentam algum tipo de sintoma durante essa fase, e a intensidade desses sintomas pode variar significativamente de uma mulher para outra. “Nem todas as mulheres precisam necessariamente procurar tratamento médico ou tomar medicamentos, pois a intensidade dos sintomas pode ser leve para algumas e mais intensa para outras”, frisou a médica.

 

Sintomas

 

Em relação aos sintomas da menopausa, há uma grande variedade. Entre os sintomas físicos, um dos mais incômodos e frequentemente relatados pelas mulheres é o fenômeno das ondas de calor. Essas ondas de calor consistem em uma sensação súbita de calor que afeta principalmente a parte superior do corpo, como o rosto e o pescoço, acompanhada por transpiração e, por vezes, palpitações e taquicardia. As sensações podem ser bastante desconfortáveis ​​e geralmente motivam as mulheres a procurar ajuda médica. Além das ondas de calor, as alterações de sono, como insônia, e as alterações psicológicas, como irritabilidade e alterações de humor, também são comuns durante a menopausa.

 

Terapia Hormonal

 

Não é necessário que toda mulher faça terapia de reposição hormonal, mas aquelas que experimentam sintomas da menopausa e acham que esses sintomas estão afetando significativamente sua qualidade de vida são aconselhadas a considerar a terapia de reposição hormonal. “Essa terapia pode ajudar a aliviar os sintomas desconfortáveis da menopausa. É importante ressaltar que nem todas as mulheres experimentam sintomas, como mencionado anteriormente”, destacou a especialista.

 

Toda mulher deve fazer reposição hormonal?

 

Fazer reposição hormonal está indicado para mulheres que passam por uma condição conhecida como menopausa precoce, onde a menopausa ocorre antes dos 40 anos. Mesmo que essas mulheres não apresentem sintomas, como no caso de uma paciente que teve o útero e os ovários removidos por cirurgia aos 35 anos, é importante considerar a reposição hormonal até por volta dos 50 anos, quando a menopausa naturalmente ocorreria. Isso porque a ausência desses hormônios pode levar a uma série de consequências negativas a longo prazo. Para essas mulheres com menopausa precoce, a reposição hormonal é recomendada, mesmo na ausência de sintomas.

Em outras situações, a reposição hormonal é realizada para aliviar os sintomas da menopausa, e também sabemos que traz benefícios adicionais, como a prevenção da osteoporose e a redução do risco de doenças cardiovasculares. “Embora esses benefícios não sejam necessariamente percebidos de imediato, são importantes a longo prazo para a saúde da mulher”, finaliza Dr. Lucia.

 

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