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Dra. Maria Celeste reúne ex-presidentes da FEBRASGO para troca de experiências

No dia 23/04, em São Paulo, houve um encontro entre a atual presidente da FEBRASGO, Dra. Maria Celeste Osório Wender, e cinco ex-presidentes da entidade.

O convite partiu da própria presidente e teve entre os objetivos a troca de experiências vividas no cargo, além de elencar alguns projetos já realizados e outros que estão no planejamento.

“A reunião entre mim e os ex-presidentes é a segunda que tivemos na atual gestão. Sempre de muito proveito: troca de experiências e opiniões. Ouvir a voz de quem já esteve à frente da nossa entidade é mais um estímulo para continuarmos no caminho que a FEBRASGO vem tomando há mais de uma década: inovação, ciência, profissionalismo e ética em defesa da Ginecologia e Obstetrícia brasileira”, declara a Dra. Maria Celeste.

A reunião não faz parte do calendário estatutário, mas foi considerada importante para o intercâmbio de saberes. “Foi uma conversa muito amistosa e exitosa. Não nos cabe aprovar os projetos apresentados, mas sim, opinar sobre eles. E nós os vimos com muito bons olhos e mostramos nossa visão favorável aos projetos que a Dra. Maria Celeste pensa para o futuro da FEBRASGO”, comenta o Dr. Cesar Eduardo Fernandes, que exerceu o cargo de presidente da federação de 2016 até 2019 - e atualmente é presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).

Segundo ele, essa gestão vive um momento esplendoroso, com inúmeras realizações que ajudam imensamente o exercício da Ginecologia e Obstetrícia e os cuidados com a saúde da mulher. “A atual presidente busca muito a harmonia. E foi bom ela nos ouvir, até porque cada um de nós, como ex-presidentes, viveu muito intensamente questões parecidas no exercício da função”, conclui Dr. César.

 

Na foto da esquerda para a direita: Dra. Maria Celeste Osório Wender, Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, Dr. Cesar Eduardo Fernandes, Dr. Etelvino de Souza Trindade, Dr. Nilson Roberto de Melo e Dr. Edmund Chada Baracat

Para conferir a galeria de presidentes da FEBRASGO acesse: https://www.febrasgo.org.br/pt/institucional/galeria-dos-presidentes

Pressão alta pode comprometer contracepção, gravidez e menopausa, alerta especialista da FEBRASGO

  • Hipertensão, muitas vezes silenciosa, aumenta risco de pré-eclâmpsia, parto prematuro, infarto e AVC, e pode até limitar o uso de métodos contraceptivos
  • 26/04 é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

 

“Silenciosa e altamente prevalente, a hipertensão arterial pode afetar a saúde da mulher em diferentes momentos da vida — da escolha do método contraceptivo à gestação e à menopausa”. O alerta é da ginecologista Dra. Gabriela Pravatta, membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

Segundo a especialista, a pressão alta nem sempre causa sintomas no início, o que torna o acompanhamento médico ainda mais importante. Em muitos casos, é justamente o ginecologista ou obstetra quem identifica o problema pela primeira vez, já que esse costuma ser o médico mais presente na rotina de cuidado da mulher, o que reforça o papel desses especialistas no rastreamento e na prevenção.

Na idade reprodutiva, a hipertensão já impõe cuidados importantes. Mulheres com idade maior que 35 anos e diagnóstico de hipertensão ja têm contraindicação para métodos contraceptivos à base de estrogênio, como pílulas combinadas, injetável mensal, anel vaginal e adesivo transdérmico. Além disso, quando a mulher engravida já hipertensa — ou desenvolve hipertensão ao longo da gestação — o risco de complicações maternas e fetais aumenta significativamente.

Durante a gravidez, a hipertensão pode causar danos a órgãos-alvo, com repercussões renais, hepáticas, hematológicas e neurológicas. Também eleva a chance de pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morbimortalidade materna. Em situações mais graves, o quadro pode evoluir para eclâmpsia, com convulsões, ou para a síndrome HELLP, condição grave associada a hemólise, alteração hepática e queda das plaquetas.

Para o bebê, a hipertensão está relacionada à insuficiência placentária, restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer, redução do líquido amniótico e maior risco de prematuridade. Em alguns casos, inclusive, é necessário antecipar o parto para preservar a saúde materna e fetal.

Sintomas exigem atenção imediata

Entre os principais sinais de alerta, especialmente na gestação, estão o ganho de peso acelerado, inchaço importante, dor de cabeça, zumbido, alterações visuais e falta de ar. Dor no peito, dificuldade para respirar aos esforços e necessidade de dormir com vários travesseiros também devem ser valorizadas.

“Na gravidez, qualquer alteração pressórica merece atenção maior. O pré-natal permite identificar precocemente sinais que podem indicar agravamento da hipertensão e evitar desfechos mais graves para a mãe e para o bebê”, destaca a Dra. Gabriela, que será palestrante no 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO 2026), que acontece em Belo Horizonte, de 27 a 30 de maio.

Pressão deve ser medida em toda consulta

A FEBRASGO reforça que a aferição da pressão arterial deve fazer parte da rotina de atendimento ginecológico e obstétrico. Isso porque o consultório pode ser uma porta de entrada decisiva para o diagnóstico precoce da doença, principalmente em mulheres que não mantêm acompanhamento clínico regular com outros especialistas.

A prevenção também passa por mudanças no estilo de vida, com alimentação balanceada, redução do consumo de sal e ultraprocessados e prática regular de atividade física.  

Na menopausa, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso. Com a queda do estrogênio, o risco cardiovascular feminino já aumenta naturalmente. Quando associada à hipertensão, essa fase passa a exigir controle ainda mais atento para reduzir as chances de infarto e AVC.

“Cuidar da pressão arterial ao longo da vida é uma forma de proteger a saúde da mulher no presente e no futuro. Isso melhora os desfechos de uma possível gestação, reduz os riscos na menopausa e contribui para mais qualidade de vida no envelhecimento”, conclui a Dra. Gabriela Pravatta.

 

63º CBGO

Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

https://febrasgo.iweventos.com.br/cbgo2026

#CBGO2026

Data: 27 a 30 de maio de 2026

Local: Minascentro - Belo Horizonte - Minas Gerais

Credenciamento para imprensa: imprensa@gengibrecomunicacao.com.br

FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

A recém-lançada 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade representa um avanço importante na qualificação da assistência a pacientes que convivem simultaneamente com essas duas condições. O documento foi desenvolvido para apoiar a prática dos profissionais de saúde e contribuir para um cuidado mais integral, respeitoso e efetivo.

A FEBRASGO participou da construção do material por meio de dois representantes: a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da entidade, e o Dr. José Maria Soares Júnior, presidente da CNE de Ginecologia Endócrina.

A relação entre obesidade e câncer traz impactos relevantes para o manejo clínico e exige uma abordagem mais ampla, que considere desde o diagnóstico até as adaptações necessárias ao tratamento. Nesse contexto, a diretriz surge como uma referência inédita, elaborada de forma colaborativa por 13 instituições, reunindo diferentes especialidades em torno de um objetivo comum: oferecer parâmetros mais claros para o cuidado dessa população.

“A associação entre câncer e obesidade impõe desafios adicionais no cuidado da saúde da mulher. Neste sentido, a colaboração de diferentes especialidades para esta Diretriz é muito relevante, pois contribui para qualificar a assistência não apenas na esfera técnica, mas também no acolhimento”, comenta a Dra. Maria Celeste.

“O lançamento da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade, fruto da colaboração entre a FEBRASGO, o Oncoguia e outras entidades, representa um avanço fundamental para o ginecologista ao sistematizar o cuidado de pacientes que enfrentam simultaneamente essas duas condições, indo além da avaliação pelo IMC para abordar os reais desafios técnicos em diagnóstico por imagem, os ajustes críticos nos tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos, e o necessário combate ao estigma, que compromete o acolhimento e os desfechos clínicos em tumores de alta prevalência feminina como mama, endométrio e ovário”, comenta o Dr José Maria.

Temas abordados

O conteúdo aborda pontos centrais da assistência a pacientes oncológicos com obesidade, incluindo os efeitos do estigma no acesso e na qualidade do cuidado, os limites de uma avaliação baseada exclusivamente no índice de massa corporal (IMC), a importância do acompanhamento contínuo e o papel das equipes multiprofissionais no tratamento.

O documento também discute desafios técnicos e estruturais envolvidos no diagnóstico, como limitações em exames de imagem e procedimentos, além da necessidade de adequações em equipamentos, infraestrutura e capacitação das equipes. Outro eixo importante da diretriz trata das particularidades do tratamento do câncer em pessoas com obesidade, com atenção às condutas em quimioterapia, radioterapia e cirurgia, buscando reduzir riscos, manejar efeitos adversos e melhorar os resultados terapêuticos.

Ao reunir evidências e recomendações práticas, a publicação busca contribuir para a elevação do padrão do cuidado oncológico no Brasil, com olhar mais atento às especificidades desses pacientes.

A 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade pode ser acessada no link abaixo:

https://www.oncoguia.org.br/conteudo/board-de-cancer-e-obesidade/18094/1428/

 

Sob coordenação do Instituto Oncoguia, a diretriz foi elaborada com a participação das seguintes instituições: ONG Obesidade Brasil, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), FEBRASGO, Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Painel Brasileiro da Obesidade, Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Sociedade Brasileira de Mastologia, Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia e Sociedade Brasileira de Urologia.

Menopausa: série do SP1 explica impactos à saúde da mulher

Na última segunda-feira, 13 de abril, o telejornal SP1 passou a exibir uma série de reportagens sobre a menopausa.

A ideia é retratar como cada mulher vive esse período, mostrando quais são os caminhos para passar por esta fase com acesso à informação, acolhimento e tratamento adequado.

Na estreia da série, a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO, falou sobre os termos relacionados à menopausa. Além disso, a Dra. Rita Dardis, membro da CNE em Climatério da FEBRASGO, também foi uma das especialistas consultadas para a produção.

Clique aqui para ver a reportagem na íntegra!


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