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Apoio à equipe médica no caso de interrupção da gestação em vítima de estupro

Alinhada a seu objetivo principal de garantir assistência integral à saúde da mulher, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) manifesta seu apoio à equipe médica que realizou a interrupção da gestação prevista em lei em vítima de estupro, no mês de junho deste ano, em Santa Catarina. A FEBRASGO já se manifestou a respeito do tema, confira a nota informativa no link https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1470-nota-informativa-aos-tocoginecologistas-brasileiros-sobre-o-aborto-legal-na-gestacao-decorrente-de-estupro-de-vulneravel

Anemia na gestação merece cuidado com alimentação

É importante que a grávida priorize alimentos fonte de ferro, como as carnes, as leguminosas e os vegetais verde-escuros

A anemia está entre as patologias que mais acometem as gestantes devido à hemodiluição gestacional, um processo fisiológico da gravidez em que ocorre o aumento do volume sanguíneo, com maior da proporção do plasma sanguíneo em relação às células do sangue. Os tipos mais comuns são a anemia ferropriva e perniciosa, causadas pela carência de ferro e de vitamina B12, respectivamente.

A anemia gestacional aumenta o risco para o aborto espontâneo, prematuridade, restrição do crescimento fetal e hemorragia materna. Por isso, deve ser prevenida e tratada quando diagnosticada.

A mulher que detecta um quadro de anemia durante a gestação deve receber o tratamento com administração de ferro - via oral ou até intravenosa, dependendo da gravidade do caso. E pela hemodiluição que ocorre fisiologicamente como acima citado, as gestantes devem receber uma suplementação profilática de Ferro por via oral.

A alimentação também merece cuidado redobrado. É importante que a gestante tenha atenção ao consumo de alimentos fonte de ferro como as carnes, as leguminosas e os vegetais verde-escuros e de vitamina B12 presente em carnes, ovos e produtos lácteos. Além destes, outros nutrientes importantes para o metabolismo do ferro devem estar no prato, como a vitamina C presente em alimentos cítrico como a laranja, acerola, limão e morango; e o ácido fólico, presente em vegetais verde-escuros e leguminosas.

Gestantes também devem ter cuidado com alimentos que podem diminuir a absorção do ferro, como a suplementação de cálcio durante as refeições com maior consumo de ferro (almoço e jantar) e o consumo de chás, cafés e chocolates logo após as refeições com maior consumo de ferro (almoço e jantar).

Outra questão que merece atenção é o consumo de fitatos, substâncias consideradas anti-nutricionais que estão presentes nas leguminosas (feijões, lentilhas, ervilhas secas, grão de bico), mas que são removidas com a demolhagem dos grãos. A demolhagem é processo de deixar estes alimentos de molho de 08h a 12horas, trocando a água a cada 4 horas.

Nota oficial da Febrasgo

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), como representante dos profissionais que atuam diretamente em prol da Saúde da Mulher reforça ser terminantemente contra qualquer tipo de abuso e desrespeito.

Casos como os que, infelizmente, temos acompanhado nos veículos de comunicação, fogem de qualquer premissa da assistência médica e, portanto, entram na esfera criminal.

A FEBRASGO acompanha em detalhes desdobramentos de casos específicos e busca constantemente formas de reforçar a qualidade e compromisso no atendimento à saúde da mulher. Informa ainda que está elaborando uma campanha nacional de educação e conscientização sobre violência contra a mulher, que será lançada em breve.

Febrasgo reforça a importância do olhar para a saúde ginecológica de crianças e adolescentes

Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente


Em 13 de julho é comemorado o Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que em 1990, deu origem à Lei nº 8069/1990 que regulamenta os direitos dos menores de 18 anos, inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal. Por lei, a criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde.

 

O acompanhamento e a prática de check-ups médicos regulares são essenciais para os cuidados com a saúde e para a prevenção de doenças. No caso de pacientes mulheres, podem começar bem cedo, sob a supervisão de um ginecologista infantil.

Nesta linha de pensamento, uma questão paira tanto sobre mães, pais, responsáveis e os próprios menores de idade: quando deve acontecer a primeira consulta ginecológica? Segundo a ginecologista Cláudia Barbosa Salomão, membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Febrasgo, as meninas devem realizar a primeira consulta por volta dos 10 anos de idade.

 

“É um momento muito interessante de nós, médicos, captarmos essa paciente, porque ela apresentará um nível de constrangimento menor,  sendo assim,  a consulta fica mais fluida e descontraída”, destaca. Porém, a médica alerta que não é o que acontece na maioria das vezes. A adolescente costuma procurar o médico depois da primeira menstruação, habitualmente motivada por uma irregularidade menstrual, ou até em idade mais avançada, quando as mães estão preocupadas com o inicio das relações sexuais.

 

A pesquisa “Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva: as relações dos ginecologistas e obstetras com suas pacientes”, realizada um ano antes da pandemia pela Febrasgo, endossa as afirmações da especialista sobre o constrangimento que ainda permeia os cuidados femininos com a saúde íntima: quatro milhões de brasileiras nunca foram ao ginecologista obstetra e outras 5,6 milhões não têm o hábito de ir a esse profissional, sendo que 11% das entrevistadas apontaram a vergonha como o principal motivo.

 

Conduzida pelo Instituto Datafolha, a pesquisa entrevistou 1.089 mulheres de 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, em 129 municípios de todas as regiões do país.

 

Vínculo e confiança na relação médico-paciente

Vale ressaltar que o ginecologista é o médico que, na maioria das vezes, vai acompanhar a paciente durante a sua adolescência, tratando de vários assuntos além das demandas habituais, como as questões relacionadas aos ciclos menstruais, sexualidade, check-ups necessários, cartão de vacinas, questões nutricionais e a frequência de atividades físicas.

 

Outro aspecto, também cultural, que interfere nessa relação é a crença de que a ida ao ginecologista deve ocorrer uma vez por ano. Para as adolescentes, o recomendado é ir ao consultório ginecológico duas vezes ao ano ou mais, no intuito de criarem um vínculo com o especialista, possibilitando conversar abertamente sobre suas demandas mais íntimas.

 

A Dra. Zuleide Felix Cabral, membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Febrasgo aprofunda o assunto ao destacar que há exames fundamentais que são realizados no check-up realizado na adolescência como, por exemplo, perfil lipídico e glicêmico em pacientes com perfil de risco, além dos que são direcionados quando há sinal ou sintoma que indique possibilidades de patologias.

Mulheres que fazem sexo com mulheres realizam menos consultas ginecológicas, alerta Febrasgo

Pesquisa realizada pela Febrasgo aponta que 76% das mulheres (independente de sua sexualidade) realizam consultas ginecológicas anualmente; percentual cai para percentual 47% no recorte de mulheres que fazem sexo com mulheres (MSMs)

São Paulo, junho de 2022. Diariamente, o acesso à saúde configura-se um desafio ao bem-estar da população brasileira, sobretudo da parcela LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e outro/as). Diante disso, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) elenca os principais pontos de atenção à saúde ginecológica de mulheres lésbicas e bissexuais cisgênero e de homens transgênero.

De acordo com dados da pesquisa Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva: as relações dos ginecologistas e obstetras com suas pacientes (2019), realizada pela Febrasgo, 76% das mulheres (independente de sua sexualidade) realizam consultas ginecológicas anualmente. Ao considerar somente as mulheres que fazem sexo com mulheres (MSM), esse percentual cai para 47%, de acordo com o relatório Atenção Integral à Saúde das Mulheres Lésbicas e Bissexuais, do Ministério da Saúde (MS).

A ginecologista Lucia Alves da Silva Lara, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo, aponta “que a mulher, independente da sua orientação sexual, precisa ir regularmente ao ginecologista para orientações de saúde, bem como para prevenção dos danos relacionados com comportamento sexual de risco. Ir ao ginecologista uma vez a cada ano é suficiente para que se tenham orientações e cuidados específicos para cada demanda da mulher’”. 

Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

As ISTs podem surgir pela ação de vírus, bactérias ou protozoários – caso da sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites, herpes, tricomonas. A falsa crença de que mulheres homo e bissexuais e homens trans estão menos propensos a infecções sexualmente transmissíveis prejudicando a prevenção de saúde dessas pessoas.

A médica da Febrasgo faz uma alerta para prevenção dessas doenças “o contágio pode ocorrer por proximidade com pele na presença de lesões genitais, contato entre mucosa oral, anal e vaginal, contato com fluidos vaginais e com o sangue mestrual.  E também pelo uso de acessórios sexuais compartilhados sem barreira de proteção, que são responsáveis pela transmissão de agentes infecciosos”.

A Dra. Lucia completa: "a utilização de dildos, outros objetos sexuais, sex toys, sem a proteção, seja de condon ou qualquer outro método de barreira, podem transmitir alguma infecção. Também vale atenção, para algumas práticas sexuais não protegidas que podem aumentar o risco de hepatites, HIV, herpes, entre outras”.

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