Abril Roxo - Mês de Conscientização sobre a Adenomiose

Quarta, 23 Abril 2025 10:29

Confira seis fatos sobre a adenomiose

 

Dr. Ricardo de Almeida Quintairos, ginecologista e Presidente da Comissão de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), esclarece seis dúvidas sobre a adenomiose, tema que faz parte da grade científica do 62º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia – CBGO, que acontece de 14 a 17 de maio no Riocentro, RJ.

 

  1. Endometriose e adenomiose são a mesma coisa? Não. A principal diferença entre elas é o local de crescimento dos tecidos. Enquanto na endometriose o tecido ectópico cresce fora do útero, em órgãos como os ovários, bexiga e até no intestino, na adenomiose o desenvolvimento do tecido é no próprio útero, na camada do miométrio.

  2. Os sintomas de adenomiose são iguais aos da endometriose? Há sintomas semelhantes, como dor pélvica, cólica menstrual intensa, sangramentos menstruais abundantes e dor durante a relação sexual. Mas enquanto na endometriose a dor é mais generalizada, na adenomiose a dor se concentra na região do útero.

  3. Qual exame serve para diagnosticar a adenomiose? A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem padrão para o diagnóstico da adenomiose, apresentando sensibilidade de 82% e especificidade de até 84%.

  4. Mulher com adenomiose pode engravidar? A adenomiose não tem um impacto tão direto sobre a fertilidade, embora também possa dificultá-la. Já a endometriose é uma das principais causas de infertilidade.

  5. Adenomiose tem cura? A adenomiose tem cura, mas com a retirada do útero, ou seja, é preciso realizar a histerectomia.

  6. A adenomiose pode ser confundida com outras doenças ginecológicas? Sim, a adenomiose pode ser confundida com outras condições ginecológicas, como miomas, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e até mesmo câncer uterino. Essas condições compartilham sintomas semelhantes, como sangramento uterino anormal, cólicas menstruais intensas e aumento do volume uterino, o que pode dificultar o diagnóstico preciso. Por isso o diagnóstico diferencial com um ginecologista é essencial para determinar a causa exata dos sintomas e orientar o tratamento adequado

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