Provas do TEGO
Avaliação para obtenção do Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia será aplicada em julho
A avaliação é formada por duas etapas. A primeira é teórica, com 100 testes de múltipla escolha baseados em casos clínicos, metade referente à área de Ginecologia e a outra parcela sobre Obstetrícia. As perguntas também são acompanhadas de imagens, aumentando o grau de dificuldade.
A segunda fase, por sua vez, sofreu uma mudança há dois anos. Houve a implantação da parte prática, na qual os candidatos precisam aplicar os conhecimentos e realizar tarefas em estações com pacientes simulados ou manequins.
O título, conferido pela Febrasgo e a Associação Médica Brasileira (AMB), é responsável por avaliar os profissionais quanto ao saber científico, habilidades e atitudes, fundamentais para o exercício da profissão. Roseli enfatiza a relevância do certificado:
Em 2019, os residentes do terceiro ano que tiveram desempenho satisfatório no Teste de Progresso Individual de 2018 poderão prestar a prova prática diretamente. O edital será divulgado em breve e as inscrições serão abertas.
Campanha Nacional de Vacinação contra gripe
Está prevista para o período entre 10 de abril e 31 de maio, a campanha de vacinação contra gripe. As gestantes estão entre as prioridades para o recebimento de imunização."Os sintomas da gripe na mulher grávida costumam ser mais preocupantes que do que acontece para outras pessoas em geral ", diz o presidente da Comissão Nacional Especializada de Vacinas da FEBRASGO, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, dr. Julio Cesar Teixeira.
Não há nenhuma contra indicação das vacinas para as gestantes, podendo ser aplicadas em qualquer período da gravidez, inclusive após o parto.
"Os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos para o bebê e ele fica protegido. Os anticorpos também podem ser transferidos pelo leite no período da amamentação. Os bebês são mais vulneráveis então a vacinação na gravidez é muito importante porque a gripe durante a gestação tem maior risco de evolução grave", explica o Dr. Júlio César.
Muitos dos casos críticos de gripe acontecem nas gestantes. Na mulher grávida, por ter seu sistema de defesa diminuído, a influenza evolui rapidamente e de forma mais grave, inclusive correndo risco de óbito.
O especialista adverte que a não vacinação das gestantes pode resultar na exposição da criança ao vírus da gripe após nascer e ainda sem os anticorpos protetores, além de as gestantes poderem apresentar um possível quadro de insuficiência respiratória, que costuma evoluir em torno de seis a doze horas. O mesmo vale para os indivíduos mais velhos acima de 60 anos e aos mais jovens com doenças crônicas.
A vacina está disponível no Sistema Único de Saúde, SUS, para grupos especiais, como as gestantes e nas clínicas privadas para mulheres de todas as idades. Protege por um ano, pois o vírus se modifica nesse período, sendo necessária a revacinação contra os novos que surgirem.
Dr. Júlio César reitera que a vacina não causa doença; é segura por possuir somente partículas do vírus e que por isso pode ser aplicada em grávidas em qualquer momento e até mesmo em pessoas com imunidade baixa, embora a proteção possa ser menor.
FEBRASGO na mídia
O presidente César Eduardo Fernandes fala na TV Cultura sobre a pesquisa Datafolha que aponta aprovação de cerca de 90% das pacientes aos ginecologistas e obstetras. Confira.
Qualificação dos Gestores
Em 6 de abril, a FEBRASGO promoverá uma ação especialmente formatada para o desenvolvimento de seus gestores e executivos. Trata-se do "Programa de Desenvolvimento de Líderes da Saúde, Módulo I: Gestão de Pessoas e Liderança", que terá sua fase inicial em São Paulo
O objetivo é atualizar e aperfeiçoar competências de todos os que cuidam do dia a dia da administração da FEBRASGO e das Federadas, por meio de conteúdos de gestão, preparando-os para a excelência no desempenho de suas funções e no trato com os desafios de mercado.
A grade é composta pelos seguintes temas:
- Gestão de Pessoas
- Papel da Liderança
- Gestão do Pipeline
- DNA da Liderança
- Habilidades Gerenciais
- Liderança Situacional
- Negociação
- Estilos de Negociação: analítico, pragmático, integrador e expressivo
- Modelo Harvard de Negociação
- Formas de Influência (de acordo com o perfil / estilo do outro)
- Comunicação Assertiva e Eficaz
- Casos e Dinâmicas
FEBRASGO LANÇA APLICATIVO PARA ASSOCIADO
A FEBRASGO lançará nova ferramenta digital até o fim do mês de março. Trata-se de um aplicativo para smartphone, que contará com login e senha para os médicos associados e conteúdo exclusivo em GO. Entre as funcionalidades, estão o acesso a novidades publicadas em artigos e notícias importantes relativas à especialidade, protocolos de conduta de diversos problemas clínicos e doenças da Ginecologia e Obstetrícia, com ferramentas de busca para facilitar a pesquisa, calculadora e agenda para acompanhamento gestacional, além de todo o cadastro personalizado do médico.Resolução sobre telemedicina é revogada pelo CFM
O Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou, em 22 de fevereiro, a resolução 2.227/2018, que visava a regulamentar a prática de telemedicina no País. A regra, que só entraria em vigor em abril, possibilitaria a realização de consultas, diagnósticos e até cirurgias à distância. O recuo ocorreu após críticas contundentes das representações médicas, em especial quanto à falta de debate e transparência no processo.Em comunicado oficial, o CFM afirmou que em virtude do alto número de propostas recebidas para alteração dos termos da resolução e em atenção ao clamor de inúmeras entidades, que solicitaram mais tempo para analisar a propositura e encaminhar suas sugestões de alteração, optou pela revogação. Isso após colher a opinião de seus conselheiros efetivos.
Assim, até a elaboração e aprovação de um novo texto sobre o tema pelo Plenário do CFM, a prática da telemedicina no Brasil segue subordinada aos termos da Resolução CFM nº 1.643/2002, atualmente em vigor.
A FEBRASGO fará em breve ampla consulta a seus associados, para amealhar contribuições a serem levadas ao Conselho Federal de Medicina.
Índice de satisfação da mulher com ginecologista e obstetra bate 93%
Pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que oito em cada dez mulheres estão satisfeitas com o atendimento do atual ou último ginecologista. A aprovação chega a bater os 93%, entre as pacientes da saúde suplementar.Nada menos do que 88% se declaram satisfeitas quanto ao acolhimento e atenção, realizar exames clínicos e passar confiança. Aconselhar teve 87% de satisfação e fornecer informações claras e suficientes, 86%. Como já dito, os índices são maiores que a média entre as pacientes que utilizam atendimento particular ou por planos de saúde, entre 89% e 93%, e ligeiramente menores entre as usuárias do sistema público, de 84% a 86%.
Exemplo institucional
Para ter uma ideia do significado desses números, vale registrar que, há um ano, o mesmo Datafolha fez um levantamento sobre as instituições mais confiáveis do Brasil. Na ocasião, as Forças Armadas ocuparam o topo da lista. O percentual de entrevistados que diz confiar muito nos militares é de 37%. Entre os índices mais baixos de credibilidade, ficaram partidos políticos (68% não confiam) e o do Congresso (67%).
“É bastante satisfatório receber números de satisfação como esses, que provam que somos uma classe de especialistas muito bem aceitos pelas pacientes. É uma especialidade que tem sido um pouco demonizada no presente, devido a algumas dificuldades de assistência ao parto, embora caiba registrar que este problema, no mais das vezes, não seja de responsabilidade exclusiva do obstetra e ginecologista. Somos uma especialidade valorizada e merecemos o apreço e a consideração que as nossas pacientes nos devotam. É preciso, de outra parte, termos o nosso valor reconhecido pelas autoridades e gestores de saúde, visto que, como a pesquisa demonstrou, somos uma especialidade médica muito importante para assistência das mulheres”, declara o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.
Indagadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para a saúde da mulher, cerca de 80% indicaram a Ginecologia e Obstetrícia. E 88% declararam que costumam se consultar com os profissionais, sendo 43% uma vez ao ano e 24% a cada seis meses.
Outros dados
As mulheres brasileiras estão deixando a saúde sexual e reprodutiva em segundo plano, segundo a pesquisa “Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva”, do Datafolha.
Os dados são de que 6,5 milhões de brasileiras não frequentam o ginecologista, 4 milhões nunca foram e 16,2 milhões não vão a uma consulta com esse especialista há mais de um ano.
Esse cenário aponta que 20% das mulheres com 16 anos ou mais (ou seja, uma em cada cinco) correm o risco de ter algum problema ginecológico por desconhecimento, descaso ou deszelo com a prevenção.
A suspeita de gravidez é um dos mais recorrentes motivos para a procura de um ginecologista-obstetra, principalmente entre as mulheres com baixo nível de estudo (Fundamental). Apenas cerca de metade do público vai a um especialista pela primeira vez por razões preventivas. A idade média da primeira ida ao ginecologista é de 20 anos.
Perfil
As entrevistas aconteceram em 129 municípios abrangendo todas as regiões do País, representando cerca de 80.980 milhões de mulheres. A pesquisa foi feita entre 5 e 12 de novembro de 2018, tendo margem de erro de três pontos percentuais. Foram ouvidas mulheres de 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas.
A população feminina tem a maior concentração na faixa etária de 35 anos para cima, reflexo do recorrente envelhecimento dos brasileiros. A pesquisa revelou que cerca de metade das entrevistadas são casadas ou possuem um(a) companheiro(a), ou seja, aproximadamente sete em cada dez têm filhos, resultando em uma média de 2,7 filhos.
O grau de escolaridade e a condição econômica dizem muito sobre os hábitos das brasileiras. Segundo o estudo, o costume de frequentar um ginecologista é mais comum entre as moradoras de regiões metropolitanas e da região Sudeste. Por outro lado, as mulheres que nunca foram a esse especialista encontram-se concentradas nas cidades do interior. Outro ponto relevante é em relação ao acesso a serviços de saúde. Os atendimentos, particular e o via plano de saúde, são mais comuns conforme aumenta o grau de escolaridade e a classificação econômica.
A relação médico-paciente também foi abordada na pesquisa e espelha as questões relacionadas ao âmbito econômico e educacional. A segurança em ter um próprio médico ginecologista em uma situação de parto é maior entre as mulheres com escolaridade e classificação econômica mais elevada.
Comissão Central da FEBRASGO organiza programação de Congresso 2019
Elaborar uma programação abrangente e completa não é uma missão fácil. Nesse cenário, o trabalho em equipe levado a cabo pela FEBRASGO é exemplar. Em 16 de março, especialistas membros da Comissão Central se reuniram para avançar mais um degrau na definição da grade científica do 58° Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que ocorrerá de 13 a 16 de novembro em Porto Alegre, RS.
O planejamento de todo o conteúdo tem sido organizado em etapas, com a participação das diferentes áreas de atuação. O processo teve início com as Comissões Especializadas Nacionais (CNEs), que visam a estimular o ensino e a pesquisa em Ginecologia e Obstetrícia.
São 30 grupos de campos de conhecimento distintos, como aleitamento materno, climatério, anticoncepção, gravidez de alto risco, entre outros. Com a função de sugerir temas para o Congresso, além de formas de abordá-los, cada CNE fez sugestões levando em conta cota de aulas baseadas na demanda da respectiva subespecialidade. A estratégia foi adotada pelo fato de existirem áreas com um maior número de pessoas interessadas em relação a outras.
Após essa fase inicial, a lista com ideias de temáticas seguiu para a Comissão Científica Regional. Esse ano, como o encontro ocorrerá na capital gaúcha, os membros do Rio Grande do Sul foram os responsáveis por filtrar as sugestões vindas da CNEs.
A reunião de 16 de março foi um filtro para esse longo processo de elaboração. Todo o material proveniente das CNEs e da Comissão Regional foi utilizado para definir a melhor maneira de distribuição da grade. Ou seja, o trabalho foi focado em ponderar as propostas e ver se havia necessidade de eventuais aperfeiçoamentos. Houve também sugestão de nomes de palestrantes, mas essa questão só será definida após a finalização do quadro de temas.
Segundo o presidente da FEBRASGO, César Eduardo Fernandes, todo o processo de organização do CBGO prima pela transparência, tanto das diversas regiões do Brasil quando de todas as CNEs.
“Só assim conseguimos compor uma grade que contemple de fato as demandas gos ginecologistas e obstetras de todo o Brasil e disseminar conhecimento de excelência das diversas áreas de atuação”.
Aliás, cerca de 40 pessoas de várias regiões do Brasil, como Belém do Pará, Cuiabá, Pernambuco e Brasília participaram do encontro. As mesas de discussão foram compostas por subespecialidades afins, como por exemplo, o grupo de ginecologia oncológica trabalhou junto com o de mastologia.
Marcos Felipe Silva de Sá, diretor científico da FEBRASGO, ressalta a importância desse processo detalhado como facilitador da organização do Congresso
“Foi ótimo porque cada grupo recebeu uma pasta com as sugestões das comissões nacionais e da comissão gaúcha. Então, 80% do caminho já estava percorrido. O que fizeram na reunião foi analisar, referendar ou substituir.”
Esse modelo de definição da programação já foi utilizado no último Congresso de Ginecologia e Obstetrícia que aconteceu em Belém do Pará em 2017, com muito sucesso e caráter democrático. Marcos Felipe acredita que a grade preliminar deve ser anunciada em maio, assim como os nomes dos professores palestrantes.