Revistas

Ministério da Saúde lança campanha para vacinar 3 milhões de adolescentes contra o HPV

No Brasil, existem pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos que não foram vacinados contra o HPV, mesmo após terem ultrapassado a faixa etária recomendada para a imunização, que vai dos 9 aos 14 anos. Em resposta a isso, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de resgate para identificar e vacinar esses jovens.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo mais comum entre as mulheres brasileiras. A ação acontece próximo ao mês de março que é dedicado à campanha "Março Lilás" que visa aumentar conscientização e prevenção sobre a doença. A campanha inicial será realizada em 121 municípios com as menores coberturas vacinais, onde vivem quase 3 milhões de adolescentes não imunizados, de ambos os sexos. O objetivo é vacinar pelo menos 90% desse público. Aqueles que não tiverem certeza sobre a vacinação também serão imunizados como precaução.

Para garantir o sucesso da campanha de resgate, os estados participantes deverão solicitar doses extras da vacina ao Ministério da Saúde, que será responsável pela compra e distribuição. Além disso, uma cartilha divulgada nesta semana orienta que a vacinação seja realizada também fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) apoia a campanha de vacinação contra o HPV, reconhecendo sua importância na proteção da saúde da mulher e na prevenção do câncer de colo de útero. “Como entidade comprometida com a saúde ginecológica, reforçamos a necessidade de aumentar a cobertura vacinal e conscientizar a população sobre os benefícios da vacinação e do rastreamento regular. Com esse apoio, buscamos garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações”, destaca a Dra. Cecília Maria Roteli, secretária da Comissão Especializada em Vacinas da FEBRASGO.

Até 2044, quase metade da população adulta brasileira será obesa

Excesso de peso pode reduzir a fertilidade, aumentar a predisposição para a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e causar irregularidades ou até mesmo a ausência de ovulação

 

De acordo com estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), até 2044, 48% da população adulta brasileira será obesa e 27% terão sobrepeso. Desde 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o dia 4 de março como o Dia Mundial da Obesidade, com o objetivo de disseminar informações, aumentar a conscientização sobre os riscos associados à doença e combater o estigma social que ainda a envolve.

Para o Dr. José Maria Soares, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), os principais fatores de risco para o desenvolvimento da obesidade nas mulheres incluem genética, estilo de vida sedentário, alimentação inadequada, distúrbios hormonais e alterações metabólicas, como resistência à insulina. Além disso, fatores como gravidez, menopausa e questões emocionais também desempenham um papel importante no aumento do peso, o que torna a prevenção e o tratamento da obesidade ainda mais desafiadores.

“A obesidade nas mulheres não apenas afeta a saúde geral, mas também tem impactos diretos no ciclo reprodutivo. O excesso de peso pode reduzir a fertilidade, aumentar a predisposição para a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e causar irregularidades ou até mesmo a ausência de ovulação. Além disso, a obesidade está associada a distúrbios menstruais e ovarianos, elevando o risco de cânceres ginecológicos, como os de ovário, mama e endométrio”, ressalta o médico.

Do ponto de vista da saúde feminina, a obesidade possui uma forte conexão com a síndrome dos ovários policísticos, desempenhando um papel significativo no seu desencadeamento. “Compreender a fisiopatologia da obesidade e as opções de tratamento disponíveis é fundamental para que os ginecologistas possam oferecer um cuidado mais eficaz às mulheres que enfrentam essa importante questão de saúde”, explica

A obesidade também tem um impacto negativo na fertilidade feminina. Mulheres com sobrepeso apresentam mais irregularidades menstruais e uma chance reduzida de concepção natural em um ano, em comparação com aquelas com peso saudável.

“Este é um problema de saúde pública global que afeta mulheres em diferentes fases de suas vidas. Os ginecologistas obstetras desempenham um papel essencial na identificação de fatores de risco, diagnóstico e tratamento da obesidade, um desafio significativo para a saúde das mulheres”, enfatiza o Dr. José Maria.

Prevenção

O médico da FEBRASGO destaca que a prevenção da obesidade começa com a adoção de hábitos saudáveis que promovam o equilíbrio entre alimentação e atividade física. Manter uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras, é essencial para evitar o acúmulo de peso excessivo. Além disso, é importante controlar as porções e evitar alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares, que contribuem para o aumento do peso.

“A prática regular de exercícios físicos, como caminhadas, corridas, musculação ou atividades que promovam o bem-estar, deve ser incorporada à rotina diária, ajudando não só na queima de calorias, mas também no fortalecimento do corpo e na melhora do metabolismo. Evitar o sedentarismo, estabelecer uma boa qualidade de sono e gerenciar o estresse também são fundamentais para manter o peso saudável. Essas pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer toda a diferença na prevenção da obesidade e na promoção de uma vida mais saudável e equilibrada”, diz.

Tratamento

O tratamento da obesidade geralmente começa com a mudança do estilo de vida, independentemente do IMC da pessoa. No entanto, o médico explica que para muitas pessoas, essa abordagem não traz os resultados esperados e nem sempre ela é suficiente para não apenas perder peso.

Quando a mudança de hábitos não é suficiente, o próximo passo é considerar o uso de medicamentos. Porém, para iniciar esse tratamento, não basta apenas o desejo do paciente; é necessário que ele atenda a critérios específicos. "O uso de medicamentos é indicado para pessoas com IMC superior a 30 que não apresentaram resultados com a mudança de estilo de vida, ou para aquelas com IMC de 27 ou mais, mas que também apresentam comorbidades associadas à obesidade", afirma o médico. Entre as comorbidades incluem-se hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, câncer, entre outras. O tratamento medicamentoso é sempre individualizado, levando em conta as necessidades e condições de cada paciente.

Em casos em que a mudança de estilo de vida e o tratamento medicamentoso não surtiram efeito, a cirurgia bariátrica — ou redução de estômago — pode ser uma opção. Ela é indicada para pessoas com IMC superior a 40 ou para aquelas com IMC superior a 35, desde que apresentem comorbidades associadas à obesidade e não tenham respondido adequadamente a outras abordagens terapêuticas.

Escolha do tratamento para câncer do colo do útero deve levar em consideração a maternidade, alerta especialista

Desejo de ter filhos ou o fato de já ter completado a família são fatores importantes na escolha das opções terapêuticas

Março é o mês de conscientização sobre o câncer do colo do útero, considerada a terceira neoplasia que mais atinge mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 17 mil mulheres serão diagnosticadas com a doença em 2025 no Brasil. Para aquelas que enfrentam o tratamento, o acompanhamento médico contínuo é essencial, não apenas para monitorar a recuperação, mas também para prevenir possíveis recidivas.

O Dr. Caetano Cardial, especialista em ginecologia oncológica da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), explica que, após o diagnóstico do câncer do colo do útero, a mulher precisa passar por uma etapa chamada estadiamento. Isso significa realizar exames como tomografia, ressonância magnética ou PET-CT para entender melhor a extensão da doença e verificar se o câncer se espalhou para outras partes do corpo. Esses exames são fundamentais para definir o melhor tratamento para cada caso.

A idade da paciente, seu desejo de ter filhos ou o fato de já ter completado a família são fatores importantes na escolha das opções terapêuticas. O tratamento do câncer do colo do útero pode impactar a fertilidade, dependendo do tamanho do tumor e do tipo de intervenção necessária.

Em alguns casos, o tratamento cirúrgico pode incluir a retirada do útero, enquanto a radioterapia e a quimioterapia também podem comprometer a capacidade reprodutiva. No entanto, para tumores pequenos, existem técnicas seguras que permitem preservar o útero, como a conização, que remove apenas a parte central do colo do útero, ou a traquelectomia radical, que retira todo o colo uterino, mas mantém o útero intacto.
Já para tumores maiores, uma alternativa é a coleta de óvulos antes do início do tratamento, permitindo a fertilização in vitro e a possibilidade de gestação por meio da chamada "barriga solidária". Essas opções devem ser discutidas com a equipe médica para garantir a melhor abordagem tanto para a saúde da paciente quanto para seu planejamento familiar.

Após a remoção do tumor ou uma cirurgia no útero, alguns cuidados são fundamentais para a recuperação adequada da paciente. Em geral, recomenda-se abstinência sexual por um período de 30 a 45 dias, permitindo a cicatrização completa dos tecidos. Atividades físicas intensas, como academia, devem ser evitadas por 30 a 60 dias, dependendo do tipo de procedimento realizado.

“A recuperação também varia conforme a técnica cirúrgica utilizada: em cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscópica ou robótica, o tempo de recuperação tende a ser mais rápido, enquanto na cirurgia aberta (convencional), o período de repouso pode ser maior. Além disso, é essencial seguir todas as orientações médicas, comparecer às consultas de acompanhamento e relatar qualquer sintoma incomum para garantir uma recuperação segura e eficaz”, ressalta o médico.

Após o tratamento, a paciente será acompanhada de perto nos primeiros dois a três anos, com consultas a cada três ou quatro meses. Além do exame físico, podem ser solicitados exames como tomografia, ressonância magnética e Papanicolau, dependendo do quadro clínico e dos sintomas apresentados. “Esse acompanhamento é fundamental para garantir que a doença não retorne e para identificar qualquer alteração precocemente", explica.
A prática regular de exercícios, atividades ao ar livre e uma alimentação saudável, com porções diárias de frutas, legumes, vegetais e proteínas, são fundamentais para o fortalecimento geral da paciente. “Esses hábitos contribuem para a recuperação física e emocional, melhorando a qualidade de vida e auxiliando na manutenção da saúde a longo prazo. O suporte emocional e psicológico é uma parte essencial do tratamento e deve ser oferecido logo após o diagnóstico”, conclui o especialista.

Efeitos colaterais da radioterapia e quimioterapia no câncer de colo do útero

Todo tipo de tratamento contra o câncer pode trazer efeitos colaterais, e a radioterapia e a quimioterapia não são exceções. É fundamental que a paciente siga as orientações médicas para minimizar esses impactos. Ambos os tratamentos podem afetar a função ovariana, levando a um quadro de menopausa precoce. Isso pode resultar em sintomas como diminuição da libido, perda de lubrificação vaginal e, no caso da quimioterapia, queda de cabelo, o que pode afetar significativamente a autoestima da mulher e agravar outros sintomas.

Para gerenciar esses efeitos colaterais de maneira eficaz, algumas estratégias podem ser adotadas:

● Uso de lubrificantes: para aliviar a secura vaginal e a dor durante a relação sexual, o uso de lubrificantes à base de água pode ser recomendado.
● Orientação para parceiros sexuais: a comunicação aberta com o parceiro é importante para ajudar a paciente a lidar com a diminuição da libido e outros desconfortos relacionados.
● Próteses capilares: para as mulheres afetadas pela queda de cabelo devido à quimioterapia, as próteses capilares (perucas) podem ser uma opção que ajuda a restaurar a autoestima e a confiança.
● Alimentação saudável: manter uma dieta balanceada pode ajudar na recuperação e no fortalecimento do sistema imunológico.
● Exercícios físicos: a prática de atividades físicas, sempre que liberada pelo médico, pode melhorar o bem-estar geral, ajudar no controle do estresse e aumentar a energia, além de reduzir sintomas como a fadiga.

Endometriose: doença afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil

Falta de conhecimento pode ser a principal barreira para o diagnóstico precoce, alerta especialista

Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, condição que afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça a importância do diagnóstico precoce, já que a doença pode causar dores intensas e dificuldades para engravidar.

 

O Dr. Ricardo Quintairos, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da FEBRASGO, destaca que o principal desafio para o diagnóstico precoce é o acesso à informação. Ele explica que é fundamental informar sobre os tipos de endometriose, evolução e sintomas, além de preparar os médicos para o diagnóstico. “O desconhecimento sobre a endometriose, tanto por parte da população quanto da classe médica, faz com que pacientes passem de médico em médico, sem que alguém considere a possibilidade de uma doença tão prevalente como a endometriose pélvica”, destaca.

 

O especialista reforça que é importante lembrar que sentir dor intensa durante o ciclo menstrual não é normal, e que uma jovem que sofre com cólicas tão fortes que a impedem de ir à escola ou realizar suas atividades diárias, precisa ser encaminhada para investigação. “Isso significa que o ginecologista ou até mesmo o clínico geral deve realizar uma avaliação. A análise pode ser realizada, por exemplo, por meio de uma ressonância magnética ou ultrassonografia com preparo adequado para mulheres que não são virgens. Além disso, pode-se utilizar a ultrassonografia transvaginal, sempre com preparo intestinal, para visualizar as lesões, sendo essa abordagem particularmente indicada para mulheres que não são virgens”,ressalta.

 

No entanto, se não for possível fazer um diagnóstico imediato, é possível começar o tratamento de uma paciente jovem que apresenta ciclos menstruais intensos há mais de dois anos, período após o qual as cartilagens já começam a se fechar. Nessas situações, o tratamento pode ser iniciado de forma empírica — ou seja, sem a comprovação definitiva da doença — com o objetivo de aliviar a dor e impedir o avanço da condição. Atualmente, as sociedades médicas aceitam o tratamento empírico, enquanto, no passado, era necessário aguardar a confirmação por meio de biópsia. A abordagem moderna entende que, diante de dor incapacitante e recorrente, a paciente pode iniciar o tratamento mesmo sem diagnóstico definitivo, sem a necessidade imediata de uma equipe especializada e multidisciplinar.

 

“Temos trabalhado intensamente no combate ao diagnóstico tardio,  juntamente ao grupo de mulheres portadoras de endometriose que também tem se empenhado em esclarecer e ensinar que a doença começa precocemente e pode evoluir, muitas vezes, de forma rápida. A ignorância, no sentido de desconhecimento, é um grande desafio. E, por conta disso, não conseguimos identificar a doença de forma precoce, o que dificulta o tratamento adequado”, afirma o médico.

 

A doença pode ser subdiagnosticada em mulheres mais jovens ou naquelas que ainda não têm filhos. Muitas vezes, a paciente apresenta poucos sintomas, o que gera uma idiossincrasia entre a gravidade da doença e a intensidade dos sintomas. Ou seja, algumas mulheres com casos graves podem não apresentar sintomas significativos, enquanto outras, com formas mais leves, têm sintomas intensos. Essa incompatibilidade entre a doença e os sintomas pode levar ao subdiagnóstico, com pacientes assintomáticas ou com sintomas discretos não sendo corretamente identificadas. Existe, portanto, um grande subdiagnóstico, especialmente entre as pacientes com infertilidade, já que 50% das mulheres inférteis podem ter endometriose pélvica.

 

Sobre os sintomas de alerta, o Dr. Ricardo Quintairos explica que a endometriose é conhecida como a doença dos '6 Ds': dispareunia (dor na relação sexual), disquesia (dor na defecação), dismenorréia (dor menstruacional), dificuldade de gestar (dificuldade de gestação), infertilidade e disúria (dificuldade para urinar). Além disso, a dor pélvica crônica, que ocorre fora do ciclo menstrual, também é um sinal importante. Se a paciente apresentar qualquer um desses sintomas de forma recorrente ou persistente, é fundamental considerar rapidamente o diagnóstico de endometriose.

 

O especialista declara que apesar da falta de informação, o  conhecimento sobre a endometriose tem melhorado consideravelmente nos últimos anos com a divulgação de informações das sociedades médicas à população.O Brasil, hoje, é considerado um dos melhores países do mundo para diagnóstico de endometriose, de acordo com o médico.

“Como resultado, pessoas que antes não tinham diagnóstico agora estão sendo corretamente identificadas, e médicos que antes não estavam preparados para realizar o diagnóstico agora possuem mais recursos e conhecimento. Isso tem levado a um aumento nos diagnósticos, especialmente porque as mulheres hoje têm menos filhos do que no passado, o que significa que menstruam por mais tempo. Com isso, há uma maior prevalência de endometriose, uma vez que a condição tem uma forte relação com fatores clínicos e genéticos”, finaliza.

FEBRASGO participa de reunião com o Ministério da Saúde para discutir a certificação de Estados e Municípios sobre Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatite B

Na última quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, aconteceu em Brasília o Encontro da Comissão Nacional de Certificação de Estados e Municípios para a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatite B e/ou para a Concessão do Selo de Boas Práticas. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) esteve presente, representada pelos Dr. Regis Kreitchmann e Dr. Geraldo Duarte, membros da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas.

A reunião com o Ministério da Saúde faz parte de uma série de discussões sobre os critérios de avaliação dos estados e municípios que pleiteiam a certificação para o próximo ano. “A FEBRASGO tem participado ativamente das reuniões com o Ministério da Saúde, oferecendo o suporte técnico-científico necessário para o debate. Participar deste evento reforça o compromisso da Federação com a eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B, doença de Chagas e HTLV”, destaca Dr. Regis Kreitchmann.

Em novembro de 2024, o Ministério da Saúde concedeu a Certificação a três estados e 60 municípios. Até o momento, o Brasil possui 151 municípios com mais de 100 mil habitantes que receberam algum tipo de certificação pela eliminação ou selo de boas práticas para HIV, sífilis e/ou hepatite B.

Grávida pode curtir o bloquinho?

Especialista da FEBRASGO esclarece dúvida e oferece dicas de como as gestantes podem aproveitar o carnaval com segurança e tranquilidade

Durante o Carnaval, as gestantes devem tomar alguns cuidados especiais para garantir a sua saúde e a do bebê. A Dra. Lilian de Paiva Rodrigues, presidente da Comissão Nacional Especializada de Assistência  Pré-natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), reforça a importância de algumas orientações essenciais para que as futuras mamães possam aproveitar a festa com segurança.

"Hidratação é fundamental", diz a especialista. “É preciso beber bastante água, especialmente em dias quentes, para evitar a desidratação. O ideal é ingerir pelo menos 2 litros de água por dia”. Ela também destaca a necessidade de evitar o consumo de bebidas alcoólicas, que podem afetar a saúde da gestante e do bebê.

A alimentação também merece atenção especial. A Dra. Lilian indica refeições leves e saudáveis, como frutas, saladas e proteínas magras, antes e após a folia. “Além disso, deve-se evitar alimentos de origem duvidosa e que podem causar intoxicação alimentar, como comidas de rua”, completa.

Sobre as roupas e calçados, a médica recomenda roupas leves e confortáveis, que permitam que o calor do corpo seja dissipado. “Prefira tecidos de algodão ou outros que ajudem a regular a temperatura corporal”. Quanto aos calçados, ela sugere: “Sapatos confortáveis e adequados para longos períodos de pé, como tênis, sandálias ou sapatos baixos, são ideais”.

Em ambientes abertos é fundamental buscar conforto e segurança. "Evite a exposição direta ao sol por longos períodos, algo que pode ser comum durante o Carnaval. Procure ambientes arejados, com sombra e ventilação adequada, especialmente se optar por eventos ao ar livre", alerta. Ela também enfatiza a importância de usar chapéus, óculos de sol e protetor solar para proteger a pele.

Para eventos em ambientes fechados, como salões de festas ou estabelecimentos climatizados, a Dra. Lilian destaca que é necessário ter cuidado com as aglomerações e garantir que a circulação de ar seja boa, principalmente em dias muito quentes.

“É sempre bom que a gestante respeite os limites do próprio corpo e, se houver dúvidas ou preocupações, consulte seu médico". Seguindo essas orientações, as gestantes podem curtir o Carnaval com mais segurança e tranquilidade”, finaliza.

 

Gestantes terão acesso gratuitamente a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) por meio do Programa Nacional de Imunizações

 O vírus é a principal causa de internações infantis

Na última quinta-feira (13), a Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou a inclusão da vacina Abrysvo no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina será disponibilizada para gestantes, com o objetivo de proteger os bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR). 

O interesse nas infecções e complicações maternas têm sido impulsionado pela estratégia de imunização contra o VSR em mulheres grávidas, com o objetivo de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida, por meio da transferência de anticorpos durante a gestação. “Assim como ocorre com outras vacinas, como a dTpa, contra a COVID-19 e a influenza, os anticorpos da classe IgG atravessam a placenta, proporcionando proteção passiva ao bebê até cerca dos 12 primeiros meses de vida, além de oferecerem proteção à mãe. Atualmente, observamos um aumento significativo no portfólio de vacinas voltadas para o ciclo grávido-puerperal”, afirmou a Dra. Susana Aidé, presidente da Comissão de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

Estudos mostram que a bronquiolite aguda causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de internações infantis. Além disso, o VSR é a principal causa viral de infecções do trato respiratório inferior em crianças com menos de 5 anos, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente.

As gestantes, por sua vez, estão mais vulneráveis a doenças graves e a um risco aumentado de mortalidade devido à infecção por vírus respiratórios, o que reforça a justificativa para sua vacinação contra o VSR.

A vacina contra o VSR em gestantes tem como objetivo prevenir doenças graves do trato respiratório inferior causadas pelo VSR em bebês, desde o nascimento até os seis meses de idade. A vacina recombinante contra os tipos A e B do VSR foi aprovada para uso entre 24 e 36 semanas de gestação e é administrada por meio de uma única dose intramuscular. Como mencionado anteriormente, foi aprovada para incorporação no PNI e está disponível em clínicas privadas sob o nome de Abrysvo.

A vacina é administrada por via intramuscular em dose única entre 24 e 36 semanas de gestação, de acordo com o período de maior circulação do vírus, que no Brasil varia de fevereiro a agosto, dependendo da região. “Ainda não há consenso sobre a aplicação antes do pico da temporada, devido à variação na sazonalidade do VSR. A SBIm e a CNE Vacinas da Febrasgo recomendam, inicialmente, a aplicação entre 32 e 36 semanas, como parte da estratégia year-round, ou seja, independente da sazonalidade, podendo ser aplicada a partir de 24 semanas, conforme a avaliação de cada caso”, disse a médica.

 

 

 

 

Página 19 de 143
-->

© Copyright 2026 - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Todos os direitos são reservados.

Políticas de Privacidade e Termos De Uso.

Aceitar e continuar no site