Prêmio Nobel da Paz vai para ativista yazidi e médico congolês
O Prêmio Nobel da Paz de 2018 foi concedido hoje (5) a uma dupla considerada exemplo de esforços para para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerras e conflitos armados. O congolês Denis Mukwege e a ativista do povo yazidi Nadia Murad são os agraciados este ano.
“Cada um deles à sua maneira ajudou a dar maior visibilidade à violência sexual em tempo de guerra, de modo que os perpetradores possam ser responsabilizados por suas ações”, diz o texto oficial da Academia do Prêmio Nobel, na Suécia. O prêmio reconhece a maior contribuição para a paz mundial.

Médico ginecologista, Denis Mukwege atua nos cuidados e na defesa das vítimas de violência e abuso sexual. Já Nadia Murad, da minoria yazidi perseguida em vários países, é considerada testemunha dos abusos. Ela foi escrava sexual no Iraque.
Indicados
A lista de indicados é mantida em sigilo, daí a dificuldade em saber exatamente quem são. Porém, foi informado que, neste ano, houve 311 concorrentes: 216 pessoas e 115 organizações.
Os nomes dos líderes coreanos Kim Jong-Um, da Coreia do Norte, e Moon Jaen-in, da Coreia do Sul, integraram a lista, assim como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Outra organização cotada foi a União Americana pelas Liberdades Civis (em inglês ACLU) pela defesa das liberdades individuais e, principalmente, dos imigrantes e refugiados nos Estados Unidos.
Histórico
O primeiro Nobel da Paz foi entregue em 1901. Já receberam a premiação líderes internacionais envolvidos na resolução de conflitos internacionais, como Shimon Peres, Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, em 1994.
Temas ambientais, de direitos humanos e combate à pobreza também estiveram entre os assuntos de destaque do Nobel da Paz. No ano passado, a Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares recebeu o prêmio.
Fonte: Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil (Brasília) / http://www.ebc.com.br/
Posição da FEBRASGO sobre o Tratamento de "Modulação Hormonal" para o Antienvelhecimento
A FEBRASGO, através da sua Comissão Nacional Especializada (CNE) de Climatério, vem à presença dos seus associados e da comunidade em geral para informar acerca de sua posição referente ao julgamento da segunda turma do tribunal regional federal da 5ª região sobre o tratamento de “modulação hormonal” para o antienvelhecimento.
Constam nesta publicação, para melhor compreensão, a posição do Conselho Federal de Medicina, o julgamento da segunda turma do tribunal regional federal da 5ª região e, finalmente, a posição da Febrasgo.
I. Posição do Conselho Federal de Medicina CFM:
Segundo o publicado na página do CFM,“verifica-se que, segundo o Conselho Federal de Medicina a falta de evidências científicas de benefícios e os riscos e malefícios que trazem à saúde não permitem o uso de terapias hormonais, com o objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento”. Ainda no site, o magistrado explica que o CFM entendeu que a chamada “terapia antienvelhecimento” oferece risco à saúde da população, motivo pelo qual editou o ato normativo impugnado.
A Resolução:
No site do CFM está detalhada a Resolução 1999/2012. Seguem alguns pontos de destaque (para ver na íntegra, clique aqui).
Médicos que prescreverem métodos para deter o envelhecimento podem ser punidos com até com a perda do registro profissional.
Médicos brasileiros que prescreverem terapias com objetivo específico de conter o envelhecimento, práticas conhecidas como “anti-aging”, estarão sujeitos às penalidades precisas em processos éticos.
Ficam vedados o uso e divulgação dos seguintes procedimentos e respectivas indicações da chamada medicina antienvelhecimento:
I. Utilização do ácido etilenodiaminatetraacetico (EDTA), procaína, vitaminas e antioxidantes referidos como terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para o tratamento de doenças crônico- degenerativas;
II. Quaisquer terapias antienvelhecimento, anticâncer, anti-arteriosclerose ou voltadas para doenças crônico-degenerativas, exceto nas situações de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra evidências de benefícios cientificamente comprovados;
III. Utilização de hormônios, em qualquer formulação, inclusive o hormônio de crescimento, exceto nas situações de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra vidências de benefícios cientificamente comprovados;
De acordo com a Resolução CFM 1999/2012, a reposição de deficiências de hormônios e de outros elementos essenciais se fará somente em caso de deficiência específica comprovada e que tenham benefícios cientificamente comprovados:
IV. Tratamentos baseados na reposição, suplementação ou modulação hormonal com os objetivos de prevenir, retardar, modular e/ou reverter o processo de envelhecimento, prevenir a perda funcional da velhice, prevenir doenças crônicas e promover o envelhecimento saudável;
V. A prescrição de hormônios conhecidos como “bioidênticos” para o tratamento antienvelhecimento, com vistas a prevenir, retardar e/ou modular processo de envelhecimento, prevenir a perda funcional da velhice, prevenir doenças crônicas e promover o envelhecimento saudável;
VI. Os testes de saliva para dehidroepiandrosterona (DHEA), estrogênio, melatonina, progesterona, testosterona ou cortisol utilizados com a finalidade de triagem, diagnóstico ou acompanhamento da menopausa ou a doenças relacionadas ao envelhecimento, por não apresentar evidências científicas para a utilização na prática clínica diária.
II. Publicação da segunda turma do tribunal regional federal da 5ª região:
A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região - TRF5 negou, por unanimidade, a apelação contra a Resolução Nº1999/2012) , do Conselho Federal de Medicina (CFM). Essa resolução do CFM (Nº1999/2012), combate a prática da reposição hormonal “anti-aging” sem comprovação científica e com objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento. Ela fora questionada judicialmente por uma Associação, que impetrou ação civil coletiva (no Juízo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará - SJCE), com o intuito de que o CFM fosse determinado a se abster de aplicar a Resolução aos médicos filiados à associação. Desta maneira permanece reconhecido o direito que tem o CFM de regular e impedir a prática, que vinha sendo intitulada por alguns de “modulação hormonal”.
III. Posição da Febrasgo:
A FEBRASGO, através da CNE de Climatério informa que estas práticas denominadas de “anti-aging” ou “modulação hormonal”, carecem de evidências científicas. Esclarece ainda que estas práticas proscritas de antienvelhecimento, não devem ser confundidas com a terapia hormonal do Climatério (TH), que continua sendo, respeitadas assuas contraindicações, o tratamento de escolha para os sintomas da menopausa com suas eficácia e segurança conhecidas e aceitas pela comunidade científica e sociedades de especialidade em todo mundo. ( , , )
Referências Bibliográficas:
[1] Resolução 1999/2012 CFM- acessível - http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&id=23324 . acessado em 24/10/2018.
[1] The 2017 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2017;24(7):728-53.
[1] ACOG Practice Bulletin No. 141: management of menopausal symptoms. Obstet Gynecol. 2014;123(1):202-16.
[1] Baber RJ, Panay N, Fenton A, Writing IMS. 2016 IMS Recommendations on women ’ s midlife health and menopause hormone therapy. Climacteric. 2016 Apr;19(2):109-50.
Acesso para celebrar a vida
Caro Colega Ginecologista
O movimento conhecido como “Outubro Rosa” teve sua origem nos Estados Unidos na década de 1990 e desde então tem sido celebrado neste mês, em vários locais do mundo, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, assim como proporcionar e facilitar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e a pesquisa.
O ginecologista, por ser o médico da mulher, tem papel importantíssimo no diagnóstico precoce que, apesar de todos os avanços científicos que têm revolucionado o tratamento do câncer nos últimos anos, ainda é o fator determinante para o sucesso do tratamento, cujo objetivo além do controle oncológico, é restabelecer a mulher a sua plenitude física, emocional, sexual, laboral.
A campanha deste ano no Brasil, traz o conceito de que é totalmente possível uma vida leve e alegre após o câncer de mama. Mas para isso, o ACESSO a todas as fases do tratamento deve ser buscado de maneira insistente por todos os setores envolvidos da sociedade.
E é justamente neste contexto que a Febrasgo através da CNE Mastologia gostaria de convidar a todos os ginecologistas a abraçarem esta causa.
CNE - Mastologia
Urgências e Emergências em Ginecologia e Obstetrícia
Urgências e Emergências em Ginecologia e Obstetrícia é o nome de um dos livros a serem lançados durante o Congresso Mundial da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), que acontece entre os dias 14 a 19 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro. A obra é dedicada não só aos tocoginecologistas, mas também a estudantes de medicina, residentes de Ginecologia e Obstetrícia e Mastologia.
Foi escrita com a participação de renomados professores de qualificação acadêmica e experiência profissional e de colaboradores de alto nível, sendo 151 autores e coautores médicos, entre eles o dr. Almir Antonio Urbanetz, professor titular do Departamento de Tocoginecologia do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, chefe do Departamento de Tocoginecologia.
Dos 65 capítulos, 42 são dedicados às urgências e emergências na área de obstetrícia. Enquanto 23 capítulos tratam de Ginecologia, Reprodução Humana e Mastologia.
“O objetivo é atualizar e incorporar conhecimento. São capítulos escritos e baseados em condutas específicas para lidar com situações do gênero nas emergências clínicas e cirúrgicas”.
Na obra, estão reunidas as afecções mais prevalentes a serem manejadas nas unidades de saúde, ambulatórios, hospitais e maternidades, clínicas privadas, assim como esquemas terapêuticos apropriados para cada situação.
Dr. Urbanetz ainda ressalta que é a primeira publicação na área a tratar especificamente das urgências e emergências com um enfoque na especialidade. Após o Congresso FIGO, o livro estará disponível pela editora Manole e em diversas livrarias pelo País.
Highlights do CBGO no portal de FEBRASGO
Estão disponíveis no portal www.febrasgo.org.br os highlights do 57° Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia. A ideia é democratizar informações relevantes à boa prática de especialidade, sempre com foco em um atendimento de saúde de bom nível às mulheres.
Um dos destaques é de autoria de Marco Aurélio Albernaz, coordenador da Secção de Ensino e Pesquisa do Hospital Materno Infantil de Goiânia, GO. Leva o tema Terapia hormonal no climatério: quando e como iniciar. Albernaz ressalta a importância da reposição e como escolher o tipo ideal cada caso.
Classificação e diagnóstico de SOP na mulher adulta e na adolescente é o mote do texto de Gustavo Arantes Rosa Maciel, professor associado da disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A doença afeta entre 5 e 15% das mulheres em idade reprodutiva e é caracterizada pelo hiperandrogenismo.
A ginecologista Maria Celeste Osório Wender, professora titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), assina o highlights sobre Terapia Hormonal e risco de câncer de mama.
A médica ultrassonografista da Maternidade do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rejane Maria Ferlin, escreve sobre Identificação de fatores de risco: arma importante na prevenção da prematuridade, que corresponde de 7% a 12% dos partos e a 70% dos óbitos neonatais.
Já o professor Eduardo Borges da Fonseca, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), faz exposição de três assuntos: Progesterona e prevenção do parto prematura em gemelares; Avaliação do colo do útero na identificação de risco para parto prematuro; e Papel da progesterona na prevenção da prematuridade, temas que trouxeram a progesterona para a prevenção da prematuridade.
Atrofia vulvovaginal é objeto do destaque de Eliana Aguiar Petri Nahas, professora adjunta da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Definida como conjunto de sintomas e sinais associados à redução dos estrogênios nos tecidos da vulva, vagina e bexiga, a síndrome pode ser tratada com estrogênios vaginais, resultando em eficácia em 90% dos casos.
Confira todos os temas disponíveis no portal
Classificação e diagnóstico de SOP na mulher
adulta e na adolescente
Gustavo Arantes Rosa Maciel
Identificação dos fatores de risco: arma importante
na prevenção da prematuridade
Rejane Maria Ferlin
Atrofia vulvovaginal
Eliana Aguiar Petri Nahas
Terapia hormonal no climatério: Quando e como iniciar
Marco Aurélio Albernaz
O papel da progesterona na prevenção da prematuridade
Eduardo Borges da Fonseca
Terapia Hormonal e risco de câncer de mama
Maria Celeste Osorio Wender
Avaliação do colo do útero na identificação
de risco para parto prematuro
Eduardo Borges da Fonseca
Progesterona e prevenção do parto
prematuro em gemelares
Eduardo Borges da Fonseca
Estudo sobre TEV pretende diminuir as chances de morte entre as mulheres
Considerando os diversos riscos de tromboembolismo venoso (TEV) que as mulheres enfrentam ao longo da vida, uma pesquisa elaborada pela Comissão Nacional Especializada de Tromboembolismo da FEBRASGO (CNE-TEV) foi enviada para todos os ginecologistas do País. A meta, compilar informações atuais, precisas e relevantes, base para a qualificação do atendimento às pacientes.
De acordo com o ginecologista Dr. André Malavasi, membro da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, TEV é o termo designado para falar de duas doenças principais: a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), sendo a maior causa de morte intra-hospitalar evitável entre as mulheres.
Os métodos profiláticos das doenças são capazes de evitar quatro entre cinco mortes por TEV. A gravidez e o uso de hormônios, anticoncepcionais e pílulas estão entre os fatores que podem aumentar o risco de trombose. Malavasi alerta que outro ponto importante é a questão da trombofilia, ou seja, a tendência, genética ou adquirida.
“O que acontece? Há excesso de pesquisas de trombofilia, infelizmente com mulheres que não têm indicação. A pesquisa é cara e não há benefício em saber, na maioria das vezes, se ela tem ou não trombofilia”.
O estudo é alicerçado em um questionário com 50 questões, enviado para todos os ginecologistas e obstetras do Brasil. Já há cerca de 1000 respostas. As perguntas são relacionadas à identificação dos riscos de trombose, à indicação da pesquisa de trombofilia e ao uso e como se estabelece o tratamento.
A ideia veio da necessidade de identificar as formas de atendimento prestadas às pacientes com TEV.
“Queremos entender como o ginecologista e o obstetra lidam com essa questão tão importante que é o tromboembolismo venoso da mulher e a trombofilia. Desejamos trazer dados confiáveis para a sociedade, para a FEBRASGO, a pesquisa, já que até hoje não houve nenhum levantamento nesse sentido”, explica Malavasi.
A Comissão pretende ainda mapear as maiores dificuldades dos especialistas em lidar com essas doenças. Isso para oferecer aos especialistas informação de alta qualidade, baseada em evidências científicas e que possam auxiliar a detectar riscos e ministrar adequadamente o tratamento às pacientes.
A evolução da pílula
As mulheres têm várias opções de contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada. Decidir por um dos métodos pode ser difícil e até um risco, se não houver informação adequada. Daí a importância do apoio e orientação do médico ginecologista em uma hora dessas.
Com vistas a atualizar os especialistas sobre avanços e novidades nessa área, a FEBRASGO realizou um Workshop sobre Contracepção Oral Combinada, em 15 de setembro, em São Paulo. Houve dois módulos abrangendo as indicações, contraindicações, os riscos, uso estendido, entre outros tópicos relacionados.
“Falamos sobre a evolução dos anticoncepcionais combinados, conhecidos como pílulas anticoncepcionais, que são os contraceptivos mais conhecidos pelas mulheres. Como essa evolução foi imensa e segue a passos largos após 68 anos de existência, temos de reciclar os conhecimentos sempre”, explica o ginecologista Rogério Bonassi, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO.
Esse tipo de anticoncepcional é o mais conhecido e o mais usado no Brasil. Cerca de 25% da população feminina que faz contracepção prefere a pílula.
“É o método mais conhecido e popular pelas mulheres, usado no mundo todo por mais de 100 milhões de mulheres”, informa. “Hoje, riscos, como o AVC, infarto e a trombose são quase inexistentes”.
Aliás, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos, na avaliação de César Eduardo Fernandes, presidente da FEBRASGO. Isso sem falar que são encontradas gratuitamente na rede pública de saúde brasileira.
Com a evolução desse método, a mulher é livre para escolher quando, como e se quer menstruar. Pois ela pode ser ingerida diariamente, em regime estendido, sem aquele tempo de sete dias entre as cartelas ou tomar seguidamente durante três meses.
O Módulo I do Workshop sobre Contracepção Oral Combinada tratou de base da contracepção combinada, tendo Marcos Felipe Silva de Sá, diretor científico da FEBRASGO, na coordenação.
Vale destaque para o painel, Evolução dos contraceptivos, apresentado por César Eduardo Fernandes; além da aula Estrogênios e progestagênios, do presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção, Rogério Bonassi.
O segundo módulo debateu riscos e efeitos desses contraceptivos, com exposições de Ilza Monteiro, vice-presidente da Comissão de Anticoncepção; e Cristina Guazzelli, membro da mesma comissão.