Revistas

Reunião da Comissão de Residência Médica

A Reunião da Comissão de Residência Médica foi de suma importância. Conforme o presidente da Comissão, Gustavo Salata Romão, houve amplo debate sobre as metas pra 2019.

“Tratamos, por exemplo, da atualização da matriz de competências de Ginecologia e Obstetrícia”, relata ele. “Faremos um novo processo de validação de competências, buscando ajustes para melhor orientação dos programas de residência. Inclusive consultaremos as Comissões Nacionais Especializadas para colher subsídios para essa atualização”.

Também foram discutidas novas estratégias para o Curso de Capacitação dos Preceptores. Em 2018, já foram realizados módulos teóricos nos meses de maio e junho, além de um módulo presencial em agosto.

“Os preceptores são os supervisores dos residentes. Nossa meta é realmente capacitá-los para que possam formar cada vez melhor. Em 2019, teremos mais 3 módulos presenciais. Todos aqueles que completaram o curso online terão como participar da etapa prática”.

Outro desafio para o próximo ano é a consolidação do Teste de Progresso Individual (TPI). Este é um método válido e confiável para avaliação de residentes e de programas de residência médica.

Por se tratar de uma avaliação longitudinal, permite ao médico residente a oportunidade de auto avaliação, correção de desvios, além de constituir um grande estímulo ao aprendizado. Em diversos países como os Estados Unidos e a Holanda, o TPI é rotineiramente aplicado em diversos programas de residência médica, inclusive na especialidade de Ginecologia e Obstetrícia há mais de uma década.

“Almejamos conquistar definitivamente a confiança dos residentes e dos preceptores de programas de residência”.

Durante o FIGO, surgiu a ideia de promover em 2019 o I Encontro Nacional de Preceptores de Residência em Ginecologia e Obstetrícia, proposta que será apresentada à diretoria da FEBRASGO.

 

The Global Meeting of the International Gynecology Cancer Society

Durante o FIGO, também esteve em pauta The Global Meeting of The Internacional Gynecology Cancer Society, congresso a ser realizado com apoio da Febrasgo, de 19 a 21 de setembro de 2019, no Windsor Rio de Janeiro, com público estimado de 3.000 participantes.

Será oportunidade imperdível para o desenvolvimento científico sobre os últimos avanços clínicos, bem como os desenvolvimentos internacionais em pesquisa, prática e tratamento para mulheres com câncer ginecológico.

O IGCS se associou com a FEBRASGO, para oferecer um programa abrangente com informações de ponta, incluindo desenvolvimentos inovadores em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e patologia. Trata-se de um congresso multidisciplinar que se baseia em conhecimentos de todo o mundo. Saiba mais em https://igcs2019.com/

 

Reunião da Comissão Nacional do TEGO

Durante o Congresso FIGO, no dia 17 de outubro, aconteceu importante reunião da Comissão Nacional do TEGO - Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Segundo Roseli Nomura, presidente da Comissão Nacional do TEGO e professora Adjunta da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, o encontro foi muito produtivo, gerando discussões e reflexões para aperfeiçoamentos. 

 Participaram da reunião, além de Roseli, o professor Marcos Felipe, diretor científico da FEBRASGO; a vice-presidente da Região Sul, Maria Celeste; o presidente da Comissão Nacional de Residência Médica, Gustavo Salata, e vários membros da CN-TEGO.

O principal objetivo do encontro foi discutir os resultados do Exame do TEGO 2018 e elaborar o cronograma para a edição 2019. Baseados nos resultados da avaliação deste ano, os membros puderam concluir que o nível de exigência foi altamente apropriado.

“A partir dele, foi possível titular profissionais de excelência, qualificados e atualizados com os conhecimentos da especialidade, que demonstraram competências teóricas e práticas”, afirma professora Roseli.

Assembleia Geral

No Rio de Janeiro, em 14 de outubro, a FEBRASGO realizou mais   uma AGF, a Assembleia Geral das Federadas. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente César Eduardo Fernandes, que fez um balanço das ações recentes da atual diretoria, entre elas a organização e o sucesso do Congresso FIGO.

Na pauta, temas importantes como as atividades mais recentes no campo científico, entre elas os lançamentos dos Tratados de Ginecologia e de Obstetrícia e os preparativos para o Congresso Brasileiro de 2019.

O diretor de Defesa Profissional, Juvenal Barreto de Andrade, também fez relato das novidades no campo da valorização dos ginecologistas e obstetras, em segurança para a prática da especialidade. Também aproveitou para destacar o lançamento da série Posicionamentos FEBRASGO, que traz recomendações de conduta para cuidados gerais na assistência ao parto, disponibilidade e sobreaviso, entre outras.

Houve ainda uma exposição sobre finanças, aliás, muito elogiada por todos, em virtude da boa performance obtida em tempos recentes.  Além de outros pontos, como os resultados do TEGO (veja em reportagem nesta News), foram discutidos critérios sobre a admissão de sócios acadêmicos/eventuais e eventuais datas para o CBGO do Rio de Janeiro.

 “Toda AGF é um exercício de transparência e democracia para a FEBRASGO”, analisa César Eduardo Fernandes. “Nesta edição em particular, nos debruçamos sobre avanços e realizações. Temos um saldo extremamente positivo e planos importantes para 2019, quando completaremos 60 anos. Portanto, faço questão de parabenizar um a um os atuais diretores, que transformaram a FEBRASGO em tão pouco tempo em uma entidade mais vibrante, riquíssima em ações científicas, com gestão moderna, austera e equilibrada. Esse é o tipo de resultado que só se consegue com dedicação extrema, principalmente se levarmos em conta que não há remuneração alguma para qualquer um da gestão e que todos tiram horas de sua própria vida para construir uma Ginecologia e Obstetrícia mais forte para todos nós e nossas pacientes”.

 

Reunião de Mortalidade Materna FEBRASGO/OPAS

Representantes da FEBRASGO e da Organização Pan Americana da Saúde aproveitaram o FIGO 2018 para debater em reunião estratégica a mortalidade materna e risco Brasil. Os índices de mortes de gestantes voltaram a subir em 2016 e já são preocupantes. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), em 2015, o País registrou 62 mortes por 100 mil nascidos vivos. Já em 2016, foram mais de 64 óbitos de gestantes por 100 mil.

O professor Marcos Felipe representou a Diretoria Executiva da FEBRASGO e coordenou a reunião juntamente com o Presidente da Comissão nacional especializada de Mortalidade Materna, Rodolfo Pacagnella. Estavam representadas, através de seus Presidentes, as Comissões Nacionais Especializadas de Assistência ao Parto e Puerpério, (Alberto Trapani Júnior, Hiperglicemia na Gestação, Rossana Pulcinelli Francisco, Urgências Obstétricas, Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad, Gestação de Alto Risco, Rosiane Mattar, e Pré-Natal, Olímpio Barbosa de Moraes Filho. Representaram a OPAS, a Dra Haicée Padilha e a Enfermeira Mônica Iassanã

Segundo Rossana Pulcinelli, “a grande maioria das mortes maternas poderia ser evitada, se tivéssemos condição para fazer o diagnóstico rápido das complicações, além de investimento na qualificação contínua de recursos humanos”, pondera ela.

A meta acordada pelo Brasil com a Organização Mundial de Saúde (OMS) era de 35 mortes por 100 mil nascidos vivos para o ano de 2015. Mas 2016, em São Paulo, por exemplo, foram observadas 47 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. A situação é ainda pior nos estados do Norte do Brasil, onde os óbitos aumentaram 11%. Amapá e Maranhã apresentam as taxas mais elevadas de mortalidade.

A morte materna é qualquer morte que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto, desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez. As principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro.

 “O que é trágico, é fundamental destacar, é que são casos de mortes evitáveis”, reafirma César Eduardo Fernandes, presidente da FEBRASGO. “O que acontece na maioria dos casos de mortalidade materna é inadmissível. É um retrocesso da saúde pública. Infelizmente não estamos melhorando em nossos resultados e temos de criar uma força-tarefa para enfrentar esse problema”.  

Conforme Rodolfo Pacagnella, a morte materna é causada por uma somatória de erros e demoras na assistência à mulher.

“Só o pré-natal não reduz mortes maternas. A mulher pode ter um pré-natal normal, mas apresentar uma complicação no final da gestação e morrer pela demora em receber assistência adequada.”

A reunião que ocorreu no Rio de Janeiro teve como objetivo alinhavar propostas que a Febrasgo, com o apoio da OPAS, e deverá propor ao Ministério da Saúde para reduzir a mortalidade materna no Brasil. “A proposta implica, se aprovada pelo MS, em um pacote de intervenções que irá apoiar os ginecologistas e obstetras na identificação e manejo de condições que podem levar à morte materna”, complementa Dr. Rodolfo. Essa proposta deverá em breve estar à disposição dos obstetras e maternidades de todo o Brasil.

Parto Adequado avança durante o FIGO

Importante reunião sobre o projeto Parto Adequado foi realizada por inciativa da FEBRASGO durante o Congresso da FIGO no Rio de Janeiro. Além do presidente César Eduardo Fernandes, participaram, entre outros, os diretores Corintio Mariani Neto e Juvenal Barreto de Andrade, além de Rita de Cássia Sanchez, do Hospital Albert Einstein, Dra Jaqueline Torres da ANS .

O debate ocorreu em momento bastante propício, pois, às vésperas do congresso, a OMS divulgou os resultados de um estudo internacional, de renomados professores, como Luz Gibbons, José M. Belizán, Jeremy A Lauer, Ana P. Betrán, Mario Merialdi e Fernando Althabe, com os números globais e custos adicionais decorrentes da prática de cesarianas desnecessárias.

Atualmente, o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial, superado apenas pela República Dominicana. Aliás, dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2016, 55,6% dos nascimentos no Brasil foram por cesarianas e que, na rede privada, este número sobe para 82,6%.

O projeto Parto Adequado visa identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica, tanto na saúde pública, quanto na suplementar, especialmente nesta última.

A iniciativa visa ainda oferecer às mulheres e aos bebês o cuidado certo, na hora certa, ao longo da gestação, durante todo o trabalho de parto e pós-parto, considerando a estrutura e o preparo da equipe multiprofissional, a medicina baseada em evidências e as condições socioculturais e afetivas da gestante e da família.

Segundo Mariani Neto, “as maternidades brasileiras que participaram na segunda fase do Parto Adequado aumentaram em 8% o total de partos normais em um ano, de acordo com resultados preliminares referentes a 2017, divulgados em abril passado. Cento e trinta e sete hospitais privados, 25 hospitais públicos e 65 operadoras de planos de saúde participam  deste  esforço”.

César Fernandes compreende que é preciso agir com celeridade para mudar o padrão atual, reduzindo o número de cesarianas.

“Desde que esteja correndo tudo bem e este for o seu desejo, o melhor parto para essa mulher, certamente, é o normal. Quando não for possível, e for mandatória, que se faça a cesárea porque, nestas circunstâncias, será benéfica para a mãe e o recém-nascido. Todos nós temos de atender a expectativa das parturientes; afinal, são elas as protagonistas.”

Orientações e Recomendações Febrasgo: Amamentação

Uma seção de autógrafos de Corintio Mariani Neto, presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Aleitamento Materno, marcou o lançamento de mais um capítulo da série Orientações e Recomendações Febrasgo: Amamentação. Foi um dos momentos muito concorridos do estande da Grünenthal, apoiadora da publicação, no FIGO 2018.

A obra, coordenada por Mariani Neto, foi elaborada por vários membros da CNE de Amamentação e autores convidados. Nela, são abordados os distintos aspectos da amamentação, incluindo as técnicas de proteção e apoio ao aleitamento, as vantagens do aleitamento materno exclusivo, as intercorrências locais na mama (diagnóstico, prevenção e tratamento), entre outros.

Também discorre sobre temas relevantes na promoção do ato de amamentar, como abordagem das lactantes adolescentes, as cirurgias prévias sobre as mamas (mamoplastias) e a legislação atual que dá proteção à amamentação no Brasil.

Em todo este processo, o papel do especialista em GO é fundamental. São medidas simples de encorajamento e orientação para as mães e este processo começa desde o período pré-natal. O texto é rico em informações.

A amamentação é extremamente importante pois traz inúmeros benefícios para a mãe e para o filho. “O leite materno é o alimento ideal para o recém-nascido, pois é completo, protege contra doenças graves, especialmente em prematuros, e previne doenças futuras, como a asma, obesidade, diabete tipo I e doenças cardiovasculares” explica Mariani Neto.

Urgências e Emergências em GO

Outro lançamento importante ocorrido durante o Congresso FIGO foi o da obra Urgências e Emergências em GO, de Editada por  Almir Antonio Urbanetz, professor Titular e Chefe do Departamento de Tocoginecologia do Setor de Ciências da Saúde da UFPR e presidente da Comissão de Ética e Jurídica da Febrasgo (2016-2019).

A obra oferece um compêndio prático dos temas relativos às emergências ginecológicas e obstétricas, em capítulos escritos pelos mais renomados especialistas brasileiros. Reúne, por exemplo, as afecções mais prevalentes a serem conduzidas por estudantes, residentes, médicos e especialistas da saúde da mulher que prestam assistência em unidades de saúde, ambulatórios e consultórios privados.

Nela são encontradas as orientações científicas relevantes sobre manejo de intercorrências clínicas e cirúrgicas, instruções sobre prevenção das doenças e aconselhamento às pacientes, além de esquemas terapêuticos apropriados para cada situação, entre outras informações essenciais à boa prática da GO.

Trata de temas como eclampsia, gravidez ectópica, trabalho de parto prematuro, emergências cardiológicas na gestação, doença inflamatória pélvica, só para citar alguns.

O compêndio abrande 65 capítulos, assim distribuídos: 42 capítulos de Obstetrícia, 21 temas de Ginecologia e 2 capítulos de Mastologia.

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