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Dia do Obstetra: Do processo gestacional ao valor do ofício

No dia 12 de abril comemora-se o Dia do Obstetra. Nesta data tão importante para a especialidade e para as vidas de milhares de mulheres, futuras mamães e os filhos e filhas que nelas serão gerados, a Febrasgo parabeniza os profissionais da área pela nobre tarefa de atendimento ao parto seguro e respeitoso.

A Febrasgo preconiza aos mais de 30 mil ginecologistas e obstetras brasileiros, que para prestar uma melhor assistência ao cuidado materno e perinatal respeitoso e eficaz, é necessário fornecer cuidados seguros, inclusivos e universalmente acessíveis.

Sabemos que, diagnósticos assertivos nos consultórios, atendimento ético nas salas de parto e um olhar atento para as necessidades físicas e emocionais da mulher e do bebê que está se formando e virá ao mundo é fundamental para garantir uma assistência digna e respeitosa durante toda a gravidez, parto e puerpério.

Para isso, a Federação através da sua diretoria e da Comissão de Defesa e Valorização Profissional propõe constantes discussões que elevem o exercício profissional e, sobretudo, proporcionem melhores condições a saúde integral da mulher, além de promover ações em defesa do ato médico, reforçando a importância do papel do obstetra atuando frente a equipes multidisciplinares.

Parabéns e nosso reconhecimento a todos os obstetras que estão sempre presentes em um dos momentos mais importantes da vida da mulher!


 

Número de exames diagnósticos de cânceres que acometem mulheres reduz em dois anos no Brasil

Dia Mundial de Combate ao Câncer

 

Número de exames diagnósticos de cânceres que acometem mulheres reduz em dois anos no Brasil

 

Em 8 de abril é lembrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam os cânceres de mama e de colo de útero entre os mais incidentes entre mulheres no Brasil historicamente. No caso do de colo de útero, apesar de altamente prevenível, o enfrentamento da doença também tem enfrentado desafios, como a baixa taxa de vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano), seu agente causador, e a queda nos diagnósticos devido à pandemia da Covid-19, e tem preocupado especialistas quanto ao aumento nos óbitos.

 

O Inca estima que, anualmente, sejam diagnosticados 16.710 novos casos de câncer de colo do útero, com uma prevalência de morte em aproximadamente 39,5% dos casos, segundo dados mais atuais, de 2019. Com isso, a doença é a segunda causa de morte por tumores na população feminina, havendo mais óbitos somente entre diagnosticadas com câncer de mama. De 2008 a 2018, a taxa de mortalidade saltou 33%, resultando em uma vítima a cada 90 minutos, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Já o câncer de mama, segundo dados de pesquisa divulgada pela Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), 62% das mulheres entrevistadas não realizaram exame preventivo entre 2020 e 2021.

 

Especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) explicam que entre os obstáculos para o combate ao câncer de colo de útero no Brasil estão o elevado número de mulheres que não realizam exames preventivos periodicamente, a escassez de centros especializados no tratamento do câncer e a reduzida cobertura da vacinação contra o HPV.

 

A pandemia da Covid-19 também influenciou na baixa no número de diagnósticos, visto que muitas consultas precisaram ser canceladas ou reagendadas. Além disso, o presidente da Febrasgo, o Dr. Agnaldo Lopes, acrescenta que aspectos sociais, como a baixa escolaridade e marcadores de raça-etnia tornam-se indicadores que revelavam as diferenças no acesso a medidas preventivas e ao diagnóstico precoce.

 

“O SUS atende mais de 75% dos pacientes com câncer no país. Para além do diagnóstico, temos o desafio do início do tratamento. Antes da pandemia, o período entre o diagnóstico e o primeiro tratamento durava mais de 60 dias, em 58% dos casos. Hoje esse tempo de espera pode ser bem maior. Devido a fatores como esses, quase nove em cada dez óbitos por câncer do colo do útero, por exemplo, ocorrem em regiões menos desenvolvidas”, diz Lopes.

 

 

 

Queda no número de exames - Em uma busca no Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) foi identificado que, enquanto em 2019, ano em que começou a pandemia da Covid-19, foram realizados quase 6,5 milhões de exames citopatológicos - um dos exames solicitados segundo as diretrizes para diagnóstico do câncer de colo do útero - entre pessoas do sexo feminino de todas as idades no Brasil, em 2020, o número de solicitações desse exame caiu cerca de 43% e, em 2021, reduziu em torno de 11%.

 

A prevenção também é importante - Além do diagnóstico precoce, a ginecologista Dra. Walquíria Quida Salles Pereira Primo, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Febrasgo, explica que a forma mais eficaz de prevenção do câncer de colo de útero se dá por meio da vacinação contra o HPV.

 

A vacina distribuída gratuitamente pelo SUS, de acordo com a especialista, protege contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18 – sendo os dois últimos relacionados a 70% dos casos de câncer de útero. Mas a cobertura vacinal para o HPV no país ainda fica aquém do desejado. “A Febrasgo tem defendido que para uma ação efetiva, a cobertura vacinal seja de 90%. Hoje é de 46%”, diz.

 

A dificuldade de acesso ou a falta de hábito de se consultar regularmente com profissionais de ginecologia é outro entrave à prevenção, identificação e, consequente, tratamento do câncer de colo do útero. Pesquisa da Febrasgo, realizada em 2018, revelou que 13% das mulheres, com mais de 16 anos, nunca foram ou não costumam ir ao ginecologista. Outro dado que incide negativamente no combate à doença aponta que 60% da população feminina chega, pela primeira vez, ao consultório do ginecologista com cerca de 20 anos de idade em decorrência de algum problema instalado, por suspeita de gravidez ou por já estar grávida. Para Pereira Primo, uma forma de incentivar a procura por acompanhamento médico preventivo seria atrelá-lo a programas sociais do governo.

Posicionamento FEBRASGO contra o termo violência obstétrica

Qualidade na assistência ao parto e cuidado seguro e respeitoso da saúde materna e fetal.
 
As ações para um parto seguro e respeitoso visam, além de reduzir a taxa de mortalidade materna e perinatal e promover a saúde materna, fornecer um ambiente acolhedor no período do nascimento. Estas ações englobam as dimensões dos cuidados de saúde prégestacional, pré-natal, de parto e de puerpério, permitindo uma experiência positiva e gratificante. Estas propostas são também defendidas pela Organização Mundial da Saúde, Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), pelo Royal College of Obstetricians and Gynaecologists do Reino Unido e pelo American College of Obstetricians and Gynecologists dos EUA, com o slogan: ‘Agir agora para um parto seguro e respeitoso’. 
 
Todas as mulheres têm direito ao mais alto padrão possível de atenção à saúde, incluindo o direito a uma assistência digna e respeitosa durante toda a gravidez, parto e puerpério, assim como o direito de estar livre da violência e discriminação. Os abusos, os maus-tratos, a negligência e o desrespeito durante o parto, equivalem a uma violação dos direitos humanos fundamentais e são repudiados com veemência pela FEBRASGO. 
 
Ao se fazer referência aos cuidados de saúde e intervenções médicas no parto e puerpério, um termo que vem sendo muito utilizado nos últimos anos é o de “Violência Obstétrica”. Trata-se de uma expressão criada com evidente conotação preconceituosa que, sob o falso manto de proteger a parturiente, criminaliza o trabalho de médicos e enfermeiros na nobre e difícil tarefa de atendimento ao parto.



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Estudo francês aponta marcadores para diagnóstico precoce de endometriose

Estudo francês aponta marcadores para diagnóstico precoce de endometriose

Pesquisa baseia-se na análise de miRNA colhida em amostras de saliva

 

São Paulo, março de 2022. Estudo francês, recém-publicado no Journal of Clinical Medicine, aponta caminhos promissores para facilitar o diagnóstico da endometriose – doença que pode atingir até 15% da população feminina em idade reprodutiva. O estudo conduzido pelo professor e pesquisador Sofiane Bendifallah avaliou o miRNA de amostras de saliva de 200 pacientes com dor pélvica crônica sugestiva para endometriose. Com elevada acurácia, as análises diagnosticaram a endometriose em 76,5% das pacientes avaliadas, revelando-se um potencial procedimento não invasivo para melhorar o diagnóstico precoce da doença.

 

Segundo os autores, as análises das amostras visaram à identificação de biomarcadores em expressões de miRNA em todo o genoma e o desenvolvimento de um assinatura diagnóstica de miRNAm, extraído da saliva, de acordo com a expressão e precisão.

 

Segundo o ginecologista Dr. Julio Cesar Rosa e Silva, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Febrasgo, esta doença pode cursar com grande diversidade de manifestações clínicas. “Podemos encontrar desde pacientes assintomáticas, até quadros de dor pélvica intensa, dismenorréia progressiva (cólica menstrual), dispareunia (dor durante a relação sexual), sintomas decorrentes de lesões em órgãos não reprodutivos, tais como bexiga e intestino, e infertilidade”. De acordo com ele, um potencial acesso a novas formas de diagnóstico, sobretudo, precoces, serão de fundamental importância para o tratamento e atenuação do impacto da doença no cotidiano das pacientes. “Temos uma dificuldade de diagnóstico, principalmente nos casos iniciais da doença em que não alteram o exame clínico nem os exames de imagem”.

Febrasgo lança campanha de nutrição para mulheres em processo de gestação

Febrasgo lança campanha de nutrição para mulheres em processo de gestação

Iniciativa busca difundir informações que propiciem ingesta de maior qualidade nutricional em meio a tentantes, gestantes e puérperas

 

São Paulo, março de 2022. Ciente dos cerca de 120 milhões de brasileiros* que vivem com algum grau de insegurança alimentar, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia lança a campanha Nutrindo o Amor. A iniciativa visa abrandar os impactos da ingestão nutricional insuficiente por meio da educação e conscientização sobre o papel da alimentação em todo o processo gestacional. A ação trará orientações para melhores escolhas entre as mulheres que têm acesso a alimentos de qualidade. E, sobretudo, oferecerá apoio para a identificação de caminhos nutricionais que possam amenizar os cenários de falta de recursos, no caso daquelas que sofrem com escassez de alimentos abundantes, gás e luz.

 

A campanha promoverá conteúdos para mulheres tentantes, gestantes e puérperas por meio do site e redes sociais da Febrasgo, email mkt e estímulo à veiculação de reportagens sobre o tema. Para tanto, a iniciativa fomentará discussões sobre hábitos culinários, aproveitamento total de alimentos, valorização de sabores regionais e sazonais (comumente, mais abundantes e com menor preço), formas de preparo mais econômicas, etc.

 

Para o público médico, a Nutrindo o Amor investirá ainda em conteúdos ligados ao aprofundamento da acolhida desses perfis de pacientes.

 

A Febrasgo tem ciência de que a batalha contra a insegurança alimentar é multifatorial. Contudo, acredita que a informação pode ser uma ferramenta de apoio e suporte para mulheres que planejam, vivenciam uma gestação ou que se tornaram mães recentemente.

 

* Dado oriundo do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), e do levantamento Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, Coordenado pelo Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça da Universidade Livre de Berlim, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de Brasília (UnB)
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