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Dia Nacional do Diabetes: FEBRASGO faz um alerta sobre os impactos da doença na saúde da mulher

No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) alerta para  os impactos do diabetes nas mulheres, destacando a importância da educação, acompanhamento médico adequado e estilo de vida saudável como medidas de prevenção e combate à doença.

De acordo com dados da Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), cerca de 10% dos brasileiros são diagnosticados com diabetes. Os números também revelam que 11,1% das mulheres têm o diagnóstico, enquanto entre os homens esse percentual é de 9,1%.

O membro da Comissão da Comissão de Hiperglicemia Gestação, o Dr. Belmiro Gonçalves, reforça que a diabetes pode causar danos sistêmicos significativos no organismo das mulheres, como doenças macrovasculares e microvasculares, retinopatia diabética, nefropatia diabética, além de aumentar o risco de doenças cardíacas isquêmicas, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer.

Sobre as mulheres que são assintomáticas, o especialista ressalta que a falta de sintomas em pacientes com diabetes pode ser devido à progressão gradual da doença e à adaptação do paciente ao alto nível de açúcar no sangue. Como resultado, as complicações do diabetes podem surgir como os primeiros sintomas. É importante lembrar que, sem o conhecimento da condição, o paciente não adotará as medidas necessárias em relação à alimentação e à prevenção das complicações.

Os principais fatores de risco incluem antecedentes familiares de diabetes, resistência à insulina e obesidade. Especificamente, o diabetes é um fator de risco para o câncer endometrial em mulheres com anovulação crônica. Outras condições associadas à resistência à insulina incluem obesidade severa ou acantose nigricans, uma condição de pele caracterizada pela presença de áreas escuras e aveludadas, especialmente nas dobras do corpo como axilas e pescoço. “Além disso, o histórico de doenças cardiovasculares também é relevante. É importante destacar que pessoas com fatores de risco, como obesidade, devem realizar uma investigação médica adequada.”, afirma o médico.

A prevenção do diabetes baseia-se na manutenção do peso por meio de dieta e atividade física. Para pacientes já diagnosticadas, é essencial um controle glicêmico adequado para prevenir complicações. “O tratamento envolve a adoção de hábitos de vida saudáveis, o uso de medicamentos hipoglicemiantes e, em alguns casos, a administração de insulina", destaca o especialista.

A prática de exercícios desempenha um papel crucial na gestão dos níveis de glicose no sangue. Para combater o sedentarismo, é aconselhável que a paciente incorpore atividades físicas de forma moderada, como praticar pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana, ou 50 minutos, três vezes por semana. É altamente recomendável combinar exercícios aeróbicos, como caminhadas ou corrida, com exercícios de resistência, especialmente musculação.

FEBRASGO participa do Fórum Brasil Imune 2024

No dia 19 de junho, o Fórum Brasil Imune 2024 aconteceu em Brasília, reunindo especialistas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), gestores da saúde pública e privada, sociedades de especialidades, parlamentares, conselhos de classe, Ministério Público e indústria farmacêutica. O evento teve como objetivo discutir e definir estratégias para transformar o panorama da imunização no Brasil.

Presente no encontro, o Dr. Agnaldo, diretor científico e ex-presidente da FEBRASGO, enfatizou a importância atual do ginecologista obstetra como um clínico especializado na saúde da mulher, especialmente com os avanços na proteção contra doenças infecciosas proporcionados pelas vacinas. “O Fórum Brasil discutiu estratégias para ampliar a cobertura vacinal contra o HPV no Brasil, incluindo a vacinação nas escolas. Parabéns à OPAS e ao Instituto Lado a Lado pela Vida pela iniciativa, que reitera a importância de esforços conjuntos entre governo, instituições de saúde e sociedade civil para assegurar a proteção da população contra doenças evitáveis”, declarou o médico.

O evento incluiu painéis que discutiram a dependência dos brasileiros em relação à imunização, abordando as principais ameaças no Brasil e no mundo, os impactos que necessitam ser avaliados e controlados. Também foram discutidos temas como a imunização como instrumento para erradicar o câncer de colo do útero, seu status atual e os próximos passos, além dos avanços esperados na imunização para o Brasil nos próximos 5 e 10 anos.

Através de iniciativas com essas a FEBRASGO reforça que é fundamental que esses profissionais estejam bem informados sobre o panorama completo das recomendações de vacinação, alinhando seus objetivos aos dos pediatras no que diz respeito à imunização. A transformação no papel do ginecologista deve ir além do tratamento de doenças, incluindo uma ênfase na prevenção através da vacinação.

FEBRASGO homenageia a posse do Dr. Marcelo Zugaib na Academia Nacional de Medicina

No dia 9 de junho, aconteceu a primeira eleição plenária do Biênio 2024-2025, celebrando a entrada do Professor Marcelo Zugaib na Academia Nacional de Medicina (ANM), ocupando a Cadeira Nº 32, que tem como Patrono Antonio Felix Martins (Barão de São Felix). Um total de 84 votos foi contabilizado, sendo 65 presenciais e 19 por correspondência.

Com um histórico de 32 livros e 820 artigos científicos, o Professor Zugaib substituirá o Acadêmico Ivo Abrahão Nesralla, falecido em dezembro de 2020, e deixa sua marca na história como membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo.

O Prof. Zugaib é Mestre, Doutor e Livre-Docente em Obstetrícia e Ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP), com foco em suas pesquisas na Medicina Materno-Fetal, especialmente na prevenção do parto prematuro. Neste momento, ocupa o cargo de Professor Titular na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Na cerimônia estiveram presentes o Dr. César Eduardo Fernandes, Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Comissão de Osteoporose da Febrasgo; Dra. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, Diretora de Defesa e Valorização da Febrasgo (representando a presidente da Febrasgo Maria Celeste Osorio Wender); Dr. Silvio Silva Fernandes, presidente da Associação Federada do RJ (SGORJ) e membro da CNE de Anticoncepção da Febrasgo; Dr. Etelvino de Souza Trindade, ex-presidente da Febrasgo e membro da Comissão de Ginecologia Oncológica da Febrasgo; Dra. Rossana Pulcineli Vieira Francisco, presidente da Comissão de Mortalidade Materna da Febrasgo; Elaine Christine Dantas Moisés, presidente da Comissão de Hiperglicemia e Gestação da Febrasgo; Mario Henrique Burlacchini de Carvalho, presidente da Comissão de Medicina Fetal da Febrasgo; e Fernanda Spadotto, membro da Comissão de Mortalidade Materna da Febrasgo.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A SESSÃO NO SENADO DIA 17/6/24

A FEBRASGO não se fez representada na Sessão de Debates Temáticos ocorrida no Senado Federal no dia 17/06/24, por não ter sido convidada em tempo hábil.

Foi enviado convite por um representante do gabinete do senador Eduardo Girão, por meio de mensagens de WhatsApp, na véspera da sessão (domingo) com a justificativa que “não haviam encontrado o contato” antes.

A FEBRASGO lamenta a maneira como temas relevantes à saúde da mulher vêm sendo tratados nas duas casas do Congresso Nacional.

Febrasgo ressalta a importância de procedimentos de saúde serem realizados por profissionais médicos aptos e especializados

A morte de um homem após um procedimento estético realizado por uma pessoa não especializada reafirma a importância dos procedimentos de saúde serem feitos apenas por profissionais qualificados.

 

Diante das recentes notícias que envolveram a morte de um homem após ter sido submetido a um procedimento estético com aplicação de fenol por uma pessoa não médica e especialista, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) se solidariza com os familiares da vítima e ressalta a importância de atos médicos serem realizados por profissionais especializados na área para garantir a segurança dos pacientes.

“A Febrasgo lamenta que procedimentos estejam sendo feitos de forma indiscriminada e sem qualquer embasamento científico. É importante que as pessoas compreendam os potenciais riscos envolvidos quando um procedimento que envolve a saúde é conduzido por um profissional que não seja especialista, ou empregue técnicas ou medicamentos não registrados ou fiscalizados”, declarou a presidente da Febrasgo, Dra. Maria Celeste Osório Wender.

Destaca-se ainda a preocupação em relação ao aumento de cursos ou eventos online nos quais alunos (e autodenominados “professores”), sem a devida formação médica ou especialização, são ensinados a prescrever hormônios manipulados (implantes e outros), ou anabolizantes para fins estéticos, de ganho de massa muscular e de performance.

Nota de Falecimento Shoemon Yamamoto

É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do pai da Dra. Roseli Nomura (Diretora Administrativa da FEBRASGO), Shoemon Yamamoto. Neste momento de dor e luto, queremos expressar nossas mais sinceras condolências a Dra. Roseli e a toda a sua família. Que encontrem conforto e serenidade para enfrentar este momento difícil.
 
A FEBRASGO se solidariza e estende os mais profundos pêsames, compartilhando sua tristeza e reconhecendo a importância do apoio mútuo em momentos como este.

Diretoria da Febrasgo foi convidada para participar da audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

Na tarde da última quarta-feira, dia 12, as Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Saúde da Câmara dos Deputados organizaram uma audiência pública centrada na discussão da violência obstétrica e na questão da mortalidade materna.

O evento contou com a presença da parlamentar do PT Juliana Cardoso (SP). Além da parlamentar, estiveram presentes representantes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, incluindo a Dra. Roseli Nomura, diretora administrativa, e a Dra. Lia Cruz, diretora de defesa profissional.

A FEBRASGO reiterou seu apoio a todas as iniciativas voltadas para a defesa dos direitos das mulheres, em consonância com as políticas de atenção à saúde feminina preconizadas pela Organização Mundial da Saúde. Apoia qualquer ação que demonstre, com preocupação e firmeza, propostas para erradicar toda forma de violência contra a mulher, durante o atendimento em saúde, principalmente nos momentos de gestação, abortamento, parto e puerpério.

No evento, a Dra. Roseli Nomura ressaltou que a FEBRASGO é favorável ao uso de um termo abrangente para descrever a violência que afeta as mulheres durante a gestação, abortamento, parto e puerpério. "É crucial estar consciente de que  'violência durante a gestação, abortamento e parto puerpério' abrange diversas formas de violência, não apenas a violência física, mas também a violência estrutural ou institucional, que pode se manifestar através de discriminação baseada na raça/cor ou na idade da mulher. Além disso, abarca a violência durante o procedimento de abortamento, seja ela física ou emocional, e a violência profissional, que ocorre quando os profissionais de saúde não respeitam os direitos e a autonomia da mulher. Em suma, é importante reconhecer e combater todos os tipos de violência que as mulheres possam enfrentar durante esse momento especial de suas vidas", frisou a Dra. Roseli.

 

Mortalidade Materna

Outro tema destacado pela FEBRASGO foi o reflexo da violência contra a mulher na mortalidade materna. A Dra. Roseli ressalta que o Brasil enfrenta uma alta taxa de mortalidade materna, que está abaixo dos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU, os quais preconizam uma razão de mortalidade materna de 30 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. Atualmente, o país registra uma mortalidade materna de 57,7 mortes por 100 mil nascidos vivos. "Ao analisarmos algumas especificidades, notamos que em certos estados, como Roraima, os índices de mortalidade materna se assemelham aos observados na África. Por exemplo, lá existem maternidades improvisadas em tendas de lona, o que provavelmente está relacionado a essa alta taxa de mortalidade materna. Esse cenário reflete uma forma de violência estrutural ou institucional, onde as condições inadequadas de saúde para o atendimento à gestante contribuem para esse grave problema ", destacou.

Além disso, ressaltou-se que a razão de mortalidade materna é maior entre mulheres negras, sugerindo a presença de um fator racial que pode resultar em um atendimento deficiente para esse grupo, configurando uma outra forma de violência.

Embora a FEBRASGO conte com cerca de 15 mil associados, lamentavelmente, nem todos os ginecologistas e obstetras do país fazem parte da entidade. Há um contingente de aproximadamente 37 mil ginecologistas no Brasil, sendo que menos da metade está associada à FEBRASGO.

"Nossa associação tem se dedicado a fornecer educação continuada e atualização científica, por meio de publicações e da colaboração com o Ministério da Saúde na elaboração de manuais e diretrizes. A FEBRASGO está comprometida em apoiar todas as medidas e normas que visem aumentar a proteção e garantir os direitos das mulheres", finalizou a Dra. Roseli.

 

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