Novidades do Congresso Brasileiro
Com farta programação científica, abordando os temais mais atuais ligados à Ginecologia e Obstetrícia, entre 15 e 18 de novembro de 2017, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia promove o 57º Congresso Brasileiro de GO, em Belém do Pará.
“Haverá fórum, debates informais e top temas, entre outros painéis, especialmente voltados a debater questões como condições para o exercício da especialidade, honorários, formação. Todas as atividades terão tempo para troca de experiências e discussão da plateia, o que é muito importante”, afirma dr. Juvenal Barreto Borriello de Andrade, diretor da Comissão de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO.
Está programado também um curso pré-congresso de assistência ao parto, que ocorrerá em 15 de novembro, das 14h às 18h, focando questões como a relação médico/obstetra/enfermeiras obstetras, a responsabilidade civil de cada profissional, plano de parto, termo de consentimento livre, além de aspectos relevantes sobre sigilo médico em GO, entre outros esclarecimentos.
Em um lunch meeting, a polêmica central se dará em torno do olhar da Justiça para os conflitos da assistência ao parto. Outras mesas tratarão do exercício da obstetrícia e sobre ultrassom obstétrico realizado por não médicos.
A programação completa está disponível no site http://itarget.com.br/newclients/febrasgo.org.br/57cbgo/#programacao.
57º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia – Belém (PA)
De 15 a 18 de novembro de 2017
Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia (Av. Dr. Freitas s/n, Marco)
Para mais informações: http://itarget.com.br/newclients/febrasgo.org.br/57cbgo/
Cartilha de prevenção contra transtornos mentais do jovem médico
A pressão que os estudantes de Medicina, os residentes e os jovens médicos enfrentam podem afetar a saúde mental deles, o que gera graves consequências. Preocupada com essa perspectiva, a Câmara Temática do Médico Jovem do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) vai lançar uma cartilha visando prevenir esses profissionais de problemas como depressão e suicídio.
A cartilha é parte de uma ação maior do CREMESP para acompanhar e dar suporte aos problemas da saúde mental dos jovens no ambiente de estudo e de trabalho. Ela vai ser distribuída em escolas de Medicina, locais de residência médica e nos hospitais de modo geral, e trará pontos que servirão para a identificação e tratamento de aspectos relacionados aos transtornos mentais.
Além do longo tempo exigido para uma formação sólida, que inclui horas e horas de estudo, plantões e um alto nível de concentração, estudantes, residentes e jovens médicos muitas vezes se frustram com a cobrança para adquirir cada vez mais conhecimento. Diante dessa pressão, a saúde mental de quem ainda não está preparado para o processo de profissionalização pode ficar comprometida.
O objetivo da cartilha é orientar os jovens profissionais a reconhecerem em si próprios e nos colegas os sinais de que a saúde mental está sendo afetada e, assim, evitar que o problema se agrave e culmine em tragédia. Um segundo passo da Câmara após essa iniciativa é criar grupos de apoio para dar suporte aos médicos que estão sofrendo com a pressão na formação médica, fazendo-os vencer barreiras como negação e preconceito, que podem levar à depressão e ao suicídio.
FEBRASGO em Defesa do Parto com Segurança
A questão dos partos normais a qualquer custo foi motivo de uma reportagem de destaque recentemente no The Guardian, jornal inglês de grande circulação. Segundo a publicação, campanhas de caráter meramente emocional e motivadas por motivos outros, que não o bem estar das gestantes e seus bebês, redundaram em uma série de maus resultados.
A reportagem ressalta que as campanhas para a realização de partos normais sem qualquer intervenção e distantes de centros médicos foram levadas ao extremo. Provocaram sensação de fracasso e de culpa nas mulheres que não obtiveram sucesso no procedimento.
Investigações sobre mortes maternas e neonatais indicaram várias condutas inadequadas por parte dos profissionais que atendiam a esses partos sem a devida qualificação e segurança. A insistência inconsequente pela não utilização de práticas como analgesia farmacológica, indução do parto e cesariana foi responsável por grande parte das intercorrências.
Diante dessa situação, entidades que congregam enfermeiras obstétricas passaram a desestimular práticas que podem colocar em risco o bom prognóstico materno e fetal.
A FEBRASGO traz essa pauta à tona com o intuito de reiterar a todos os médicos obstetras do Brasil seu apoio ao trabalho em equipe multidisciplinar. Dessa forma, com a utilização das práticas obstétricas adequadas, sempre priorizando a garantia de vida da mãe e do bebê, dispensamos assistência realmente de qualidade às nossas pacientes.
Fóruns de Defesa e Valorização Profissional nos Congressos Estaduais e Regionais
A Comissão de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO tem focado suas ações em alguns aspectos essenciais para a melhoria das condições de trabalho e remuneração dos ginecologistas e obstetras: agilidade, participação e troca de experiências.
Frequentemente recebemos seguidos questionamentos de colegas associados, muitas vezes com assuntos loco-regionais, os mais variados, somando-se a eles outros de repercussão nacional. Nosso entendimento é que o simples encaminhamento e mesmo a solução de casos não são suficientes para gerar um lastro positivo aos GOs de todo o Brasil. Isso porque em diversas vezes não há compartilhamento entre as regiões.
Para aperfeiçoar esse processo, propomos o aprofundamento nos debates regionais dos problemas do dia a dia de nossa prática médica. Pode ser em fóruns de Defesa Profissional e Congresso estaduais, além de outros encontros marcados especialmente com esse fim.
Se almejamos de fato avanços e conquistas, e é óbvio que o desejamos, nossos eventos devem ultrapassar a fronteira científica. É essencial espaço para discutir honorários, relação com planos de saúde, o papel do tocoginecologista no Sistema Único de Saúde, entre outras questões.
Pautas como disponibilidade, violência obstétrica, diminuição do número de médicos interessados na Residência Médica em GO, a atuação de outras categorias profissionais em atos privativos por nós realizados são outras sugestões. Certamente, aprofundando tais polêmicas, trazendo-as para encaminhamento na – e com apoio da – FEBRASGO, ganharemos em maturidade, corpo e ainda na troca de experiências com o coletivo.
O processo, enfim, é fundamental para a resolução e conquistas de nossos pleitos.
O processo, enfim, é fundamental para a resolução e conquistas de nossos pleitos.
A Diretoria e a Comissão de Defesa e Valorização profissional estarão sempre disponíveis para acompanhar e oferecer condição adequada a todos os debates.
Obrigado.
Obrigado.
Juvenal Barreto Borriello de Andrade, diretor de Defesa e Valorização Profissional
Saúde suplementar - Câmara dos Deputados pode sepultar Lei 9656
Propostas discutidas na Câmara Federal, em regime de urgência, podem desconstruir a Lei 9.656/98, provocando retrocesso para o atendimento ao consumidor e ainda inviabilizando a boa prática médica. O alerta é da PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Segundo a vice-presidente do conselho diretor, Maria Inês Dolci, há até a possibilidade que proibir que os usuários/pacientes recorram ao Código de Defesa do Consumidor para garantir seus direitos fundamentais. Saiba mais, a seguir, em entrevista exclusiva.
A Câmara dos Deputados debate atualmente propostas de mudanças da Lei 9.656/98, que regula a saúde suplementar; a relação entre empresas, consumidores/pacientes e prestadores de serviço – médicos e demais profissionais. O que esperar?
Primeiramente o que está sendo discutido na Câmara Federal é justamente é a revisão da legislação sobre a Lei dos Planos de Saúde, 9.656/98. Todos os projetos de lei em tramitação, totalizados, são 141. A Câmara analisa o pacote, vamos dizer assim. Até hoje não há informações suficientes a respeito do texto que pode sair desse debate. Ou seja, as sugestões ainda não foram transportadas para um documento. Nossa percepção é a de que há parlamentares trabalhando pelo fim de garantias da atual legislação. O que já veio a público deixa a impressão de que surgirá uma proposta extremamente desfavorável para o consumidor, para o paciente que possui plano de saúde.
Então há uma espécie de lobby das empresas?
Veja, as únicas beneficiadas serão as empresas, já que as propostas sugeridas só atendem aos interesses das mesmas. São sugestões de caráter mercantil, que não priorizam a saúde do consumidor. Aliás, uma das propostas que já vazou é uma afronta jamais vista em qualquer país civilizado do mundo. Querem impedir o usuário de planos de saúde a reivindicar seus direitos com base no Código de Defesa do Consumidor.
Qual a extensão do prejuízo?
Compreendemos que os interesses a prevalecer serão somente o dos empresários, uma vez que os consumidores terão sérias restrições. Repito: até a utilização do Código de Defesa do Consumidor, como proteção natural ao paciente, corre o risco de ser excluída dos contratos. É inaceitável. Embora o mercado suplementar necessite dar lucro, não se deve torná-lo puramente mercantilista. Esse é um segmento em que a prioridade sempre tem de ser a saúde das pessoas.
No pacote em debate, existem outros pontos nocivos a registrar?
Querem, por exemplo, restringir alterar o rol mínimo de coberturas obrigatórias, atualizado a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em máximo. Isso significa que os direitos mínimos de hoje não serão resguardados. Ao contrário. O mínimo virará máximo e as empresas poderão colocar no mercado produtos com cobertura restrita, que deixarão o consumidor/paciente desguarnecido na hora em que mais precisar de um tratamento, de uma intervenção de maior complexidade. Um rol de cobertura mínima, mas respondendo adequadamente a todas as necessidades terapêuticas do ser humano, deve ser a base do setor, é o que garante acesso e qualidade à assistência. É importante observar que tais alterações resultarão somente em consequências negativas para os 48 milhões de brasileiros conveniados a planos de saúde. A votação na Câmara, da forma que se desenha, é absurda e injustificável. É necessário que haja um debate democrático sobre as propostas de alterações na legislação. Não podemos aceitar acordos e subterfúgios feitos na calada da noite.
E para os médicos? Para ginecologistas e obstetras, por exemplo, que reflexo traz essa eventual mudança na lei?
Os médicos também serão prejudicados, principalmente no que se refere à autonomia e à liberdade de exercício profissional, uma vez que se enterrará na prática o atendimento integral. Se para um prognóstico, ele necessitar de uma tomografia, por exemplo, deverá encaminhar o paciente para o SUS ou fazer o procedimento na rede privada, tendo em vista que os produtos limitados não oferecerão diversos direitos.
A prestação de serviço em medicina em si será desqualificada pela prevalência do poder econômico.
Inseminação artificial e fertilização in vitro
Às vezes, a gravidez não acontece pelo método tradicional, por meio da relação sexual, e os casais procuram ajuda de especialistas para realizar o sonho da maternidade. É importante que o casal passe por uma avaliação para obter um diagnóstico preciso do fator de infertilidade, permitindo, assim, definir qual o método mais indicado.
E é natural chegar ao consultório médico com muitas dúvidas. O ginecologista vai esclarecê-las. Quando confirmado pelo médico que será indicada alguma técnica de reprodução assistida, é muito importante entender as diferenças entre os métodos.
Nos homens, estão relacionados à infertilidade a baixa contagem e qualidade dos espermatozóides, varicocele (varizes nos testículos) e problemas de ejaculação. Já nas mulheres, a dificuldade de engravidar pode ter diversas causas, como disfunção ovulatória, alteração das tubas uterinas e endometriose.
Qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro? A inseminação artificial “encurta” o caminho percorrido pelos espermatozoides. É um procedimento mais simples, que consiste em concentrar e introduzir os espermatozoides diretamente no interior do útero.
Assim, os espermatozoides podem fecundar os óvulos, passando pelas trompas.
Assim, os espermatozoides podem fecundar os óvulos, passando pelas trompas.
Já a fertilização in vitro (FIV), conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozoide com o óvulo no laboratório, que irá formar o embrião que será transferido para a cavidade uterina posteriormente.
Há etapas. Primeiro, o médico irá prescrever para a mulher medicamentos para estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo. Esses óvulos são aspirados por uma agulha e colocados em uma substância cheia de nutrientes, a fim de mantê-los vivos.
A paciente fica sedada para a realização desse procedimento. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen por meio da masturbação.
Há etapas. Primeiro, o médico irá prescrever para a mulher medicamentos para estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo. Esses óvulos são aspirados por uma agulha e colocados em uma substância cheia de nutrientes, a fim de mantê-los vivos.
A paciente fica sedada para a realização desse procedimento. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen por meio da masturbação.
Para que haja a fecundação, os espermatozoides são colocados no mesmo recipiente. Após sua fertilização, o óvulo é mantido em uma estufa, onde começa a ocorrer a divisão celular. Passados alguns dias, depois de se formarem pelo menos oito células, o embrião é colocado no útero da mulher.
Para essa etapa, a transferência de embriões, a mulher não precisa de anestesia. O médico vai recomendar, após duas semanas, a realização de um teste de gravidez (beta-hCG) para saber o resultado do tratamento.
Gravidez em adolescentes
Em países como o Brasil, com diferenças sócio-econômicas tão exacerbadas é comum uma grave condição: a da gravidez na adolescência.
Além do risco da adolescente deixar seus estudos e ser separada de seu grupo social, a gravidez antes dos 18 anos eleva os riscos de hemorragia e hipertensão, que são problemas graves. Nesse período, o corpo da menina ainda está em fase de desenvolvimento e não preparado para conceber e desenvolver a gravidez.
É considerável o percentual de bebês que nascem no Brasil filhos de mães adolescentes. As principais causas da gravidez indesejada na adolescência são a falta de informação, a desestruturação familiar e o uso inadequado da camisinha, que é o principal meio de anticoncepção utilizado nessa faixa etária.
A pílula do dia seguinte, bastante disseminada, é usada pelas adolescentes como método anticoncepcional por preguiça ou receio de utilizar a pílula tradicional. Além de ter uma dose hormonal elevada, pode levar à garota a ter outros problemas de saúde.
A melhor forma de evitar esse sério problema social é a disseminação da informação dentro das escolas e em casa. Famílias estruturadas e com um diálogo franco e direto têm filhos mais seguros e que buscam ajuda. Tendem a ceder menos às pressões dos amigos por uma vida sexual precoce e têm mais condições de fazer escolhas conscientes, principalmente com relação ao uso dos preservativos e outras formas de planejamento familiar.