Doença inflamatória pélvica: diagnóstico ainda difícil

Compartilhe a publicação
Doença inflamatória pélvica: diagnóstico ainda difícil

23 maio. de 2017

Uma em cada quatro mulheres com doença inflamatória pélvica (DIP) acabam tendo sequelas a longo prazo. A infertilidade é uma delas – podendo afetar 30 a 40% das mulheres.

A inflamação pélvica não é só uma dor. Trata-se de uma infecção do trato genital feminino que pode incluir o endométrio, as trompas uterinas e os ovários. Apesar de estar associada às doenças sexualmente transmitidas (DST’s) do trato genital inferior, a DIP é o resultado de um processo polimicrobiano.  Ou seja, vários micro-organismos podem estar envolvidos e o uso de preservativo representa uma importante barreira contra eles.

O diagnóstico nem sempre é fácil. O sintoma mais comum é a dor abdominal baixa. Mas ela pode se manifestar com dor durante o ato sexual, dor lombar, febre, calafrios, náuseas, além de corrimento, coceira, sangramento e forte odor na vagina. Mas há mulheres que não apresentam nenhum sintoma clássico.

E por que reforçamos tanto a atenção para esta doença? Pacientes com danos leves têm 3% de chance de terem dificuldade para engravidar no futuro. Danos moderados aumentam o índice para 13%. Quando a inflamação pélvica causa danos tubários graves, essas chances chegam a 29%.

Além do histórico de doenças inflamatórias prévias, outros fatores de risco predispõem a paciente a novos episódios, como a existência de múltiplos parceiros sexuais (mais de dois num período de 30 dias) e fazer sexo sem uso de preservativo.

Um alerta sobre as adolescentes: jovens que já manifestaram doença inflamatória pélvica devem passar por consulta periodicamente para serem orientadas de forma correta sobre a prática do sexo seguro. 

Veja mais conteúdos

CBGO 2026 encerra edição marcada por ciência, pactos pela saúde da mulher e integração entre sociedades

01 jun. de 2026

CBGO 2026 chega ao último dia com final do Febraquiz e programação científica intensa

01 jun. de 2026

Informação, movimento e inovação marcam a experiência dos congressistas no CBGO 2026

01 jun. de 2026

CBGO 2026 debate hormoniologia, terapias alternativas e avanços no tratamento da obesidade feminina

01 jun. de 2026

CBGO 2026: Fórum debate estratégias para reduzir mortalidade materna no Brasil

01 jun. de 2026

CBGO 2026: Dr. Gian Carlo Di Renzo fala sobre a progesterona para além da manutenção da gravidez

30 maio. de 2026

Iniciativa “FEBRASGO em Movimento” leva médicos às ruas em corrida inédita no CBGO 2026

30 maio. de 2026

CBGO 2026: FEBRASGO e SBE destacam avanços no diagnóstico, protocolos e tratamento da endometriose

29 maio. de 2026

CBGO 2026: Médica brasileira traz experiência internacional sobre rastreamento do câncer do colo do útero

29 maio. de 2026

CBGO 2026: O que rola nas redes — quando o obstetra vira notícia

29 maio. de 2026

CBGO 2026: Febraquiz segunda rodada, conheça os classificados

29 maio. de 2026

CBGO2026: Fórum de Eliminação do Câncer de Colo de Útero destaca desigualdades regionais e reforça importância da prevenção

29 maio. de 2026