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Posição das Comissões Nacionais Especializadas de Anticoncepção e Climatério da Febrasgo sobre implantes hormonais

Posição das Comissões Nacionais Especializadas de Anticoncepção e Climatério da Febrasgo sobre implantes hormonais

08 de setembro de 2021

 

As Comissões Nacionais Especializadas de Climatério e de Anticoncepção da Febrasgo entendem que não há dados suficientes publicados na literatura médica a respeito da eficácia e da segurança de implantes hormonais, muitas vezes chamados de “chips”, com os mais diversos conteúdos hormonais, tais como estradiol, testosterona, gestrinona, DHEA entre outros.

Em procura em bases de dados de trabalhos científicos, tendo a PubMed como a principal, o número de estudos com tais tipos de implantes é bastante reduzido e geralmente com pequeno número de participantes. Exceção é o implante anticoncepcional de etonogestrel industrializado e aprovado pela ANVISA disponível comercialmente e o de estradiol (não mais comercializado).

Mesmo considerando a existência de alguns poucos estudos com maior número de participantes que usaram implantes manipulados, a metodologia destes estudos apresenta limitações e, além disso, não é possível generalizar esses resultados aos implantes disponíveis no território brasileiro, por escassez ou falta de publicações de informações detalhadas destas preparações.

Embora a gestrinona possua ação antiovulatória, não existem, em todo o mundo, estudos para a aprovação regulatória do fármaco com finalidade contraceptiva.  No presente momento, não há disponível no mercado brasileiro, implante hormonal industrializado aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com exceção o implante anticoncepcional composto por etonogestrel.

Portanto, as Comissões Nacionais Especializadas de Climatério e de Anticoncepção da Febrasgo não recomendam os implantes hormonais manipulados não aprovados pela ANVISA, seja com a finalidade de realizar a terapêutica hormonal da menopausa ou anticoncepção, por escassez de dados de segurança, especialmente de longo prazo. As Comissões Nacionais Especializadas de Climatério e de Anticoncepção da Febrasgo seguem atentas a este assunto e caso novas informações científicas mudem este cenário, voltarão a se posicionar.

Febrasgo manifesta-se contrária a projeto de lei que limita condições para reprodução assistida

PL encontra-se em Consulta Pública e análise de relator da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania

São Paulo, agosto de 2021. Atualmente, encontra-se em consulta pública o projeto de lei 1184/2003 que versa sobre a regulamentação do uso de técnicas de reprodução assistida. Dentre as propostas do texto figura a limitação do número de óvulos fertilizados para apenas dois e também a proibição da biópsia embrionária. Dado o impacto negativo que essa lei, caso aprovada, teria para o processo de concepção, por meio de fertilização in vitro, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) vem a público manifestar-se contrária ao Projeto de Lei.

De autoria do então senador Lucio Alcantara (PSDB/CE) e parado na Câmara, há mais de dez anos, o projeto ganhou destaque, nos últimos dias, devido a uma submissão de parecer por parte da equipe do relator do projeto, o dep. Diego Garcia (PODE/PR) – que o próprio reconheceu, por meio de suas redes sociais, ter ocorrido equivocadamente. O projeto voltou para análise da relatoria. 

A Febrasgo agendará uma audiência com o deputado a fim de apresentar e discutir os aspectos técnicos e potenciais impactos sociais dessa iniciativa. Se aprovada, essa lei representaria um retrocesso dos direitos das mulheres no país.

Ciente da importância da participação ativa nos processos democráticos, a entidade representante dos tocoginecologistas do país destaca ser fundamental a manifestação popular na enquete que debate o tema, disponibilizada no site da Câmara dos Deputados (vide link). A Febrasgo reitera que essa possível lei impactaria negativamente e de maneira significativa o acesso da mulher ao exercício da maternidade, por meio de reprodução assistida.

 

Lembretes sobre a realização da Mamografia e Vacinação contra o COVID-19

- As vacinas contra Covid-19 NÃO causam câncer ou qualquer doença na mama.

- Vacinas, algumas vezes, causam inchaço passageiro de gânglios embaixo do braço (reação normal do organismo) que podem aparecer na mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas. Isto tem sido observado agora com mais frequência devido à vacinação maciça contra o Covid-19. QUANDO FOR FAZER ESTES EXAMES, AVISAR SE TOMOU A VACINA E EM QUAL BRAÇO. 

- A mulher NÃO deve atrasar a realização de sua mamografia se já estiver no período de fazê-la. Basta avisar quando tomou a vacina e em qual braço, para que o médico possa avaliar melhor se encontrar “ínguas” nas axilas. Só devem aguardar 4 semanas após a vacinação as mulheres que estiverem com sua mamografia em dia.

- Mulheres com câncer de mama diagnosticado ou com sintomas que possam representar câncer de mama NÃO devem retardar sua avaliação médica e os exames solicitados por terem sido vacinadas recentemente. 

- NENHUMA mulher deve deixar de se vacinar por medo de que a vacina possa causar doenças na mama ou afetar seus exames na mama. 

- NENHUMA mulher deve deixar de realizar seus exames de rastreamento do câncer de mama, pois lembramos que ele ainda é o mais frequente entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Comissão Nacional de Mamografia- CBR, SBM e FEBRASGO

Nota técnica de esclarecimento sobre vacinação contra COVID-19 e mamografia 

Recentemente a Comissão Nacional de Mamografia que reúne representantes do Colégio Brasileiro de Radiologia, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia publicou orientações em relação à realização da mamografia e a vacinação contra a Covid-19. Nessa nota gostaríamos de esclarecer algumas dúvidas e notícias falsas publicadas em redes sociais que tem funcionado como barreiras ao rastreamento do câncer de mama e a vacinação contra Covid 19:

1-      As vacinas contra Covid-19 NÃO causam câncer de mama ou quaisquer outras doenças na mama. 

2-      As vacinas contra Covid-19 algumas vezes causam inchaço passageiro de gânglios embaixo do braço que podem aparecer nos exames de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas. Por isso, quando fizer seus exames de mama informe se foi vacinada, quando e em qual braço tomou a vacina para evitar equívocos de interpretação por parte do médico.

3-      Inchaço transitório de gânglios embaixo do braço também pode ocorrer com outras vacinas, após depilação a laser da axila e inflamações no ombro, entre outras causas. Trata-se de uma reação de defesa normal do corpo.

4-       As pacientes que foram vacinadas contra Covid-19, em particular aquelas que estiverem com atraso na realização da sua mamografia rotina, NÃO devem postergar ainda mais o exame de mamografia. Em 2020, entre 30% e 50% das mulheres deixaram de realizar suas mamografias devido a pandemia de Covid 19. Estima-se que esse retardo terá impacto futuro na mortalidade pelo câncer de mama.

5-      Aguardar quatro semanas após a vacinação é uma sugestão para mulheres com os exames em dia quando este prazo não prejudicar sua avaliação para o diagnóstico de câncer de mama. 

6-      Em hipótese nenhuma mulher com câncer de mama diagnosticado ou com sintomas que possam representar câncer de mama como, por exemplo, nódulos palpados ou saída de líquido no mamilo devem retardar sua avaliação médica e os exames solicitados por terem sido vacinadas recentemente. 

7-      Por fim, no atual contexto da pandemia NENHUMA mulher deve abdicar da vacinação por medo de que ela possa causar doenças na mama ou afetar seus exames na mama. E NENHUMA mulher deve abdicar de realizar seus exames de rastreamento do câncer de mama, pois lembramos que ele ainda é o mais frequente entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Comissão Nacional de Mamografia - CBR, SBM e FEBRASGO

O aleitamento materno é capaz de prevenir mais de 820 mil mortes em crianças de até 5 anos por ano no mundo, diz estudo

Além de seguro, o aleitamento materno reduz riscos de doenças e traz benefícios tanto ao bebê quanto à mãe

São Paulo, agosto de 2021. O leite materno é o melhor alimento nos primeiros meses de vida e a recomendação é de que a amamentação seja feia até os dois anos ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida. São inúmeros os benefícios para a mãe e para o bebê. Inclusive, recente pesquisa realizada pelo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil – ENANI-2019 reforça o papel protetor da amamentação contra doenças infecciosas e crônicas da infância, e ainda conclui que mais de 820 mil mortes de crianças menores de cinco anos por ano no mundo poderiam ser evitadas com o ato de amamentar. “O aleitamento materno é principal arma no combate à desnutrição e mortalidade infantil, é rico em imunoglobulinas, anticorpos e várias proteínas, lípides e carboidratos adequados para nutrição do recém-nascido. Assim, previne contra as principais doenças do recém-nascido e da infância”, alerta a obstetra Dra. Silva Regina Piza, presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da Febrasgo.

A pesquisa ainda revela que aumentou a taxa de adesão das mulheres que promovem a amamentação exclusiva. Os dados mostram que, em 2019, a prevalência foi de 60% no Brasil, sendo que o percentual mais elevado foi na região Sudeste, que registrou 63,5%; e o menor índice foi no Nordeste, com 55,8%. Ainda assim, as taxas globais de aleitamento materno permanecem baixas, com apenas 43% dos recém-nascidos iniciando o aleitamento materno dentro da primeira hora após o parto e 41% dos bebês com menos de seis meses de idade exclusivamente amamentados. Embora 70% das mulheres continuem amamentando por pelo menos um ano, as taxas de aleitamento materno caem para 45% aos dois anos de idade.

O Brasil é referência internacional em doação de leite materno, e possui a maior rede de Banco de Leite Humano (BLH), com 225 pontos de coleta, espalhados em todos os estados, que recebem anualmente cerca de 160 mil litros. “O projeto foi desenvolvido por cientistas e médicos brasileiros, dentro do SUS, e ajuda a salvar milhares de vidas todos os anos”, conta Dra. Silvia, que também complementa: “sempre promovemos ações de proteção e apoio ao aleitamento materno, junto as equipes de saúde e sociedade. Nosso objetivo é conscientizar tanto as mães quanto à sociedade como um todo sobre a importância de incentivar e apoiar as mulheres a amamentarem”.

  1. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil ENANI – 2019. Disponível: https://enani.nutricao.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/08/Relatorio-preliminar-AM-Site.pdf

 

Aleitamento materno em época de pandemia:

A pandemia da COVID-19 apresentou desafios em várias áreas da saúde e uma delas foi em relação à mulher gestante e lactante. A orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de manter o aleitamento materno, tanto para gestantes e lactantes que adquiriam covid-19, bem como para aquelas que foram imunizadas por meio de vacinas.

Um estudo recente publicado na revista científica JAMA Pediatrics revela que mulheres infectadas e que foram imunizadas podem transferir anticorpos protetores para os bebês de forma eficiente, especialmente, no início da gravidez.

De acordo com a recomendação do Programa Nacional de Imunizações, a vacina ainda é a maior arma no combate contra a COVID-19, sendo o benefício da imunização muito maior que o risco de se contrair o coronavírus na gestação e no pós-parto.

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