Depoimento do Dr. Germano Souza - Cardiologista
Regulamentação do papel das doulas
Dúvidas sobre a regulamentação no papel das doulas no trabalho de parto? Acesse as atualizações em www.febrasgo.org.br/noticias-das-comissoes-nacionais-especializadas
FIGO 2018 - XXII Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia
O Rio de Janeiro sediará o XXII Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia da FIGO. Saiba mais sobre este grande evento.
FEBRASGO aplica exame para candidatos ao TEGO
Cerca de 600 candidatos fizeram a primeira fase da prova e 46% foram classificados para a prova prática
A FEBRASGO realizou o exame de Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) em 28 e 29 de julho, em São Paulo, com 602 candidatos de todo o Brasil. E com uma novidade: médicos que não fizeram residência não puderam fazer a prova.
“Quem não tem residência médica não pode se formar como especialista porque a residência é o padrão ouro do especialista. Há 30 anos eram poucos os programas e apenas 10% dos médicos tinham acesso à residência. Agora não. Hoje 3500 vagas em serviços de residência estão disponíveis para R1, R2 e R3 credenciadas pelo MEC. Mas temos 2600 residentes. Portanto, 40% das vagas não estão preenchidas porque alguns programas não tem a estrutura adequada e não preenchem as vagas ou há evasão de residentes devido à má qualidade dos programas ”, explica Marcos Felipe Silva de Sá, diretor Científico da FEBRASGO.
Os candidatos foram submetidos a prova teórica e os aprovados nela fizeram a prova prática.
“No primeiro dia houve prova teórica e 279 candidatos foram aprovados para a prova prática, realizada no dia seguinte”, conta a presidente da Comissão Nacional do TEGO, Profa. Roseli Nomura.
Para se habilitar ao exame prático, o candidato precisava acertar 60% das questões de Ginecologia e o mesmo percentual na prova de Obstetrícia. No total, eram 100 questões que abordaram temas atuais da especialidade.
“O desempenho dos candidatos, neste ano, foi abaixo da média. Não existiu diferença no grau de complexidade da prova, mas o avanço do conhecimento científico exigiu que os candidatos estivessem atentos às evidências científicas atuais. Temos cobrado conhecimento atualizado, que se alinha com as diretrizes nacionais relacionadas ao cuidado da saúde da mulher. Então, todo ano, a Comissão Nacional do TEGO se reúne para elaborar a prova, e esta é aplicada aos candidatos com o objetivo de certificar o especialista de excelência”, esclarece a Profa. Roseli.
“A prova foi muito bem feita, o nível de exigência aumentou esse ano, portanto os candidatos tiveram de mostrar profundo conhecimento da nossa especialidade para passar da prova teórica para a prática”, destaca César Fernandes, presidente da FEBRASGO.
Os candidatos são avaliados não apenas quanto ao conhecimento científico, mas também pelas suas competências práticas, demonstrando habilidades e atitudes na relação médico-paciente, mostrando efetividade na interpretação de resultados de exames e nos diagnósticos.
A lista de aprovados será divulgada em 14 de setembro.
Febrasgo defende aborto seguro como garantia de saúde para a mulher
O representante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rosires Pereira de Andrade, afirmou nesta sexta-feira (3), na audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) para debater descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, que o aborto seguro é um procedimento de saúde da mulher.
"O aborto é um tema urgente. Se considerarmos as 503 mil mulheres que abortaram de maneira clandestina, e possivelmente insegura, apenas em 2015, podemos descrever o aborto como um fato da vida reprodutiva das mulheres e uma necessidade da saúde que precisa ser levado a sério por profissionais e instituições públicas e privadas”, disse. Rosires ressaltou que, apesar do avanço da medicina, não tem havido redução de abortos inseguros e morte materna no país.
Segundo ele, o aborto seguro tem baixo risco para a saúde e reduz a necessidade de acompanhamento médico. “Metade das mulheres que enfrentam aborto ilegal tem de ser internadas. O uso do medicamento indicado reduziria o impacto na saúde pública”, garantiu. Para o representante da Febrasgo, “os embates morais ou religiosos sobre o aborto não podem desobrigar o Estado de garantir o direito à saúde das mulheres, menos ainda levá-lo a criminalizar o cuidado médico no exercício desse dever constitucional”.
Fonte: http://stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=385630
Informações sobre o aleitamento materno em caso de mulheres vacinadas contra a Febre Amarela
O Dr. Corintio Mariani Neto, da Comissão Nacional Especializada de Aleitamento Materno da FEBRASGO, esclarece questões sobre a amamentação para as mulheres que vão tomar ou tomaram a vacina contra a Febre Amarela, assista:
A Febrasgo se posiciona no STF sob o ponto de vista da racionalidade.
Em entrevista concedida ao jornal à Folha de SP em 03 de Agosto de 2018, o Presidente César Eduardo Fernandes, afirma:
“Nenhum de nós prega o aborto. Isso é uma decisão de foro íntimo de cada mulher, do seu parceiro, da sua família, segundo suas convicções, suas crenças. A gente quer diminuir os agravos à saúde e o índice de mortalidade, que é altíssimo no país”.
“Estima-se que existam por ano meio milhão de abortos clandestinos no país. A gente sabe que 50% dos feitos na clandestinidade caminham para complicações mais ou menos graves, enquanto que, no aborto feito em condições seguras, a possibilidade de complicação é abaixo de 0,5%.”
“A Febrasgo, que representa médicos ginecologistas e obstetras do país, só firmou um entendimento sobre o tema de dois anos para cá. “A Febrasgo deu um passo gigantesco, ela se omitia. Considero um amadurecimento nosso, após inúmeras discussões, chegarmos a essa posição”.
Leia a matéria completa: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/08/stf-comeca-debate-sobre-legalizacao-do-aborto-ate-12a-semana-de-gravidez.shtml