Diagnóstico tardio contribui para aumento de casos de câncer infanto juvenil em 8 anos
Diagnóstico tardio contribui para aumento de casos de câncer infanto juvenil em 8 anos
O combate ao câncer é reforçado no calendário da saúde em novembro, mais especificamente nos dias 23 e 27.
No dia 23 é datado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, o marco tem como objetivo conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce nos casos de câncer em crianças e adolescentes.
Segundo informações do DataSUS, o Brasil registrou 17.123 casos de câncer em crianças e jovens até 19 anos em 2021, um aumento de 208% em comparação com os 5.557 registros nessa faixa etária em 2013. O número de casos triplicaram no período devido ao diagnóstico tardio, prejudicando a recuperação.
O câncer ginecológico em crianças e adolescentes é raro, porém, em casos como de abuso sexual a infecção pelo vírus do HPV pode levar ao desenvolvimento de cânceres de colo de útero ou da vulva.
A Dra. Heloisa de Andrade Carvalho, radioterapeuta e membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Febrasgo, explica que um diagnóstico tardio, de qualquer tipo de câncer que afeta crianças e adolescentes, implica em um câncer incurável, porém tratável. Para evitar que a doença se espalhe é essencial que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.
“Os tratamentos de tumores infantis têm evoluído muito, e as chances de cura estão aumentando cada vez mais, principalmente nas fases iniciais da doença. Por isso, o ideal é fazer o diagnóstico precoce”, conclui a Dra.
Todos esforços e canais devem ser utilizados para alertar a mulher contra violência, diz FEBRASGO
Todos esforços e canais devem ser utilizados para alertar a mulher contra violência, diz FEBRASGO
A violência contra a mulher pode ser identificada pelo médico ginecologista ou obstetra, médicos considerados os clínicos da mulher
A violência contra a mulher é um grande problema de saúde pública e afetou mais de 67 mil mulheres em todo país no primeiro semestre de 2022. Segundo o total de atendimentos realizados pelo 180 (o disque denúncia), central de atendimento à mulher, no primeiro de janeiro a junho de 2022, 12,23% dos atendimentos correspondem a relatos de violência.
Contudo, políticas públicas de combate à violência e proteção dessas mulheres vítimas de violência não têm recebido muito apoio, o que vem prejudicando programas como a Casa da Mulher Brasileira, que acolhe mulheres de todas as idades e classes sociais, sozinhas e com seus filhos.
A FEBRASGO, que trabalha em prol do total respeito à saúde e bem-estar da mulher, leva em consideração a preparação do médico ginecologista ou obstetra que ao atender mulheres pode identificar casos de violência. A Dra. Maria Celeste Osório Wender, Diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO, explica que o ginecologista é considerado o “clínico da mulher”, pois a acompanha em todas as fases da vida. “Assim, ele tem condições de observar formas de violência, doméstica ou sexual, inclusive relatadas pela paciente”, pontua a diretora.
Quanto ao papel do médico da mulher quando os sinais de violência são claros, a Dra. Maria Celeste afirma que abordar o assunto e orientar a mulher para que ela entenda as repercussões e tome as providências cabíveis. “No caso de violência sexual as consequências podem ser duradouras”, completa a Dra.
Para reforçar o trabalho de conscientização pela eliminação da violência contra a mulher, a FEBRASGO vem trabalhando em uma campanha muito importante que será lançada no próximo ano. Nesse dia 25, marcado pelo Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a Dra. Maria Celeste diz: “Todos esforços e canais devem ser utilizados para alertar a mulher, promover discussões, trazer essa situação para que políticas públicas sejam disponíveis no sentido de evitar todo e qualquer tipo de violência contra a mulher”.
CBGO 2022
Novidade, Hands On é destaque no terceiro dia de CBGO 2022
O terceiro dia do 60º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO), que acontece no Rio de Janeiro desde o último dia 16, trouxe para o centro debate a necessidade do acompanhamento ginecológico em todas as fases da vida da mulher, que devem começar desde a primeira menstruação, passando pela introdução da contracepção até a menopausa.
A edição deste ano do CBGO contou uma novidade, especial para os residentes, mas abertas a todos os médicos presentes, que são workshops de Hands On - que permitem procedimentos em manequins de simulação realística, com o aprendizado de emergência obstétricas, parto vaginal, hemorragia pós-parto, ultrassonografia de primeiro e segundo trimestre.
O presidente da FEBRASGO, o ginecologista e obstetra Agnaldo Lopes, ressaltou sobre a importância de médicos e médicas poderem aprender na prática algumas técnicas. “Este é o primeiro Congresso de Ginecologia Obstétrica que traz o modelo Hands On, que permite simulações em ambiente controlado, não levando a risco o paciente e onde o médico em formação consegue fazer os procedimentos que às vezes durante o treinamento de médico residente não terá tantas oportunidades de ser feito”.
O Dr. Agnaldo completou ainda que a metodologia é um “spoiler” de ações futuras da FEBRASGO. Lopes adianta que, em 2023, será criado um Centro de Simulação e Treinamento da FEBRASGO, que vai treinar os médicos em situações complexas, como por exemplo hemorragia pós-parto.
“O centro levará algumas atividades importantes de ginecologia e obstetrícia. Teremos manequins realísticos, que tem movimento respiratório e sangramento até um treinamento de habilidades com aconselhamento contraceptivo. Vemos a simulação como algo muito importante para futuro”, destaca o presidente.
Outras atividades
O dia também contou com uma grade de cursos sobre as bases da terapêutica hormonal, que mostraram quais as indicações e contra indicações tratados pelo médico José Maria Soares. Juntamente com a propedêutica complementar essencial antes de iniciar e durante o uso da terapia e as vantagens e desvantagens.
Por outro lado, o câncer de mama foi um dos painéis de visibilidade do congresso, a questão da terapia de reposição hormonal e risco futuro de câncer de mama foi transmitido pelo palestrante João Bosco Ramos. A mesa trouxe temas como anticoncepção hormonal, testosterona, quimioprevenção.
As recomendações nacionais para o cuidado de mulheres com diabetes mellitus no ciclo gravídico-puerperal, com olhar para os critérios diagnósticos e prevalência foram apresentados pelo ginecologista Mauro Sancovski. Além de terapêuticas não farmacológicas e metas glicêmicas, indicações e opções de tratamento medicamentoso e propedêutica materna e fetal direcionada para o tipo de DM.
Assim como as queixas sexuais comuns no consultório ginecológico, diagnóstico e tratamento, com foco no desejo sexual hiperativo feminino explanados pelo médico Theo Lerner. E também sobre o manejo sexual hiperativo da mulher climatérica e a condução da anorgasmia feminina.
2º dia de CBGO 2022 debate melhoria contínua nos cuidados com a Saúde da Mulher
2º dia de CBGO 2022 debate melhoria contínua nos cuidados com a Saúde da Mulher
O segundo dia do 60º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia apresentou em sua grade de programação grandes discussões sobre a saúde ginecológica da mulher, repercutindo, debatendo e atualizando temas que buscam promover melhorias no atendimento de pacientes.
O presidente, Dr. Agnaldo Lopes, destacou a responsabilidade da FEBRASGO em manter-se em seu compromisso de oferecer educação médica continuada de alta qualidade. “Para melhorar o atendimento às mulheres brasileiras, temos muito o que aprender, para melhorar a nossa prática da ginecologia no dia a dia”, destacou sobre a importância do CBGO.
A grade de ginecologia endócrina abordou sobre quando prescrever e o que esperar como resultado da Metformina ou Inositol, com a Dra. Cristina Laguna, presidente da Comissão Especializada em Endocrinologia, além de tratar sobre distúrbio metabólico, manifestações hiperandrogênicas na Síndrome do Ovário Policístico e Insuficiência Ovariana Prematura.
Em sua participação no videocast que a FEBRASGO grava durante o CBGO 2022, a Diretora de Defesa e Valorização, Dra. Maria Celeste, ressaltou a importância de constantemente discutir sobre parto respeitoso e de segurança. “Nós, obstetras, temos como missão tratar sempre as nossas pacientes com maior qualidade possível de respeito, dignidade e essencialmente prezando pela qualidade do parto”, comenta Celeste.
O combate a Infecção Urinária na Mulher foi uma das teses apresentadas pela palestrante Ana Selma Bertelli, que falou sobre como conduzir a infecção no pronto-atendimento. Em seguida também foi argumentado sobre bacteriúria assintomática, que consiste na presença de bactérias na urina de pacientes sem sintomas.
As questões do cotidiano da sexualidade feminina fez parte da mesa que debateu sobre o manejo da disfunção sexual das mulheres tratadas pelo câncer de mama mencionado pela médica Flávia Fairbanks. Bem como a abordagem da disfunção sexual em mulheres vitimizadas, cuidado da saúde sexual da gestante e da puérpera e terapia sexual definição e modalidades.
O combate à mortalidade materna foi um dos assuntos que a impactou levando a conhecimento sobre as principais causas, como a hemorragia evidenciada pela médica Eliana Amaral, assim como os índices de morte por hipertensão explanados pela ginecologista Maria Laura Costa.
Outro tema repercutido foi a Ginecologia Oncológica, com a palestra da especialista Sophie Françoise sobre a importância do conhecimento da histogênese dos tumores ovarianos. E sobre a relevância dos marcadores tumorais e métodos de imagem de primeira linha. IOTA ou O-rads.
A atenção e acompanhamento da gestante também foi um tratado pela mesa de assistência ao abortamento, parto e puerpério que reuniu grandes nomes da área a fim de tratar sobre cesariana a pedido da paciente, tendo o pré-natal como um grande influenciador na decisão da mulher.
“O Congresso reúne uma grade com temas bastante atuais para melhorar as condições de ginecologistas e obstetras e, acima de tudo, o atendimento às mulheres brasileiras”, celebra Agnaldo.
Dia da Consciência Negra
Racismo estrutural e fatores socioeconômicos elevam mortes de pretas e pardas, diz médica
Especialistas afirmam que 90% das mortes seriam evitadas com medidas de garantia de acesso a assistência pré-natal
Dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra. A data recorda a memória de Zumbi dos Palmares que foi assassinado em 1965. Um momento para lembrarmos e entendermos o lugar da mulher negra, entre opressões de gênero e raça, e importante para debater as especificidades que o cuidado em saúde deste perfil demanda.
De acordo com dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto Çarê, as mulheres pretas e pardas são as que mais sofrem com pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia. De janeiro de 2014 a dezembro de 2021, segundo os levantamentos, a cada 1.000 mulheres em trabalho de parto no país, 28,4 tiveram eclâmpsia ou pré-eclâmpsia. Para as mulheres brancas, essa taxa foi de 24,9, enquanto para as pardas foi de 27,5 e, para as pretas, de 32,8.
A Dra. Melania Maria Ramos de Amorim, secretária da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), explica que “há um forte racismo estrutural, além de intersecção com fatores socioeconômicos, que explicam o maior número de mortes em pretas e pardas, 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com medidas de assistência pré-natal, ao parto e puerpério humanizada e baseada em evidências”, enfatiza Melania.
Melania explica também sobre as principais causas da mortalidade, que são hipertensões, hemorragias, infecçãos e abortos inseguros. Segundo ela, durante a pandemia a COVID-19, tornou-se a causa mais frequente de morte, elevando sobremaneira o número de mortes e a razão de mortalidade materna no Brasil, sendo estimada em 2021 ser 107 por 100.000 nascidos vivos.
“É importante resolver as desigualdades sociais, combater o racismo e proporcionar assistência qualificada durante o pré-natal, parto e puerpério, bem como atendimento adequado às emergências obstétricas com maternidades adequadamente equipadas, serviço de UTI obstétrica e plantonistas 24h todos os dias da semana. E também contar com mecanismos confiáveis para determinar números e taxas de mortalidade materna, porque embora os números sejam altos ainda não são os reais. Estima-se que sejam 35% a mais”, salienta Melania.
Durante sessão realizada no 60º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, realizado esta semana no Rio de Janeiro, o ginecologista Rodolfo de Carvalho Pacagnella, também da Comissão, falou sobre ações que são essenciais para a redução da mortalidade materna. “Há alguns pontos que são importantes para diminuir a mortalidade materna, que envolvem desde a necessidade de um programa de desenvolvimento nacional ao fortalecimento dos comitês de mortalidade materna, além de redes de assistência obstétrica adequadas, cuidados obstétricos de urgência e uma mobilização social", ressalta Rodolfo.
60º. CBGO discute de tratamento para menopausa a cuidados na gestação de alto risco
Diretoria da Febrasgo. Da esquerda para direita: Sérgio Podgaec, César Fernandes, Agnaldo Lopes, Maria Celeste Wender, Olímpio Moraes
60º. CBGO discute de tratamento para menopausa a cuidados na gestação de alto risco
O primeiro dia do Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia promovido pela Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia reuniu ginecologistas e obstetras, médicos e residentes de especialidades afins e profissionais de outras áreas da saúde, de todas as regiões do país.
A abertura do evento foi presidida pelo presidente da Febrasgo e do CBGO, Dr. Agnaldo Lopes que proferiu sobre a importância de debater sobre o papel da ginecologia na sociedade. “Foram 60 edições evoluindo e construindo, a cada novo ciclo um congresso ainda melhor e mais inclusivo, nossa preocupação é sempre a questão da diversidade, inclusão, representatividade, que são valores que tentamos levar para o dia a dia da Febrasgo, sempre gerando muito aprendizado e vislumbrando melhorar a saúde e qualidade de vida das mulheres brasileiras” enfatiza Agnaldo.
O dia contou com uma grade de cursos pré-congresso com temas ligados à ginecologia endócrina no consultório de ginecologia, como diagnosticar, tratar e acompanhar, iniciado pelo Dr. Gustavo Maciel, e também sobre diagnóstico diferencial das amenorreias primárias e hiperprolactinemia secundária a adenoma e a medicamentos.
O módulo sobre climatério tratou sobre indicações e contra indicações da terapia hormonal, com a ginecologista Maria Celeste. Além de debater sobre a terapia hormonal e risco de câncer e o tratamento não hormonal das manifestações climatéricas.
A grade de saúde sexual da mulher trouxe a apresentação da palestrante Lucia Alves, falando sobre a fisiologia da função sexual humana e disfunções sexuais. Assim como, assuntos como vivências sexuais na adolescência e rastreamento do câncer de mama e ginecológico em homens e mulheres trans.
A assistência ao pré-natal levou a discussão sobre a prevenção e o diagnóstico de complicações frequentes na gravidez, como diabetes gestacionais que foram explicadas pela médica Maria Lúcia Rocha. O curso teve foco nas principais doenças gestacionais, como anemia, cardiopatias, infecções de transmissão vertical e doenças autoimunes.
Dia Mundial da Prematuridade
Ginecologistas alertam que uso de progesterona pode prevenir partos prematuros
O Dia 17 de novembro é lembrado o Dia Mundial da Prematuridade, a data foi criada para alertar a população para um problema de saúde pública, a prematuridade, deste modo, motivar todos a refletirem nas estratégias para a sua prevenção e para melhorar a assistência neonatal a esses pacientes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, todo ano são registrados em torno de 340 mil nascimentos prematuros no Brasil, o equivalente a seis casos a cada dez minutos. O obstetra Mário Burlacchini, membro da Comissão Nacional Especializada em Medicina Fetal da Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia, explica que os partos prematuros podem ser divididos em espontâneos, eletivos ou iatrogênicos. “Os partos espontâneos prematuros são aqueles que ocorrem antes das trinta e sete semanas de gestação em virtude da paciente entrar em trabalho de parto, tendo contrações, dilatação do colo uterino ou romper a bolsa”.
“E o prato prematuro eletivo ou iatrogênico é aquele que ocorre quando a paciente tem pressão alta, anemia, doença no sangue, alguma condição da mãe ou do feto que esteja levando risco para a mãe ou para feto que faz com o parto seja feito antes das trinta e sete semanas”, completa Mário.
O obstetra da Febrasgo esclarece que a causa mais comum entre as mulheres da prematuridade espontânea é a infecção urinária, que pode ser identificada quando a mulher tem algum sintoma de dor urinária ou ardência ao urinar. E também quando ocorre febre, cólicas renais que é um quadro mais grave de infecção que acomete o rim. Além de infecções vaginas, como a vaginose bacteriana devem ser identificadas e tratadas, a gestação gemelar, a fragilidade do colo uterino. E quando a mulher teve filhos anteriores com parto precoce ela sempre tem um risco maior de ter outro filho prematuro.
Entre as causas de parto prematuro eletivo estão a pressão alta, diabete descontrolada, as doenças do colágenos, que são as doenças reumáticas, que vão levar a alterações de crescimento do feto, baixo peso grave, alteração dos fluxos sanguíneos da mãe e do feto e os que podem levar a redução de líquido amniótico e induzir ao parto prematuro.
Prevenção
O Dr. Mario alerta que é possível prevenir a prematuridade. “Planejar a gravidez é um passo importante, o ideal é que o casal busque por orientação médica para que tenha um planejamento familiar, fazendo uma avaliação clínica, laboratorial e de imagem para verificar se está tudo bem com saúde se precisa fazer algum ajuste antes de engravidar”.
“Uma vez grávida, a mulher logo no início deve procurar o médico obstetra para fazer o pré-natal, o acompanhamento é essencial e precisa começar os mais precocemente possível, fazendo adequadamente os exames e consultas, para reconhecer as condições que possam identificar os riscos de parto prematuro. Após isso, é controlar bem as doenças, adequar alimentação e o ganho de peso para não desenvolver doenças do tipo, hipertensão, diabetes, anemias” enfatiza.
Progesterona Vaginal
A progesterona é um hormônio, gerado pelos ovários, que tem uma atuação muito importante no processo de gravidez, sendo responsável por regular o ciclo menstrual da mulher e preparar o útero para receber o óvulo fertilizado, evitando que seja expulso pelo corpo.
“A progesterona vaginal é indicada para mulheres que têm colo curto na gravidez e pacientes que internam com contratilidade uterina, que vão precisar de medicação venosa para inibir, mas também podem usar do hormônio", salienta Burlacchini.
Exames
Além dos exames de pré- natal para fazer uma boa avaliação, é recomendado fazer ultrassom com medida do colo uterino entre vinte e vinte quatro semanas pela via transvaginal. Além de fazer uma pesquisa urinária de preferência se tiver acesso, com urocultura no primeiro e segundo trimestre da gestação.
Perigosos
Sobre os riscos para o bêbe, vale ressaltar que quanto menor prematuro, mais imaturo ele está, e também maior tempo de internação ele ficará, havendo necessidade de intubação no berçário e maior números de procedimentos para equilibrar esse feto. “O feto vai ter distúrbios hemostáticos de controle de temperatura, ganho de peso, dificuldade de amamentar e de receber leite materno. Quanto mais cedo nasce o bebê, mais tempo ele passa por procedimentos internos, fica mais tempo de UTI neonatal, além de risco de ter infecções, pneumonias, displasias pulmonares, problemas intestinais, problemas de visão e intestinais” destaca o ginecologista.
“Quando o bebê é prematuro e fica muito tempo no hospital, também pode trazer um desgaste emocional e financeiro para o paciente, o que envolve não questões médicas, mas também sociais'', finaliza Mário.
Novembro Azul: Diabetes
Ginecologista da FEBRASGO aponta que dietas adequadas e exercícios físicos ajudam a controlar o diabetes gestacional
A condição afeta até 18% das gestações no Brasil e pode ser controlada desde que acompanhada
Diabetes gestacional é uma condição em que há aumento dos níveis de glicose no sangue. É um problema que afeta 15% das gestações em todo o mundo segundo a International Diabetes Federation, no Brasil a estimativa é de que afete 18%. A diabetes gestacional pode surgir em qualquer momento da gestação, incluindo o primeiro trimestre e o fim do período gravídico, segundo a Dra. Gabriela Pravatta Rezende, ginecologista membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo.
Ele pode ser diagnosticado pela identificação dos fatores de risco para a doença, como idade, sobrepeso, obesidade, antecedentes familiar de diabetes mellitus, antecedentes pessoais de alterações metabólicas, de diabetes gestacional em outras gestações e de desfechos obstétricos sugestivos de diabetes gestacional em outras gestações, como o nascimento de recém nascido acima de 4kg, excesso de líquido amniótico, duas ou mais perdas gestacionais prévias, malformações fetais ou óbitos fetais sem causas determinadas.
“As gestantes com diagnóstico de diabetes gestacional devem receber orientações nutricionais com o objetivo de atingir as metas glicêmicas, ganho de peso materno adequado e para prevenir a ocorrência de desfechos fetais e neonatais desfavoráveis”, explica a ginecologista.
A doutora também menciona que a prática de exercícios em todas as fases da vida mantém e melhora a aptidão cardiorrespiratória, reduzindo o risco de obesidade e comorbidades associadas, resultando em maior longevidade. “Todos os profissionais da saúde devem avaliar cuidadosamente as mulheres com complicações ou contraindicações antes recomendar exercício físico durante a gravidez”, complementa. Segundo estudos citados pela doutora, há apontamentos de benefícios da prática de exercício físico durante a gestação complicada por diabetes gestacional.