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Dia Mundial e Nacional de combate à Osteoporose

Dia Mundial e Nacional de combate à Osteoporose


O dia mundial de combate à osteoporose, celebrado no dia 20 de outubro, foi idealizado como uma campanha anual dedicada à conscientização global para prevenção, diagnóstico e tratamento da osteoporose.

Qual a importância deste dia?

A osteoporose é um importante problema de saúde pública, afetando centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, predominantemente a mulher na pós- menopausa. É estimado que cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam afetadas pela osteoporose, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF). A principal consequência clínica da doença é a fratura por fragilidade óssea. Estima-se que uma a cada três mulheres com idade superior a 50 anos, em todo o mundo, apresentará uma fratura por fragilidade óssea, ou seja, aproximadamente 9 milhões ao ano.

As fraturas causadas pela osteoporose assumem grande importância por sua alta prevalência e por implicar em graves consequências físicas, psicossociais e financeiras que afetam tanto o indivíduo quanto a sua família, a comunidade e sistemas de saúde. No Brasil, atualmente é estimado que o custo anual com a osteoporose seja de US$ 310 milhões. Desse total, 61% são decorrentes de custos causados pela perda de produtividade do paciente acometido pela doença, 19% provenientes de despesas hospitalares, R$ 162,6 milhões de custos em cirurgias e R$ 31,9 milhões de tratamento farmacológico para a doença. Entretanto, a osteoporose ainda é uma doença pouco diagnosticada e ainda menos tratada.



A conscientização precoce dos fatores de risco é essencial

Em todo o mundo, milhares de pessoas com alto risco de fraturas permanecem sem o mínimo conhecimento sobre esta epidemia silenciosa. O enorme custo pessoal e socioeconômico, e o impacto severo das fraturas são totalmente subestimados. Desta forma, a campanha anual é uma oportunidade única para que profissionais de saúde e organizações em todo o mundo se envolvam para colocar os holofotes sobre a doença e suas consequências. Juntos, sociedades médicas e de pacientes, profissionais de saúde, autoridades médicas e os próprios pacientes podem contribuir para pedir mudanças necessárias para o conhecimento, prevenção, diagnóstico e tratamento adequados.

 

Campanha do Dia Mundial de Combate à Osteoporose - 2022

Neste ano a FEBRASGO, em conjunto com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF – International Osteoporosis Foundation), da qual é afiliada, adotou como tema central da campanha “Estimule Sua Saúde Óssea” (“Step up for bone health”). A campanha irá destacar a importância de um estilo de vida saudável como a base para a manutenção de ossos fortes e um futuro com mobilidade, livre de dependências e de fraturas por fragilidade.




Novos manuais de orientações e recomendações, cartilhas, posteres, infográficos, posts para redes sociais e recursos relacionados estarão acessíveis no site da FEBRASGO para que os médicos associados possam se envolver ativamente na campanha e terem recursos para promover educação em saúde óssea para o público em geral e em atividades médicas assistenciais públicas e/ou privadas.

O objetivo principal será educar público em geral, pacientes, familiares e cuidadores sobre os aspectos que envolvem a conscientização e intensificação de cuidados com a saúde óssea para que mais pessoas tenham acesso oportuno ao diagnóstico e tratamento da osteoporose. A campanha de 2022 enfatizará os seguintes tópicos:

  • Orientação dietética e adequação de vitamina D;
  • Exercícios regulares para o fortalecimento muscular;
  • Estilo de vida saudável, evitando o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
  • Reconhecimento precoce dos fatores de risco;
  • Cuidados dietéticos e programa de exercícios específicos após

Materiais para divulgação

 A FEBRASGO, através da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose (CNE Osteoporose), têm participado em todas as campanhas mundiais do DIA MUNDIAL DE COMBATE À OSTEOPOROSE (WORLD OSTEOPOROSIS DAY) e oferece aos seus associados, materiais científicos sobre a abordagem da osteoporose, disponibilizando:
Manuais informativos: orientações sobre estratégias fundamentais para o reconhecimento sobre osteoporose e seus os fatores de risco, além de medidas para os cuidados com a saúde óssea.



Orientações sobre osteoporose e doenças crônicas: orientações sobre doenças crônicas que afetam a densidade mineral óssea, como artrite reumatoide, diabetes mellitus, doença de Alzheimer, neoplasias, anorexia nervosa, doença celíaca, assim como a osteoporose induzida por glicocorticoide.



Lista de alimentos e seu conteúdo em cálcio: ideal para fornecer à paciente, para ela possa fazer sua escolha nutricional de forma atingir a necessidade diária deste mineral.



Infográficos: sobre osteoporose, fraturas, saúde óssea e prevenção de quedas.



Pôsteres: para campana deste ano, três pôsteres estão disponíveis para divulgação sobre estilo de vida, nutrição, exercícios e sobre fatores de risco.



Posts para redes sociais: disponíveis para divulgação da campanha de 2022. Marcar #WorldOsteoporosisDay.




Ações para o dia mundial de combate à osteoporose 

O ginecologista e o obstetra têm um importante papel em promover a saúde óssea em fases da vida da mulher que requerem maior atenção e cuidado, consequentemente assumindo uma posição decisiva no diagnóstico, prevenção e tratamento da osteoporose.

A CNE Osteoporose atualizou a última versão do Manual Brasileiro de Osteoporose. O manual é um guia colaborativo e educativo de atualizações sobre as melhores práticas clínicas e de evidências científicas sobre Osteoporose, dentro de um contexto nacional, para consulta rápida, que objetiva a abordagem multidisciplinar da doença para generalistas e especialistas, com ênfase na prevenção, diagnóstico e tratamento da osteoporose. Em formato digital, o manual – única publicação do tipo no país – possui 22 capítulos e contou com o apoio das principais organizações em saúde que atuam com osteoporose no Brasil. Com linguagem prática para ser aplicado no dia a dia da atenção à saúde, o livro é destinado aos profissionais de saúde e visa oferecer ferramentas para o rastreamento e identificação dos fatores de risco, o manejo e a prevenção primária e secundária da doença para que, dessa forma, ter possibilidade de mudar o panorama da osteoporose no país em um futuro breve.

Além da FEBRASGO, o manual é endossado pelas seguintes sociedades médicas:

Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo - ABRASSO;
Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo - ABOOM;
Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação - ABMFR;
Sociedade Brasileira de Reumatologia - SBR;
Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV;
UNIFESP - Disciplina de Geriatria e Gerontologia;
International Osteoporosis Foundation - IOF;
Fragility Fracture Network - FFN.

O Manual brasileiro de osteoporose “Orientações práticas para os profissionais de saúde” é gratuito, está disponível para download no site da FEBRASGO e das sociedades apoiadoras e poderá ser acessado através do QR code e acessado através do link:

https://www.febrasgo.org.br/pt/revistas/item/1298-manual-brasileiro-de- osteoporose

Desta forma, a CNE Osteoporose está trabalhando ativamente para que todos os associados tenham materiais científicos atualizados e orientações práticas para compartilhar com suas pacientes, e desta forma promover uma assistência especial à saúde óssea feminina.

A FEBRASGO convida e estimula todos os associados a fazerem uso dos recursos disponibilizados pela IOF e FEBRASGO, para disseminar os materiais  em suas ações educativas, assistenciais e através de suas redes sociais. O dia 20 de outubro de 2022 será uma grande oportunidade para trabalharmos juntos e fazermos o máximo esforço em torno da conscientização sobre a Osteoporose.

Todos os recursos para a campanha estão disponíveis no site no da FEBRASGO sob a aba DIA MUNDIAL DE COMBATE À OSTEOPOROSE - 2022:

https://www.febrasgo.org.br/pt/revistas/itemlist/tag/comissao-de-osteoporose

A grandeza desta sociedade poderá exercer um papel fundamental na ampla conscientização sobre a saúde óssea e desta forma ajudar a promover a longevidade com qualidade de vida e independência.

 

Adriana Orcesi Pedro

Presidente da CNE Osteoporose - FEBRASGO 


Fonte/recursos: www.worldosteoporosisday.org

 

Clique aqui e confira conteúdos completos sobre Osteoporose


 

Menopausa: ginecologistas revelam maneiras de fugir dos desconfortos do período

Dia 18 de outubro é lembrado o Dia Mundial da Menopausa. A data foi criada com o intuito de alertar as mulheres sobre as mudanças que ocorrem nesse período e incentivá-las a procurar um especialista que possa ajudar a passar por essa fase da sua vida com mais tranquilidade.

 

Segundo dados do Estudo Brasileiro de Menopausa, que teve como um dos seus autores o Dr. Luciano de Melo Pompei, ginecologista e presidente da Comissão de Climatério da Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febrasgo), com o total de 1500 mulheres de todo o Brasil, a idade mediana de ocorrência da menopausa (a última menstruação da vida feminina) relatada pelas participantes foi de 48 anos.

 

As mulheres passam um terço ou mais de suas vidas na fase da pós-menopausa. “A menopausa é parada definitiva das menstruações, representando um marco: a última menstruação” ressalta o ginecologista.

 

O Dr. Luciano explica sobre a transição menopausal “o climatério abrange toda a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo, indo até a última menstruação. Nesta fase, a mulher já apresenta alterações menstruais e, frequentemente, já começa a ter sintomas da menopausa, tais como as ondas de calor. Todavia, ela ainda apresenta ciclos menstruais (irregulares), mas os apresenta”.

 

Menopausa Precoce

 

Conhecida também a insuficiência ovariana prematura, é quando o ovário deixa de produzir os hormônios e a mulher entra em menopausa e para de menstruar totalmente antes dos 40 anos.

 

O Dr. Luciano esclarece que na maioria das vezes é difícil determinar uma causa, o que a medicina denomina como idiopática. Claro que deve existir uma causa por trás da menopausa precoce idiopática, mas ainda não existem exames que consigam detectar que causa é essa. “Entretanto, em muitos casos é possível a detecção do que causa a menopausa precoce, por exemplo, doenças autoimunes, quando corpo produz anticorpos contra o próprio organismo; tratamentos oncológicos como quimioterapia e radioterapia; fatores genéticos e cromossômicos" destaca o ginecologista.

 

Causas

 

A ginecologista Lucia Helena Simões, vice-presidente da Comissão de Climatério esclarece que “os principais sintomas da menopausa, na verdade, são muitos, por exemplo vasomotores que são as chamadas ondas de calor os muitas vezes acompanhado de sudorese, palpitação, despertar noturno. A mulher pode ter uma onda de calor e acaba acordando várias vezes à noite, tendo dificuldade para voltar a pegar no sono, então isso leva a insônia, cansaço, indisposição, alterações psicológicas, ansiedade, irritabilidade, humor mais depressivo ou agravamento de uma depressão que ela já pode ter. Problemas vaginais, ressecamento vaginal, dor para ter relações sexuais, incontinência urinária alterações da memória também podem ser outros exemplos de consequências”.

 

Alteração de Humor

 

A médica da Febrasgo fala sobre como é momento de alteração de humor na vida das mulheres. “Existem outras condições que acontecem nesse período da vida da mulher que podem agravar o estado do humor, como problemas psicológicos. Por exemplo, a síndrome do ninho vazio, em que os filhos chegam à fase adulta e vão saindo de casa, logo a mulher se vê sozinha ou somente com o parceiro, e isso pode acarretar alterações de humor. Do ponto de vista de carreira de trabalho, também pode haver algum comprometimento, e essas são outras questões sociais que envolvem esse período” enfatiza Lúcia.

 

Tratamento

 

A Dra. Lúcia diz que para aliviar os sintomas a mulher pode recorrer à terapia hormonal. “O tratamento do climatério se baseia em orientação alimentar, atividade física, aporte psicológicos necessários e terapia de reposição manual para controle dos sintomas, além outras medicações não hormonais quando a mulher não pode ou não deseja usar a terapia de reposição hormonal. “A terapia é feita de forma individualizada,  levando em consideração as necessidades da mulher e os riscos que cada mulher apresenta”.

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