Métodos contraceptivos são a chave contra a gravidez na adolescência
Prevenção da Gravidez na AdolescênciaA gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública mundial. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16 milhões de meninas entre 15 e 19 anos são mães todos os anos.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), no Brasil, 1 a cada 5 mulheres será mãe antes de finalizar a adolescência. A grande maioria das gestações de adolescentes são não desejadas ou não planejadas, cenário que pode ser facilmente revertido com o uso de anticoncepcionais. Desta maneira, fica claro que é imprescindível ressaltar a discussão sobre método anticoncepcional, em especial quando o assunto é contraceptivo para adolescentes.
A ginecologista Ilza Maria Monteiro, vice-presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Febrasgo, explica sobre os cuidados ao iniciar a medicação. “O ideal é que a adolescente receba orientação sobre o anticoncepcional para fazer uma escolha consciente do método que mais a atende. Há várias táticas, mas no caso da adolescente, a eficácia deve ser um dos fatores mais importantes”.
Todos os métodos têm um período de adaptação ou de aprendizado para que através de seu uso correto, o efeito contraceptivo seja o maior que o método pode oferecer. Nos primeiros meses de uso, estar perto de um profissional que saiba esclarecer as dúvidas com segurança, ajuda na continuidade do método” destaca Ilza.
“Para poder iniciar o método anticoncepcional não é necessário nenhum exame, sejam os exames laboratoriais ou até mesmo o preventivo para o câncer de colo de útero, como pensam algumas pessoas” salienta a ginecologista.
Vale destacar que não existe uma idade ideal para iniciar a medicação. Assim que a adolescente estiver sob risco de gravidez deve-se oferecer anticoncepção com alta efetividade. Adolescentes são o grupo de maior risco de gravidez não planejada devido a alta fertilidade dessa faixa etária. Segundo estudos, os métodos contraceptivos são seguros para adolescentes e a idade não impede o uso de nenhum método reversível.
Vacinação contra meningite é de extrema importância em adolescentes, lembra Febrasgo
Vacinação contra meningite é de extrema importância em adolescentes, lembra Febrasgo
O Programa Nacional de Imunização ampliou a campanha de vacinação contra a doença
O Dia Nacional do Adolescente é lembrado neste dia 22 de setembro, e a FEBRASGO, com o propósito de evidenciar a importância das imunizações previstas no calendário nacional do Ministério da Saúde, reforça a atenção para a campanha de vacinação contra a meningite para adolescentes. “A campanha surgiu com o objetivo de aumentar as coberturas vacinais contra a doença meningocócica”, lembra a Dra. Cecília Maria Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da FEBRASGO.
É importante ressaltar que a campanha busca atingir adolescentes e adultos jovens nesse período de suspensão de medidas de restrição da pandemia.
A Dra. Cecília reforça ainda que a campanha tem grande importância já que a maioria das crianças e adolescentes são portadores assintomáticos da doença, o que os coloca sob grande risco de desenvolver a infecção. “Essa infecção pode levar a óbito em poucas horas ou deixar sequelas como surdez, distúrbios neurológicos e outras sequelas ligadas ao sistema nervoso central”, pontua a médica.
Recentemente, houve um surto da doença na Flórida, nos Estados Unidos, local em que muitas crianças e adolescentes, inclusive brasileiras, circulam em parques e ficam sob risco da doença se não estiverem com a vacinação completa. “As coberturas estão muito baixas o que levou o Programa Nacional de Imunização (PNI) a editar uma medida temporária ampliando a oferta da vacina para adolescentes de 13 a 14 anos até junho de 2023", conclui.
Entre as doenças ginecológicas, câncer de ovário é o mais silencioso e difícil de diagnosticar
FEBRASGO faz alerta às mulheres de todas as idades sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce dos mais diversos tipos de cânceres ginecológicos
São Paulo, setembro de 2022 - Cerca de 40% dos tumores diagnosticados em mulheres brasileiras são ginecológicos, sendo o de colo uterino o mais comum, segundo os dados mais recentes do INCA. O câncer de ovário é o segundo com maior incidência, seguido pelo de endométrio e os mais raros, o de vulva e o de vagina.
O câncer de ovário atinge cerca de 6 mil mulheres por ano no país e sua taxa de mortalidade é de 80%, o que o torna um dos cânceres mais letais de origem ginecológica. Segundo a Dra. Heloísa de Andrade Carvalho, membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da FEBRASGO, o câncer de ovário é o mais silencioso e difícil de se diagnosticar precocemente. “O aumento do volume abdominal é o principal sintoma desse tipo de câncer”, explica a doutora.
Ela afirma que diagnóstico precoce é diferente de prevenção e que quanto antes for detectada a doença, maior a chance de cura. No caso do câncer de colo uterino, o teste de HPV, o exame de Papanicolau são métodos que auxiliam na detecção precoce desse tumor. Já, a vacina anti-HPV é o que vai prevenir o desenvolvimento do câncer. “Espera-se que em alguns anos esse tumor venha a ser erradicado”, diz a Dra. Heloísa.
Segundo informações passadas pela doutora, existe uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde a "Estratégia global para eliminação do câncer do colo uterino" para a próxima década. A iniciativa é chamada de "90 70 90", que prevê que em 2030, 90% das meninas com até 15 anos no mundo estarão vacinadas contra o HPV, 70% das mulheres submetidas ao exame de rastreamento para detecção precoce e 90% com câncer pré-invasivo ou invasivo tratadas.
Já o câncer do endométrio, ou corpo uterino, está ligado ao excesso de estrogênio. Mulheres obesas, com hipertensão e diabetes estão mais sujeitas a esse tipo de câncer, diminuir esses fatores de risco ajudam na prevenção.
Para cada tipo de tumor existe um tratamento. “Como o ginecologista é quem vai fazer o diagnóstico, o recomendado é que um ginecologista especializado em oncologia faça a primeira orientação, avaliando principalmente se há indicação ou não de cirurgia”, explica Dra. Heloísa. Em casos mais avançados, é indicado o acompanhamento do oncologista clínico (quimioterapeuta), e radioncologista (radioterapeuta), “Lembrando que a abordagem multidisciplinar é fundamental no tratamento do câncer”, conclui a médica.
Febrasgo participa de seminário da OPAS - vacinação contra COVID-19 na infância e adolescência
Presidente da CNE de Vacinas, a Dra. Cecília Maria Roteli Martins representou a Febrasgo em evento promovido pela Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI/DEIDT/SVS/MS), com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)
Entre os dias 22 e 23 de agosto, a Dra. Cecília Maria Roteli Martins, presidente da CNE de Vacinas, integrou a mesa de abertura do “Seminário Hesitação e seu Impacto na Vacinação na Infância e Adolescência, no Contexto da Covid-19 na região Norte”, realizado em Rio Branco, Acre, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) e Ministério da Saúde.
Participaram do evento os coordenadores estaduais de imunização, assessores técnicos dos Cosems e representantes das sociedades brasileiras de pediatria e imunizações. A Dra. Cecília Maria Roteli Martins, presidente da CNE de Vacinas e representante da Febrasgo durante o debate comentou que, durante os dois dias, foram discutidos e apresentados questões sobre a hesitação vacinal com foco nos acontecimentos ocorridos no Acre e a atuação dos grupos anti vacina.
Grata pelo convite, a Dra. Cecília apresentou a palestra “Eficácia, segurança das vacinas HPV e a perspectiva da eliminação do câncer cervical no Brasil” e das discussões que ocorreram no local do evento. “Nossa participação foi com relação à eficácia, da segurança e a perspectiva da vacinação do HPV na eliminação do câncer de colo de útero no Brasil e o panorama da vacinação da Covid-19 na infância e na adolescência”, comenta Dra. Cecília.
“Foram dois dias de debates com conclusões e encaminhamentos importantíssimos, com toda a estrutura voltada para esse seminário. Foi uma participação muito importante”, completou a representante.

Ingestão adequada de nutrientes reflete positivamente na Saúde da Mulher, especialmente as gestantes, alerta FEBRASGO
Desde 2021 e fiel ao seu compromisso com a Saúde da Mulher, a FEBRASGO promove a campanha Nutrindo o Amor que, através de conteúdos informativos e ações offline, busca abrandar os impactos da ingestão nutricional insuficiente por meio de ações educativas, informativas e conscientização
Em 31 de agosto é celebrado o Dia do Nutricionista, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde. Em referência à data, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) volta a reforçar a importância de uma alimentação equilibrada na Saúde da Mulher, especialmente no que tange a ingestão balanceada de nutrientes. No decorrer da gestação, o compromisso quanto à alimentação aumenta, visto que isso afeta diretamente no perfeito desenvolvimento do bebê.
Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), em 2020, 14,2% das gestantes apresentaram baixo peso para a idade gestacional, 6,1% das crianças menores de 5 anos estavam com a magreza acentuada ou magreza e 13,0% delas com baixa estatura para a idade.
O obstetra Olímpio Barbosa de Moraes, diretor da Febrasgo e também diretor clínico do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), explica que uma boa alimentação na gravidez, pode garantir uma gestação e um recém-nascido saudável. “A grávida deve evitar alimentos processados com alta densidade calórica, alimentos de alto teor de gordura e sódio, e os excessos de carboidratos” destaca Olimpio.
O especialista esclarece sobre o peso ideal durante a gestação, para aquelas com peso normal antes de engravidar, o ganho deve variar entre 11,5 a 16 Kg. Aquelas com baixo peso: entre 12,5 a 18Kg. Já para aquelas com sobrepeso e obesa no máximo 11,5 a 9Kg.
A nutrição no momento pré-natal abrange mais que o ganho de peso e ingestão calórica. Certamente, a ingestão diária recomendada (IDR) de muitos nutrientes aumenta durante a gestação. Vale ressaltar que a única fonte de nutrientes do bebê provém da ingestão e reservas nutricionais materna.
A falta de nutrientes pode causar uma deficiência de micronutrientes que acontece quando a gestante não consome quantidades suficientes destes para manter o funcionamento adequado do organismo e o desenvolvimento do bebê, sendo capaz de causar uma série de efeitos adversos à mãe e ao bebê a curto e longo prazo.
O Dr. Olimpio alerta como que deficiência nutricional pode afetar a gestação “pode limitar o ganho de peso materno e comprometer o desenvolvimento fetal com sequelas graves, como por exemplo déficit cognitivo da criança, doenças e malformações neurológicas, maior risco de parto prematuro, restrição de crescimento fetal e morte neonatal” salienta.
Campanha Nutrindo Amor
Visando fazer um alerta para o papel da alimentação em todo o processo gestacional. Pensando nisso, a Febrasgo lançou em 2021 a Campanha Nutrindo Amor que, através de conteúdos informativos e ações offline, busca abrandar os impactos da ingestão nutricional insuficiente por meio de ações educativas, informativas e conscientização.
Durante palestra em evento da campanha realizado no CISAM, em Pernambuco, a Dra. Maira Pinho-Pompeu, uma das nutricionistas da Campanha, apresentou dados aos presentes, como uma lista de principais condições apresentadas pelas gestantes brasileiras, entre elas, diabetes gestacional, anemia e síndromes hipertensivas gestacionais. Segunda ela, baseada em uma pesquisa do The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine da qual fez parte, 25% das calorias ganhas pelas gestantes pesquisadas vinham de alimentos ultraprocessados.
Na lista de dicas para alimentação saudável para gestantes, além da realização de três grandes refeições ao dia (café da manhã, almoço e jantar), a Dra. Maira ainda incluiu durante o evento a opção por alimentos in natura e vegetais verde-escuros diariamente; consumo de 5 porções de frutas por dia, leguminosas pelo menos três vezes na semana, além de sementes e castanhas; hidratação; e suplementação e medicações sob orientação médica.
A campanha apresenta de maneira prática e didática, por meio de conteúdo nas redes sociais, site, lives e materiais ricos (como e-books e livretos de receitas), dicas para identificação de caminhos nutricionais que possam amenizar os cenários de falta de recursos, no caso daquelas que sofrem com escassez de alimentos abundantes, gás e luz.