Dispositivo intrauterino em nulíparas

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Dispositivo intrauterino em nulíparas

27 nov. de 2018

Os dispositivos intrauterinos são sempre lembrados como um método contraceptivo moderno, embora sua origem já tenha referência desde a antiguidade. Desde então surgiram várias indicações e dentre elas o uso como pessários para o tratamento de prolapso (1868). A partir de 1920 as pesquisas do uso dos dispositivos como método contraceptivo, se iniciaram com Grafenberg na Alemanha que estudava modelos de DIU e caudas que impedissem aumento na taxa  de infecção uterina. O descrédito devido as notificações de doença inflamatória pélvica foram motivos de várias publicações e ainda em 1960 o DIU só era recomendado quando outros métodos falhassem repetidamente ou eram inaceitáveis.
Em 1962 ocorreu a primeira conferência da Population Council e a partir de então surgiram vários modelos e o método teve um impulso até que aconteceram nos Estados Unidos casos de infecção com o DIU Dalkon Shield a ponto de termos 195.000 reclamantes na justiça em 1996.
Sem dúvida, se imaginarmos que há pouco mais de duas décadas o DIU era tido com responsável por doença inflamatória pélvica, encontraremos as razões da pouca aceitação pelas usuárias.
Todos esses anos de dúvidas acerca da segurança do método, mesmo com significativo aumento de publicações na última década, não foi suficiente para que houvesse interesse para o uso em larga escala pelos profissionais de saúde e pacientes.
Apesar das restrições da bula (Minera – levonorgestrel) não é o método de primeira escolha para mulheres jovens que nunca engravidaram e da mudança na bula do DIU de cobre ter ocorrido apenas na última década, ser critério de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde e Center for Disease Control norte americano como categoria 2 e das preocupações de mães e adolescentes, o que encontramos no dia a dia dos consultórios é uma procura maior, ainda que lenta, das adolescentes, o que encontramos no dia a dia dos consultórios é uma procura maior, ainda que lenta, das adolescentes nulíparas pelo uso de um método “não esquecível” em substituição aos mais utilizados em todo o mundo que são os contraceptivos orais.
Em recente estudo nos Estados Unidos, com o objetivo de elaborar recomendações baseadas em evidências clínicas para o uso do DIU em nulíparas, foram avaliados 5 modelos de DIU (4 com levonorgestrel e 1 com cobre) com questões de ordem prática, tais como: falha do método em nulíparas, em relação a multiparas se houve maior taxa de expulsão, efeitos colaterais, doença inflamatória pélvica, dor e dificuldade na inserção e risco de infertilidade.
A importância deste estudo nos Estados Unidos é que a grande maioria das adolescentes (87%) eram nulíparas e o fato da Academia Americana de Pediatria e o Colégio Americanos de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) colocarem os DIU’s entre os métodos de primeira escolha, numa população em que 75% das gestações em adolescentes são “não planejadas”.

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