Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia é classificada no Grupo A4 pelo Qualis

Quarta, 21 Janeiro 2026 10:14

Liderada pelo Dr. Marcos Felipe Silva de Sá, desde 2016, a Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO) foi classificada esta semana no Grupo A4 na avaliação Qualis Periódicos para o quadriênio 2021-2024.

“A FEBRASGO comemora esta avaliação, isso coloca nossa revista científica no mesmo patamar de outras boas revistas internacionais e reafirma a excelência do trabalho do Dr. Marcos Felipe como editor-chefe, a quem parabenizamos por esta conquista” declara a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO.

Qualis Periódicos é o sistema de classificação da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que avalia a qualidade e o impacto internacional de periódicos científicos nacionais em diferentes áreas do conhecimento por meio de uma revisão periódica (normalmente em quadriênios).

“Parabenizo o professor Marcos Felipe pela conquista. Como Diretor Científico da FEBRASGO, reconheço e agradeço sua dedicação, liderança e compromisso contínuo com a excelência editorial, fundamentais para o fortalecimento da ciência brasileira e para a consolidação da RBGO como periódico de referência na Ginecologia e Obstetrícia”, Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, diretor científico da FEBRASGO.

 

A história por detrás dessa conquista

A RBGO alcançou um marco de excelência graças ao trabalho do Dr. Marcos Felipe Silva de Sá, ginecologista com 50 anos dedicados à vida acadêmica e que, em janeiro de 2016, assumiu o cargo de editor-chefe da revista. “Antes de 2016, a RBGO não era indexada em bases de dados internacionais. Os artigos eram publicados em português, o que limitava o acesso por pesquisadores estrangeiros. Além disso, não tinha periodicidade. Assumi esse desafio, já na qualidade de diretor científico, cargo da Diretoria da FEBRASGO responsável pelos seus periódicos. Com aprovação da diretoria, à época tendo como presidente o Dr. César Eduardo Fernandes, me tornei o editor”, conta ele.

Dr. Marcos Felipe explica que seu plano inicial imediato incluiu a transição para publicações em inglês e a implementação do sistema ScholarOn, oferecido pela Scielo, para tornar o processo de submissão e avaliação de manuscritos científicos totalmente digitalizado, sem custos para a FEBRASGO.

Além disso, organizou uma equipe de editores associados, composta por professores universitários escolhidos entre os mais qualificados do Brasil, nas diferentes subáreas da Ginecologia e Obstetrícia. Também foi criada parceria com a Thieme, uma editora internacional, responsável pela editoração e publicação da revista mensal. Ademais, foi estabelecido um fluxo de trabalho estruturado com a criação do Editorial Office - um escritório dedicado especificamente a dar suporte às publicações científicas da FEBRASGO, liderado pelo colaborador Bruno Henrique Sena Ferreira, com o suporte da editora técnica Sra. Edna Rother.

“Com este grupo ativo, manter a regularidade das publicações era ponto fundamental e, uma vez garantido o seu ritmo, a RBGO pôde ser cadastrada nas principais bases de dados internacionais. Outro ponto importante para o crescimento das revistas editadas pela FEBRASGO foi a decisão da diretoria de que nossos periódicos seriam de acesso livre a todos os interessados - associados ou não - e que não haveria qualquer custo para os autores publicarem seus artigos”, ressalta o editor-chefe, se referindo à RBGO e à revista Femina.

A parceria com a Thieme, porém, ficou onerosa, então a Diretoria da FEBRASGO optou pela criação de um quadro de profissionais próprios, sob a coordenação do Editorial Office. A meta era conquistar o Fator de Impacto concedido pela Web of Science e, não menos importante, melhorar a classificação no rol dos periódicos do Sistema Qualis. “A revista conquistou o seu Fator de Impacto há três anos e finalmente, nesta semana, recebeu nível A4 na classificação Qualis Periódicos”, comenta, acrescentando que uma das estratégias implementadas ao longo dos anos para melhorar a visibilidade da revista foi a criação de um site próprio - https://journalrbgo.org/pt-br/

Todo trabalho ao longo dos anos trouxe resultados, após melhorias no processo de seleção dos manuscritos e publicação regular. “Nossa revista agora é vista como prioritária pelos programas de pós-graduação, não só pela gratuidade das publicações (publicar em revistas internacionais custa muito caro), mas também pelos seus indicadores de qualidade”, explica Dr. Marcos Felipe.

 

Como funciona a aprovação de artigos

1 - O Editorial Office recebe o trabalho e analisa as diretrizes de publicação, como número de páginas, figuras e outras especificidades técnicas (análise da forma).

2 – Em seguida, o artigo segue para o editor-chefe (Dr. Marcos Felipe) para uma avaliação inicial nas qualificações mínimas do manuscrito e seleção de um editor associado com base no tema do artigo dentre as 30 subespecialidades da Ginecologia e Obstetrícia.

3 - O editor (ou editora) associado(a) recebe o artigo e pode dar seu parecer sobre a publicação (ou não) do estudo, ou encaminha o artigo para revisores anônimos da área, mantendo o processo de "duplo cego" para evitar vieses. Se houver conflito de interesse, o editor e/ou o revisor deve declinar a avaliação do artigo.

4 – O artigo volta para avaliação do editor-chefe para a decisão final que é baseada nos pareceres dos editores associados e seus revisores (aceitar ou recusar ou aceitar com ajustes – Revisão).  

A equipe de revisores da revista é composta por professores universitários - com doutorado e, preferencialmente, orientadores de programas de pós-graduação - associados à FEBRASGO. Todo trabalho é voluntário. “Recebemos 524 artigos em 2025, com uma taxa de aprovação de 20%-25%. Nosso objetivo é que o artigo seja citado em grandes publicações internacionais”, relata ele para exemplificar o volume de trabalhos recebidos e o rigor científico de aprovação.

“Quero destacar que sou muito grato às sucessivas diretorias da FEBRASGO, pelo apoio às nossas Revistas (RBGO e Femina). Agradeço aos editores associados, cerca de 50 docentes de diferentes áreas da GO, e todos os colaboradores que trabalham diretamente ligados ao Editorial Office liderados por Bruno Sena”, finaliza Dr. Marcos Felipe.

 

Números da RBGO

Fator de Impacto: 1,4

CiteScore: 2,6

Indice H- Scimago: 32

Google Scholar (Acadêmico): h5-Index: 25

 h5- Median: 37

Qualis CAPES: A4  

 

 

Perfil - Dr. Marcos Felipe tem 78 anos de idade, dos quais 50 dedicados à vida universitária. Mineiro de Guaxupé, é formado pela USP Ribeirão Preto, com mestrado e doutorado pela USP-SP. Tem Pós-doutorado pelo Departament of Reproductive Medicine da Universidade da Califórnia, (EUA) e a Especialização em Reprodução Humana pela Universidade de Valência, Espanha, além de MBA de Gestão em Saúde pela FEARP-USP. Foi professor titular da USP e está aposentado há cerca de 4 anos.


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