No Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, FEBRASGO alerta para o aumento de caso da doença e o risco da transmissão da mãe para o bebê

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No Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, FEBRASGO alerta para o aumento de caso da doença e o risco da transmissão da mãe para o bebê

18 out. de 2024

Segundo dados do Ministério da Saúde, somente em 2022 foram registradas 12 mil ocorrências de sífilis congênita

 

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, 19 de outubro, foi estabelecido com o propósito de incentivar a conscientização da população sobre a prevenção da doença. Somente no primeiro semestre de 2022, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 120 mil novos casos de sífilis. Desses casos, foram identificados 79,5 mil de sífilis adquirida, 31 mil casos em gestantes e 12 mil ocorrências de sífilis congênita, quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê. Com o aumento dos casos, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da sífilis nas gestantes durante o período pré-natal.

A sífilis é uma doença causada por uma bactéria chamada Treponema Pallidum. De acordo com o Dr. Regis Kreitchmann, presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas da FEBRASGO, a transmissão da doença pode ocorrer por meio de relação sexual ou durante a gravidez, já que a bactéria pode facilmente atravessar a placenta.

“A sífilis apresenta alto risco de causar  perdas ou lesões fetais potencialmente irreversíveis. Os impactos no feto podem ser devastadores, incluindo a possibilidade de aborto ou óbito fetal. Sem tratamento, o bebê pode nascer com sífilis congênita, exigindo internação para exames e administração de antibióticos como parte do tratamento da doença”, explica.

O especialista afirma que os sintomas da doença não são específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Na fase inicial, pode apresentar ferida no local de entrada da bactéria como boca, vulva, ânus, pênis ou outras partes do corpo, que aparecem até 90 dias após o contágio, e este tipo de lesão não causa dor, coceira ou pus.  . A doença evolui com manchas no corpo, palma das mãos e plantas dos pés, sem causar coceira.  As lesões tendem a desaparecer mesmo sem tratamento.  Por isso, é importante que as gestantes façam durante o pré-natal o teste por meio de exames de sangue (VDRL ou RPR) ou teste rápido no posto de saúde.  “O teste precisa ser realizado pelas pacientes que planejam engravidar e também em todas as gestantes, desde a primeira consulta”, destaca. “Depois esse exame deve ser repetido no terceiro trimestre da gestação e no momento do parto”, completa.

Sobre o tratamento da sífilis durante a gestação, o médico diz que é indicado o uso de penicilina benzatina por via intramuscular, e o número de injeções dependendo do tempo de contágio, variando de uma a três doses. O parceiro também deve realizar o teste durante o pré-natal e poderá receber o mesmo tratamento da gestante ou  optar por um antibiótico oral. O seguimento precisará ser feito com  exames periódicos para garantir que a doença foi curada.

Prevenção

A sífilis também é uma infecção sexualmente transmissível (IST). Sendo assim, o uso de preservativos durante as relações sexuais é fundamental para prevenir a doença, inclusive no caso de gestantes.

“Em caso de exposições de risco ou violência sexual, a recomendação é buscar atendimento médico especializado o quanto antes para que o paciente possa receber medicamentos de profilaxia contra infecções, incluindo a sífilis”, finaliza.

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