Conselho Federal de Medicina divulga Nova Resolução de Publicidade Médica
Na manhã da última terça-feira (13), o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a implementação de novas diretrizes para a divulgação, publicidade e exposição de procedimentos e serviços médicos em diversas mídias, com foco especial na internet e nas redes sociais. Os profissionais médicos agora terão à disposição orientações mais flexíveis para compartilhar informações, desde que dentro de um contexto regulamentado e responsável, conforme destacado pela diretoria do Conselho.
Mais informações podem ser encontradas na próxima edição da Revista Femina, onde a Febrasgo está produzindo um artigo sobre o tema.
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Mulheres têm risco maior de apresentar episódios depressivos, quando comparadas aos homens, alerta FEBRASGO
Oscilações hormonais é um dos principais fatores que impactam na saúde mental feminina
O mês de setembro é reconhecido como Setembro Amarelo, um período designado para a prevenção do suicídio. Iniciada no Brasil em 2015, essa campanha tem como propósito sensibilizar a sociedade sobre a temática do suicídio e saúde mental e implementando medidas preventivas. Contudo, os distúrbios mentais não afetam todas as pessoas de maneira igual. As mulheres, por exemplo, frequentemente enfrentam o desafio de uma dupla jornada de trabalho (tanto no âmbito profissional quanto no pessoal), além de vivenciarem experiências de violência física e psicológica ao longo da vida.
De acordo com o Índice Instituto Cactus-Atlas de Saúde Mental (iCASM), desenvolvido pelo Instituto Cactus, quando observamos os fatores sociodemográficos, um aspecto que merece destaque é a constatação de que aqueles que estão em busca de emprego, mulheres, jovens e membros da comunidade LGBTQIA+, especialmente as pessoas trans, apresentam índices de saúde mental mais baixos do que a média. No caso das mulheres, a pontuação foi registrada em 600, evidenciando uma diferença negativa de 72 pontos em comparação aos homens, cuja pontuação foi de 672.
Carmita Abdo, psiquiatra e membro da Comissão Especializada em Sexualidade da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), explica que devido às oscilações hormonais (fisiológicas), ao longo da vida, as mulheres têm risco maior de apresentar episódios depressivos, quando comparadas aos homens. “Esse risco, durante a vida, é de 5% a 12% para o sexo masculino e de 10% a 25% para o feminino, nos diversos períodos da sua vida reprodutiva e não reprodutiva (período pré-menstrual, gravidez, puerpério, perimenopausa e pós menopausa)”, alerta a médica.
Os transtornos de ansiedade e depressão são as duas condições de prejuízo à saúde mental que mais acometem mulheres. “A ansiedade se caracteriza por sintomas físicos, psicológicos e cognitivos. Diante de estresse ou perigo, essas reações são naturais. Por outro lado, algumas pessoas se sentem extremamente ansiosas com as atividades corriqueiras, o que representa ansiedade patológica”, alerta a Carmita.
A ansiedade patológica é caracterizada por respostas inadequadas em intensidade e duração diante de estímulos específicos, acompanhada de preocupações relacionadas a ameaças que não se concretizaram. Esta condição afeta 9% da população, sendo duas vezes mais comum em mulheres. Os sintomas incluem dificuldade de concentração, preocupação excessiva, inquietação, tremores, hiperatividade, taquicardia, palpitação, sudorese, tontura, boca seca e náusea, podendo ocorrer de forma isolada ou combinada, resultando em considerável desconforto e sofrimento. Essa experiência se prolonga por várias semanas ou meses, manifestando-se na maioria dos dias.
Depressão
A depressão, por sua vez, se caracteriza por humor triste, baixa autoestima, isolamento social, crises de choro, lentificação ou agitação psicomotora, dificuldade de concentração e decisão, prejuízo da memória, ideias de culpa, ruína e de suicídio, sintomas físicos (fadiga, perda ou aumento do apetite, do sono, do interesse sexual e dores generalizadas ou localizadas). Em outras palavras, os transtornos depressivos incluem uma ampla variedade de manifestações, cuja característica comum é o humor triste, vazio ou irritável, associado a alterações físicas, que afetam significativamente a funcionalidade.
Um tipo específico de transtorno depressivo é o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), que se manifesta por sintomas com intensidade suficiente para impactar o cotidiano da mulher (vida profissional e social, relacionamento interpessoal e sexual), como detalhado adiante.
“É comum que aqueles que têm transtornos de ansiedade também enfrentem a depressão ou vice-versa. Cerca de 10% da população mundial sofre de ansiedade e depressão, o dobro de mulheres comparativamente aos homens. No entanto, embora os transtornos de ansiedade e depressivos sejam tratáveis, apenas uma pequena porcentagem das pessoas afetadas recebe tratamento”, pontua Carmita.
Sintomas de saúde mental que as mulheres devem estar atentas
A médica da FEBRASGO enfatiza a relevância de procurar a orientação de um profissional de saúde mental quando se manifestarem sintomas mentais graves ou angustiantes persistindo por duas semanas ou mais, tais como:
- dificuldade para dormir;
- mudanças de apetite que resultam em alterações de peso para mais ou para menos;
- dificuldade para sair da cama, devido ao humor negativo;
- dificuldade de concentração;
- perda de interesse em atividades que antes eram agradáveis;
- incapacidade de desempenhar funções e responsabilidades diárias habituais.
Prevenção
A Dra. Carmita expõe algumas medidas que ajudam tanto a prevenir doenças mentais quanto auxiliar na efetividade do tratamento. “Entre elas estão adoção de hábitos de vida saudáveis, evitando práticas como tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas ilícitas, sono insuficiente, sedentarismo, dieta hipercalórica e gordurosa e beber pouca água. Medicamentos podem desempenhar papel importante no tratamento de condições mentais, sendo frequentemente utilizados em combinação com outras abordagens, tal como psicoterapia e exercício físico. Muitas vezes a psicoterapia é suficiente, se combinada a bons hábitos de vida. O profissional de saúde vai avaliar cada caso e definir qual a melhor alternativa de tratamento”, frisa Carmita.
Especialista da FEBRASGO destaca a importância das etapas de prevenção para o combate aos cânceres ginecológicos
Estima-se que entre 2023 e 2025, mais de 90 mil mulheres brasileiras serão diagnósticas com um câncer ginecológico
Os cânceres ginecológicos continuam a ser um desafio significativo para a saúde das mulheres em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estimativas de diagnósticos de cânceres no Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, apontam para 7.310 novos casos de câncer de ovário, 17.010 novos casos de câncer de colo de útero e 7.840 novos casos de câncer de corpo de útero ou câncer de endométrio.
Dr. Jesus Paula Carvalho, médico ginecologista e secretário da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), destaca a importância de se abordar os cânceres ginecológicos não apenas através de prevenção primária e secundária, mas também considerando prevenção terciária e quaternária.
“A prevenção primária engloba medidas para evitar o surgimento da doença, como a vacinação contra o HPV. Já a prevenção secundária envolve a detecção precoce, realizada por exames como o papanicolau e testes de HPV”, explica o médico.
“No entanto, especialmente no caso do câncer de colo de útero, prevenção terciária (diagnóstico e tratamento) e prevenção quaternária (evitando danos de procedimentos desnecessários) também desempenham papéis cruciais”, pontua o especialista.
Câncer de Ovário
O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum e representa um desafio complexo. Com um número estimado de 7.310 novos casos anualmente no Brasil, o câncer de ovário muitas vezes está relacionado à ovulação e histórico familiar de câncer. As mulheres que têm mutações genéticas patogênicas também estão em maior risco. “Infelizmente, não há medidas eficazes de prevenção ou diagnóstico precoce, exceto para identificar mulheres de alto risco genético e considerar a remoção preventiva dos ovários, o que é chamado de cirurgia redutora de risco”, esclarece o médico ginecologista.
Câncer do Colo do Útero
O câncer do colo do útero é o terceiro câncer mais incidente nas mulheres. A infecção persistente pelo HPV é um fator chave para o desenvolvimento deste tipo de câncer. A prevenção primária através da vacinação contra o HPV é fundamental para reduzir os casos. A detecção precoce, seja pelo exame de Papanicolau, no Brasil, ou pelo teste de HPV, em outros países, é crucial para evitar que a doença atinja estágios avançados.
Câncer do Corpo do Útero
O câncer do corpo do útero, também conhecido como câncer de endométrio, está relacionado a fatores hormonais, como a menopausa e a obesidade. É o câncer ginecológico que mais aumenta em nosso país. A prevenção primária envolve mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios, além de estar ciente de fatores hereditários. “A detecção precoce desse câncer é possível porque este câncer apresenta sintomas muito precoces, que é o sangramento no pós menopausa. Não há um exame de rotina específico, as mulheres devem prestar atenção no sangramento após a menopausa e se isso ocorrer deve fazer o exame ginecológico e uma biopsia de endométrio”, destaca Carvalho.
Em todos esses tipos de câncer, a conscientização, a educação e o acesso a cuidados de saúde são essenciais. Com um foco contínuo na prevenção e detecção precoce, juntamente com avanços na pesquisa e tratamento, é possível trabalhar para reduzir a incidência e a mortalidade dessas doenças ginecológicas. A consulta regular com um profissional de saúde é vital para monitorar e garantir a saúde ginecológica.
Estudo revela que uma em cada dez mulheres enfrentam dificuldades para criar laços emocionais com seus bebês
Um estudo recente conduzido pela fundação britânica Parent-Infant revelou que uma em cada dez mulheres enfrenta dificuldades para criar laços emocionais com seus bebês. Surpreendentemente, cerca de 73% dessas mulheres não recebem orientações sobre como fortalecer o vínculo afetivo com seus filhos, muitas vezes recebendo apenas direcionamentos simplistas para estabelecer uma conexão emocional como parte essencial do desenvolvimento saudável do bebê. Esses dados refletem uma realidade alarmante no Brasil, onde a depressão pós-parto afeta cerca de 25% das mães no período de seis a 18 meses após o parto, evidenciando a necessidade urgente de abordar essa questão de saúde mental materna.
O Dr. Ricardo Porto Tedesco, membro da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Febrasgo, Dr. Ricardo Porto Tedesco, explica que o obstetra é o primeiro profissional a ter contato com os sintomas depressivos de pacientes e portanto devem ter atenção e sensibilidade a lidar com esses casos. “O grande problema é você não diagnosticar oportunamente e a situação tomar uma proporção maior, o que fica mais difícil de tratar e deixa sequelas que se estabelecem na relação da mãe com o bebê”, diz o especialista.
A depressão pós-parto pode estar relacionada a diversos fatores como físicos, hormonais, emocionais, estilo de vida da mãe ou pode estar ligado a transtornos psiquiátricos anteriores, como depressão e ansiedade previamente diagnosticados. “A depressão é uma situação crônica, que tem altos e baixos, então na primeira consulta que o médico faz com a gestante é preciso ser feito esse questionamento se já houve um quadro depressivo anterior. Esse é um grande fator de risco para o desenvolvimento da doença durante a gravidez e principalmente no pós-parto. A falta de um grupo de apoio, seja familiar, do parceiro ou de amigos durante a gestação e após o parto pode colaborar para o desenvolvimento de um quadro depressivo”, alerta o ginecologista.
Prevenção
O médico ressalta que dependendo do quadro a prevenção é feita com terapia, ou até mesmo com antidepressivos, e que algumas dessas medicações podem ser usadas com segurança durante a gestação. Ele também menciona a importância do obstetra acolher a gestante, que pode muitas vezes chegar às consultas de maneira fechada e receosa. “Se o médico der espaço, a paciente vai falar sobre seus medos e anseios”, afirma Tedesco.
Sintomas
Sinais depressivos podem se apresentar com manifestações de cansaço, moleza e sonolência excessivos, vontade de se isolar, ou a queixa de que não está tão vibrante com a gestação como deveria, estes são indicativos de que a mulher não está bem no ponto de vista emocional e o papel do obstetra é identificar esses casos.
O pós-parto é quando a situação se acentua, pois entra a privação do sono que afeta e agrava o quadro depressivo. “O obstetra precisa saber que existe um período entre duas ou três semanas após o parto em que sintomas depressivos são comuns e 80% das mulheres têm, que é o chamado blues puerperal”, explica Dr. Ricardo. O blues puerperal não quer dizer que a mulher tem uma depressão pós-parto, mas caso se estenda por mais do que o período de três semanas ou dependendo da intensidade dos sintomas, se a mulher está muito chorosa ou apresentando uma rejeição ao bebê, também deve ser um alerta para o obstetra.
“Apesar de ser uma complicação da gestação, o tratamento não é da ossada do obstetra, é um distúrbio psiquiátrico e tem que ser tratado por um psiquiatra. O obstetra tem que ter a sensibilidade para fazer o reconhecimento para depois encaminhar adequadamente”, conclui o médico.
FEBRASGO marca presença no 28º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia
A FEBRASGO está presente na 28ª edição do Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, promovido pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), presencialmente em São Paulo. A programação conta com centenas de palestras durante os três dias de Congresso, que segue até sábado (19).
“Eu já tive a primazia e a honra de ser presidente da SOGESP e da FEBRASGO há alguns anos, e a FEBRASGO hoje vive uma relação de muita boa qualidade com suas federadas”, comenta Dr. César Fernandes, Diretor Científico da FEBRASGO, durante o primeiro dia do Congresso. “A FEBRASGO estar aqui tem o benefício de se mostrar como instituição para todos que aqui vem, sejam ginecologistas deste Estado ou de qualquer outro”, complementa.
Em seu estande, a FEBRASGO apresenta as novidades do 61º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia e também recebe inscrições para o evento, que acontecerá entre os dias 14 e 17 de novembro, no Rio de Janeiro. Aqueles que se inscreverem para o CBGO 2023 durante o Congresso da SOGESP garantem 20% de desconto. “O Congresso de hoje é grandioso, de dimensões muito semelhantes ao CBGO, e o fato da SOGESP estar oferecendo esse espaço para a FEBRASGO é uma prova de relações muito amistosas e parceiras”, pontua Dr. César Fernandes, Diretor Científico da FEBRASGO atualmente.
Ainda no estande da FEBRASGO no Congresso da SOGESP, também é possível se inteirar sobre a plataforma digital Feito Para Ela, uma iniciativa da Federação que promove informações diversas em prol da saúde integral da mulher. Ao usar o QR code exposto é possível acessar o site e as redes sociais para encontrar conteúdos sobre saúde da mulher, comportamento, bem-estar e muito mais. O Feito Para Ela é mais um marco da gestão da FEBRASGO que se preocupa em facilitar o acesso de pacientes à informação de forma simples, didática e completa.
“A FEBRASGO produz material educativo, tem opiniões próprias sobre temas controversos, tem posições políticas definidas e isso é em prol do Brasil todo”, acrescenta Dr. Fernandes. “Todos esses benefícios são em prol da melhor assistência da mulher, que se vale todos os dias, das consultas que fazem ginecologistas e obstetras por todo o país, nos laboratórios do SUS, da saúde suplementar e da saúde privada”,
RBGO celebra primeiro fator de impacto no estande
Ainda em celebração pela conquista da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO) por ter conquistado Primeiro Fator de Impacto, de 1.2, o estande conta com uma área dedicada a vídeos-mensagem do presidente da FEBRASGO, Dr. Agnaldo Lopes, do Editor-Chefe da RBGO, Dr. Marcos Felipe, e do Dr. César Fernandes, todos saudando essa grande conquista.
Em recente abordagem sobre o assunto, disponível em nosso site e nas redes sociais da FEBRASGO (@febrasgooficial), o Dr. Marcos Felipe celebrou a conquista em tom de agradecimento à FEBRASGO - nominal aos Drs. Cesar Fernandes, atualmente Diretor Científico e ex-presidente da Federação; e Agnaldo Lopes, atual presidente da FEBRASGO, como grandes impulsionadores contemporâneos do crescimento da RBGO. “Quero agradecer também ao time de 38 editores associados da publicação, uma vez que sem o empenho deles seria impossível atingirmos tamanho sucesso”, celebrou.
No mesmo comentário, o editor ainda reforçou que a importância deste feito é tamanha, pois significa que a revista está sendo consumida, lida e citada em artigos científicos mundo afora e que o papel da FEBRASGO, como sociedade de especialidade preocupada com a formação de profissionais.
FEBRASGO e SOGESP em sinergia
“A SOGESP é a maior Federada da FEBRASGO”, exalta a Dra. Maria Celeste Osório Wender, Diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO. Presente no Congresso, ela destacou também que o bom relacionamento, a participação e as atividades conjuntas são sempre oportunidades de crescimento da Federação e de suas Federadas. “Com isso, ganham os associados, gineco-obstetras de São Paulo e de todo o Brasil, e ganham as mulheres brasileiras, assistidas por profissionais unidos e bem formados”, conclui a médica.
Febrasgo promove diretrizes essenciais para a saúde materna durante a gestação
O tipo de parto deve ser o mais adequado para cada gestanteNo dia 15 de agosto, celebramos o Dia da Gestante, uma ocasião que nos recorda da significância dos cuidados essenciais que cada mulher grávida deve adotar para assegurar uma gestação saudável e tranquila. Os exames pré-natal têm grande importância em todo o processo de gestação, as consultas têm um papel fundamental na saúde do bebê.
O Dr. Ricardo Tedesco membro da Comissão de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO),
compartilha diretrizes para promover uma gestação saudável. “Os principais cuidados abrangem um acompanhamento pré-natal regular e adequado, essencial para reduzir complicações tanto para a mãe quanto para o bebê. É importante adotar uma alimentação saudável, cultivar hábitos de vida benéficos, evitar o tabagismo e, enfaticamente, descartar a prática de etilismo em qualquer fase da gravidez” destaca.
Além disso, é necessário a grávida ter acesso a um suporte psicológico abrangente, tanto por parte da família quanto dos profissionais que cuidam da gestante, fornecendo orientações sobre os eventos que ocorrerão durante a gestação, o parto e o pós-parto.
Principais Exames
Os exames essenciais na gestação, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde, abrangem um hemograma completo, a determinação do tipo sanguíneo, teste de glicemia em jejum, o teste oral de tolerância a glicose (75g e três dosagens), rastreamento de sífilis, verificação da presença da hepatite B, análise de urina e urocultura, citologia do colo do útero (preventivo), além de testes para detecção de HIV e toxoplasmose. Caso seja necessário, o obstetra pode acrescentar exames como a dosagem do TSH para avaliação de doenças tireoidianas e sorologia para hepatite C.
Além da realização de exames, deve-se atentar ao esquema de vacinação específico para gestantes, definido pelo Ministério da Saúde.
Preparos anteriores ao parto
É fundamental estabelecer uma conversa com um obstetra para adquirir um entendimento completo do processo. Isso engloba saber como reconhecer os sinais do início do trabalho de parto, determinar o momento certo para buscar assistência, definir quem estará presente durante o parto e explorar maneiras de reduzir a ansiedade, contribuindo para uma experiência tranquila, segura e agradável. Preparar-se para essa jornada envolve não apenas a preparação psicológica, mas também pode ser necessária a preparação física, com auxílio da fisioterapia para fortalecer a musculatura perineal e do assoalho pélvico, o que desempenha um papel positivo no parto.
Existem diversas opções para o alívio da dor. Entre os métodos não farmacológicas, destacam-se a presença de acompanhante, o apoio dos profissionais de saúde, massagens, exercícios de alongamento, a utilização de duchas mornas, além de exercícios na bola suíça e no cavalinho, os quais contribuem para amenizar o desconforto. No âmbito da analgesia farmacológica, é possível alcançar resultados satisfatórios sem prejudicar o progresso do parto. As opções incluem a peridural contínua ou a abordagem combinada, na qual a peridural é associada à raquianestesia. A analgesia de parto deveria estar disponível à todas as parturientes. O importante é tomar decisões informadas e colaborar com profissionais de saúde para vivenciar o parto da maneira mais positiva possível.
Tipos de Partos
O médico da Febrasgo cita os tipos de parto: o parto vaginal, que eventualmente pode ser instrumentalizado (utilizando fórceps ou vácuo), e a cesárea que pode ser eletiva ou intraparto (cesariana de emergência).
"A escolha do método deve ser feita com o consentimento da mãe, levando em consideração as circunstâncias individuais e a segurança da paciente e de seu filho. De modo geral, sempre que houver condições, a opção recomendada é o parto vaginal, que é um evento natural e psicologicamente significativo. É também o mais seguro quando as condições são propícias. Deve ser a primeira escolha sempre que as circunstâncias permitirem", enfatiza o Dr. Ricardo.
Pós-parto
No período pós-parto, um dos principais desafios para as mães é a amamentação. O êxito desse processo está intrinsecamente ligado à motivação, estímulo e habilidades técnicas. É crucial orientar as mulheres sobre aspectos como a maneira correta de posicionar o bebê, garantir uma pega adequada, estabelecer intervalos entre as mamadas e controlar a duração da amamentação. Essa orientação visa auxiliá-las a enfrentar esse momento desafiador, que muitas vezes é marcado pela privação de sono, cansaço, inseguranças.
Ademais, é importante destacar que a dimensão emocional desempenha um papel significativo nesse cenário. Durante as duas primeiras semanas, é comum as mães vivenciarem sentimentos leves de melancolia, tristeza e até a vontade de chorar. É crucial compreender que essas emoções podem constituir um processo natural e fisiológico conhecido como "baby blues", que tende a se resolver espontaneamente em um período de duas a três semanas. Contudo, esse é um período em que pode ocorrer casos de transtornos depressivos. Portanto, é fundamental fornecer apoio e informação para que as mães enfrentem essa fase com maior compreensão e resiliência e sejam devidamente avaliadas pelo seu médico.