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08 de abril foi o Dia Mundial de Luta contra o câncer

Quarta, 11 Abril 2018 14:49
Diama Bhadra Vale, Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Jacques Ferlay, Luiz Carlos Zeferino, Raul Murillo, Rengaswamy Sankaranarayanan

        Cancer Causes & Control, Julho de 2016 

      Introdução

        O câncer do colo do útero é uma importante causa de morte em mulheres no mundo todo, e as taxas são afetadas pelo nível de desenvolvimento das regiões. Enquanto uma tendência de redução da incidência e da mortalidade é observada em países de renda média e alta, este câncer continua sendo um problema importante em países de baixa renda. No Brasil, onde coexistem regiões com diferentes níveis de desenvolvimento, espera-se observar uma heterogeneidade nas taxas. Este estudo teve como objetivo corrigir e descrever as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil e verificar suas tendências, por regiões e grupos etários. 

        Métodos

        Os dados de 2003 a 2012 foram acessados ​​por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. A correção das taxas de mortalidade específicas por idade foi feita adicionando à câncer do colo do útero (CID C53) a redistribuição proporcional de causas de morte mal definidas (CID R00-99) e mortes codificadas como "útero, porção não especificada" (CID C55). A variação percentual anual (VPA) foi obtida por análise de tendência (Regressão de Joinpoint®).

        Resultados

        Em 10 anos as mortes por câncer, por causas mal definidas, por câncer do colo do útero, e por câncer do útero, porção não especificada, corresponderam a respectivamente 18,9%, 10,8%, 3,0% e 1,3% do total de mortes, excetuando-se causas externas. A proporção de causas mal definidas foi reduzida em mais da metade no período. Após correção, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero padronizada por idade foi de 7,2 por 100.000 mulheres/ano. O aumento total nas taxas após as correções foi de 50,5%. Para o Brasil foi observada uma tendência significativa de redução das taxas no período (VPA = −0,17, p<0,001). A região Norte foi a única região que não apresentou tendência significativa de redução (VPA + 0,07, p = 0,28). As tendências de redução das taxas foram restritas a grupos etários com mais de 40 anos.

        Conclusões

        Foi observada uma redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2003 e 2012 em mulheres com mais de 40 anos. Melhorias no rastreamento, diagnóstico e tratamento podem justificar essa tendência. As taxas variaram substancialmente entre as regiões e aumentaram cerca de 50% após a correção. Discrepâncias na eficiência das atividades de controle do câncer provavelmente influenciaram esses resultados. As políticas de controle do câncer devem considerar as diferenças no acesso aos cuidados e as características das regiões para melhorar sua eficiência. 

        A CNE de Ginecologia Oncológica agradece aos autores pelo envio deste resumo do artigo

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