Dia Nacional da Imunização: FEBRASGO ressalta a importância da atualização do calendário da mulher em fase adulta

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Dia Nacional da Imunização: FEBRASGO ressalta a importância da atualização do calendário da mulher em fase adulta

07 jun. de 2024

Em 9 de junho, celebramos o Dia Nacional da Imunização, um momento que destaca a importância crucial das vacinas na prevenção de doenças imunopreveníveis. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) alerta que a proteção proporcionada pelas vacinas não se restringe apenas a crianças e idosos. É fundamental destacar que ao longo da vida adulta, as mulheres também necessitam de atenção especial, pois certas imunizações desempenham um papel crucial na prevenção de doenças infecciosas e suas complicações.

A Doutora Susana Aidé, presidente da Comissão Nacional Especializada de vacinas da FEBRASGO, explica que quando falamos de mulher adulta, nos referimos a idade entre 20 e 59 anos de idade, portanto, um período extenso da vida da mulher em que haverá indicações mais específicas a depender da idade e situação em dado momento de vida da mulher adulta. “Vacinas são importantes instrumentos de prevenção e devem fazer parte do planejamento de saúde de todos, mulheres e homens, do nascimento à terceira idade. Entretanto, há algumas condições associadas ao gênero feminino que fazem com que haja um planejamento diferenciado”, frisou a médica.

“As vacinas direcionadas às mulheres adultas gestantes incluem a hepatite B, a tríplice bacteriana acelular do adulto (dTpa) – para difteria, tétano e coqueluche (a partir da 20ª semana de gestação até 45 dias após o parto), a vacina contra influenza e a vacina contra a Covid-19. Algumas outras vacinas são recomendadas em situações especiais, enquanto outras são contra indicadas, especialmente aquelas que contêm vírus vivos atenuados”, destacou a Dra. Susana.

Para as mulheres adultas, são recomendadas as seguintes vacinas: Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa ou dTpa-VIP), Dupla adulto (dT), Influenza (gripe), Pneumocócicas, Herpes zóster, Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Hepatites A, B ou A e B, Papilomavírus humano (HPV), Varicela (catapora), Meningocócicas conjugadas ACWY ou C, Meningocócica B, Febre amarela, Dengue e Covid-19. Algumas vacinas podem ser especialmente recomendadas para pacientes com comorbidades ou em outras situações especiais, portanto, é importante consultar os calendários de vacinação para esses casos específicos.

A especialista da FEBRASGO ressalta a importância de as mulheres garantirem que estejam atualizadas com todas as vacinas recomendadas para sua faixa etária. Ela destaca que a vacinação da mulher adulta antes da concepção permite a atualização do calendário vacinal e prepara a mulher para uma gravidez sem riscos de infecções imunopreveníveis para ela e seu futuro filho. Algumas infecções maternas durante a gestação têm um potencial significativo de afetar o feto, podendo resultar em aborto, morte fetal, malformações congênitas, atraso de crescimento intrauterino, entre outros problemas. É importante observar que as vacinas de vírus vivo atenuado são contraindicadas durante a gestação, como é o caso da rubéola.

“A mulher adulta pode ser suscetível a doenças infecciosas por diversos motivos, tais como: ter evitado a infecção natural; não ter recebido vacinas atualmente recomendadas, já que muitas delas não estavam disponíveis há 10-15 anos; ter perdido a imunidade após ter tido a doença, pois algumas delas não conferem imunidade permanente, como é o caso da difteria, tétano e coqueluche; ter perdido a imunidade apesar de ter sido vacinada, pois algumas vacinas requerem reforços ao longo da vida; ter recebido um esquema vacinal incompleto”, salientou.

Portanto, a mulher adulta deverá estar em dia com as recomendações de calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Vale ressaltar que o papel do médico na vigilância e na prevenção das doenças infecciosas é muito importante. Em especial o ginecologista/obstetra, que acompanha a mulher desde a adolescência até a terceira idade, deve ter conhecimentos acerca do tema e passar informações corretas, de forma segura e convincente sobre a percepção de risco das doenças, os benefícios das vacinas na prevenção das doenças e suas formas graves, além de informações sobre a segurança das diversas vacinas comprovada pelas pesquisas científicas. A prescrição é um ato médico e deve ser exercida a cada mulher, a cada consulta.

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