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7 de abril de 2019 – Dia Mundial da Saúde

Sexta, 05 Abril 2019 15:36
*Adaptação livre do texto “Joint Statement In Celebration Of World Health Day – Universal Health Coverage” divulgado por LLLI (La Leche League International) e WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) em 5/4/2019*

A Febrasgo, através da sua Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno, vem celebrar o Dia Mundial da Saúde de 2019, concentrando-se na cobertura universal de saúde materno-infantil no contexto da amamentação. A garantia de que todas as pessoas e comunidades tenham acesso a serviços de saúde de qualidade onde e quando precisarem deve incluir serviços que apoiam a amamentação. A amamentação é um esforço de equipe, e precisamos capacitar mães, pais, parceiros, famílias, locais de trabalho e comunidades para possibilitar a amamentação.

É fundamental que todos os envolvidos tanto no sistema público, quanto na saúde suplementar, tenham conhecimento e habilidades de comunicação suficientes para ajudar as famílias a alcançar seus objetivos.

A amamentação é a base da vida e o leite humano é fundamental para o crescimento e desenvolvimento ideais da criança. Ele contém a quantidade certa de nutrientes para o crescimento, é facilmente digerido e está prontamente disponível. O colostro ou primeiro leite é uma nutrição concentrada para o recém-nascido: contém anticorpos vitais para defender o sistema imunológico imaturo do bebê contra muitos agentes nocivos. O leite humano maduro substitui o colostro para continuar atendendo as necessidades crescentes da criança, fornecendo as gorduras, proteínas, carboidratos e calorias necessárias para o crescimento ideal.

A amamentação também está associada a um risco reduzido de sobrepeso / obesidade e pode reduzir o risco de diabetes tipo 2. Os bebês alimentados com leite materno recebem benefícios para a vida toda. Fórmulas infantis não fornecem anticorpos ou proteção do sistema imunológico. Não amamentar aumenta o risco de muitas doenças para a criança, como diarreia, pneumonia e outras infecções. Independentemente da duração da amamentação, ela traz benefícios para o bebê. O apoio à amamentação desde o nascimento proporciona a saúde ideal com benefícios para a saúde ao longo da vida do bebê. (2, 3, 4, 7)


Há também benefícios da amamentação para a saúde materna, como a redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e proteção contra doenças autoimunes. (4, 8, 9, 10, 11) A amamentação também pode ajudar a aumentar o espaçamento das gravidezes, se feita de acordo com as recomendações da OMS e do UNICEF. (9)


A OMS, o UNICEF, o Ministério da Saúde e a Febrasgo recomendam o aleitamento materno exclusivo durante seis meses da vida da criança com a adição de alimentos sólidos complementares aos seis meses e a amamentação contínua por dois anos ou mais, para promover os melhores resultados de saúde para a criança ao longo da vida. (12) No entanto,

muitas famílias não têm acesso equitativo aos cuidados de saúde devido à falta de apoio adequado ao aleitamento materno. (13) Assim, garantir esse acesso a todas as famílias é fundamental.

O apoio à amamentação deve ser o foco central de atendimento durante os primeiros mil dias da vida do bebê. (14) Com mensagens consistentes e sistemas de referência adequados em toda a cadeia de calor, a díade mãe-bebê se beneficiará do apoio contínuo e da assistência qualificada. Todas as mães são então capacitadas com uma experiência de amamentação mais satisfatória e eficaz.

Através de políticas de apoio à amamentação e mensagens consistentes, os Hospitais Amigos da Criança podem impactar positivamente o período pré-natal e os primeiros minutos, horas e dias após o nascimento. (15) Além disso, a Etapa 10 dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno reforça a importância do acompanhamento da amamentação após a alta da maternidade. É necessário que as maternidades garantam que mães e recém-nascidos tenham uma fonte de apoio bem informada após a alta hospitalar. (16)

A amamentação beneficia bebês, mães e nações. A OMS destaca a necessidade de cuidados de saúde primários ao longo do ciclo de vida. O aleitamento materno, com seus efeitos positivos para a saúde ao longo da vida, requer uma cadeia de apoio “calorosa” que abranja os cuidados básicos de saúde e além. Para capacitar os pais e permitir a amamentação, a cobertura universal de saúde deve estar disponível e acessível para todos.


Referências:

1. World Health Organization. (2019). World Health Day 2019.
2. Mosca, F., & Giannì, M. L. (2017). Human milk: composition and health benefits. La Pediatria Medica E Chirurgica, 39(2). doi: 10.4081/pmc.2017.155
3. Horta BL, et al. Long-term consequences of breastfeeding on cholesterol, obesity, systolic blood pressure and type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr. 104:30-7,2015. doi: 10.1111/apa.13133
4. Victora, C.G., Bahl R., Barros, A. J. D., França, G.V.A., Horton, S., Krasevec, J., Murch, S., Sankar, M. J., Walker, N., Rollins, N. C. for The Lancet Breastfeeding Series Group. (2016). Breastfeeding in the 21st century: epidemiology, mechanisms, and lifelong effect. Lancet. 387:475-90. doi: 10.1016/S0140-6736(15)01024-7
5. Hengstermann, S., Mantaring, J.B., 3rd, Sobel, H.L., Borja, V.E., Basilio, J., Iellamo, A.D., Nyunt-U, S. (2010). Formula feeding is associated with increased hospital admissions due to infections among infants younger than 6 months in Manila, Philippines. Journal of Human Lactation,26(1), 19-25. doi: 10.1177/0890334409344078.
6. Stuebe, A. (2009). The risks of not breastfeeding for mothers and infants. Rev Obstet Gynecol, 2(4), 222-31.
7. Victora, C.G., Horta, B.L., de Mola, C.L., Quevedo, L., Pinheiro, R.T., Gigante, D.P., Goncalves, H., & Barros, F.C. (2015). Association between breastfeeding and intelligence, educational attainment, and income at 30 years of age: A prospective birth cohort study from Brazil. Lancet Glob. Health, 3:e199-205. doi: 10.1016/S2214-109X(15)70002-1
8. Blincoe, A.J. (2005). The health benefits of breastfeeding for mothers. British Journal of Midwifery, 13 (6), 398-401. doi: 10.12968/bjom.2005.13.6.18361
9. World Health Organization. (2019). Breastfeeding.
10. Langer-Gould, A. , Smith, J. B. , Hellwig, K. , Gonzales, E. , Haraszti, S. , Koebnick, C. & Xiang, A. (2017). Breastfeeding, ovulatory years, and risk of multiple sclerosis. Neurology, 89(6), 563–569. doi: 10.1212/WNL.0000000000004207.
11. Stuebe AM, Michels KB, Willett WC, Manson JE, Rexrode K, Rich-Edwards JW. Duration of lactation and incidence of myocardial infarction in middle to late adulthood. Am J Obstet Gynecol 2009;200:e131–e138. doi: 10.1016/j.ajog.2008.10.001
12. World Health Organization. (2019). The World Health Organization's infant feeding recommendation.
13. Reis-Reilly, H., Fuller-Sankofa, N., & Tibbs, C. (2018). Breastfeeding in the Community: Addressing disparities through policy, systems, and environmental changes systems. Journal of Human Lactation, 34(2), 262-271. doi: 10.1177/0890334418759055
14. World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) (2019). Warm Chain of Support for Breastfeeding.
15. World Health Organization (WHO). (2019). Nutrition. Infographics: The TEN STEPS to successful breastfeeding.
16. La Leche League International (LLLI). (2019). Get Help.
Corintio Mariani Neto – Presidente da CNE de Aleitamento Materno

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