Notícias

×

Atenção

JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 257

Mastite puerperal

Sexta, 16 Fevereiro 2018 11:00

        A mastite aguda puerperal tem incidência variada, podendo acometer ao redor de 2% a 10% das lactantes.

        Trata-se de processo inicialmente inflamatório, que resulta da estase láctea, distensão alveolar e obstrução ao fluxo do leite, ou seja, ingurgitamento mamário. Posteriormente ocorre proliferação bacteriana, especialmente na presença de traumas mamilares, e o processo se torna infeccioso, podendo evoluir inclusive para quadros mais graves, com abscessos mamários e sepse.

        Os patógenos habitualmente envolvidos são: Staphylococcus (aureus, epidermidis, albus), Streptococcus (hemolítico, não-hemolítico) e Escherichia coli.

TIPOS

EPIDÊMICA

        Causada por cepas altamente virulentas de Staphylococcus aureus produtor de penicilinase, aparecimento precoce (4º dia pós-parto), menos frequente, associada a piodermite do recém-nascido.

ENDÊMICA

        Staphylococcus aureus é o principal agente, presente em 60% das vezes, mas também podemos encontrar: Staphylococcus epidermides, Streptococcus, Escherichia coli, entre outros, geralmente mais tardia, 2ª semana ou no desmame.

TRATAMENTO

        FORMA INICIAL: hidratação oral, esvaziamento da mama afetada (ordenha manual, mecânica ou elétrica), posicionamento adequado das mamas, analgésicos e anti-inflamatórios (paracetamol, ibuprofeno, piroxicam). Não há indicação para inibição da lactação

Screen Shot 2018 02 16 at 11.04.09 AM

ABSCESSO MAMÁRIO

        Processo infeccioso agudo decorrente da mastite, com formação de “lojas” (únicas ou múltiplas), e que pode evoluir para necrose do tecido mamário.

        Além de dor intensa, o quadro clínico infeccioso pode cursar com prostração e queda importante do estado geral.

        O tratamento é semelhante ao da mastite, com antibiótico, preferentemente guiado por cultura e antibiograma; além de esvaziamento das lojas, que pode ser por meio de punção guiada por US (para abscessos < 5cm), ou drenagem cirúrgica e remoção de áreas necróticas, quando mais extenso, sendo recomendada colocação de dreno por 24 h.

        O aleitamento materno pode ser suspenso provisoriamente na mama afetada, com esvaziamento por ordenha manual, mecânica ou elétrica.

MASTITES CRÔNICAS – FÍSTULAS LÁCTEAS

        Intercorrência tardia que se instala meses após episódio de mastite ou abscesso.

        Apresenta tecido conjuntivo no tecido mamário e fenômenos exudativos, com surtos recidivantes e drenagem espontânea formando fístulas lácteas.

        O tratamento mais eficaz é a ressecção completa do sistema ductal afetado, muitas vezes necessitando de cirurgia reparadora, além de uso de antibióticos no pré e pós-operatório.

Silvia Regina Piza

(São Paulo)


Deixe um comentário

Mais sobre o assunto

Conquistas da gestão

Conquistas da gestão

Estamos chegando ao final da gestão 2016-2019 com muitas ...
Violência obstétrica é assunto na imprensa

Violência obstétrica é assunto na imprensa

Nesses quatro anos, o assunto “violência obstétrica”, foi ...