BIRTH 2025: Obesidade elevada e o parto

Segunda, 08 Dezembro 2025 09:27

O Dr. Yariv Yogev, especialista de Tel Aviv, apresentou a aula “Obesidade mórbida na gravidez: implicações para o trabalho de parto”. Os principais pontos abordados se relacionam à indução do trabalho de parto, ao progresso do parto, ao monitoramento e ao desfecho em cesariana. “Por que a indução de parto em mulheres com obesidade elevada é recomendada? Porque ela diminui a necessidade de cesariana e a taxa de macrossomia é menor”, explica.

Pontos de atenção em relação ao trabalho de parto nessa população específica:

  • Equipamentos que atendam às dimensões físicas da paciente: desde mesas cirúrgicas especializadas até instrumentos cirúrgicos específicos.
  • A progressão do parto necessita de um tempo maior, pois a obesidade está associada à inibição da contração uterina.
  • Gestantes com IMC igual ou maior que 40 podem apresentar tempo de progresso prolongado e demandar doses maiores de ocitocina.

Sobre o parto por cesariana, o Dr. Yogev destaca a importância de observar:

  • A localização do pannus, pois os marcos anatômicos podem estar distorcidos.
  • A necessidade de debate contínuo sobre o tipo ideal de incisão em casos de obesidade classe III ou maior.
    • Incisão de Pfannenstiel: facilita o acesso ao segmento uterino inferior e está associada a menor dor pós-operatória.
    • Abordagem vertical na linha média: permite entrada mais rápida no abdome e pode ser estendida para maior exposição.
    • Estratégia alternativa em casos de pannus pendular: prender o pannus inferiormente com fita e realizar incisão transversal mais alta, considerando a posição do umbigo.

Por fim, ele destaca riscos relacionados à anestesia:

  • Falha no posicionamento do cateter peridural.
  • Intubação orotraqueal difícil.
  • Maior tempo de procedimento.
  • Depressão respiratória em resposta a opioides.
  • Dificuldade de acesso venoso.
  • Para mulheres com obesidade grave ou previsão de procedimento mais longo, a técnica combinada raquiperidural pode ser a mais benéfica.
  • A técnica raquiperidural combinada oferece início rápido da anestesia pela componente raquidiana, enquanto o cateter peridural pode ser usado para prolongar a analgesia, quando necessário.

Mais conteúdos

FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

A recém-lançada 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade ...
Menopausa: série do SP1 explica impactos à saúde da mulher

Menopausa: série do SP1 explica impactos à saúde da mulher

Na última segunda-feira, 13 de abril, o telejornal SP1 passou a ...
Nova lei reforça medidas de proteção para mulheres em situação de violência doméstica

Nova lei reforça medidas de proteção para mulheres em situação de violência doméstica

Entrou em vigor no dia 10/04 a Lei 15.383/2026, que amplia a ...
-->

© Copyright 2026 - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Todos os direitos são reservados.

Políticas de Privacidade e Termos De Uso.

Aceitar e continuar no site