Dia Mundial de Luta Contra o Câncer: Terapias inovadoras elevam a qualidade de vida de quem recebe o diagnóstico de Câncer de Ovário

Segunda, 08 Abril 2024 09:45

Diagnóstico precoce deste tipo de tumor ainda é um desafio para a medicina e novos tipos de tratamento podem melhorar a qualidade de vida das pacientes

 

No Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, 8 de abril, a Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (FEBRASGO) destaca a importância da conscientização sobre o câncer de ovário, uma doença de difícil diagnóstico que afeta muitas mulheres. Classificado como o sétimo tipo mais comum, representa a nona causa de morte por câncer entre mulheres em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que entre os anos de 2023 e 2025 sejam diagnosticados anualmente mais de 7 mil novos casos dessa neoplasia.

 

Dificilmente detectado em estágio inicial, o câncer de ovário pode progredir com poucos sintomas, tais como sensação de aumento do volume abdominal, empachamento, alteração do hábito intestinal. O Dr. Eduardo Candido, presidente da Comissão de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO, destaca que estes sinais e sintomas podem ser confundidos com outras patologias mais comuns e que muitas vezes não se considera a possibilidade da presença desta doença. Tal situação resulta em mais de 2/3 dos casos diagnosticados em estágios avançados, comprometendo a qualidade e a expectativa de vida das pacientes.

 

“Grande parte dos fatores de risco relacionados ao câncer dos ovários não são modificáveis, tais como uma história familiar de parentes com câncer de mama, ovário, endométrio ou colorretal, mutações em alguns genes como os chamados BRCA 1 e 2, idade entre 50 e 79 anos. Situações que expõem as pacientes ao constante processo ovulatório (primeira menstruação precoce, menopausa tardia, ausência de gestação, não amamentação e não uso de contraceptivos que bloqueiam a menstruação) também predispõem ao desenvolvimento deste tumor. Pesquisas recentes mostram uma possível origem de neoplasias ovarianas originando-se das tubas e, por isso, algumas sociedades internacionais de especialidades, recomendam, em determinadas situações, a realização da retirada das tubas, como uma possibilidade de redução do risco deste tumor”, alerta o médico.

 

Até o momento, não há um exame preventivo para o diagnóstico precoce do câncer de ovário, semelhante ao Papanicolau para o câncer de colo uterino. Alguns estudos tentaram avaliar o papel da detecção precoce do câncer de ovário, mas os resultados não foram satisfatórios em mulheres sem histórico familiar positivo para essa neoplasia ou síndromes genéticas.

 

“Na prevenção do câncer, adotar hábitos saudáveis é como construir uma fortaleza para o nosso corpo, fortalecendo-o contra as investidas da doença. Cuidar da alimentação, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de buscar acompanhamento médico regular, são as melhores armas que temos para defender nossa saúde”, reforça o Dr. Eduardo.

 

Tratamento

 

A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de ovário. A remoção completa do tumor é fundamental, pois a presença de qualquer resíduo tumoral pode afetar significativamente o prognóstico da paciente. “Quando há tumor residual, mesmo que pequeno, o prognóstico piora consideravelmente. Portanto, é essencial que o especialista em ginecologia oncológica avalie cuidadosamente a possibilidade de remover ou não o tumor, levando em consideração o exame físico e os exames de imagem, como a Ressonância Magnética”, pontuou o ginecologista.

 

Outro pilar efetivo para o combate a esta doença, se faz pela quimioterapia, que pode ser utilizada em associação com a cirurgia, antes ou depois desta, a depender do julgamento de uma equipe multidisciplinar, que avalia os casos individualmente estabelecendo a melhor forma do cuidado com as pacientes.

 

Por exemplo, quando, pela avaliação das imagens ou mesmo na fase inicial da cirurgia observa-se que a remoção completa do tumor não é viável, a quimioterapia surge como opção primária no tratamento.

 

Terapia Alvo

 

O médico da FEBRASGO destaca que já estão bem estabelecidos novos modelos de tratamento. Os medicamentos empregados como terapias-alvo em oncologia com tecnologia especializada, quando corretamente indicados, podem aumentar a expectativa de vida das pacientes. Para tanto, as pacientes precisam realizar análises genéticas para identificar tais mutações e se submeterem a terapia adequada.

 

"Isso tem mudado muito o ciclo deletério das pacientes com câncer de ovário avançado. Essas novas drogas podem alterar os aspectos negativos da doença. Temos observado um significativo aumento de sobrevida e melhoria na qualidade de vida, sem a necessidade de repetidas cirurgias ou ciclos de quimioterapia, com o suporte desses medicamentos”, finaliza o ginecologista.


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