Com acesso gratuito a vacinas recomendadas pela OMS, Brasil enfrenta forte queda na cobertura vacinal

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Com acesso gratuito a vacinas recomendadas pela OMS, Brasil enfrenta forte queda na cobertura vacinal

07 jun. de 2023

A taxa de vacinação ideal é de 90% e chegou a apenas 51% em 2021

Vacinas são aliadas na prevenção de doenças e mortes, são delas a missão de proteger o corpo humano “direcionando” o sistema imunológico a combater vírus e bactérias que são uma problema para a saúde pública. A FEBRASGO lembra que, para o público feminino, existem vacinas específicas ao longo da vida que não devem ser ignoradas, como a do HPV, que está disponível gratuitamente para meninas a partir dos 9 anos até os 14, mulheres que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos. Em clínicas particulares, a vacina quadrivalente é disponibilizada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos.

Brasileiros têm acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essas vacinas são direcionadas a crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ao todo, são mais de vinte vacinas com recomendações e orientações específicas para cada público – crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e indígenas. Dentro deste calendário foi adicionada recentemente a imunização contra Covid-19.

Com base em dados do Datasus, em 2022, a média da cobertura de vacinas para doenças infecciosas como hepatite, sarampo, febre amarela, tuberculose e poliomielite foi de apenas 27%. Desde 2015 a taxa de vacinação está abaixo do índice ideal de 90% e tem sofrido quedas nos últimos anos, chegando a 77% em 2018, 73% em 2019, 67% em 2020 e em 2021 chegou a 59%.

Vacinas para meninas e mulheres

A Dra. Cecília Maria Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo diz que “a vacinação do HPV evita lesões benignas como as verrugas genitais em homens e mulheres, que apesar de benignas, são extremamente infecciosas e desconfortáveis”, diz. “As mulheres maiores de 15 anos que ainda não se vacinaram, podem se beneficiar da vacinação disponível na rede privada, em esquema de três doses” complementa a médica.

 

Vacinas para gestantes

 

A vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, Dra. Nilma Antas Neves, explica que existem três vacinas primordiais para a imunização de gestantes – Influenza, Hepatite B e dTpa-tríplice bacteriana  (difteria, tétano e coqueluche).

 

A vacina dTpa é recomendada em todas gestações, é ela quem protege a gestante durante a gravidez e transfere anticorpos para o feto, o protegendo em seus primeiros meses de vida até que possa ser vacinado. “Os adolescentes e adultos estão sendo reconhecidos como as principais fontes de transmissão da coqueluche para os recém-nascidos e crianças ainda não vacinadas ou com sua imunização incompleta. As mães vêm tendo uma participação relevante junto com seus familiares, nessa transmissão”, explica Dra. Nilma.

 

Gestantes também são grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus da Influenza. “A gripe está associada ao aumento de hospitalizações e doenças de maior gravidade em gestantes e neonatos”, afirma a médica. Sobre a importância da imunização de gestantes contra a Hepatite B, Neves complementa: “O objetivo principal da vacinação contra Hepatite B durante a gravidez é evitar a aquisição materna desse vírus e consequente proteção do seu recém-nascido.”

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