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FEBRASGO atua em parceria com MS para combater mortalidade materna

Segunda, 02 Julho 2018 13:45

Já está em elaboração documento que aponta entraves para a diminuição de mortes no parto e pós-parto, além de sugerir ações para reverter o problema

        O Ministério da Saúde (MS) instituiu, por meio da Portaria nº 1.179, a Semana Nacional de Mobilização pela Saúde das Mulheres, escolhendo para a primeira campanha a mortalidade materna. Pela importância do tema, a FEBRASGO (Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) se colocou à disposição do MS para a construção de protocolos técnicos, em parceria.

        Segundo o professor doutor do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, Rodolfo de Carvalho Pacagnella, presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da FEBRASGO, está sendo elaborado um documento “apontando as principais dificuldades para reduzir a mortalidade materna e sugerindo algumas direções para a reversão deste quadro. Um dos pontos relevantes diz respeito à qualificação dos serviços de saúde, envolvendo tanto aspectos estruturais, equipamentos, medicamentos, organização da rede e também o processo de assistência médica, que contempla o diagnóstico das condições de gravidade e o manejo adequado. Essas são questões essenciais para a redução da mortalidade materna e sensíveis às ações que a FEBRASGO pode oferecer, pois temos capacidade de auxiliar no treinamento e na qualificação dos profissionais que atuam na assistência da saúde á mulher.”

        O documento será enviado em breve ao Ministério da Saúde. Espera-se que a iniciativa do MS venha mobilizar profissionais da saúde, usuárias do SUS (Sistema Único de Saúde), gestores e sociedade civil para ressaltar a importância de medidas para promover a atenção integral à saúde das mulheres.

        A ideia surgiu em reunião realizada em Brasília com a participação do doutor Pacagnella, representando a FEBRASGO, Mônica Nery, Coordenadora de Ações de Saúde da Mulher do MS, do Conselho Federal de Enfermagem, do CONASEMS (Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde), da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Coordenação Geral de Saúde das Mulheres do MS, ABENFO (Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras), OPA (Organização Panamericana de Saúde) e do Comitê Estadual de mortalidade Materna de São Paulo.

 

        Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, a mortalidade materna caiu 58% entre 1990 e 2015, de 143 para 62 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, mas mesmo assim não irá atingir a meta proposta pela ODM 2000/2015 (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), que era de 35 mortes por cem mil no ano de 2015. Assim, a meta foi repactuada para 20 mortes por cem mil nascidos vivos. O MS acredita ser possível atingir a meta de 30 mortes maternas no ano de 2030.

        “Atingir essa meta é possível porque sabemos o que fazer, as medidas estão descritas, temos estudos e literatura sobre o tema, mas é preciso implementar. Envolve priorização dos investimentos na área de redução de mortalidade materna”, pontua Pacagnello.

        A FEBRASGO já realiza ações e programas que visam educar e treinar profissionais da saúde para reduzir a mortalidade materna, como, por exemplo, os instrutores do projeto Zero Mortalidade Materna por Hemorragia Pós-Parto, fruto de uma parceria do Ministério da Saúde com a OPAS e que está tendo resultados positivos em várias partes do território nacional.

 


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