Comissão aprova audiência pública sobre má prática obstétrica com participação da FEBRASGO

Compartilhe a publicação
Comissão aprova audiência pública sobre má prática obstétrica com participação da FEBRASGO

15 maio. de 2026

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou requerimento para realização de audiência pública destinada a debater a violência obstétrica no Brasil. A solicitação foi apresentada pela deputada Erika Hilton e contará com a participação da Dra. Rossana Pulcineli, integrante da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da FEBRASGO.

NOTA: a FEBRASGO repudia o termo violência obstétrica e pede que seja adotado “violência contra a mulher em cenário de pré-natal, parto, abortamento e puerpério”.

 

Leia posicionamento sobre o assunto aqui

O debate terá como ponto de partida evidências que apontam a recorrência de violência contra a mulher em cenário de pré-natal, parto, abortamento e puerpério. Entre os relatos mais frequentes estão toques vaginais realizados de forma inadequada, negligência, abuso psicológico, discriminação e violência física.

A proposta também chama atenção para as desigualdades que atravessam a assistência obstétrica. Estudos citados no requerimento indicam maior vulnerabilidade entre mulheres pretas, em situação socioeconômica desfavorável, atendidas pelo sistema público, sem companheiro e com menor escolaridade, o que reforça a necessidade de discutir estratégias para garantir cuidado digno, seguro e respeitoso.

A audiência pública pretende ampliar o diálogo sobre o aperfeiçoamento do modelo de atenção à gestação, ao parto e ao nascimento. Entre os pontos centrais estão a autonomia da pessoa gestante, o consentimento informado e a valorização do Plano de Parto como ferramenta de proteção contra abusos e intervenções desnecessárias.

O requerimento também destaca a importância da incorporação de boas práticas baseadas em evidências científicas e alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde. A abordagem proposta considera ainda a necessidade de um olhar interseccional para grupos mais vulneráveis, incluindo mulheres pretas, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas privadas de liberdade e pessoas transgênero.

A participação da FEBRASGO no debate reforça o compromisso da entidade com a qualificação da assistência obstétrica, a segurança materna e a promoção de um cuidado baseado em evidências, respeito e dignidade.

Veja mais conteúdos

Dia do Ginecologista – Presidente da FEBRASGO faz um balanço do cenário da especialidade

30 out. de 2026

Implanon ampliado para cinco anos: FEBRASGO explica benefícios

29 out. de 2026

ACOG atualiza diretrizes para tratamento dos sintomas da menopausa

26 out. de 2026

CONITEC abre Consulta Pública sobre terapia hormonal na menopausa

23 out. de 2026

Dia Mundial da Osteoporose alerta para perda óssea silenciosa e riscos na menopausa

20 out. de 2026

Osteoporose: fraturas após pequenos traumas podem ser um sinal de fragilidade óssea da mulher

19 out. de 2026

Dia Mundial da Menopausa: terapia hormonal pode aliviar sintomas, mas exige avaliação individual

18 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO inovação em GO aborda wearables, modelos assistenciais e robótica

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO traz, pela primeira vez, a sessão meio-ambiente e saúde feminina

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO: Quando o algoritmo erra

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO: Saúde da mulher e anemia

16 out. de 2026

SUMMIT FEBRASGO Inovação em GO debate: precisão para quem?

16 out. de 2026