FEBRASGO destaca atuação do Dr. Antonio Braga em momento de transformações na medicina

Quarta, 25 Março 2026 15:41

A FEBRASGO destaca a atuação do Dr. Antonio Rodrigues Braga Neto, Vice-Presidente da Comissão Nacional Especializada em Doença Trofoblástica Gestacional (DTG), recentemente empossado presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ).

Em entrevista publicada pela Veja Rio, em 24/03, o Dr. Braga ressalta que a medicina vive um período de profundas transformações, marcado pela incorporação de novas tecnologias, pela expansão da formação médica e por mudanças na relação médico-paciente, reafirmando a necessidade de preservar os fundamentos éticos e humanísticos da profissão.

Sua trajetória, que alia produção científica, atuação acadêmica e liderança institucional, reforça o compromisso com a qualificação da assistência e com o fortalecimento da Ginecologia e Obstetrícia no Brasil.

Práticas conjuntas entre FEBRASGO e CREMERJ

Segundo o Dr. Braga, um dos principais pontos de convergência entre as entidades é o reconhecimento de que o médico especialista responsável pelo cuidado integral da saúde da mulher é o ginecologista e obstetra. “O CREMERJ, como autarquia federal responsável por zelar pelo cumprimento da ética médica, está ao lado da FEBRASGO e da AMB na valorização do título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia”, afirma.

Outro aspecto destacado por ele é o papel das sociedades de especialidade na educação médica continuada. No caso do Rio de Janeiro, essa função é exercida pela SGORJ (Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro), federada à FEBRASGO. Para o presidente do CREMERJ, cabe ao Conselho apoiar essas atividades, seja por meio de pareceres técnicos, seja pela promoção de debates em fóruns voltados à ética médica e à responsabilidade profissional.

“O CREMERJ está em absoluta consonância com a FEBRASGO na promoção das boas práticas, seja no uso adequado das terapias hormonais em Ginecologia, seja na qualificação da assistência ao parto. Nosso objetivo é fortalecer uma atuação ética dos profissionais, sempre pautada pelos mais altos padrões da evidência científica, que também são difundidos pela FEBRASGO entre seus associados”, explica o ginecologista da CNE de DTG.

Dr. Braga acrescenta que o CREMERJ tem grande expectativa de seguir contando com a parceria da FEBRASGO e da SGORJ para que as ações de educação médica continuada estejam sempre associadas à defesa profissional e à ética médica. Segundo ele, esses são elementos transversais e fundamentais para a qualificação do especialista e para a formação de ginecologistas e obstetras cada vez mais preparados para oferecer o melhor cuidado às mulheres brasileiras, em especial, às mulheres do Rio de Janeiro.

A FEBRASGO reconhece e valoriza a contribuição do Dr. Antônio Braga para o avanço da especialidade, especialmente na área de DTG, destacando seu papel na integração entre ciência, formação médica e responsabilidade institucional.

 

Entrevista para a Veja Rio

Abaixo estão alguns destaques da fala do Dr. Braga para a Veja Rio. Você pode conferir a entrevista completa clicando aqui.

  • A ética médica não é apenas um conjunto de normas, ela é o alicerce que sustenta a confiança da sociedade na medicina.
  • A tecnologia pode transformar profundamente a prática médica, mas a essência da medicina permanece a mesma há milênios: a confiança na relação médico-paciente.
  • Ampliar o acesso à formação médica é, em princípio, algo positivo. Mas formar médicos exige condições muito específicas, que vão muito além da abertura de novos cursos.
  • A medicina não se aprende apenas em sala de aula. Ela se constrói no contato com o paciente, na vivência clínica, na supervisão adequada. Quando esses elementos não estão presentes, o risco não é apenas acadêmico é assistencial.
  • A inteligência artificial, a análise de grandes volumes de dados, a medicina de precisão e a telemedicina estão transformando a forma como diagnosticamos e tratamos doenças. Essas ferramentas têm potencial enorme para melhorar a qualidade do cuidado.
  • Nenhum algoritmo substitui o olhar clínico, a escuta atenta e a responsabilidade moral que fazem parte da arte médica.
  • Não é possível exigir qualidade assistencial em ambientes que não garantem tempo adequado para o atendimento.
  • O estudante deve aprender a interpretar exames, mas também a compreender pessoas. Deve dominar protocolos, mas também reconhecer limites, incertezas e dilemas.

 


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