O sexo na gravidez e no pós-parto

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O sexo na gravidez e no pós-parto

13 set. de 2017

Muitas mulheres têm medo de que a relação sexual seja prejudicial se feita durante o período de gravidez. Na maioria das vezes, trata-se apenas de medo, embora existam alterações no organismo da mulher e também a liberação de hormônios que favorecem a diminuição do desejo sexual. Por isso, é importante que a gestante aproveite o momento das consultas de pré-natal para esclarecer essas dúvidas com seu médico.

Certamente, existem situações durante a gestação em que há contraindicação médica para a prática de relações sexuais, tais como o trabalho de parto prematuro, ruptura de membranas (quando rompe a bolsa), placenta baixa, ameaça de aborto, etc. Assim, as contraindicações são mais clínicas e estão associadas a alguma situação de risco da gravidez; não existem contraindicações relativas à idade gestacional, ou seja, ao tempo de gravidez. 

Com o avanço da gravidez, algumas preocupações deixam de existir, como por exemplo, risco de aborto, porém, o desconforto pode aumentar. A princípio, não há motivos para se proibir a relação sexual em uma gestação saudável. 

Contudo, a fim de diminuir esse desconforto que surge devido às alterações no corpo da mulher, existem algumas posições que são mais recomendadas, embora não haja uma regra, de modo que a mulher é quem deve buscar aquela que lhe seja mais confortável.

De maneira geral, no 1º trimestre (primeiros três meses), as posições permanecem inalteradas se comparadas às praticadas fora do período de gestação; no 2º trimestre (terceiro ao sexto mês), a posição em que a mulher fica por cima do parceiro pode permitir um maior conforto a ela e, por isso, poderia ser a mais indicada; por fim, no 3º e último trimestre, a posição de lado, com a mulher na frente e o homem por trás é mais vantajosa. 

No período do pós-parto, a mulher precisa se preparar física e emocionalmente para retomar sua vida sexual. A prolactina, que é o hormônio que passa a ocupar um grande espaço no corpo da mulher, em decorrência da amamentação, pode diminuir a libido. Além disso, a falta do estrogênio, que diminui nesse período, faz a vagina ficar menos lubrificada, fator que pode gerar dor ou ardência durante a penetração.

Dessa maneira, é importante a mulher conversar com o seu médico antes mesmo do parto, para poder se preparar para esse período, que pode ser mais, ou menos difícil, a depender de cada pessoa, já que há o cansaço das noites mal dormidas..

É um período que exige mais paciência, tanto da mulher como de seu companheiro, e conversar ajuda muito. O mais importante é que a mulher tenha consciência de que o que ela está sentindo vai passar, é apenas uma fase, e não é “coisa da cabeça dela”.

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