II Fórum FEBRASGO reforça importância da vacinação da mulher e amplia diálogo com Ministério da Saúde

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II Fórum FEBRASGO reforça importância da vacinação da mulher e amplia diálogo com Ministério da Saúde

18 ago. de 2026

A vacinação como estratégia de prevenção e promoção da saúde da mulher esteve no centro das discussões do II Fórum FEBRASGO – Vacinação da Mulher: Presente e Futuro, realizado no sábado (15 de agosto), na região central de São Paulo. O encontro reuniu especialistas da FEBRASGO, representantes do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e membros da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) para discutir o cenário atual das coberturas vacinais, os desafios para ampliar a adesão às vacinas e as principais recomendações para a proteção da mulher em diferentes fases da vida.

A programação abordou temas como vacinação na gestação, prevenção da doença pneumocócica, imunização de adultos e idosos, prevenção da Covid-19 e da influenza, herpes-zóster e vacinação contra o HPV, incluindo aspectos relacionados a mulheres com infecção atual ou prévia pelo vírus. Também foram discutidas estratégias para ampliar a vacinação de adolescentes e o papel das escolas na recuperação das coberturas vacinais.

Segundo a presidente da FEBRASGO, Dra. Maria Celeste Osorio Wender, “a vacina é uma arma poderosíssima para proteger vidas e promover saúde. O ginecologista e obstetra ainda é o grande clínico da mulher e, muitas vezes, é por meio desses profissionais que as mulheres recebem orientações e adquirem confiança para assumir a importância da vacinação”.

À frente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Vacinas da FEBRASGO, a Dra. Susana Cristina Aidé Viviani Fialho ressaltou a trajetória do grupo e a importância de fortalecer a atuação conjunta entre médicos, governo e demais setores envolvidos na imunização. “Temos a responsabilidade de oferecer aos nossos médicos informações científicas e de qualidade. Em um cenário marcado pela desinformação e pela hesitação vacinal, essa atuação é fundamental para a saúde materna e infantil.”

Para o Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, diretor científico da FEBRASGO, “a vacinação é uma das estratégias mais efetivas da medicina preventiva e ocupa um papel cada vez mais importante no cuidado integral da mulher”.

Ministério da Saúde destaca parceria com a FEBRASGO

A participação de representantes do Ministério da Saúde reforçou a importância da atuação conjunta com a FEBRASGO para ampliar a disseminação de informações e fortalecer as estratégias de vacinação.

A Dra. Ana Goretti Kalume Maranhão, do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e responsável técnica pela vacina HPV, destacou a importância da parceria com a FEBRASGO para ampliar a comunicação com os profissionais de saúde e fortalecer a proteção da população.

A Dra. Ana Karolina Marinho, consultora técnica do PNI, abordou o cenário atual das coberturas vacinais, com destaque para influenza, HPV, vírus sincicial respiratório na gestação e imunização de adolescentes. Já Jadher Percio, coordenador-geral de Farmacovigilância do Departamento do PNI, discutiu os desafios da hesitação vacinal e as estratégias para enfrentá-la, ressaltando a importância da confiança nas vacinas, da comunicação e do monitoramento da segurança dos imunizantes, além da colaboração com a FEBRASGO em ações e instâncias técnicas relacionadas à imunização e à farmacovigilância.

Durante os debates, foram apresentados dados que mostram uma queda das coberturas vacinais no Brasil ao longo da última década, agravada durante a pandemia de Covid-19, seguida de uma recuperação progressiva da maioria dos imunizantes a partir de 2023. A melhora é atribuída a estratégias do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como o aprimoramento dos registros e das informações, o microplanejamento e novas ações para ampliar o acesso à vacinação. Apesar do avanço, as coberturas de vacinas como tríplice viral, HPV e influenza ainda demandam atenção.

Os dados também reforçaram a importância da vacinação nas escolas, especialmente entre adolescentes. As aplicações aumentam durante o período letivo e diminuem nas férias, com nova elevação a partir de março e abril de 2026, após a retomada das atividades escolares. Outro ponto destacado foi a necessidade de manter o esquema completo da tríplice viral, com pelo menos duas doses ao longo da vida, especialmente diante da circulação do sarampo e da necessidade de preservar os avanços obtidos pelo Brasil no controle da doença.

Influenza entre gestantes: cobertura chega a 67,96% em dados preliminares de 2026

Um dos dados apresentados durante o Fórum chamou atenção para a vacinação contra a influenza entre gestantes. Dados preliminares extraídos em 14 de agosto de 2026 do sistema do Ministério da Saúde apontam 1.082.835 doses aplicadas entre 1.593.335 gestantes integrantes do grupo prioritário, o que corresponde a uma cobertura de 67,96%.

Os números ainda estão sujeitos a alterações, uma vez que o ano de 2026 não foi concluído e os dados são preliminares. O indicador, no entanto, reforça a necessidade de ampliar a vacinação durante a gestação, especialmente diante da importância da imunização para a proteção da mãe e do bebê.

A apresentação também mostrou que, em 2025, as coberturas da vacina influenza permaneceram abaixo do esperado, com índices que chegaram a aproximadamente 55% a 58%, dependendo da região. A vacinação contra a influenza ocorre durante todo o ano, embora as campanhas tenham períodos específicos de maior intensificação de acordo com as características epidemiológicas de cada região do país.

HPV e vacinação de adolescentes

A vacinação contra o HPV foi outro destaque do Fórum. A discussão envolveu a situação atual da população-alvo do PNI e as estratégias para ampliar a adesão, especialmente entre adolescentes. A estratégia de vacinação nas escolas foi apontada como uma ferramenta relevante para alcançar esse público e contribuir para a recuperação das coberturas vacinais.

A programação também abordou a vacinação contra o HPV em mulheres com infecção atual ou prévia pelo vírus, tema de particular relevância para a atuação dos ginecologistas e obstetras.

Ao reunir especialistas da FEBRASGO e integrantes do Ministério da Saúde, o II Fórum reforçou que a vacinação deve fazer parte do cuidado integral da mulher em todas as fases da vida, da adolescência à gestação, vida adulta e envelhecimento.

Além da atualização científica, o encontro destacou a necessidade de combater a desinformação e fortalecer a comunicação entre profissionais de saúde, governo e sociedade. Para a FEBRASGO, a disseminação de informações baseadas em evidências é uma ferramenta essencial para ampliar a confiança nas vacinas e contribuir para a prevenção de doenças.

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