Orientações médicas são fundamentais na amamentação para uma adaptação confortável entre mãe e bebê

Segunda, 20 Maio 2024 10:13

 Leite materno é rico em anticorpos e fatores de defesa

 

Para incentivar a doação de leite humano e fomentar discussões sobre a relevância do aleitamento materno e da doação de leite no Brasil, foi celebrado no dia 19 de maio, o Dia Mundial da Doação de Leite Humano. O aleitamento materno traz consigo uma série de benefícios, uma vez que o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o bebê até os seis meses de idade, proporcionando proteção contra diversas doenças.

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda que seja oferecido de forma exclusiva até os 6 meses de vida e mantido durante a introdução alimentar até os 2 anos de idade ou mais. A Dra. Mônica Fairbanks, membro da Comissão de Aleitamento Materno da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)  destaca que o leite materno é um alimento completo e ideal para os recém-nascidos e ressalta que os benefícios para os bebês vão além da nutrição, pois o alimento é rico em anticorpos e fatores de defesa. Sua composição é altamente complexa e varia de acordo com a fase de vida do bebê, atendendo às necessidades específicas do lactante em cada etapa.

 

A especialista explica que nos primeiros dias de vida o colostro é mais rico em proteínas e contém menos lactose e gorduras. Nessa fase, há uma concentração elevada de imunoglobulinas, proporcionando à criança proteção crucial nos estágios iniciais da vida, incluindo defesa contra microorganismos presentes no canal de parto. A composição do leite materno gradualmente se modifica e fornece para cada fase de crescimento do bebê o teor adequado de proteínas, carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas. (exceto vitamina K, que por isso é administrada ao recém-nascido logo ao nascimento). “Desde que a mãe tenha uma dieta adequada o leite materno atende todas as necessidades de cada criança, promovendo uma saúde ótima e reduzindo o risco de doenças infecciosas, especialmente diarreias e infecções respiratórias, contribuindo assim para a diminuição da mortalidade infantil”, afirmou a médica.

 

A amamentação previne doenças futuras, promovendo um maior desenvolvimento, além de reduzir o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Ter contato pele a pele com o bebê durante toda a primeira hora de vida tem a contração uterina após o parto mais eficaz e menor sangramento pós parto, além de melhor estabelecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho, acalmando e reduzindo a ansiedade de ambos. Além disso, a lactação promove o completo desenvolvimento mamário e reduz risco de câncer de mama.

A especialista da FEBRASGO explica que as mães que amamentam têm uma maior chance de perder peso mais rapidamente após o parto, maior facilidade de espaçamento entre as gestações e retorno mais tardio aos ciclos menstruais. Acrescenta ainda que crianças amamentadas desenvolvem melhor a cognição em comparação com aquelas que não são amamentadas, conforme indicado por diversos estudos. Não menos importante, o aleitamento materno é uma forma mais prática, natural e econômica de alimentação infantil. Além de economizar com insumos como mamadeiras, fórmulas lácteas e esterilizadores, há uma redução nos gastos hospitalares devido a internações e uma menor taxa de ausência das mães do trabalho.

 

Alimentação durante amamentação

 

 

“Quando estiver amamentando, é recomendado evitar bebidas alcoólicas e alimentos com cafeína. Além disso, alimentos doces, gordurosos e muito salgados devem ser consumidos com moderação, assim como alimentos que possam estimular a formação de gases, causando maior distensão abdominal e cólicas, tais como couve, brócolis, cebola, alho, oleaginosas e leguminosas. É importante observar a reação e o comportamento do bebê após a ingestão desses alimentos”, pontuou a Dra. Monica.

 

 


Mais conteúdos

Pressão alta pode comprometer contracepção, gravidez e menopausa, alerta especialista da FEBRASGO

Pressão alta pode comprometer contracepção, gravidez e menopausa, alerta especialista da FEBRASGO

Hipertensão, muitas vezes silenciosa, aumenta risco de pré-eclâ...
FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

FEBRASGO integra elaboração da 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade

A recém-lançada 1ª Diretriz de Câncer e Obesidade ...
Menopausa: série do SP1 explica impactos à saúde da mulher

Menopausa: série do SP1 explica impactos à saúde da mulher

Na última segunda-feira, 13 de abril, o telejornal SP1 passou a ...
Nova lei reforça medidas de proteção para mulheres em situação de violência doméstica

Nova lei reforça medidas de proteção para mulheres em situação de violência doméstica

Entrou em vigor no dia 10/04 a Lei 15.383/2026, que amplia a ...
-->

© Copyright 2026 - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Todos os direitos são reservados.

Políticas de Privacidade e Termos De Uso.

Aceitar e continuar no site