Ginecologistas e Obstetras têm papel fundamental na identificação da violência contra a mulher, diz Diretora da FEBRASGO

Compartilhe a publicação
Ginecologistas e Obstetras têm papel fundamental na identificação da violência contra a mulher, diz Diretora da FEBRASGO

03 ago. de 2023

O Brasil é um dos países com maior número de feminicídios e a atuação dos profissionais da saúde pode auxiliar no combate desse problema

 

A violência contra a mulher é um grave problema que persiste tanto no Brasil quanto no mundo, e se manifesta de diversas formas, desde assédio moral até homicídio. Diante desta preocupante realidade, os profissionais da saúde têm um papel fundamental na identificação e combate à violência contra a mulher. Em especial, os ginecologistas e obstetras, como médicos da mulher, devem ser capacitados para atuar de forma adequada e efetiva.

 

De acordo com a médica e Diretora de Valorização e Defesa Profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Maria Celeste Osório Wender, conhecer mais profundamente os mecanismos e formas de violência contra a mulher é o primeiro passo para uma atuação responsável. “Nós devemos agir e amparar essas mulheres na identificação dessa violência e na capacitação para as tomadas de decisões”, ressalta a especialista da Federação. A capacitação e o conhecimento permitem que o médico atue desde a escuta adequada até o encaminhamento inter setorial das vítimas.

 

O Brasil teve mais de 31 mil denúncias de violência doméstica ou familiar contra as mulheres até julho de 2022, e estudos apontam que mulheres em situação de violência procuram ajuda de profissionais de saúde 35 vezes mais do que apresentam queixas à Secretaria de Segurança Pública. Por isso, é essencial que os ginecologistas e obstetras estejam preparados para acolher e apoiar essas mulheres, garantindo a devida notificação dos casos e encaminhamento para serviços adequados.

 

De acordo com um levantamento do Fórum de Segurança Pública, no primeiro semestre de 2022, 699 mulheres foram vítimas de feminicídio no país. O Brasil está entre os países com maior número de feminicídios no mundo, demonstrando a urgência de discutir e desconstruir os discursos que sustentam essa prática violenta.

 

A Lei Maria da Penha, que enumera os principais tipos de violência contra as mulheres, deve ser amplamente conhecida e aplicada na prática médica, incluindo violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

 

“A atenção às vítimas de violência não se restringe apenas àquelas com marcas visíveis no corpo, muitas vezes, as queixas podem estar disfarçadas em sintomas variados, como ansiedade, dor crônica sem explicação, infecções sexualmente transmissíveis e outros sinais relacionados à saúde reprodutiva, o ginecologista e obstetra desempenha um papel crucial ao identificar e acolher essas pacientes”, conclui a Diretora da  FEBRASGO.

 

Veja mais conteúdos

TSH acima de 2,5 na gravidez nem sempre significa doença da tireoide, alerta nova diretriz

05 out. de 2026

Manifesto da AMB por uma Medicina de Qualidade e uma Saúde Melhor para o Brasil

02 out. de 2026

Osteoporose antes da menopausa pode sinalizar outras doenças

02 out. de 2026

IMSRIO2026: FEBRASGO promove Simpósio sobre terapia hormonal e saúde cardiovascular

02 out. de 2026

Carta do Rio de Janeiro: Posicionamento das sociedades médicas sobre implantes hormonais manipulados

01 out. de 2026

Outubro Rosa: o que muda na saúde sexual da mulher após o câncer de mama

01 out. de 2026

Especialista da FEBRASGO alerta: Fitoterápicos para fogachos têm evidências limitadas e não devem substituir tratamentos comprovados

30 set. de 2026

IMSRIO2026 – Presidente da FEBRASGO debate a saúde cardiovascular da mulher na menopausa e a THM

30 set. de 2026

Antes do primeiro choro: nascimento seguro começa muito antes da sala de parto

25 set. de 2026

Hormônio vilão? Por que tantas mulheres ainda têm medo dos contraceptivos hormonais?

25 set. de 2026

Menstruação, anticoncepcional e vida sexual: ginecologista esclarece seis dúvidas das adolescentes

21 set. de 2026

ANS amplia cobertura da mamografia digital nos planos de saúde; entenda o que muda para as mulheres

21 set. de 2026