Junho Vermelho: saiba quais são os requisitos para que mulheres doem sangue

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Junho Vermelho: saiba quais são os requisitos para que mulheres doem sangue

05 jun. de 2023

Segundo dados do Ministério da Saúde, 14 em cada mil habitantes são doadores de sangue regulares no Brasil. Um ato tão simples pode salvar até quatro vidas, porém, devido a desinformação e fake news sobre assunto, muitas pessoas têm receio de doar sangue e isso acaba prejudicando o nível dos estoques dos bancos de sangue em todo o país.

 

Para doar sangue, tanto mulheres quanto homens devem seguir alguns requisitos básicos, porém algumas características fisiológicas das mulheres podem interferir no ato da doação. Entre os requisitos básicos para ambos os gêneros estão:

 

  • Ter entre 16 e 69 anos;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Para uma primeira doação, são aceitas pessoas com, no máximo, 60 anos de idade;
  • Ter dormido ao menos 6 horas na noite anterior a doação;
  • Homens podem realizar até quatro doações no ano, com um intervalo de dois meses entre as doações;
  • Já as mulheres podem realizar até três doações no ano, com um intervalo de três meses entre as doações.

 

Abaixo algumas situações temporárias que impedem a mulher de doar sangue:

 

  • Uso de Medicamentos

 

Cada medicamento é avaliado individualmente e em conjunto e sempre que apresentar alguma correlação com a doação de sangue, será registrado na ficha de triagem.

 

  • Os níveis de hematócrito/hemoglobina

 

Os valores mínimos aceitáveis do nível de hemoglobina/hematócrito são: Hb =12,5g/dL ou Ht =38% para as mulheres. A candidata que apresentar níveis de Hb igual ou maior que 18,0g/dL ou Ht igual ou maior que 54% será impedida de doar e encaminhada para investigação clínica.

 

  • Gravidez e Amamentação

 

As gestantes, mães que amamentam ou que tiveram bebê há menos de um ano não devem doar. O Ministério da Saúde proíbe a doação de sangue de gestantes e lactantes. Ao longo da gestação, o corpo apresenta um volume de 30% a 50% a mais de sangue. Não é recomendado, no entanto, que a grávida doe sangue, já que se trata de um período de vulnerabilidade, em que o organismo está concentrado no desenvolvimento do bebê.

 

“Durante o segundo mês de gravidez, as mulheres iniciam uma hemodiluição, o que significa que elas começam a ter aumento na produção de células vermelhas e desenvolvem um crescimento maior de plasma, sendo assim, elas tendem a desenvolver um quadro chamado de anemia fisiológica da gravidez”, explica o ginecologista Belmiro Gonçalves, membro da Comissão de Hiperglicemia e Gestação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

 

“Por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS), orienta que os médicos façam reposição de sulfato ferroso,  já que gestantes costumam ter uma maior formação de células hematológicas. No pós-parto e durante o período de amamentação também há uma redução do ferro endógeno, fazendo com que a paciente consuma mais ferro, sendo esse também um momento não ideal para a doação”, completa o especialista.

 

  • Procedimentos e tratamentos de saúde

 

Alguns tipos de tratamentos, tatuagens, micro pigmentação, cirurgia, vacinas como a de Hepatite após 11 anos de idade, entre outros, também são motivos impeditivos à doação.

 

 #JunhoVermelho

 

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