Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Há instrumentos e informação para evitar todas as mortes por hipertensão gestacional, alerta médica da Febrasgo

Compartilhe a publicação
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Há instrumentos e informação para evitar todas as mortes por hipertensão gestacional, alerta médica da Febrasgo

20 abr. de 2022

Há instrumentos e informação para evitar todas as mortes por hipertensão gestacional, alerta médica da Febrasgo

No próximo 26 de abril é lembrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Os dados mais atualizados do Ministério da Saúde, de 2019, apontam a hipertensão gestacional como uma das três maiores causas de morte de mulheres grávidas no Brasil, ao lado de hemorragia pós-parto e infecção puerperal. A presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Rosiane Mattar, afirma que óbitos maternos decorrentes destes quadros podem ser evitados em sua totalidade.

 

Isso porque decisões tomadas na atenção primária, afirma Rosiane, com providências de urgência quando de uma predisposição à hipertensão gestacional evitam agravamento de casos que resultam em óbitos. “É no acompanhamento pré-natal que se identifica o momento adequado para que uma paciente gestante, com sinais ou predisposição à hipertensão gestacional, seja devidamente medicada e acompanhada”, ressalta.

 

A FEBRASGO, com o compromisso de garantir assistência à mulher, busca através de capacitações contínuas, publicações atualizadas, cursos de emergência orientar médicos – que podem multiplicar conhecimento quanto à medicação, uso do sulfato de magnésio,  corretos e antecipação de parto às equipes multidisciplinares. “Atualmente também existem caixas de assistência nas secretarias de Saúde da maioria dos estados e municípios, que garantem acesso imediato a tratamentos para evitar mortes por hipertensão e outras comorbidades características da gestação”, lembra a especialista.

 

“Infelizmente, a pandemia da COVID-19 impulsionou o número de mortes por causas evitáveis no Brasil, muito por conta do receio de contaminações que, por sua vez, aumentou o número de adiamentos de consultas e eventual redução de atendimentos ambulatoriais para acompanhamento de comorbidades, entre outros fatores”, explica Rosiane ao finalizar enfatizando que diagnóstico e tratamento precoces evitam, além de mortes, outros problemas decorrentes da hipertensão gestacional, entre eles, os neurológicos, cardíacos ou renais no futuro dessas pacientes.

Veja mais conteúdos

TSH acima de 2,5 na gravidez nem sempre significa doença da tireoide, alerta nova diretriz

05 out. de 2026

Manifesto da AMB por uma Medicina de Qualidade e uma Saúde Melhor para o Brasil

02 out. de 2026

Osteoporose antes da menopausa pode sinalizar outras doenças

02 out. de 2026

IMSRIO2026: FEBRASGO promove Simpósio sobre terapia hormonal e saúde cardiovascular

02 out. de 2026

Carta do Rio de Janeiro: Posicionamento das sociedades médicas sobre implantes hormonais manipulados

01 out. de 2026

Outubro Rosa: o que muda na saúde sexual da mulher após o câncer de mama

01 out. de 2026

Especialista da FEBRASGO alerta: Fitoterápicos para fogachos têm evidências limitadas e não devem substituir tratamentos comprovados

30 set. de 2026

IMSRIO2026 – Presidente da FEBRASGO debate a saúde cardiovascular da mulher na menopausa e a THM

30 set. de 2026

Antes do primeiro choro: nascimento seguro começa muito antes da sala de parto

25 set. de 2026

Hormônio vilão? Por que tantas mulheres ainda têm medo dos contraceptivos hormonais?

25 set. de 2026

Menstruação, anticoncepcional e vida sexual: ginecologista esclarece seis dúvidas das adolescentes

21 set. de 2026

ANS amplia cobertura da mamografia digital nos planos de saúde; entenda o que muda para as mulheres

21 set. de 2026