Nota Febrasgo

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Nota Febrasgo

11 out. de 2017

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, FEBRASGO,  através de suas Comissões Especializadas  de Mastologia e de Mamografia, esclarece, após algumas matérias que saíram na imprensa sobre o papel da mamografia no rastreamento do câncer de mama, que apesar de o exame não ser perfeito, por não conseguir ver alguns tipos de câncer de mama e acusar falsamente a presença do mesmo em pacientes sadias, ele ainda é o melhor método para detectar o câncer que ainda não é perceptível pelo auto-exame.

É comprovado que a realização do exame em mulheres que não apresentam nenhum sintoma, tem uma chance  30% menor de morrer de câncer de mama, enquanto as que não fazem e esse valor é ainda maior quando se trata de mulheres que tem mais de 50 anos, é um pouco menor quando apresentam entre 40 a 50 anos. Importante salientar que antes dos 40 anos não há benefícios em fazer mamografias e também que o rastreamento mamográfico já não traz grandes benefícios após cerca de 75 anos.

A quantidade de radiação que a mulher é exposta ao realizar a mamografia é extremamente baixa e segura. Não há comprovação de que essa exposição aumente a taxa de câncer de mama ou em algum órgão mais próximo e para situações específicas, outros exames podem ser tão importantes quanto, quando indicadas por um médico assistente como a ultrassonografia e a ressonância magnética.

O número de mulheres que são salvas por conta da mamografia ainda é baixo, já que o ideal seria que nenhuma mulher morresse por conta do câncer de mama, mas a FEBRASGO afirma que esse número, mesmo baixo, é o melhor que se pode apresentar atualmente.

As publicações apresentadas pela imprensa, que contrariam os fatos ditos a cima, foram baseadas em dados colhidos sem a conferência das informações.

Referências:

  1. Kopans D. Arguments Against Mammography Screen continue to be Based on Faulty Science. The Oncologist2014;19:107–12.
  2. Zackrisson S, et al. Rate of over-diagnosis of breast cancer 15 years after end of Malmö mammographic screening trial: follow-up study. BMJ 2006; 332 (7543): 689-92.
  3. Camargo Jr HSA. Canadian National Breast Screening Study: o debate. Rev Bras Mastologia. 2015;25(2):68-Rev Bras Mastologia. 2015;25(2):68-7171

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