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FEBRASGO realiza workshop gratuito no RJ sobre a realidade brasileira na condução do tratamento de Mioma Uterino


De acordo com levantamento da FEBRASGO, o mioma (tumor uterino benigno) atinge cerca de 50% das mulheres ao longo da fase reprodutiva


Na próxima quinta-feira, 20, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) promove, no Rio de Janeiro, um workshop gratuito, sobre o tema “Mioma uterino: O que devemos levar em consideração para as tomadas de decisões”. O evento, que tem o apoio da Astrazeneca, será direcionado a mais de cem convidados e pretende promover um debate sobre a realidade brasileira da doença por meio de uma iniciativa de educação médica continuada, com temas pertinentes à ginecologia e obstetrícia, e baseada em casos clínicos, além de tratamentos medicamentosos, PBM (Patient blood management) e Leiomiomatose no Brasil e o Impacto Farmacoeconômico.


O presidente da FEBRASGO, Dr. Agnaldo Lopes, estará presente como moderador e ministrando a primeira aula com o tema “Sangramento uterino anormal: importância do PBM na abordagem terapêutica”, falando sobre a relevância da adoção do PBM, que constitui um programa de gerenciamento de sangue baseado em três pilares: investigação e tratamento da anemia pré-operatória, diminuição da perda sanguínea intraoperatória e o uso racional e medidas para evitar e as transfusões de doadores externos. “Essa abordagem é caracterizada por ser multimodal e multidisciplinar, respaldada por evidências científicas. Seguir os pilares do PBM constitui ter uma meta quando lidamos com mulheres com miomas uterinos, especialmente no caso de candidatas com a indicação de tratamento cirúrgico. O PBM é uma alternativa terapêutica para o tratamento de miomas uterinos, oferecendo opções além da transfusão de sangue", explica o especialista.


De acordo com levantamento da FEBRASGO, o mioma (tumor uterino benigno) atinge cerca de 50% das mulheres ao longo da fase reprodutiva. Os sintomas são dor pélvica, sangramento uterino anormal e, em alguns casos, a infertilidade.


Para o ginecologista e Diretor Administrativo da FEBRASGO, Dr. Sérgio Podgaec, que apresentará a palestra “Paciente com mioma uterino e desejo reprodutivo”, existem outros métodos de tratamentos menos invasivos, especialmente para mulheres que tenham o desejo de engravidar. “A discussão sobre esse tema é muito importante porque, hoje, existem outras alternativas de tratamentos clínicos hormonais, e até eventualmente cirurgias que mantenham a capacidade da paciente de engravidar”, revela.


“Meu objetivo, neste aspecto, é justamente levantar o tópico levando em conta as pacientes diagnosticadas com mioma, que ainda tenham vontade de se tornarem mães, e quais são as possibilidades para que esse desejo tenha sucesso”, completa o especialista.


Outro tópico importante apresentado será a palestra “Leiomiomatose no Brasil e o Impacto Farmacoeconômico”, ministrada pelo vice-presidente da FEBRASGO da Região Sul, Dr. Jan Pawel. Para ele, o evento traz um importante debate para além do atendimento clínico, mas também o entendimento de que a conduta clínica tem um impacto importante na utilização dos recursos disponíveis para o tratamento.


“A gente tem que começar a pensar também em farmacoeconomia. O que é mais econômico para o sistema, para que tenhamos recursos para a aplicação em outras áreas de Saúde, que também precisam desse investimento”, releva. “Nós vamos falar sobre o que há de mais moderno, qual é a melhor conduta, o estado da arte em trabalhar com miomatose, a jornada da paciente, o que acontece na vida real dela, e como podemos minimizar os danos de uma conduta mal aplicada, além de otimizar recursos que possam ser direcionados em mais áreas”, explica Pawel.


Os debates apresentados durante o evento reforçam a importância da educação médica continuada e da construção de um diálogo amplo entre especialistas e sociedade para que o serviço de saúde à mulher no Brasil alcance o patamar de eficiência desejado. O Workshop acontecerá no Windsor Barra Hotel, e será finalizado com um jantar de confraternização entre os participantes. Além do evento presencial, a Astrazeneca realizará a transmissão ao vivo das aulas para especialistas convidados em 6 praças diferentes, ampliando assim o alcance da discussão e levando para outras regiões do país informação científica de qualidade.

Publicação científica da FEBRASGO, RBGO se torna a primeira revista de GO a ter fator de impacto na América Latina



Aos 45 anos, a RBGO conquistou fator de impacto 1.2 reconhecido pela Clarivate Analytics, mantenedora do site
Web of Science, como resultado de internacionalização iniciada há quase uma década

 

A Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), publicação científica da FEBRASGO, que existe há 45 anos e há oito é editada em inglês, entrou recentemente para o hall de revistas de GO a ter fator de impacto (1.2), reconhecido pela Clarivate Analytics, mantenedora do site Web of Science. O feito histórico representa a possibilidade de um maior número de profissionais de GO de todo o mundo serem impactados por conteúdos da revista, uma vez que o parâmetro representa justamente a somatória de citações que uma publicação recebe em artigos científicos diversos, dividindo este número pela quantidade de artigos científicos publicados nos dois anos anteriores.

 

Editor-chefe da RBGO há mais de dez anos, Dr. Marcos Felipe celebra a conquista em tom de agradecimento à FEBRASGO. O responsável cita nominalmente os Drs. Cesar Fernandes, atualmente Diretor Científico e ex-presidente da Federação; e Agnaldo Lopes, atual presidente da FEBRASGO, como grandes impulsionadores contemporâneos do crescimento da RBGO. “Quero agradecer também ao time de 38 editores associados da publicação, uma vez que sem o empenho deles seria impossível atingirmos tamanho sucesso”, celebra.

 

O Dr. Marcos ainda reforça a importância deste feito é tamanha, pois significa que a revista está sendo consumida, lida e citada em artigos científicos mundo afora e que o papel da FEBRASGO, como sociedade de especialidade preocupada com a formação de profissionais. “A atuação da FEBRASGO neste cenário é determinante, pois entendeu que o investimento em uma publicação científica era importante e possibilitou que a equipe editorial trabalhasse para que saíssemos de uma publicação sem fator de impacto e chegássemos a este inédito resultado”.

 

Agnaldo Lopes, por sua vez, exalta que se a RBGO já era reconhecida até então pelo brilhante trabalho feito pelo Dr. Marcos Felipe nos últimos anos, agora ela é oficialmente a primeira revista latinoamericana de Ginecologia e Obstetrícia a ter fator de impacto. “É certo que termos um fator de impacto impulsiona a visibilidade da nossa publicação e, assim, passaremos a receber ainda mais artigos dos Estados Unidos, Europa e outros, ou seja, da ciência de modo global”, completa ao exaltar a importância do intercâmbio de informação entre profissionais de diferentes regiões do mundo.

 

Já o Diretor Científico da FEBRASGO, Dr. Cesar Fernandes, exalta esse marco como extraordinário, uma vez que a publicação está sendo editada em inglês há quase uma década, justamente com o objetivo de internacionalização. “Ao expandir seu impacto para a comunidade internacional, fomentamos que a publicação passe a figurar em periódicos de renome mundial, conquistando algo que era um sonho [o fator de impacto]”, comenta.

 

Dr. Cesar Fernandes lembra ainda que a RBGO disponibiliza um espaço significativamente importante - o FEBRASGO Position Statement - para que as mais de 30 Comissões Nacionais Especializadas da FEBRASGO possam publicar posicionamentos oficiais. “Hoje nós temos uma revista extremamente bem editorada e, também por isso, agradeço nosso escritório editorial, que mantém a rigorosidade e qualidade de publicações”, finaliza.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre as recentes reportagens sobre médico que denunciou paciente por aborto, a FEBRASGO esclarece que guardar segredo sobre informação obtida durante exercício profissional é obrigação ética e legal.

 

A quebra de sigilo profissional é infração sujeita a processo disciplinar e ação judicial.

O papel da Medicina é cuidar, não julgar. A assistência prestada deve ser sempre pautada em princípios científicos, éticos e bioéticos.

 

Faz parte do compromisso da FEBRASGO o apoio à garantia dos direitos e do acesso à saúde reprodutiva das mulheres brasileiras.

 

Comissão Nacional Especializada de Violência Sexual e Interrupção Gestacional Prevista em Lei da FEBRASGO

FEBRASGO reforça a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente para garantir o acesso à saúde desse público

Para a Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Federação, o ECA é um dos documentos mais importantes que se tem para a proteção de crianças e adolescentes

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma legislação que assegura os direitos fundamentais de crianças e adolescentes no Brasil, incluindo o acesso à saúde. O Estatuto regulamenta o artigo 227 da Constituição Federal de 1988, e desde sua promulgação, em 1990, o ECA tem sido uma ferramenta essencial para proteger e promover o bem-estar dos jovens em todo o país. Médica da FEBRASGO e membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Federação, a Dra. Cláudia Barbosa Salomão* classifica o ECA como um dos documentos mais importantes que se tem em relação à proteção das crianças e dos adolescentes, especialmente para a garantia do acesso à saúde.

“O ECA reconhece que todas as crianças e adolescentes têm direito à vida e à saúde, garantindo-lhes o acesso a serviços de saúde, alimentação adequada, saneamento básico e assistência médica preventiva e curativa. Essa legislação ressalta a importância de priorizar o atendimento de saúde para esse grupo, visando proteger e promover seu desenvolvimento saudável”, explica a especialista.

A FEBRASGO atua em prol do acesso aos serviços de saúde de crianças e adolescentes e contemplou esse atendimento à infância e adolescência dentro da Ginecologia e Obstetrícia através da sua Comissão Nacional Especializada em Ginecologia da Infância e da Adolescência. Em 2021, lançou diversas EPAs, que são definidas como unidades da prática profissional que podem ser totalmente confiabilizadas a um aprendiz (médico-residente) quando o mesmo demonstra as competências necessárias para executá-las de maneira independente e sem supervisão. Entre elas estão as matrizes de competências sugeridas pela FEBRASGO de promoção de assistência à saúde ginecológica infanto-puberal.

Para a Dra. Cláudia, essas diretrizes auxiliam no preenchimento da lacuna que se tem atualmente no atendimento desse público, focando na capacitação e educação continuada de médicos para assim prepará-los para um atendimento especializado de crianças e adolescentes. “Um dos principais avanços proporcionados pelo ECA é o acesso universal aos serviços de saúde, e a FEBRASGO atua em prol dessa causa. De acordo com a legislação, todos os jovens têm direito a serviços de saúde de qualidade, independentemente de sua situação econômica, raça, gênero ou local de residência. Essa disposição garante que crianças e adolescentes tenham acesso aos cuidados médicos necessários, incluindo atendimento de urgência e emergência”, reforça a médica. 

Além disso, o ECA estabelece que os serviços de saúde devem fornecer orientação e aconselhamento aos pais ou responsáveis sobre a importância dos cuidados com a saúde e do acompanhamento regular do desenvolvimento dos jovens. O ECA prevê também aplicação de medidas protetivas quando há risco à saúde física ou psicológica de crianças e adolescentes, garantindo tratamento médico adequado, incluindo encaminhamento para serviços especializados ou internação hospitalar, se necessário. Essas medidas visam garantir a proteção e o bem-estar dos jovens em situações de vulnerabilidade.

Fonte: *Dra. Cláudia Barbosa Salomão: Coordenadora do Serviço de Ginecologia da Infância e Adolescência da Residência da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte e do Hospital Infantil São Camilo Unimed (BH); Presidente do Comitê de Ginecologia Infanto Puberal da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais; Presidente do Departamento de Ginecologia da Infância e Adolescência da Sociedade Mineira de Pediatria; Vice-presidente Sudeste da Sociedade Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da Infância e da Adolescência; Membro da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da FEBRASGO; Fellowship pela Federação Internacional de Ginecologia Pediátrica e da Adolescência.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE PARTO AUTOASSISTIDO

Sobre a recente reportagem do jornal O Globo, a FEBRASGO esclarece ser completamente contrária a qualquer tipo de parto desassistido.

 

Entende-se que o parto deva ocorrer em ambiente hospitalar e devidamente acompanhado e conduzido por uma equipe multidisciplinar especializada, o que reduz riscos de mortalidade materna e do bebê. O mesmo cenário não é garantido com a condução de um parto não-assistido.

 

Sobre o local de assistência ao parto, a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal (2022), do Ministério da Saúde, informa:

 

  • Gestantes de risco habitual devem ser informadas que o planejamento do parto no domicílio não é recomendado, tendo em vista o maior risco de mortalidade perinatal.
  • Gestantes de risco habitual que optarem pelo parto em Centro de Parto Normal (extra, peri ou intra-hospitalar), se disponível na sua área de abrangência ou próximos dessa, devem ser apoiadas em sua decisão.
  • O local do parto deve dispor de condições para atendimento imediato de intercorrências e complicações do parto, estando inserido em sistema de transferência eficaz, rápido e seguro para os casos de necessidade de intervenções cirúrgicas ou cuidados intensivos, para a mãe ou para o recém-nascido.

 

Confira o documento na íntegra: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/diretriz_assistencia_parto_normal.pdf

Workshop Mioma Uterino

Baseado em casos clínicos

Mioma uterino: O que devemos levar em consideração para as tomadas de decisões

O Workshop Febrasgo é uma iniciativa de educação médica continuada, com temas pertinentes à ginecologia e obstetrícia, e baseada em casos clínicos.

Um evento presencial e gratuito para 100 convidados, com intuito de discutir o tema Mioma Uterino na realidade do Brasil.

Dr. Agnaldo Lopes

Aula 01

Sangramento uterino anormal: importância do PBM (Patient blood management) na abordagem terapêutica

Dr. Sérgio Podgaec

Aula 02

Paciente com mioma uterino e desejo reprodutivo

Dr. Jan Pawel

Aula 03

Leiomiomatose no Brasil e o Impacto Farmacoeconômico

Antes de confirmar sua participação, certifique-se de estar na cidade do Rio de Janeiro na data do evento (20/07/2023).  

Vagas limitadas.




Data: 20 de julho de 2023
Horário: 19h às 23h (aulas com jantar)
Local: Windsor Barra Hotel Av. Lúcio Costa, 2630 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Evento restrito a médicos prescritores.
Inscrições abertas conforme disponibilidade de vagas.

Apoio: Astrazeneca

Realização: Febrasgo

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