Dia Internacional da Mulher: a importância do ginecologista na atenção integral à saúde feminina, da infância ao pós menopausa

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Dia Internacional da Mulher: a importância do ginecologista na atenção integral à saúde feminina, da infância ao pós menopausa

07 mar. de 2025

Em 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher, uma data marcada pela reflexão sobre a importância do bem-estar feminino em diversas esferas, incluindo a saúde. Neste contexto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) destaca o importante papel do ginecologista em todas as fases da vida da mulher.

Desde a adolescência até a pós-menopausa, a mulher exige cuidados médicos contínuos e integrados para prevenir doenças ginecológicas e garantir uma vida mais saudável. Dentre os fatores críticos que demandam atenção médica estão as alterações no ciclo menstrual, sangramentos anormais, dor pélvica, nódulos mamários, infertilidade, além de sintomas relacionados à sexualidade e bem-estar emocional.

Infância e Adolescência: Começando o autocuidado cedo

A adolescência, período entre os 10 e 19 anos, é a fase inicial em que a saúde ginecológica da mulher deve ser acompanhada de perto. A primeira consulta ao ginecologista deveria ocorrer por volta dos 10 anos, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde.

A Dra. Rosana Maria dos Reis, presidente da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto-Puberal da FEBRASGO, explica que a adolescência é um momento muito interessante para que os médicos iniciem o acompanhamento, pois a paciente tende a se sentir mais à vontade e descontraída. “Essa confiança facilita a abordagem sobre temas delicados como sexualidade e prevenção de doenças”, diz a médica.

É importante que as jovens não esperem por problemas como menstruação irregular ou início das relações sexuais para buscar atendimento. O ginecologista é o profissional que pode orientá-las sobre os cuidados com a saúde menstrual, sexualidade, nutrição e atividade física.

Além disso, a especialista destaca ser essencial que as adolescentes aprendam sobre autocuidado, com foco em hábitos saudáveis como alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas, e cuidados com saúde mental e emocional. A prevenção de doenças, como as sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada, também faz parte da orientação dessa faixa etária.

Vida adulta: O olhar atento da ginecologia

A mulher entre 20 e 40 anos passa por várias mudanças, como o início da vida sexual, possíveis gravidezes e outras questões de saúde específicas. A ginecologista Andrea Prestes Nácul, membro da Comissão de Ginecologia Endócrina da FEBRASGO, destaca: “É fundamental que a mulher consulte o ginecologista pelo menos uma vez ao ano. Queixas como cólica menstrual intensa, sangramentos anormais e dor nas relações sexuais, por exemplo, não devem ser ignoradas”.

Esse período é um momento crucial para exames preventivos, como o Papanicolau, que ajuda a detectar precocemente o câncer de colo do útero. O acompanhamento médico também é importante para o planejamento familiar, orientação sobre contracepção, preservação da fertilidade no caso em que há uma necessidade de postergar a maternidade e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Menopausa: Saúde no climatério e pós-menopausa


A menopausa, que ocorre em média entre os 48 e 51 anos, marca o fim do período reprodutivo. O Dr. Jaime Kulak, membro da Comissão de Climatério da FEBRASGO, explica que já na transição menopausal, as mulheres apresentam alterações menstruais e sintomas como ondas de calor e insônia. “O climatério abrange toda a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. É um momento em que as mulheres necessitam de acompanhamento especializado para lidar com os sintomas e os riscos à saúde”, ressalta o médico.

A abordagem no climatério inclui orientações sobre alimentação, prática regular de exercícios e, quando indicado, terapia hormonal para controle dos sintomas. O tratamento deve ser individualizado, considerando as necessidades e riscos de cada mulher. O acompanhamento médico contínuo durante essa fase da vida é essencial para o controle da saúde óssea, cardiovascular e emocional.

“O cuidado médico da mulher deve ser integral e contínuo, considerando cada fase de sua vida. Da adolescência à menopausa, a atenção à saúde ginecológica não só previne doenças, mas também promove qualidade de vida. A conscientização sobre a importância do acompanhamento médico ao longo da vida é um passo fundamental para garantir o bem-estar das mulheres em todas as idades”, finaliza o Dr. Jaime.

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