FAQ FEBRASGO – COVID 19 – Perguntas e Respostas que o GO precisa saber
01 jun. de 2021
Todas as informações abaixo, estão sujeitas a alterações.
Data da última atualização 22/04/2020 – 15h30
Ginecologia Endócrina
1. Existe relação entre disfunções endócrinas femininas e maior risco de infecção por COVID-19? Algum cuidado específico?
Considerando a pandemia viral pelo COVID-19, com disseminação rápida e alteração dos hábitos em todo o mundo, gerando muitas dúvidas e incertezas, embora não sejam conhecidas relações diretas com disfunções endócrinas femininas, como Síndrome dos Ovários Policísticos, Anovulação Crônica, Hiperprolactinemia, Insuficiência Ovariana Prematura, a CNE em Ginecologia Endócrina da FEBRASGO orienta suas pacientes: O tratamento para sua disfunção endócrina deve ser mantido. Como os atendimentos ginecológicos de rotina estarão, muito provavelmente, postergados, mantenha seu tratamento e entre em contato com seu médico em situações em que haja urgência em mudança na conduta (se possível, minimize atendimentos presenciais e os faça preferencialmente por telefone ou e-mail). Em sua maioria, os distúrbios endócrinos do sistema reprodutor têm tratamento em longo prazo. Porém se você estava programando iniciar um tratamento especificamente para engravidar, a recomendação, no momento, é de que o tratamento deva ser postergado, também para as pessoas candidatas a tratamentos de reprodução assistida. É fortemente recomendado que não se iniciem ciclos de estimulação ovariana para inseminação, fertilização in vitro (FIV) ou preservação de óvulos, assim como ciclos para transferência de embriões congelados ou gestação com óvulo doado. Ainda, recomenda-se fortemente que não se procedam transferências embrionárias a fresco nos ciclos terapêuticos em andamento, sendo recomendado congelamento total de embriões. Se possível, postergue exames de rotina, para atender as recomendações de isolamento social. – Seriam razões para discussão, devendo ser decididos entre você e seu médico, apenas as situações em caráter de urgência.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Ginecologia Endócrina
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Trato Genital Inferior
1. O que fazer se o exame citológico (Papanicolaou) da minha paciente apresentar alterações ?
1-1. Resultado citológico ASCUS e lesão intraepitelial escamosa de baixo grau – nova avaliação pode ser adiada para 6 meses a 1 ano
1.2. Resultado citológico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau, ASC-H, AGC – comunicar o resultado e convocar a paciente para exames complementares até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses
1.3. Resultado histopatológico (biópsia) de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (NIC II/III) – postergar tratamento até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses.
1.3.1- Procedimento excisional, ambulatorial ou em centro cirúrgico pode ser postergados até que os atendimentos não emergenciais normalizem ou em 3 meses.
1.4. Resultado citológico de lesão de alto grau que não pode excluir invasão, AGC-favor, lesão glandular ou lesão invasiva – avaliar em 4 semanas
1.5. Resultado histopatológico de lesão de alto grau com suspeita de invasão, lesão glandular ou lesão invasiva – o tratamento pode ser postergado em até 4 semanas.
1.5.1- Se for realizar procedimento excisional nestes casos, postergar para 4 semanas.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada do Trato Genital inferior
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. Tomei a 1ª. ou 2ª. dose da vacina do HPV e necessito realizar a 2ª. ou 3ª. dose, o que fazer?
Aguardar o momento em que os órgãos de saúde oficiais liberarem as saídas do confinamento.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
3. Cisto da glândula de Bartholin, condiloma, vulvovaginite?
Se possível consulta por telemedicina, realizar abordagem sindrômica, e assim que houver liberação do confinamento pelos órgãos competentes, realizar consulta presencial.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
4. Paciente em pós-operatório?
Realizar a consulta, porém agendando para horário de menor fluxo de pessoas e pedindo que a locomoção seja feita em transporte não público.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
5. Paciente em sessão de aplicação de ATA ou podofilina no tratamento de condiloma?
Tentar prescrever medicação em que a paciente possa se tratar no domicílio, com orientação de como proceder frente a efeitos colaterais ou agravamento das lesões, postergando a consulta assim que houver liberação do confinamento pelos órgãos competentes. Estas recomendações não devem ser consideradas como diretrizes. Como os quadros epidêmicos podem varias, é possível mudanças deste documento a qualquer momento. Na avaliação de tais condutas deve ser individualizada para este momento de confinamento. Deve ser valorizado em cada caso: O Grau de compreensão da paciente, o nível de ansiedade da mesma, o risco de perda de seguimento visto que muitas vezes o nível sócio-econômico-cultural de nossas pacientes pode promover a não compreensão do caso e minimizar a importância do seguimento -tratamento após o confinamento.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Sexologia
1. Durante a crise da pandemia, especialmente no período da curva ascendente, onde todos (que podem), necessitam ficar em casa (isolamento social), devo evitar relações sexuais?
A maior liberdade sexual dos últimos tempos (11) associada ao acentuado aumento da mobilidade internacional das pessoas (12), teoricamente, têm contribuído para a mudança do comportamento das infecções virais. A medida em que o surto de SARS-CoV-2 progrediu, tornando-se uma pandemia, ficou clara a informação de que a disseminação de pessoa para pessoa se tornou o principal modo de transmissão (13), através de gotículas respiratórias ou ao tocar uma superfície infectada e depois tocar nos olhos, nariz ou boca. Dada a atual incerteza em relação aos mecanismos de transmissão, são recomendadas, rotineiramente, precauções para evitar o contágio (14).
Não existem evidencias científicas suficientes para recomendações especificas sobre o funcionamento sexual das pessoas. Porém, considerando que os critérios empregados para redução/achatamento da curva de infectados tais como: i) isolamento social, ii) afastamento de até 2 metros entre as pessoas, iii) higiene respiratória e das mãos e ainda, considerando a possibilidade de contaminação em período de incubação somada a sobrevivência do vírus, por horas, em diferentes superfícies, e a existência de grupos de maior risco de letalidade é de se esperar que haja restrição à atividade sexual.
A atividade sexual que envolve o contato físico íntimo, especialmente se um dos parceiros envolvidos esteve exposto (15), ou se encontra infectado (16), precisa ser restrita pelo período estipulado pelos protocolos vigentes que, no momento, é de 14 dias. Vale lembrar que a orofaringe é um sítio do COVID-19 (17) podendo, então, ser transmitido pelo beijo. A medida restritiva a atividade sexual vai ao encontro ao mesmo propósito do isolamento social, para atenuar a curva epidemiológica de infectados, com o intuito de evitar ao máximo a saturação dos serviços de saúde.
No que tange as consequências dessa restrição, devemos pensar que nesse momento é uma prioridade de saúde pública, que todos devem estar engajados nas medidas possíveis porque existem várias formas de contemplar a sexualidade de um casal, sem que esteja inserido o contato físico direto. O diálogo, o olhar, a escuta, jogos eróticos, ou mesmo atividades prazerosas em comum, durante o isolamento devem ser estimulados, uma vez que são estratégias utilizadas como técnica sexual para potencializar o desejo. Todas as formas de auto erotismo poderão ser mantidas, ou até contempladas, no sentido de amenizar as consequências de restrição preconizada acima.
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2. Quais as recomendações sobre a precauçāo de contato sexual durante a Pandemia COVID-19?
Apesar dos crescentes avanços científicos sobre a história natural da transmissāo do coronavírus COVID-19 pelas vias aéreas, além da identificaçāo de reservatórios no trato gastrointestinal, ainda nāo há evidências sobre a carga viral nas secreções do trato genital. Até o presente momento também nāo foi identificada excreçāo viral pelo leite materno ou contaminaçāo do liquido amniótico. (19). Dessa maneira a transmissāo pelo contato sexual, até o presente momento, é atribuída ao contato íntimo entre os parceiros. É importante lembrar da necessidade de prescrição de um método anticoncepcional seguro além do uso de preservativos. Faltam pesquisas específicas sobre esse tema. A dúvida da permanência do COVID19 no trato genital e a orientaçāo específica da duraçāo do afastamento sexual entre os parceiros das pessoas infectadas deverá ser respondida pela comunidade científica, bem como o tempo de eventual postergaçāo de planos de gestaçāo nessas pacientes, visando ao restabelecimento da saúde e bem-estar sexual na população.
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3. É possível ter sexo na pandemia de COVID-19?
É possível escolher práticas mais seguras. O melhor parceiro(a) é aquele com quem você possui vínculo afetivo ou que mora com você. Sempre é discutível optar pela interação sexual pois as pessoas podem ficar assintomáticas por 14 dias, ou seja, nesse período podem transmitir o COVID-19. Recomenda-se o banho antes e depois das práticas sexuais. Masturbação, carícias no corpo, masturbação a dois (hétero ou homo) e relação sexual pênis-vagina apresentam menos risco, com camisinha e sem beijos. Vale lembrar que o COVID-19 em pessoas infectadas foram encontrados na saliva e nas fezes. Mas não há evidencias sobre a presença do vírus no sêmen ou na secreção vaginal.
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4. O COVID-19 é transmitido pelo esperma?
Não existe na literatura nenhum relato de transmissão do COVID-19 pelo esperma.
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5. Como os profissionais de saúde estão lidando com seus aspectos emocionais em tempos do COVID-19?
Em resposta aos altos índices de Burnout entre médicos dos EUA( em tempos de rotina normal de trabalho) , a Academia Americana de Medicina publicou o relatório, no final de 2019: Agindo contra o esgotamento do clínico: uma abordagem sistêmica ao bem-estar profissional. Tal relatório propõe um ambiente de trabalho que promova o bem-estar profissional, aprimore o atendimento ao paciente, reduzindo assim o risco de esgotamento. Segundo este relatório, as organizações de assistência à saúde devem adotar modelos de sistema que ajustem as demandas e os recursos do trabalho a uma avaliação regular da exaustão do médico. As instituições acadêmicas devem criar ambientes de aprendizado envolvente, focando cenários da vida real do hospital e aplicando avaliação clínica que possa reduzir o risco de esgotamento dos alunos, associado ao estresse da incerteza clínica. Além disso, os estudantes de medicina devem ser incentivados a acessar programas de suporte. O relatório pede uma abordagem centrada no ser humano e redução de encargos administrativos desnecessários.
Este é um tema para reflexão, em tempos de coronavírus, quando recursos técnicos , aliados ao conhecimento médico e á capacidade de compaixão do profissional, são extremamente demandados. Sem falar na coragem necessária para estar na linha de frente desta guerra (20).Haja libido!
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Mastologia
1. Mulheres com câncer de mama e que necessitam de radioterapia, quimioterapia ou outro tipo de tratamento sistêmico devem postergar o tratamento?
Os tratamentos adjuvantes não devem ser postergardos, a não ser para pacientes com imunossupressão pelo aumento do risco de contágio. No entanto são situações específicas que devem ser avaliadas pelos profissionais que conduzirão cada caso.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. Mulheres que estão realizando fisioterapia pós tratamento cirúrgico de câncer de mama devem interromper?
Sim, devem interromper pelo risco de contágio em um contato físico muito próximo.
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3. Mulheres que fizeram seus exames de rotina com laudos alterados e que estão encontrando dificuldades em agendamento de consultas ou realização de biópsias devem proceder de que maneira?
Devemos nos basear no resultado do laudo e nas recomendações do sistema BIRADS. As pacientes com BIRADS 4 e 5 devem prosseguir a investigação. No entanto, a quarentena determinada pelas autoridades sanitárias praticamente inviabilizou o prosseguimento das investigações, estando a grande parte ou a totalidade dos serviços diagnósticos voltados apenas para as urgências. Há um prazo considerado seguro pelas autoridades nacionais onde o tempo decorrido entre a diagnóstico e início de tratamento não deva ser superior a 60 dias, o que pode tranquilizar a paciente. Dentro deste prazo, a princípio não haveria prejuízo em relação as taxas de sobrevida livre de doença e sobrevida global. Para as pacientes mais idosas, acima de 60 anos, provavelmente é seguro aguardar este período, a não ser que seja uma doença localmente avançada. Não há no Brasil, uma recomendação formal a este respeito, mesmo o porque não se sabe a duração da quarentena. Esta é seguramente a situação mais difícil que os mastologistas estão se deparando, pois não é possível estimar prazos ou mesmo planejar tratamentos. Esta situação deve ser revista dia a dia, de acordo com as recomendações oficiais sobre a quarentena.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Mastologia
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4. Para as mulheres em seguimento pós câncer de mama, seria possível postergar os exames de seguimento e a consulta médica?
As mulheres assintomáticas deveriam ter a consultas canceladas pelo serviço que as acompanha. As sintomáticas deveriam ter a consulta mantida.
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5. É necessário interromper o tratamento com quimio e radioterapia?
Na ausência de imussupressão não é necessário interromper os tratamentos acima citados.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
6. Mulheres com diagnóstico de câncer de mama, tratadas ou em tratamento, devem utilizar polivitamínicos e outras substâncias para aumentar a imunidade?
Devem tentar manter os hábitos de vida saudáveis, principalmente em relação a alimentação. Não há dados científicos que respaldem a ação benéfica destas substâncias em pessoas sem deficiências específicas e conhecidas.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
7. As cirurgias oncológicas devem ser canceladas neste momento? Há algum cuidado especial? A reconstrução mamária, quando indicada, deve ser feita?
Até o presente momento as cirurgias oncológicas NÃO devem ser canceladas. No entanto, alguns cuidados / recomendações devem ser levados em conta:
• nos casos de carcinoma ductal in situ, priorizar as cirurgias para os casos 1de alto grau. As demais poderiam – em tese – aguardar a quarentena.
• para as pacientes com câncer de mama operáveis, pós menopausa e hormoniodependentes, considerar o inicio do tratamento com hormonioterapia neoadjuvante (cuja duração médca é de 3 a 4 meses)
• não internar ou realizar cirurgias em casos suspeitos para COVID-19
• dar preferência a esquema de internação em Hospital-dia
• dar preferência as reconstruções mamárias tardias, evitar procedimentos de oncoplastia neste primeiro momento. As cirurgias devem ser as mais rápidas possíveis, com menos chance de complicação e menor hospitalização.
• certificar-se que toda a equipe (anestesistas, enfermagem etc) estejam seguindo o protocolo da ANS para precaução de contágio
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
8. Mulheres que estão utilizando medicamentos como o tamoxifeno e os inibidores de aromatase (anastrozol, letrozol, exemestane) fazem parte de grupos de risco? Devem ser afastadas das atividades habituais?
Não fazem parte do grupo de maior risco de contágio apenas por este motivo. No entanto, os outros fatores de risco como idade e comorbidades associadas devem ser levados em conta.
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Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
1. Existe transmissão do vírus por urina ou fezes?
Estudo em população pediátrica identificou o vírus em swab retal em 8 de 10 crianças com COVID-19, demonstrando possibilidade de transmissão fecal-oral (4). Apesar do vírus ter sido detectado nas fezes, a possibilidade de detecção em urina ainda é desconhecida (5). Utilizando PCR para pesquisa do vírus, pesquisadores testaram várias secreções corpóreas, observando que todos os 72 espécimes de urina estavam negativos (6). Desse modo, recomenda-se que cuidadores e familiares podem ser infectados com material fecal e, possivelmente urina, de pacientes incontinentes.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. Como orientar o tratamento conservador neste momento?
Se o tratamento for farmacológico, orientar cuidados com uso do medicamento de forma remota (a telemedicina foi temporariamente liberada para o período de pandemia do COVID) (3) ou presencial, desde que a segurança da paciente no local de trabalho esteja observada (poucas pacientes com distância relativa, ou apenas uma, disponibilizando máscaras se paciente sintomática. Se o tratamento for fisioterápico ou com outros membros de uma equipe multidisciplinar, os cuidados podem ser discutidos para que sejam feitos, na medida do possível, de forma remota ou presencial, conforme recomendações anteriores.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
3. Qual o impacto da pandemia do COVID-19 em Uroginecologia?
Ainda é incerto a associação desta pandemia com a nossa área pois não há registro de casos em pacientes operadas ou em disfunção de assoalho pélvico. Aparentemente são dois eventos não relacionáveis. O impacto é na verdade, nos grupos de risco do COVID, que se assemelham a população atendida pela disfunção de assoalho pélvico (DAP). Os trabalhos mostram que pacientes mais idosos, hipertensos, diabéticos tendem a apresentar mortalidade mais alta com infecção por COVID-19 (1). Acredita-se que isso pode ter efeito negativo se expormos uma paciente a uma cirurgia eletiva uroginecológica.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
4. Como conduzir pacientes que solicitam atendimento de urgência por queixas urinárias?
Pacientes com queixas urinárias, como infecção urinária ou retenção urinária, devem ser atendidas de preferência por telemedicina se possível e se necessário que seja presencial evitando que as mesmas procurem serviços de urgência, que estão sobrecarregados.
Conteúdo Produzido pela Comissão Nacional Especializada de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Endometriose
1. Como a endometriose tem alterações do sistema imunológico como uma das teorias para ela se desenvolver, as portadoras de endometriose teriam maior risco caso sejam infectadas pelo coronavirus?
Não. Não existem trabalhos que mostrem que as pacientes com endometriose sejam imunossuprimidas, mas apenas alterações locais da resposta imune dessas mulheres.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Endometriose
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. Quando sinto dor, devo ir ao pronto-atendimento?
Consulte seu médico. Existem diversas formas de controlar a dor sem a necessidade da ida ao pronto-atendimento.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Endometriose
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
3. Devo adiar a minha cirurgia em virtude da pandemia do coronavírus?
A Agência Nacional de Saúde recomendou a suspensão das cirurgias e consultas eletivas. Então, esta decisão deverá ser tomada em conjunto com seu médico pois somente avaliando caso a caso poderá se avaliar a necessidade de se postergar ou realizar no atual momento esta cirurgia.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Endometriose
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
4. A infecção pelo covid19 pode agravar minha endometriose?
Não existem evidências de que a infecção pelo covid19 possa agravar ou acelerar o crescimento dos focos. Siga seu tratamento de acordo com a orientação dada pelo seu médico.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Endometriose
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
5. As portadoras de endometriose seriam grupo de risco para COVID19?
Não. Apesar das portadoras de endometriose não serem do grupo de risco, não significa que não deva tomar as medidas de prevenção à doença.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Endometriose
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Vacinas
1. A vacinação de rotina das crianças e adolescentes deve ser mantida durante a pandemia do COVID-19?
Sim. O isolamento e a limitação na circulação de pessoas reduzem a transmissão do coronavírus (SARSCoV-2), assim como de outros patógenos. No entanto, manter a rotina de atualizar o calendário vacinal é salutar e deve seguir a epidemiologia e as orientações sanitárias de cada local, como por exemplo, na presença de surtos de sarampo, febre amarela e coqueluche que alguns locais vivencia atualmente.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Vacinas
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. A vacinação contra influenza na gestação ajudaria a prevenir a infeção do COVID -19 ou suas formas graves?
Atualmente, não há evidências de que as mulheres grávidas sejam mais suscetíveis à infecção por SARS-COV-2 e que gestantes com COVID-19 sejam mais propensas ao desenvolvimento de pneumonia grave. A vacinação contra influenza não protege e nem aumenta a resistência para a infecção por qualquer tipo de coronavírus. Entretanto, é importante lembrar que gestantes e puérperas têm maior potencial para complicações por infecções pelos vírus influenza, como o H1N1, cujos sintomas são similares ao do COVID-19 e devem ser vacinadas.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Vacinas
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
3. Vacinação em pessoa com suspeita de COVID-19 ou que tenha um parente com suspeita ou confirmação pode ser realizada?
Não, devido a possibilidade de disseminação ao comparecer aos centros de vacinação, embora não haja evidências sobre a interação da COVID-19 e a resposta imune às vacinas. Os casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 poderão ser vacinados após a resolução dos sintomas e passado o período de 14 dias do isolamento.
Conteúdo produzido pela Comissão Nacional Especializada de Vacinas
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Ginecologia Infanto-Puberal
1. Se uma criança ou adolescente não tiver nenhum sintoma, elas podem ser portadoras do coronavírus e também transmitir?
Sim, crianças e adolescentes menores de 16 anos que tiveram contato com pessoas suspeitas ou com diagnóstico de COVID19 foram testadas na China e 12,3% foram positivos para COVID19. Elas podem transmitir o vírus, facilitando a disseminação para a população idosa. Por esta razão foi solicitado para os idosos que permanecessem isolados, pois eles são considerados grupo de maior risco.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
2. Uma adolescente que seja suspeita de estar com infecção por coronavírus ou que tenha uma pessoa próxima suspeita ou contaminada, pode tomar vacinas?
Apesar do grupo etário da adolescência, em sua maioria das vezes, não ser acometido por formas graves da COVID19, pela falta de dados, não seria o momento para se praticar qualquer tipo de vacinação, diante da suspeita ou possibilidade da presença da doença.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
3. É comum a infecção por coronavírus em crianças e adolescentes?
O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou que apenas 2,4% dos infectados na China tinham idade igual ou inferior a 19 anos. Numa revisão publicada pelo Centro de Controle de Doenças na China, entre 72.314 casos, menos de 1% acometeu crianças menores de 10 anos. A revista Pediatrics publicou série de casos com 731 crianças e adolescentes, média de 7 anos (2-13 anos) de idade, confirmados por laboratório, concluindo que crianças de todas as idades são suscetíveis ao coronavírus, sem diferença significativa de gênero. Embora manifestações clínicas dos casos de COVID-19 (doença provocada pelo vírus) de crianças foram geralmente menos graves do que os pacientes adultos, crianças pequenas, principalmente bebês, são vulneráveis à infecção. As crianças tendem a ter uma infecção mais ligeira, tendo sido registrado apenas 1 óbito.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
4. Temos cachorro e gato em casa. Eles podem passar coronavírus para minha filha?
Segundo o comitê científico e de saúde única da WSAVA (Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há evidências de que animais de estimação (cães e gatos) possam ser infectados pelo novo coronavírus ou transmitir a COVID19. Pode haver risco de contaminação no caso, por exemplo, de uma pessoa infectada pelo coronavírus espirrar sobre um cachorro, por exemplo, e outra pessoa abraçar o animal e colocar a mão na boca, tendo contato com a secreção do doente, mas o risco de contaminação é o mesmo de alguém pegar numa maçaneta, por exemplo. É preciso ter os mesmos cuidados, como evitar o contato com pessoas contaminadas, lavar as mãos, usar álcool. Alguns especialistas sugerem limpar patas e focinho com água e sabão ao entrarem em casa após passeio na rua com o animal.
Aqui no Brasil, há um tipo de coronavírus que provoca peritonite em gatos e não há vacina, e outra variação do vírus que causa gastroenterite em cães, que têm de ser vacinados anualmente. Esses dois tipos de coronavírus não afetam seres humanos.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
5. Uma adolescente com suspeita/diagnóstico de COVID-19 que apresenta dismenorreia (cólicas menstruais) pode fazer uso do ibuprofeno ou de outros anti-inflamatórios não esteróides?
Os anti-inflamatórios não esteróides (AINES) são considerados medicamentos de primeira escolha para o alívio da dor em adolescentes com dismenorreia primária. Com o advento da COVID-19 e os relatos negativos ao uso dos AINES nesta infecção, surgiram dúvidas e preocupações na comunidade científica e nas usuárias deste tipo de medicação.
O Ministro da Saúde da França informou que o uso do ibuprofeno no tratamento da COVID-19 poderia ser um fator agravante para a infecção em virtude da piora observada em quatro pacientes jovens.
A restrição ao uso do ibuprofeno em pacientes com COVID-19 foi anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em sua conta oficial do twitter em 17/03/2020. Dois dias após, essa restrição foi retirada. A OMS informou que “está ciente das preocupações sobre o uso de anti-inflamatórios não esteroides para o tratamento da febre em pessoas com COVID-19 e que, após rápida revisão da literatura , não tem conhecimento de relatos de efeitos negativos do ibuprofeno, além dos efeitos colaterais conhecidos, que limitam seu uso em determinadas populações”.
A European Medicine Agency (EMA) informa que não há evidências científicas que estabeleçam uma ligação entre o ibuprofeno e a piora do COVID-19.
Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que não seja usado o ibuprofeno e outros AINES em pacientes com COVID-19 em Nota Técnica de 18/03/2020, seguindo orientações da OMS que recomenda nesta situação, o uso de paracetamol e dipirona.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
6. Como uma criança ou adolescente se infecta pelo coronavírus (SARS-CoV-2)?
O coronavírus é transmitido principalmente pelo (tosse ou espirros) ou contato pessoal (toque e contato com objetos contaminados). Apesar de relatos iniciais indicarem que menos de 10% das pessoas com COVID19 tem sintomas gastrointestinais, essa pode ser mais uma forma de transmissão. No caso de crianças e adolescentes temos que ter especial atenção a esses sintomas e hábitos de higiene para evitar propagação do vírus.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
7. Posso fazer as vacinas de rotina para minha filha nesse período de Pandemia do COVID19?
A ocorrência da pandemia, por si só, não é contraindicação à realização de vacinas. Deve-se respeitar as contraindicações formais, evitar ambientes sanitários com grande número de pessoas e procurar resguardar os cuidados preconizados de afastamento ao frequentar tais ambientes. A vacinação é fundamental para a prevenção de doenças para as quais os adolescentes apresentam riscos altos ou crescentes, como por exemplo, doença meningocócica e infecção por HPV.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
8. Como orientar as crianças e adolescentes sobre o coronavírus?
As crianças e adolescentes devem ser a princípio mantidos em casa, seguindo todos os cuidados de higiene e proteção. Evitar contato com pessoas de grupos de risco, pois mesmo assintomáticos podem apresentar potencial transmissor do coronavírus. No entanto, os jovens serão os responsáveis por construir o sistema imunológico e proteger a coletividade reduzindo a transmissão, como sempre foi desde o início da humanidade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria lançou um boletim com orientações sobre coronavírus para as crianças:
– Os pais devem antes de tudo tranquilizar as crianças, passar informações confiáveis, filtrar as informações e conversar de modo que elas possam compreender o que está acontecendo. Procurar evitar comentários sobre número de mortes, para evitar o pânico.
– Orientar para que aproveitem o tempo em casa para fortalecer laços familiares, brincarem juntos e fornecer informações sobre reforçar os hábitos de higiene.
– Ficar atentos aos sinais de ansiedade, porque muitas vezes as crianças não verbalizam suas preocupações.
– Monitorar as informações que as crianças e adolescentes obtém nas redes sociais e conversar sobre os noticiários e Fake News.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
9. A vacinação contra influenza trivalente ou quadrivalente deve ser aplicada nos adolescentes?
As crianças e adolescentes não fazem parte do grupo prioritário para serem vacinadas em postos de saúde, mas a vacina contra influenza é disponibilizada na rede privada. O Ministério da Saúde do Brasil disponibiliza tais vacinas para a população adolescente somente em situações especiais.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
10. Quais os sintomas mais comuns nos jovens?
A infecção pelo coronavírus, geralmente se apresenta com sintomas mais suaves na população jovem, podendo ser confundido com o resfriado comum. Nos casos sintomáticos, os sintomas mais frequentes são respiratórios como tosse e eritema faringeal (vermelhidão na garganta). Um estudo publicado na revista Nature em 13/03/2020 mostrou que em um grupo de 745 crianças consideradas suspeitas, apenas 1,3% (10) testaram positivo para o SARS-CoV-2. A idade delas variou entre 2 meses e 15 anos de idade, nenhuma apresentou temperatura corporal maior do que 39°C e os sintomas relatados foram dor de garganta, tosse, congestão nasal e diarreia. Uma delas foi assintomática. As crianças e adolescentes acometidos pelo coronavírus, na sua maioria evoluem bem sem complicações. A evolução com piora do quadro e necessidade de UTI normalmente está associada à presença de comorbidades como leucemia, doenças renais, intestinais obstrutivas ou penumopatias prévias (como asma por exemplo). O único caso que evoluiu para óbito das crianças e adolescentes internadas no Hospital Infantil de Wuhan foi uma criança de 10 anos que apresentava uma síndrome obstrutiva intestinal.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
11. Em que situações se contraindica a vacinação?
Em algumas condições de saúde, a pessoa que recebe a vacina pode ter maior ocorrência de um evento adverso grave, ou o risco das complicações da vacina pode ser maior do que o da doença, contra a qual se deseja proteger. As principais contraindicações para aplicação de vacinas são:
– A presença de reação anafilática grave a qualquer dos componentes da vacina ou após a aplicação de dose prévia é uma contraindicação permanente ao uso da referente vacina. Convém lembrar que pode ocorrer desmaio após a administração de uma vacina, por reflexo vagal, assim como ocorre em algumas pessoas após coleta de sangue, por isso o cuidado de manter a adolescente em observação, mantendo-a sentada por 15 minutos após vacina, na rede de saúde.
– Pessoas com reação alérgica ao ovo não devem receber vacinas preparadas com a utilização de ovos embrionados.
– Presença de imunossupressão é contraindicação ao uso de vacinas contendo vírus vivo atenuado (sarampo, febre amarela, rubéola, varicela, etc.), o que deve ser orientado pelo médico em cada situação individualizada. A vacina do HPV não contém vírus vivo atenuado e por isso pode ser administrada.
– Pessoas infectadas pelo vírus HIV devem ser avaliadas quanto à condição imunológica antes de receberem vacinas de agentes vivos atenuados.
– Usuários de altas doses de corticoides não devem receber vacinas com agentes vivos atenuados.
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Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Imaginologia Mamária
Orientações
A recente e atual pandemia de COVID-19 é uma grande ameaça e desafio a toda sociedade e em especial a comunidade médica. O principal objetivo atual é conter a disseminação do vírus e suas consequências. Com objetivo de diminuir a circulação viral e proteger a população, em especial as mulheres > 60 anos, recomenda se considerar adiar exames que não sejam estritamente necessários ao tratamento das pacientes. Os casos devem ser avaliados individualmente e sempre considerar o grau de suspeição clínica (baixa ou alta) e, adicionalmente, a importância da informação obtida com os métodos de imagem para a decisão clínica. Avaliar risco benefício com atenção especial para mulheres > 60 anos. A decisão final é do médico assistente..
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Orientação geral aos médicos
Evitar qualquer exame que possa ser postergado, sobretudo em mulheres > 60 anos no qual o risco – benefício deve ser cuidadosamente considerado.
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Orientação geral aos pacientes
Consultar seu médico antes de decidir fazer ou não o exame.
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Orientações discriminadas por indicação clínica
Exames de rastreamento em mulheres independente do risco: recomenda-se que sejam postergados.
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Exames diagnósticos
a) Mulheres sintomáticas (nódulo palpável, fluxo papilar suspeito, dor mamária, mastites, abcessos e outros): Considerar para realização o grau de suspeição clínica, a importância da informação obtida com os métodos de imagem e o risco benefício caso a caso, com atenção para mulheres > 60 anos.
b) Mulheres com alterações suspeitas nos exames de imagem (categoria 4 ou 5 pelo ACR BI-RADS®): De modo geral sugere-se realizar a biópsia percutânea. Pode ser considerado adiar por curto prazo se a relação risco-benefício for desfavorável no momento, sobretudo para mulheres > 60 anos ou com achados de baixa suspeição. A decisão final é do médico assistente.
c) Mulheres com câncer de mama realizando exames para estadiamento locoregional ou sistêmico: Considerar o grau de suspeição clínica e, adicionalmente, a importância da informação obtida com os métodos de imagem para a decisão clínica. Avaliar risco benefício caso a caso, atenção para mulheres > 60 anos.
d) Marcação pré-cirúrgica para cirurgia diagnóstica ou terapêutica: Avaliar o momento ideal em conjunto com o médico assistente. Pode ser considerado adiar por curto prazo se a relação risco-benefício for considerada desfavorável no momento, sobretudo para mulheres > 60 anos.
e) Avaliação de resposta à quimioterapia neoadjuvante e marcações pré-cirúrgicas pós-quimioterapia neoadjuvante: Avaliar o momento ideal em conjunto com o médico assistente. Pode ser considerado adiar por curto prazo se a relação risco-benefício for considerada desfavorável no momento, sobretudo para mulheres > 60 anos. Essa é uma situação delicada. Existe um tempo ideal para realização da cirurgia pós- quimioterapia neoadjuvante e atrasos podem conduzir a piores prognósticos.
f) Controle evolutivo de lesões provavelmente benignas assintomáticas (categoria 3 pelo ACR BI-RADS®): De modo geral sugere-se que esse exame seja postergado.
g) Achado classificado na categoria 0 do ACR BI-RADS® em exame recente: Decisão de realizar pode ser individualizada, sendo importante considerar o grau de suspeição radiológica, o risco-benefício, sobretudo em mulheres com > 60 anos, e a intenção ou não de investigação imediata caso a classificação final seja BI-RADS 4® ou 5.
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Conclusão
Enfim, cada instituição ao redor do mundo está experimentando a pandemia em diferentes níveis. O tempo e a forma de tomar os cuidados irão variar e devem ser decididos localmente. Bom senso e prudência, lembrar o juramento de Hipócrates: primeiro não fazer o mal e por fim servir, sempre servir. Ao exercer essas premissas, todos ganham, incluindo pacientes, seus familiares s e profissionais de saúde.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Imaginologia Mamária
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
Climatério
1. Há alguma recomendação específica para as mulheres climatéricas durante a pandemia do COVID-19?
Não há, até o momento, implicações específicas para as mulheres no climatério, ressaltando as orientações de cuidados redobrados preventivos para as mulheres acima dos 60 anos de idade. O uso da terapia hormonal ou de qualquer outra medicação (como outros medicamentos para tratar sintomas vasomotores ou osteoporose), deve ser mantido.
Conteúdo produzido pela comissão Nacional Especializada de Climatério
Atualizado em 22/04/2020 às 15h30
