Diretoria e Comissão de Residência Médica da FEBRASGO se reúnem em MG no 1º WORKSHOP sobre EPAs, guidelines inéditos entre as sociedades de especialidades médicas brasileiras

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Diretoria e Comissão de Residência Médica da FEBRASGO se reúnem em MG no 1º WORKSHOP sobre EPAs, guidelines inéditos entre as sociedades de especialidades médicas brasileiras

06 dez. de 2022

No último dia 26, foi realizado em Inhotim (MG) o 1º Workshop da FEBRASGO sobre EPAs (Entrustable Professional Activities – ou Atividades Profissionais Confiabilizadoras, em livre tradução), que propôs aos participantes uma imersão detalhada em fundamentos importantes sobre a formação por competências e instrumentos de avaliação utilizados na confiabilização de residentes.

Participaram do encontro o presidente da FEBRASGO, Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho e a Diretora de Defesa e Valorização Profissional, Dra. Maria Celeste Osório Wender; juntamente com integrantes da Comissão de Residência Médica (COREME).

 

Novidade que será lançada oficialmente para todo o Brasil nos próximos meses, as EPAs em Ginecologia e Obstetrícia foram elaboradas pela Comissão de Residência Médica, e validadas pelas 29 Comissões Nacionais Especializadas, em um trabalho que envolveu mais de 300 especialistas em diferentes áreas de atuação da Ginecologia e Obstetrícia. O resultado final deste serviço foi um conjunto de 21 EPAs, publicado como matéria de capa da Revista Femina, número 6 de 2022.

O presidente da CNE em Residência Médica, Dr. Gustavo Salata, detalhou sobre o funcionamento das atividades. “Durante três anos de duração dos programas de residência, os médicos serão treinados nessas atividades (as EPAs), e à medida que demonstrem aquisição de competências necessárias, vão se tornando aptos a executá-las de forma mais independente”, enfatiza o ginecologista.

 

Nesta trajetória, ao longo do treinamento, os médicos residentes vão progredindo nas escalas de supervisão, iniciando pelo nível 1, onde o residente pode apenas observar a atividade. Depois progridem para o nível 2, onde o residente pode participar da atividade, mas sob supervisão direta do preceptor, que deve estar presente no mesmo ambiente em que a atividade está sendo realizada.

 

Já no nível 3, o médico residente já pode realizar a atividade sob supervisão indireta, ou seja, o preceptor não precisa mais ficar ao lado do residente, porém deve estar por perto e disponível, caso seja acionado. Quando atinge o nível 4, o residente já está apto a realizar aquela atividade de forma independente e sem a necessidade de supervisão, sendo este o objetivo maior do treinamento nos programas de residência.

 

O Dr. Gustavo esclarece ainda que as curvas de aprendizagem e de aquisição das competências são diferentes entre os residentes de um mesmo programa. Portanto, é necessário que cada residente seja avaliado individualmente ao longo da sua trajetória no programa de residência e somente aqueles que demonstrarem um nível de preparação adequado poderão progredir na escala de supervisão.

 

Alguns estudos mostraram que a execução das atividades profissionais por médicos despreparados aumenta o risco de complicações e danos evitáveis aos pacientes. Por isso, a avaliação do desempenho dos médicos residentes nas EPAs e a certificação somente daqueles que demonstram a habilidade necessária é de suma importância para garantir a segurança dos pacientes atendidos.

“É importante relevar que a FEBRASGO está na vanguarda da educação médica no Brasil e que a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia é a primeira a ter suas EPAs elaboradas, validadas e publicadas oficialmente, o que representa um marco histórico na qualificação da formação dos especialistas que cuidarão das mulheres brasileiras. Este êxito foi conquistado pelo trabalho meticuloso dos membros da Comissão de Residência Médica da Febrasgo (COREME-Febrasgo), em parceria com os membros das 29 Comissões Nacionais Especializadas (CNEs) e com o apoio da Presidência, toda a Diretoria, Gerência e Secretaria da Febrasgo”, completa o presidente.

 

Público-alvo

O conhecimento sobre as EPAs, sua forma de avaliação e as escalas de supervisão deve ser adquirido por todos os envolvidos na formação de médicos e especialistas, ou seja:

– Coordenadores de cursos de graduação em medicina;

– Gestores e supervisores de programas de residência médica;

– Professores universitários;

– Preceptores de programas de residência;

– Médicos residentes;

– Estudantes de Medicina;

– Outros profissionais de saúde envolvidos com a formação de médicos e especialistas.

Fotos:

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Vídeos:

Depoimento Dr Alberto Trapani – https://youtu.be/s0IxkIlb-QE
Depoimento Dr Jan Pawel – https://youtu.be/cdkWdwqEEZ4
Depoimento Dr Lucas Schreiner – https://youtu.be/nXgdTZt8bfA
Depoimento Dr Marcelo Steiner – https://youtu.be/8W4gbxPupvw
Depoimento Dra Claudia Laranjeira – https://youtu.be/B87JSnq79Do
Depoimento Dra Ionara – https://youtu.be/mA0SOiLCKN4
Depoimento Dra Karen Abrão – https://youtu.be/s4etGL3YVhQ
Depoimento Dra Milena Bastos – https://youtu.be/trMRds52so8
Depoimento Dra Rívia Lamaita – https://youtu.be/tNibd9Bk9vs
Depoimento Dra Zsuzsanna Di Bella –  https://youtu.be/MoCmIeL4MFI

Clique aqui para conferir a matéria sobre o evento na REVISTA FEMINA – 2022 | VOL 50 | Nº 12


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