Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose: 6 mitos e verdades sobre a doença

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Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose: 6 mitos e verdades sobre a doença

06 maio. de 2024

No Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, 7 de maio, a Comissão Nacional de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) faz um alerta sobre a doença que afeta 1 em cada 10 brasileiras. O Dr. Ricardo Quintairos, ginecologista e presidente da Comissão, destaca que a endometriose é uma condição caracterizada pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) fora do seu local habitual: os implantes de tecido podem ser encontrados nos ovários, bexiga, intestino e até no sistema respiratório.

A condição, que muitas vezes é silenciosa e também se confunde com outras doenças ginecológicas, causa uma série de dúvidas entre as mulheres. Por isso, o especialista esclarece mitos e verdades relacionados ao tema.

 

  1.  A endometriose não tem cura

Verdade. A  endometriose é uma condição crônica, ou seja, persistirá ao longo da vida da mulher. Embora comprometa o sistema reprodutor feminino, pode ser gerenciada por meio de diversos tratamentos. Portanto, é essencial que a mulher mantenha consultas regulares com o médico, relate todos os sintomas e siga as orientações recomendadas. Desta maneira, é possível alcançar uma melhor qualidade de vida e minimizar os desconfortos causados pela doença.

 

  1. A prática de exercícios físicos pode contribuir para aliviar os sintomas da endometriose.

Verdade. Incorporar exercícios físicos pode, de fato, complementar os tratamentos para aliviar os sintomas da endometriose. Isso ocorre porque as atividades físicas, especialmente as aeróbicas, promovem a liberação de endorfinas e ajudam a regular a produção excessiva de estrógeno, o hormônio associado à doença. Além disso, os exercícios também contribuem para fortalecer o sistema imunológico, o que é fundamental para prevenir complicações e melhorar o processo de recuperação.

  1. Infertilidade é sinal de endometriose.

Mito. É verdade que a infertilidade é um dos sinais mais comuns da endometriose. No entanto, isso não é uma regra absoluta. Algumas pessoas que sofrem com a doença não experimentam problemas de fertilidade. A gravidade dessa infertilidade pode variar dependendo da extensão e das características da doença endometriótica. É fundamental destacar que existem tratamentos e métodos eficazes disponíveis que possibilitam às pessoas com endometriose a chance de engravidar e ter filhos saudáveis.

      4. A endometriose pode impactar diferentes órgãos do corpo.

Verdade. Embora a endometriose não seja uma condição que se propaga, pode impactar vários órgãos. Sendo mais comum na cavidade pélvica, pode se manifestar também em outros órgãos situados nas cavidades abdominal e torácica. É importante destacar que existem diferentes tipos de endometriose, classificados de acordo com a localização das lesões, bem como o grau de comprometimento dos órgãos afetados e sua profundidade.

  1. A doença tem prevenção.

Mito. Infelizmente, ainda não há formas conhecidas de prevenção primária da endometriose, pois sua causa ainda não é totalmente compreendida. No entanto, é possível adotar medidas de prevenção secundária. Uma abordagem eficaz de prevenção secundária é agir precocemente, especialmente em jovens que apresentam suspeita de desenvolver a condição. Uma estratégia fundamental é suprimir a menstruação, evitando assim a estimulação hormonal, que contribui para o crescimento das lesões endometrióticas. Ao inibir a menstruação, é possível reduzir a produção de estrogênio, o que pode retardar o avanço da doença. Embora não seja possível interromper completamente o seu desenvolvimento, essa abordagem pode proporcionar uma evolução mais lenta da endometriose, possibilitando uma vida reprodutiva mais saudável.

  1. A mulher com endometriose engorda com mais facilidade.

Mito. O ganho de peso é complexo e multifatorial. A ansiedade e o estresse decorrentes das dores e da redução da qualidade de vida podem contribuir para a falta de atividade física e uma dieta inadequada, o que, em pessoas predispostas, pode resultar em obesidade. O uso de medicações hormonais para o tratamento da endometriose pode contribuir, embora geralmente não seja significativo. A adoção de uma dieta anti-inflamatória e a prática regular de atividade física são pilares no tratamento da endometriose e, ao mesmo tempo, ajudam a combater o ganho de peso.

 

 

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