Destaques do BIRTH sobre trabalho de parto, monitoramento e riscos do parto vaginal

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Destaques do BIRTH sobre trabalho de parto, monitoramento e riscos do parto vaginal

05 dez. de 2025

 

A sessão sobre trabalho de parto e monitoramento teve início com aula do Dr. Roberto Romero com o tema “O diagnóstico do trabalho de parto a termo e pré-termo”. Dr. Romero, que é chefe da Perinatology Research Branch do National Institute of Child Health and Human Development nos EUA, editor-chefe do American Journal of Obstetrics & Gynecology e autoridade mundial em medicina materno-fetal e ultrassonografia obstétrica, contou a história de como as curvas de trabalho de parto foram desenvolvidas e afirmou que só o tempo não é suficiente para medir o progresso. Ele também discorreu sobre os ‘transtornos de nomenclatura no trabalho de parto’ e as recomendações de sociedades científicas. Ele ainda descreveu o novo método de progresso do trabalho de parto, “é individualizado, é dinâmico, podemos considerar os fatores conhecidos, que vão afetar o progresso, e foi desenhado especificamente para uso prospectivo e reduz os erros de predição em 50%”.

O Dr. Torbjorn Eggebo deu continuidade à mesa, discorrendo sobre “Uma sequência narrativa da evolução do trabalho de parto e do nascimento”. Dr. Eggebo iniciou sua aula com uma citação de O’Driscoll “A questão individual mais importante no cuidado durante o trabalho de parto é o diagnóstico”. Para Dr. Eggebo, é essencial não apenas conhecer o ultrassom, mas entendê-lo muito bem. “Se você compreende a mecânica do trabalho de parto e a sua progressão, pode conduzir uma mulher com segurança a um parto normal. Isso é obstetrícia!”.

Dr. Enrico Ferrazzi trouxe o tema “Falha de progressão: definições atualizadas”. “Quando há um teste de screening indicando que a dilatação não está progredindo, o diagnóstico envolve causas fetais ou maternas. Podem ser causas mecânicas, restrições de posição ou, eventualmente, causas maternas, como estresse, controle metabólico inadequado, postura passiva, medo…”. Ele afirma que o GO precisa estabelecer um diagnóstico e tentar eliminar esses fatores, considerando a ocitocina como último recurso de intervenção. “A mensagem final é que é necessária uma avaliação clínica adequada da dilatação do colo do útero, compreender o que está acontecendo e não focar apenas no tempo, mas sim identificar e remover as possíveis causas de progresso lento ou de interrupção.”

 

O Monitorização fetal: o que é confiável hoje?” foi o tema de encerramento desta sessão com aula do Dr. Stefan Verlohren. O recado dele é “Devemos continuar utilizando os recursos de que já dispomos para garantir a qualidade da monitoração fetal. Precisamos observar resultados concretos, avaliar questões de segurança do paciente e considerar benefícios clínicos e econômicos. Mantenha o que já funciona bem em sua unidade. Caso considere incorporar novos métodos — como o STAN — essa decisão precisa fazer sentido para a realidade local”. Ele ainda ressaltou que são essenciais (1) a educação e (2) o treinamento contínuo de médicos e enfermeiros, aliado à avaliação periódica da competência no uso dos métodos de monitorização. “Em resumo, seja qual for a tecnologia adotada, utilize-a de forma apropriada, capacite adequadamente sua equipe e mantenha a qualidade da assistência. Esse é, essencialmente, o caminho vencedor.”

 

 

A sesão 02 abordou “Os riscos do parto vaginal”. A primeira aula foi sobre “Duração do segundo estágio: repensando limites” do Dr. Torbjorn Eggebo e foi seguida pela palestra sobre “Parto vaginal assistido: ferramentas e técnicas”, com a Dra. Emily Hotton. “Falha no parto vaginal operatório – predição e condutas” foi tema do Dr. Yariv Yogev e “Prevenção de trauma perineal e lesão do assoalho pélvico” teve a participação online do Dr. Francesco D’Antonio.

“Nesta sessão, pudemos ver as dificuldades do parto vaginal operatório. No Brasil, temos uma taxa ainda muito baixa de partos com o uso de vácuo extrator. Em outros países, a taxa de parto vaginal operatório é um pouco maior, chegando a cerca de 15%; no Brasil, em torno de 2%. Isso mostra que precisamos melhorar as nossas práticas na assistência ao período expulsivo do parto, especialmente quando há expulsivo prolongado”, declara a Dra. Roseli Nomura, diretora administrativa da FEBRASGO, que coordenou a sessão ao lado do Dr. Enrico Ferrazzi. Segundo a Dra. Roseli, dispositivos novos precisam ser introduzidos na prática obstétrica brasileira, como o OdonAssist, para trazer melhora na assistência ao período expulsivo prolongado, oferecendo mais segurança e maior sucesso para o parto vaginal e, assim, evitando a realização de cesáreas no período expulsivo.

 

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