A Febrasgo participa de negociações contra o fechamento de Serviços de Obstetrícia no Brasil

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A Febrasgo participa de negociações contra o fechamento de Serviços de Obstetrícia no Brasil

02 ago. de 2024

A Febrasgo, representada pela Dra. Mirela Foresti Jiménez, membro da Comissão Especializada em Defesa e Valorização Profissional da Febrasgo, participou, no dia 01/08/2024, às 16 horas, de uma reunião na sede do CREMERS (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul), organizada por este Conselho, com o objetivo de discutir o fechamento da maternidade e da neonatologia do Hospital Mãe de Deus. A reunião contou com a presença do presidente e membros da diretoria do CREMERS, do Diretor Técnico e CEO do Hospital Mãe de Deus, da Secretária de Saúde do Estado, do Secretário da Saúde do Município de Porto Alegre, do presidente da SOGIRGS (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul), do presidente da Sociedade de Pediatria, de um representante da Unimed, entre outros participantes.

O fechamento dessa relevante maternidade reflete uma situação alarmante sobre o fechamento de maternidades em todo o país. Embora essenciais para a assistência à população, as maternidades frequentemente enfrentam déficit financeiro. A maternidade do Hospital Mãe de Deus atende a saúde suplementar e representa uma parcela significativa da assistência suplementar na cidade. Seu fechamento resulta em sobrecarga para as maternidades públicas e os serviços de neonatologia dos outros hospitais, tanto públicos quanto privados.

Nos últimos anos, a complexidade da assistência obstétrica e neonatal aumentou, elevando os custos envolvidos, sem que houvesse um correspondente crescimento na remuneração de médicos e hospitais, o que tem contribuído para a deficiência financeira desses serviços. A crise financeira do hospital foi acentuada pelas enchentes que atingiram o estado em maio deste ano, resultando na evacuação do Hospital Mãe de Deus, que sofreu consideráveis perdas financeiras e danos materiais e equipamentos.

Foi acordado que todos os envolvidos empenharão esforços para buscar financiamentos e campanhas de arrecadação, incluindo doações tipo “troco amigo”, contribuições de empresas de fora e do estado, e campanhas de doação por meio de PIX. Além disso, será trabalhada a renegociação dos valores pagos pelas operadoras de saúde, com a Febrasgo assinando essas iniciativas. O hospital, por sua vez, comprometeu-se a reativar o serviço no ano de 2025.

A Febrasgo reafirma seu compromisso com a valorização profissional, enfatizando que a especialidade de obstetrícia não deve ser sacrificada em favor de outras áreas. A associação continuará a lutar pela remuneração justa para a complexidade e a alta responsabilidade da assistência obstétrica. A Febrasgo não aceitará com naturalidade da remuneração deficiente na obstetrícia, que frequentemente resulta no corte de serviços essenciais.

A Febrasgo permanece vigilante e comprometida com a defesa da prática profissional de qualidade, da boa obstetrícia e da segurança do binômio materno-fetal.

 

Mirela Foresti Jiménez – Membro da comissão de Defesa e Valorização Profissional da Febrasgo; Conselheira do Cremers; Professora Associada da UFCSPA; Ex-Presidente da Sogirgs

Documento desenvolvido e aprovado pelos Comissão de Defesa e Valorização Profissional da Febrasgo

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