Juntos Somos Mais Fortes: o câncer de mama tem cura

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Juntos Somos Mais Fortes: o câncer de mama tem cura

17 out. de 2024

No mês da campanha Outubro Rosa, FEBRASGO e sociedades médicas unem esforços para mudar o cenário brasileiro que tem estimativa de 74 mil novos casos da doença até 2025

Sete sociedades médicas, incluindo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), estão unidas no movimento “Juntos Somos Mais Fortes”, ação que reforça a importância do trabalho em conjunto entre as especialidades médicas para o enfrentamento do câncer de mama. Apesar dos dados indicados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que prevê cerca de 74 mil novos casos da doença até 2025, a ação conjunta tem como objetivo passar a mensagem que o câncer de mama tem cura.

O movimento foi idealizado em resposta a cinco grandes desafios: ampliação do acesso ao rastreamento mamográfico, distribuição e na qualidade da mamografia, tempo para realização da biópsia, para receber resultado e para o início do tratamento, qualidade de vida  e o combate à desinformação. E, para alcançar o público jovem, a  ação coordenada pelas entidades médicas utilizará em suas comunicações os personagens da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa.

“A FEBRASGO tem um compromisso sólido com a promoção da qualidade de vida e da saúde da mulher. A união das sociedades neste Outubro Rosa é fundamental para que possamos reverter o cenário atual do câncer de mama no Brasil. Juntos, podemos fazer a diferença nessa jornada”, declara a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO.”

 

Além da FEBRASGO, o movimento “Juntos Somos Mais Fortes” conta com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

 

Ampliação do acesso ao rastreamento mamográfico

Aprimorar o programa de rastreamento oportunístico atualmente em vigor no Brasil, que atualmente alcança no máximo 30% das mulheres. Além de melhorar esse alcance, a campanha quer expandir a faixa etária para a realização dos exames.

Distribuição e na qualidade da mamografia

O Brasil dispõe de um número suficiente de mamógrafos para realizar o rastreamento mamográfico em todas as mulheres acima de 40 anos. No entanto, a má distribuição desses equipamentos e a inferioridade na qualidade de alguns deles representam um desafio significativo. Segundo dados do INCA/MS, menos de 10% dos mamógrafos no país participam do Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM), que se tornou obrigatório com a publicação da portaria em 2012 e sua atualização em 2017 (GM/MS nº 5 de 2017).

Tempo para realização da biópsia, para receber resultado e para o início do tratamento

Muitas mulheres que recebem um diagnóstico suspeito na mamografia enfrentam longos períodos de espera, que podem se estender por semanas ou até meses, para a realização da biópsia pelo SUS. Após a biópsia, o resultado também leva semanas para ser disponibilizado. Uma vez que o câncer é confirmado, são necessários outros exames para individualizar o tratamento, com base em uma compreensão detalhada da biologia do tumor e do seu estadiamento. Em todos os aspectos, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento tem impacto direto nas chances de cura do paciente.

 Qualidade de vida

 

A qualidade de vida está intrinsecamente ligada ao tratamento oncológico. No SUS, muitas pacientes ainda não têm acesso à reconstrução mamária, apesar de ser um direito garantido por lei. As razões para essa situação são diversas e variam conforme a região. A campanha reforça que todas as mulheres tenham acesso a opções que preservem sua integridade física e emocional, promovendo uma recuperação mais digna e plena.

 

Desinformação

Poucas doenças geram tanta desinformação nas redes sociais quanto o câncer de mama. O impacto negativo sobre as pacientes que adiam a mamografia ou abandonam tratamentos essenciais — que podem salvar vidas após o diagnóstico — é incalculável. Sendo fundamental que profissionais da saúde possam divulgar informações corretas e seguras.

Com esse objetivo, entre as ações está o lançamento de um site com informações confiáveis, gratuito e de livre acesso para a população.

Para mais informações, acesse: www.juntossomosmaisfortes.org.br .

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