Março Lilás: Câncer de Colo de Útero é o terceiro tumor maligno mais comum entre mulheres no Brasil

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Março Lilás: Câncer de Colo de Útero é o terceiro tumor maligno mais comum entre mulheres no Brasil

28 fev. de 2024

Vacina contra HPV oferece uma proteção potencial de mais de 70% contra os cânceres de colo do útero

 

O mês de março é dedicado à sensibilização sobre o câncer de colo de útero, uma doença que pode ser prevenida por meio de medidas simples e a detecção precoce. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero figura como o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no Brasil. Este tipo de câncer está frequentemente associado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), considerado a infecção sexualmente transmissível (IST) mais prevalente no mundo. Estima-se que cerca de 80% da população sexualmente ativa já tenha entrado em contato com o vírus. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça que a vacina contra o HPV, disponibilizada pelo SUS para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, apresenta eficácia notável. Administrada em duas doses, oferece uma proteção potencial de mais de 70% contra os cânceres de colo do útero.

 

O Dr. Eduardo Cândido, membro destacado da Comissão de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO, ressalta a importância de abordar a prevenção como o melhor caminho: “Os principais fatores de risco associados a este tipo de câncer estão intimamente ligados ao vírus HPV, cuja transmissão está relacionada a práticas sexuais desprotegidas. Além disso, a vacina contra o HPV está disponível e deve ser administrada, de preferência, antes do início da vida sexual.  Por isso a conscientização é tão importante para a prevenção do câncer de colo de útero”.

Sintomas

Em relação aos sintomas, o especialista da FEBRASGO enfatiza que é crucial focar na identificação antecipada. “Nosso objetivo é diagnosticar alterações precursoras desta patologia, evitando seu desenvolvimento e permitindo que os profissionais de saúde intervenham antes que a infecção pelo vírus progrida para o câncer. Possuímos um período de aproximadamente 10 anos para combater a evolução dessa narrativa. É indispensável não confiar exclusivamente na manifestação de sintomas, pois muitas vezes o câncer já está em estágio avançado. Mas é importante ficar atento a sinais como corrimento com odor distintivo ou sangramento pós-relação. Portanto, a vigilância constante, consultas regulares com o ginecologista e a adoção de métodos de barreira e vacinação são fatores de proteção essenciais. Não devemos esperar a ocorrência de sintomas; ao contrário, devemos agir proativamente na prevenção e detecção precoce”, destaca.

 

Papanicolau

 

A avaliação preventiva ocorre por meio da coleta de secreção tanto da parte externa quanto interna do colo do útero. No Brasil, é preconizado iniciar esse exame a partir dos 25 anos em mulheres sexualmente ativas, quando há exposição à atividade sexual e ao vírus HPV. Após dois resultados negativos consecutivos nos exames anuais, a mulher é autorizada a realizar o exame a cada três anos, até os 65 anos, contanto que tenha apresentado dois resultados negativos nos últimos 5 anos. É vital discutir esses aspectos com o ginecologista. Para pacientes imunossuprimidas portadoras do vírus HIV, situações específicas necessitam de avaliação médica para determinar a abordagem mais adequada.

 

 

 

 

 

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