Mais de 40% dos cânceres que acometem as mulheres são ginecológicos

Compartilhe a publicação
Mais de 40% dos cânceres que acometem as mulheres são ginecológicos

06 mar. de 2018

            No Dia Mundial de Combate ao Câncer, 4 de fevereiro, Febrasgo aponta que o câncer de mama  é o que tem maior incidência em mulheres no Brasil e no mundo; em seguida, é o do câncer do colo do útero.

            No Dia Mundial de Combate ao Câncer, 4 de fevereiro, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), faz alguns alertas sobre a segunda doença que mais mata no Brasil, o câncer. Entre as mulheres, 40% das neoplasias malignas são ginecológicas, conforme estimativa realizada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer). Segundo Dr. Jesus Paula Carvalho, Presidente da Comissão de Ginecologia Oncológica da Febrasgo, os cânceres que mais acometem as mulheres são: de mama, colo do útero, corpo do útero e ovário.

            “O câncer de mama é o mais comum na mulher incide com mais frequência após os 45 anos. Os principais sinais de alerta são nódulos mamários, retrações na pele, descargas de líquido ou sangue pela papila mamária. Mulheres com histórico familiar da doença devem ficar ainda mais atentas, assim como pessoas obesas, diabéticos e que fazem uso de hormônios sem acompanhamento médico. A maneira de reduzir o risco de morte por câncer de mama é fazer a mamografia periódica para detectar lesões que ainda não são palpáveis. O tratamento é mais eficiente quanto mais precoce for o diagnóstico”, afirma o médico.

            O câncer do colo do útero é o segundo mais frequente na mulher e também o que mais facilmente poderia ser evitado. Dr. Jesus comenta que essa doença é a que mais acomete jovens na idade reprodutiva.

            “A maneira mais eficaz de evitar a doença é a vacinação contra os HPV nas meninas a partir dos 9 anos de idade e nos meninos a partir de 12 anos de idade. “A vacina está disponível na rede pública de saúde e deve ser tomada em duas doses com intervalo de seis meses. Assim, as meninas evitam até 70% dos cânceres do colo do útero. Outras maneiras de evitar a doença consistem em fazer exames preventivos (de Papanicolaou) regularmente a partir dos 25 anos de idade, evitar drogas que diminuem a imunidade e também o tabagismo que aumenta o risco da infecção pelo HPV evoluir para câncer”, explica.

            Dr. Jesus complementa ainda que para alguns cânceres existem protocolos muito bem definidos para prevenção e em outros casos, o diagnóstico e tratamento precoce são as melhores alternativas. Mas em todos os tipos de câncer o cultivo de hábitos saudáveis contribuem muito para evitar e combater a doença. Medidas como evitar a obesidade, o tabagismo, o uso acentuado de bebidas alcoólicas, e o stress são de fundamental importância.

Veja mais conteúdos

Nota técnica sobre a suspensão da vacina contra dengue do Butantan

09 jun. de 2026

FEBRASGO alerta: Mulheres acima dos 40 anos não devem deixar vacinação fora da rotina de cuidado

09 jun. de 2026

Gestrinona: o anabolizante vendido com falsas promessas

03 jun. de 2026

Nota de Falecimento – Professor Hans Wolfgang Halbe

01 jun. de 2026

CBGO 2026: especialistas de países de língua portuguesa discutem desafios para reduzir o câncer do colo do útero e a mortalidade materna.

01 jun. de 2026

CBGO 2026: Fórum de Defesa Profissional debate uso da inteligência artificial na Ginecologia e Obstetrícia

01 jun. de 2026

CBGO2026: palestra do Dr. Frank Louwen reforça importância da capacitação em parto pélvico

01 jun. de 2026

CBGO 2026 encerra edição marcada por ciência, pactos pela saúde da mulher e integração entre sociedades

01 jun. de 2026

CBGO 2026 chega ao último dia com final do Febraquiz e programação científica intensa

01 jun. de 2026

Informação, movimento e inovação marcam a experiência dos congressistas no CBGO 2026

01 jun. de 2026

CBGO 2026 debate hormoniologia, terapias alternativas e avanços no tratamento da obesidade feminina

01 jun. de 2026

CBGO 2026: Fórum debate estratégias para reduzir mortalidade materna no Brasil

01 jun. de 2026