A evolução da pílula

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A evolução da pílula

01 out. de 2018

As mulheres têm várias opções de contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada. Decidir por um dos métodos pode ser difícil e até um risco, se não houver informação adequada. Daí a importância do apoio e orientação do médico ginecologista em uma hora dessas.

Com vistas a atualizar os especialistas sobre avanços e novidades nessa área, a FEBRASGO realizou um Workshop sobre Contracepção Oral Combinada, em 15 de setembro, em São Paulo. Houve dois módulos abrangendo as indicações, contraindicações, os riscos, uso estendido, entre outros tópicos relacionados.

“Falamos sobre a evolução dos anticoncepcionais combinados, conhecidos como pílulas anticoncepcionais, que são os contraceptivos mais conhecidos pelas mulheres. Como essa evolução foi imensa e segue a passos largos após 68 anos de existência, temos de reciclar os conhecimentos sempre”, explica o ginecologista Rogério Bonassi, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO.

Esse tipo de anticoncepcional é o mais conhecido e o mais usado no Brasil. Cerca de 25% da população feminina que faz contracepção prefere a pílula.

“É o método mais conhecido e popular pelas mulheres, usado no mundo todo por mais de 100 milhões de mulheres”, informa. “Hoje, riscos, como o AVC, infarto e a trombose são quase inexistentes”.

Aliás, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos, na avaliação de César Eduardo Fernandes, presidente da FEBRASGO. Isso sem falar que são encontradas gratuitamente na rede pública de saúde brasileira.

Com a evolução desse método, a mulher é livre para escolher quando, como e se quer menstruar. Pois ela pode ser ingerida diariamente, em regime estendido, sem aquele tempo de sete dias entre as cartelas ou tomar seguidamente durante três meses.

O Módulo I do Workshop sobre Contracepção Oral Combinada tratou de base da contracepção combinada, tendo Marcos Felipe Silva de Sá, diretor científico da FEBRASGO, na coordenação.

Vale destaque para o painel, Evolução dos contraceptivos, apresentado por César Eduardo Fernandes; além da aula Estrogênios e progestagênios, do presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção, Rogério Bonassi.

O segundo módulo debateu riscos e efeitos desses contraceptivos, com exposições de Ilza Monteiro, vice-presidente da Comissão de Anticoncepção; e Cristina Guazzelli, membro da mesma comissão.

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