PROTOCOLO sobre incontinência urinária de esforço

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PROTOCOLO sobre incontinência urinária de esforço

02 jul. de 2018

Documento estabelece critérios para procedimentos adotados por médicos no diagnóstico e tratamento de pacientes com perda de urina

 

        A FEBRASGO está lançando protocolo para diagnóstico e tratamento da Incontinência Urinária de Esforço (IUE) – a perda de urina decorrente de esforço físico relacionado à hipermobilidade da uretra ou à deficiência do esfíncter uretral.

        Dados da Sociedade Internacional de Incontinência e da Sociedade Internacional de Uroginecologia apontam que 200 milhões de pessoas sofrem de incontinência urinária no mundo. Destas, 50% têm IUE.

 

        O protocolo faz referência às causas, aos procedimentos médicos nos exames físico, clínico e laboratoriais e nos tratamentos disponíveis. Associação de fatores de risco são a causa da IUE; entre os quais o número de gestações, parto vaginal e o envelhecimento tecidual.

        Para o diagnóstico correto, é necessário, no primeiro momento, um questionamento sobre o tipo de perda de urina, fatores que desencadeiam o problema, desde quando a paciente está com os sintomas e tratamentos anteriores.

        É preciso também um exame físico para descartar alterações neurológicas, identificar anormalidades em órgãos e doenças pélvicas. Deve-se examinar os órgãos genitais externos para inspecionar se existe diminuição de estrogênio e de assaduras.

        O protocolo recomenda também a realização de exames laboratoriais como urina I, ultrassonografia e o pad-test (teste do absorvente), Q-tip-test (teste do cotonete) e estudo urodinâmico, que pode identificar do músculo detrusor e alterações no esvaziamento da bexiga.

        São quatro os tratamentos recomendados pelo protocolo da FEBRASGO: fisioterápico, farmacológicos, feitos com hormônios e antidepressivos, tratamento cirúrgico e com agentes de preenchimento.

        Em caso de dúvida, o especialista deve fazer uso do pad-test ou do estudo urodinâmico e até pedir ambos; o exercício perineal é a técnica fisioterápica com maiores índices de resultados positivos e o agente de preenchimento só deve ser usado em casos excepcionais.

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